Parece que os Smashing Pumpkins andam para aí a dar concertos. Parece inclusivé que passaram por Portugal e deram um duplo concerto no Campo Pequeno em Dezembro e este ano vêm outra vez à Feira Popular da Belavista. Pudera, se o público português é o melhor para o qual ele já tocou!
Parece que os Smashing Pumpkins andam para aí a fazer álbuns e vai sair um novo já em Junho.
Agora às perguntas:
os Smashing Pumpkins não tinham acabado em 2000? Tinham.
Então esta é uma daquelas reuniões que se fazem passados não sei quantos anos e quando a conta bancária precisa de um achego? Não.
Passemos a explicar então, que isto tudo tem uma explicação muito simples - o nosso amigo Billy Corgan é uma pessoa muito necessitada, precisa de amor e carinho. Após o fim da banda, montou uma nova banda de nome Zwan, mas ninguém lhe ligou. Depois lançou um álbum em nome próprio (TheFutureEmbrace (2005)), mas, outra vez, ninguém lhe ligou. Foi então que anunciou ao mundo que os Smashing Pumpkins estavam de volta, mas com um pequeno pormenor, ninguém da banda original a não ser ele próprio e o baterista Jimmy Chamberlin. Assim lançou um álbum em 2007 (Zeitgeist). Depois correu com o Chamberlin e agora está aí outro álbum na calha. Billy, what the fuck? Isto não é Smashing Pumpkins, és tu e uns gajos que aposto terão zero intervenção no processo criativo. Move on! Fica com a memória do que foram os Smashing Pumpkins, quando há quase 20 anos fizeram este Siamese Dream. Eu sei que foste praticamente tu sozinho que o fizeste, o Jimmy estava sempre drogado e desaparecia durante dias, o James e a D'Arcy andavam às turras e não faziam o que tu querias, e foste tu com o Butch que fizeram noitadas a regravar, a meter faixa em cima de faixa, mas eram os Smashing Pumpkins. Tudo isto eram os Smashing Pumpkins e é isto que merece ser recordado, e não estas tretas que andas para aí a fazer agora. Que nem sei se são boas ou más porque pura e simplesmente não ouvi, não dá meu. Foi bom enquanto durou. Especialmente este pico de densidade, dramaturgia, desespero, neurose, agonia, raiva, rock, shoegaze que está nestas 13 músicas abaixo e que de vez em quando apanho num shuffle. E sabe sempre bem.
Este é um Ardina com cheiro a Recomenda, uma vez que serve para anunciar que vem a caminho novo disco dos Sigur Rós, que se irá chamar Valtari, e nos chega no próximo dia 28 de Maio. E também que desde já recomendamos a primeira faixa do álbum a ser disponibilizada, "Ekki Múkk", a ser ouvida já aqui em baixo! Ora 28 Maio, 27 Março, 2 meses e um dia, ora 2 vezes 30 dá 60, mas Março tem 31 dias logo 62, 62 dias para descobrir que rumo tomarão os Sigur Rós desta vez, se mais () e Von, se mais Með suð í eyrum við spilum endalaust.
Para começo de conversa tenho a dizer que fiquei bastante surpreendido quando soube, durante a semana passada, que já não havia bilhetes disponíveis para este concerto. Convenhamos, esgotar um Coliseu não é para todos, e a música de Feist não tem tanto tempo de antena em rádios e afins nem marketing maçico a suportar. O que tem isso sim, é um público já seu, próprio, conhecedor, e que marcou presença em força para admirar ao vivo a música e a simpatia desta canadiana que cria muito facilmente empatia e assim conquistou toda a gente. Longe dos clichés amo lisboa vocês são o melhor publico, etc (saiu-se com um "Vocês são do caralho!") conquista pelo improviso do momento, pelo à-vontade na comunicação. E o que à partida parecia ser um concerto fadado para ser mortiço, dada a calmia que impera nas suas músicas, foi por aqui que ganhou alguma vida, por aqui e por uma reinvenção das suas próprias músicas, uma vez que "Mushaboom" e "Sea Lion Woman" sofreram um restyling que mostra que há trabalho de casa, não é um mero chegar e despejar as músicas.
Não sendo eu um fã hardcore de Feist (ainda nem tinha ouvido com devida atenção o mais recente Metals), superou um pouco as minhas expectactivas, apesar de não ter tocado músicas com as quais estava a contar, casos de "Gatekeeper", "One Evening", "One Two Three Four" e especialmente "Brandy Alexander", mas concordo que fugir aos singles é uma boa política para quem tem um público ali a acompanhar qualquer música que se toque pelo que uma vénia à menina Leslie que esteve muito bem.
Esta semana tudo se passa no Norte e pouco em Lisboa. Têm lá para cima Feist, Wraygunn com o seu novo L'Art Brut e ainda o Festival para Gente Sentada, com os Low e os Tindersticks à cabeça. Assim para os lisboetas sobram Os Passos em Volta e os portuenses Zen que regressam após uns anitos por fora. Enjoy!
