31 agosto 2009

Álbuns Década #14

Maxïmo Park - A Certain Trigger (2005)



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"A Certain Trigger" é o álbum de estreia dos Maxïmo Park, banda que se inclui na onda do tão propalado ressurgimento do rock inglês, que se deu nos anos 2004/2005, e que se insere no actual rótulo indie rock. Foi uma banda que não ganhou a simpatia logo à primeira, ao contrário de uns Kaizer Chiefs, Hot Hot Heat, Kasabian, mas olhando agora para trás foi uma das que melhor resistiu à passagem do tempo, sendo ainda uma delícia de ouvir o álbum, facto para o qual contribui bastante o excelente concerto dado no SBSR'07. É um álbum muito consistente, que vai além dos (bons) singles "Apply Some Pressure" e "Graffiti", com músicas carregadas de energia mesmo até ao final do mesmo, onde nos esperam as mais calmas, "Acrobat" e "Kiss You Better".

28 agosto 2009

Talvez Relacionado #12

Vêm aí os Them Crooked Vultures, a banda formada por Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones! Estão a finalizar os preparativos do seu primeiro álbum que deverá sair em Outubro. Nos entretantos têm andado pela estrada a dar concertos e a disponibilizar excertos de canções. Abaixo podem ver e ouvir dois desses excertos, de "Elephants" e "Nobody Loves Me and Neither Do I".





Só mais uma nota que demonstra que os grandes músicos reconhecem qualidade - vão fazer a primeira parte dos Arctic Monkeys no Reino Unido....

27 agosto 2009

Não Relacionado #11

Everything Everything.
Melhor banda indie dos últimos dez anos.
Cada música nova é uma epifania.

25 agosto 2009

Obrigado altamont

Abençoada seja a internet. Não estou a gozar, com mil diabos. Seja mesmo abençoada esta merda.
Depois de ler a crítica ao Humbug, esqueci toda a javardice que existe na web - dos pedófilos aos manifestos racistas - e agradeci a Deus, como a beata Lucilda do meu prédio gosta de fazer na missa, a existência desta americaniçe.
O olhar crítico do user deste forúm - que apelida os apreciadores dos arctic monkeys de putos palermas - lembrou-me que o novo trabalho dos garotos maravilha já estava disponível.
Depois de vestir a minha capa de criminoso cibernaútico, fui sorrateiramente, roubar até à torrenteira mais próxima.
Ao contrário de algumas "grandes" bandas que o povão gosta - lembro metallica, coldplay, u2, acdc - não inistiram na repetição das próprias fórmulas. Alguém ainda tem pachorra em ouvir solos de dez minutos à anos oitenta?
O resultado final, algums pontos abaixo do álbum prodigioso de estreia, é um risco bem trabalho com um resultado francamente positivo.
Uma vez, um homem sábio, afirmou que deviamos fazer exactamente o oposto ao que nos dizem.
Por isso, não recomendo este álbum a todos os fãs de rock.

4 em 5

24 agosto 2009

Álbuns da Década: #15

The Strokes - Is This It? (2001)




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Aparecidos como os salvadores do Rock para o séc XXI, os Strokes foram uma lufada de ar fresco na onda Nu-Metal que assombrava as rádios e Tvs em particular e o panorama geral de uma juventude à procura de algo mais. Essa procura cessou com "Last Nite", que, através do seu som retro aliado a guitarradas e gritarias mais honestas que qualquer Limp Bizkit ou Slipknot, deu ao público algo que já estava completamente dormente, o fenómeno Rock. Músicas como "The Modern Age", "Hard to Explain", "Someday" ou "Soma" são sons que ficarão para a posterioridade. Basicamente IS THIS IT devolve o velho sex, drugs and rock 'n roll aos tops e serve de ponto de partida para a década que aí se adivinhava. Os Strokes abriram a porta, os outros que se seguiram,entraram e fizeram desta década uma das melhores.

Top15 Fred

Só um aparte em relação à classificação do meu top 15.Os meus álbuns serão classificados e enumerados por ordem cronológica e crescente. Deve-se sobretudo à muita dificuldade em preferir este em relação a outro. Deste modo, e como historicamente e cronologicamente é mais bonito e tudo aqui fica o meu top15.

Álbuns da Década: #15

Radiohead - "Hail to the Thief" (2003)



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"Hail to The Thief", o sexto álbum de originais dos Radiohead, foi para mim uma excelente consequência das experiências desenvolvidas pela banda em Kid A e Amnesiac, álbuns diferentes do que a banda tinha feito até então e que surpreenderam todos os que ainda se prendiam ao som de "Creep". Senti-o como um produto acabado da banda, uma junção de toda a experiência acumulada nos diferentes estilos nos quais se envolveram e por isso merece um lugar nos meus Álbuns da Década. A acrescentar também o facto de a banda ter decidido experimentar as novas músicas em concerto, apresentando-as em Portugal numa série inesquecível de 3 concertos no Coliseu, num dos quais estive presente e fui marcado por várias novas músicas. E foi nessa altura também, que tive a oportunidade de trocar umas palavras com os elementos da banda, que me pediram a minha opinião pessoal sobre as as músicas do álbum que vinha a caminho....

Uma década em música

Está perto de findar uma década, e ocorre-nos muitas vezes olhar para trás e fazer uma retrospectiva do que passou. Aqui no Altamont, e dado o tema do blog, irá fazer-se uma retrospectiva da melhor música que foi feita nos 00's (noughties em inglês, não sei como chamar em português). Um top 15, um álbum da década por semana será aqui publicado por mim e pelo Fred. E lanço desde já o repto aos restantes contribuidores, para fazerem também o vosso, caso vos apeteça. No próximo post - o meu 15º melhor álbum da década!

iLex Shuffle 24-08-09


21 agosto 2009

Mando Diao - Give Me Fire! (2009)

Da Suécia com amor, ou melhor, com fogo e muito, surge o quinto disco de originais da banda nórdica, Mando Diao. A provar que, pese embora não sejam de uma língua nativa inglesa, os nórdicos são fortíssimos nela. Bandas como os Hives ou os Soundtrack of our lives são exemplos disso. Apesar de já existirem há algum tempo, são ainda pouco conhecidos para muitos, especialmente em Portugal. Eu, como conhecedor da banda desde o primeiro disco, não podia deixar de faltar à chamada do seu concerto em Lisboa, dado já ter perdido o anterior em Paredes de Coura. Para mim foram o ponto alto do dia do Super Bock Super Rock. Rock puro e duro sem complexos. Troca de vozes a fazer lembrar os Oasis, mas com um som a lembrar ainda mais os anos sessenta da British Invasion à la Kinks. Deste novo disco destacam-se as fortíssimas "Dance With Somebody", "Gloria" e "You Got Nothing on Me". Ao rock já supracitado, este disco alia uma "mood" mais soul, pincelando aqui e ali as músicas com coros.
Os Mando Diao valem, sobretudo, pela sua entrega ao Rock e Give Me Fire! é, sem dúvida, mais um exemplo disso.

Talvez Relacionado #11

E para encerrar a semana, nada como um tesourinho que me parece bem precioso, e que me deixa mesmo a pensar que o SXSW é mesmo o festival a ir...

Carregando no play no vídeo abaixo terão acesso ao som de Kurt Vile & The Violators, com "Freak Train".


Enjoy!

20 agosto 2009

BIll Callahan - Sometimes I Wish We Were an Eagle (2009)

Dele se tem dito que "é o maior criador de canções vivo.". Que "someday you will brag that you were around when stuff this good was being written". Elogios fortes, portanto, não têm faltado e eu vou agora juntar-me ao coro. Não conhecia Bill Callahan até ouvir este álbum (e ainda não conheço os trabalhos anteriores, como Bill Callahan e como Smog, mas vou rapidamente tratar disso) e a forma como é agora parte de mim transcende-me. Tornou-se uma constante nos meus ouvidos, e muitas vezes, aparece a pairar na minha cabeça sem saber nem como nem porquê.
Ao ouvir o álbum temos a sensação de tudo bater certo, a voz entrar na altura certa, a guitarra subir de tom na altura certa, a melodia vai escorrendo e aparecem outra panóplia de instrumentos (destaque para o violino) e tudo encaixa, tudo faz sentido, tudo parece simples.

E para além disso tudo, há as palavras, poesia no seu estado puro. Versos como

I dreamed it was a dream that you were gone
I woke up feeling ripped by reality
Yeah love is the king of the beasts
and when it gets hungry
it must kill to eat

Show me way, to shake a memory

I used to be darker, then I got lighter, then I got dark again.

I looked all around
It was not written down
And so I'll tell you now
I will always love you
My friend

têm ecoado constantemente e mostram a qualidade do poeta que se apresenta perante nós, num exercício de beleza pura. A falar-nos ao ouvido de amizade, de paixões, de fé em Deus, da vida na forma de um ancião, que já viu, já experimentou e partilha agora as suas vivências com os restantes comuns mortais.

19 agosto 2009

Talvez Relacionado #10

Estou convencido. Vem aí mais um excelente álbum de Arctic Monkeys. E convencerem-me com uma cover que infelizmente só estará presente na edição japonesa, mas de qualquer forma acho que está muito boa. Aqui vos deixo a evidência, "Red Right Hand", original de Nick Cave & The Bad Seeds. Grande som!!!

18 agosto 2009

18 de Agosto de 1969 - Woodstock


Faz hoje, dia 18, 40 anos sobre o último dia do festival Woodstock. O festival que marcou uma geração. Previsto apenas como 3 dias de festival, o concerto de Jimi Hendrix foi atrasado para a manhã do dia seguinte devido a constantes atrasos, devido sobretudo à chuva. Anunciados como The Jimi Hendrix Experience, Hendrix de pronto corrigiu-os como Gypsy Sun and Rainbows. Apenas um número reduzido de pessoas assistiu ao concerto final. Fala-se entre 25 mil e 180 mil. Números bastante inferiores aos bem mais de meio milhão que se instalaram na herdade de Bethel desde o primeiro dia. No entanto, Jimi brindou a público restante com uma das melhores performances dadas. Mais de 2 horas de concerto dadas de forma explosiva foram um brinde para quem aguentou até ao último instante.

17 agosto 2009

Covers

Hoje quero colocar em cima da mesa um tema interessante - as covers. Acho que é um tema que gera opiniões contraditórias, discussões acesas e que não levam a lado nenhum, portanto de muito interesse para este blog. As covers. O que não falta para aí são covers más e desnecessárias, portanto vou optar por focar nas que têm alguma importância no mundo da música e que realmente adicionaram alguma coisa à versão original de uma música.

Nos anos 60/70, penso que não havia um conceito muito claro quanto a fazer covers, existiam muitas versões de músicas escritas por outros, que se reproduziam sem complexos, e das quais as que me aparecem logo na memória são:

- "With a Little Help From My Friends", Joe Cocker, original The Beatles
- "All Along The Watchtower", Jimi Hendrix, original Bob Dylan
- "Blowin' in the Wind", Joan Baez , original Bob Dylan
- "Wild Thing", Jimi Hendrix, original The Wild Ones
- "Respect", Aretha Franklin, original Otis Redding
- "Twist & Shout", The Beatles, original The Top Notes
- "Gloria", Patti Smith, original Them
- "I Fought the Law", The Clash, orginal Sonny Curtis & The Cricketts

Nos anos 80, com certeza que houve muitas covers, mas não tenho nada registado no chip, sendo que na década seguinte há alguns casos bastante interessantes:

- "Mrs. Robinson" Lemonheads, original Simon & Garfunkel
- "Knockin' on Heavens Door", Guns N' Roses, original Bob Dylan
- "Hallelujah", Jeff Buckley, original Leonard Cohen
- "Easy", Faith No More, original Commodores
- "The Man Who Sold he World" Nirvana, original David Bowie

A nível mais pessoal acrescento algumas que os Pearl Jam nos ofereceram, como "Crazy Mary", original Vanessa Williams; "Baba O'Riley", original The Who; "Sonic Reducer", original Dead Boys (ai de quem me vier falar de Last Kiss....)

Mais recentemente, já no século actual, os Nouvelle Vague dedicaram-se, com algum êxito, a fazer covers de músicas sobejamente conhecidas e têm algumas boas versões ("Ever Fallen in Love?", original The Buzzcocks; "In a Manner of Speaking", original Tuxedomoon; "I Melt With You", original Modern English) e destaco também os Killers, com a sua versão de "Shadowplay", original Joy Division.

Todas estas são referi são, na minha opinião, grandes músicas e que acho merecem figurar como parte da História da música. A diferentes níveis bem sei, mas como boas amostras de como é possível pegar em criatividade alheia e levá-la a outro nível, que, no fundo, é disso que se trata.

Agradeço opiniões sobre o tema, lembretes para covers que me poderão ter passado e afins, aqui em baixo na caixinha dos comentários. Ou então não, leiam só e vão à vossa vida! Enjoy!

Relacionado #16

Raul Seixas - Dentadura Postiça
Krig-ha Bandolo (1973)

14 agosto 2009

Les Paul (1915-2009)

O pai da guitarra eléctrica, Lester William Polsfuss, mais conhecido como Les Paul, faleceu ontem nos EUA, com 94 anos.


Foi um inovador no seu tempo, ao desenvolver por si próprio, em 1939, uma guitarra eléctrica, que viria posteriormente a ser produzida pela Gibson com o seu nome. Hoje acho que qualquer pessoa minimimante conhecedora de guitarras tem este modelo como grande referência, quanto mais não seja pelo punhado de artistas que a utilizam com muita frequência, dos quais destaco o Slash, por só utilizar esta guitarra.


A Reuters preparou um interessante slideshow de fotos com artistas que a utilizaram, denominando-o Guitar Heroes.

13 agosto 2009

Talvez Relacionado #9

Um bom som, esta "How I Became a Prostitute", dos Twilight Sad. Trata-se do single de avanço do seu segundo álbum, "Forget The Night Ahead", que será lançado em Outubro e parece-me um excelente aperitivo desta banda escocesa. A manter atentos.

12 agosto 2009

iFrod Shuffle 12-08-09


Paredes Coura 09

Tardou um pouco, mas finalmente aqui fica a reportagem dos enviados especiais do Altamont ao Paredes de Coura 09. Foi um ano um pouco atípico para este festival, uma vez que, sem patrocinador principal, terá sido uma tarefa bem mais complicada montar um cartaz forte como fazem ano após ano, com bandas emergentes e alguns nomes fortes. De qualquer forma, o espírito mantém-se e ali, isso é o mais forte de tudo. É um verdadeiro festival virado para a música e no qual tudo o resto é acessório.


Vamos então à música; Dia 1 (29 Julho) iniciou-se com os Temper Trap, uma banda australiana com um som interessante e que funcionou muito bem como responsável por abrir as hostilidades. Demonstraram energia e debitaram o seu rock bem ritmado que agradou quem já se encontrava pelo recinto.


Seguiram-se os por mim muito esperados The Pains of Being Pure at Heart e não desapontaram. Não que tenha sido um concerto extarordinário, nota-se que ainda são uma banda verdinha, mas entregaram-se às músicas que trouxeram e agradaram ao público que ia crescendo junto ao palco, alguns já fortes conhecedores do álbum de estreia da banda. Soube bem.



The Horrors fizeram jus ao seu nome, com o seu pseudo-goth-shoegaze-pós-rock. Boa altura para ir comer.


Era então chegada a hora de mais um ansiado concerto - Supergrass, que mesmo com 15 anos de carreira nunca tinham vindo a Portugal. E acho que sinceramente valeu a pena deixar passar o buzz de quando eram apenas a banda do "Allright", Cresceram, editaram vários bons discos e mostraram em concerto que não são os One Hit Wonders como muitos os rotularam na altura. Excelente rock, músicas com "Richard III", "Sun Hits the Sky" e "Moving" forma muito bem vividas, um concerto sem muito aparato, deixar a música valer por si.



E chegados estávamos aos cabeças de cartaz - Franz Ferdinand, que apesar de já cá terem vindo várias, vezes, nunca os tinha visto. Mais abaixo no blog já está uma boa reportagem a este concerto, e eu quero apenas acrescentar que foi realmente muito bom, um dos senão o melhor do ano, acho que sentiram a energia que vinha do público e beberam daí para criar um excelente concerto. Um bom balanço entre os 3 álbuns, que cultiva uma mistura entre o rock e também um lado mais sintetizador no recente, que funcionou muito bem e agradou a todos.



Dia 2 (30 Julho) - Dia mais para cumprir e ver o que aparecia, sem grandes expectactivas. Começou com um bocado bem passado na relva, e à hora marcada os Mundo Cão foram os responsáveis pela abertura do panco principal. Têm um estilo próprio, um pouco colado aos Ornatos, que não é claramente o meu e acho que deram um concerto razoável, sem espinhas.


Seguiram-se os Portugal. The Man. Um retorno ao rock anos 70, psicadélico, longas músicas, poucas palavras para com o público, no país que ajudou a dar o nome da banda. Quem gosta do estilo (o outro repórter Fred curtiu bastante) achou um concerto muito competente e suficiente para ir descobrir mais sobre a banda.


Os Blood Red Shoes foram a meu ver o ponto alto deste dia. Tinha ouvido 2/3 músicas deles e achei que ganharam o público com o seu som simples (uma bateria, uma guitarra e voz à la White Stripes) mas bastante animado. Notou-se que já têm uma boa base de fãs por cá, e passaram muita energia para o público.


Peaches merece referência apenas por lhe ter conseguido tirar uma boa foto


Ah, e acho que houve uns senhores que ainda tocaram depois. Comecei a ouvi-los e passadas 3 músicas fomos à nossa vida. Balanço final bastante positivo, o primeiro dia só por si valeu muito e sabe sempre bem regressar a Paredes de Coura!

10 agosto 2009

SW09

Teve de ser. Pela primeira vez na minha vida fiz o Grand Slam dos Festivais de Verão do nosso cantinho - Optimus Alive, Super Bock Super Rock, Paredes de Coura e Sudoeste no mesmo ano. Para mais tarde recordar, porque estou certo que é algo que nunca mais se irá repetir. Foi muito tentador a junção de factores - completar o Grand Slam e ver os Faith No More e como tal não resisti - fui até à Herdade da Casa Branca picar o ponto. Mas no final fui eu que fui marcado, por um grande concerto - Mike Patton e sua companhia demonstraram energia, empenho, alegria por cá estarem (num país que, como ele destacou, foi onde em 1998 a banda acabou, "after a very long tour"). Puxaram por todos os que lá se encontravam, muitos (tal como eu) propositadamente para os ver, animaram, cantaram uma música completa ("Evidence") em português, um setlist muito bom, balanceando baladas com as músicas mais duras, foram agressivos quando era para o ser e calmos quando também era tempo disso. Muito, muito bom!



Quanto às outras bandas, fiquei desiludido com os Blind Zero, não percebo como uma banda com um reportório alargado como eles resolve fazer 2 covers que em nada acrescentam às versões originais, ainda para mais num concerto de apenas 55 minutos? Para mim não se justifica. Bem melhor estiveram os X-Wife, banda muito competente e que animou bem as hostes na abertura do palco principal.



Uma palavra também para o ambiente. Definitivamente, o Sudoeste não é um festival de música, é uma feira de vaidades. Montanha-Russa? 4 palcos com músicas distintas a chocarem entre si (o episódio do Tigerman é ilustrativo, palmas para ele!!)? Montes de patrocinadores a distraírem as atenções dos concertos, com música muitas vezes mais alta? Muito provavelmente, e salvo banda mesmo muito forte, não lá voltarei tão cedo...

05 agosto 2009

Debate

Ao tempo que no Altamont não é dedicado tempo de antena a questões realmente fulcrais que rodeiam o mundo da música, e como tal, após um debate renhido entre os dois reportéres escalados para fazerem a cobertura do Paredes de Coura, achámos por bem alargar o debate e recolher mais opiniões numa questão que é por certo já muito debatida, mas sem chegar a conclusões práticas. Ora então sem mais demoras, cá vai:

Na vossa colecção pessoal de discos/CD's/iTunes, o que for, e no caso de a terem disposta por ordem alfabética, The Beatles aparece na letra T ou na letra B?

Fico a aguardar as vossas posições e argumentos na caixinha dos comentários. Um muito obrigado desde já pela contribuição.

02 agosto 2009

Paredes de Coura 2009 - Franz Ferdinand

Podem ficar com os Killers, mas os Franz Ferdinand não nos levam!

É com toda a certeza o espírito com que se fica depois do concerto da banda escocesa em Paredes de Coura. Ao invés de uma performance feita de êxitos seguros e politicamente correctos à la U2, os FF metem toda a sua energia e transmitiram, mais uma vez, a ideia de que estão à vontade com o que criam e não estão preocupados com o êxito fácil, não fazendo concertos, rotinas, mais um dia de trabalho, hoje no Minho, amanhã sabe-se lá onde. Tocam (ainda) com o coração e não a razão. Sentem o público que têm à frente, isto apesar de ser a quinta vez em solo nacional.
Um dos melhores concertos que já assisti, a par de Arcade Fire. Empatia completa banda-público.
Por isso dizemos, Killers e, muito provavelmente, Kings of Leon, já são parte do "The Man", FF ainda é uma banda cá das nossas!