19. Feist - Coliseu, Porto
22. Wraygunn - Teatro Gil Vicente, Coimbra
22. Os Passos em Volta - Cinema São Jorge, Lx
23. Class Actress + El Guincho DJ - Lux, Lx
24. Wraygunn - Hard Club, Porto
24. Low + Aquaparque + a Jigsaw - Festival para Gente Sentada, Sta.Maria da Feira
24. Zen - Musicbox, Lx
25. Tindersticks + Thomas Belhom + The Telegram - Festival para Gente Sentada, Sta.Maria da Feira
Este foi um concerto atacado em força pelo Altamont.blogspot, nem mais nem menos que 4 elementos que escrevem para aqui no blog se deslocaram até à sala TMN Ao Vivo para assistir à Blues Explosion! (sempre que se diz Blues Explosion tem que levar um ponto exclamação no fim para dar a ideia correcta do que se quer transmitir. The Blues Explosion!). E no final debatíamos o que se poderia aqui escrever sobre o concerto, enquanto nas nossas costas uma moça com certeza cheia de calor se preparava para uma noitada bem passada com o baterista Russell. E é isto que retrata o que são os Jon Spencer Blues Explosion - puro rock n' roll, com direito a todos os seus clichés - gajas a meterem-se com os elementos da banda, blusões de ganga, leatherpants, energia no máximo, guitarras sem parar, acaba uma música logo se pega na seguinte e o ritmo incessante não abranda. E não fosse o público da banda ser já entradote, uma vez que os Blues Explosion! já andam nisto há 20 anos, com certeza haveria mosh lá à frente e crowdsurfing a compôr o ramalhete. Puro rock n' roll sem mais palavras. The BLUES EXPLOSION!
Já ando para escrever umas palavras sobre este álbum há algum tempo, mas por esta, aquela, ou mesmo por aqueloutra razão não deu, não escrevi, e a verdade é que o momento parece já ter passado um bocado. Mas se juntarmos à equação o facto de andar bastante arredado das novidades que vão aparecendo nos últimos tempos, para mim este No Color, apesar de já com 1 ano em cima, até parece um fresquinho.
O principal motivo que me leva a falar deste álbum é sentir que foi injustamente ignorado por uma larga maioria de melómanos. Ao não o ver em nenhuma lista dos melhores álbuns do ano que muitos se prestam a fazer, fiquei a pensar cá comigo - será que não o ouviram ou ouviram e ignoraram? Porque para mim foi mesmo um excelente comeback por parte desta banda, que depois de um vigoroso segundo álbum Visiter foram-se abaixo com Time to Die e quiçá por isso muita gente lhes colocou uma cruz em cima logo aí. E agora deve custar a admitir o erro, suponho, pelo que olha, se ninguém falar pode ser que passe despercebido. Grande erro de quem o fez, No Color é um grande grande álbum, o duo Meric Long e Logan Kroeber esmerou-se para mostrar que o álbum anterior mais não tinha sido que um percalço e voltaram à sua energética performance de conjugação de riffs de guitarra com uma sempre forte percussão a acompanhar, dando um ritmo intenso a toda a melodia, que umas vezes é puxado pela guitarra e tem uma percussão a acompanhar e noutra é a percussão que puxa a guitarra. Não fosse o mundo injusto e depois deste álbum os Dodos teriam a mesma atenção que uns Arcade Fire. E com esta me vou.
É caso para dizer: Fuckin finally! Justin Vernon descobriu Portugal num mapa qualquer e decidiu vir cá visitar o burgo. Já faltam só 4 meses e meio mas a saliva começa a escorrer com ansiedade para que o dia 24 de Julho chegue depressa. E ainda mais contente pelo facto de ter fugido ao formato festival e ter uma sala completamente dedicada, neste caso o Coliseu dos Recreios. O Porto também terá o seu merecido concerto no seu Coliseu, logo no dia seguinte. Grande notícia! Aqui fica o mais recente videoclip, "Towers", extraído do seu álbum homónimo, Bon Iver. Enjoy!
Começo o meu artigo por me pronunciar sobre o nome que atribuíram a este festival que nos obriga a andar sempre de um lado para o outro - não gosto. Percebo que com a mudança de patrocinador o nome teria de ser forçosamente outro, mas sinceramente, acho que poderiam ter arranjado algo melhor. Mexefest não me soa bem, o que hei-de fazer? Agora não sei se por forma a compensar isso mesmo ou não, o que é facto é que o novo patrocinador apostou em dar uma nova vida a este festival urbano, chamando mais bandas e fazendo a extensão à cidade do Porto. Apostando em boas e novas bandas nacionais (como o Du bem demonstrou no post abaixo), bem conjugadas com nomes estrangeiros já consolidados, casos de Josh Rouse, St. Vincent, Twin Shadow (que estará para comprar casa em Portugal, de tantas vezes que cá vem). Não fosse o facto de haver este ano um Primavera Sound e teria pensado em dar um salto à Invicta para este Mexefest, pelos motivos que acima referi, boa oportunidade para ver as bandas portuguesas, dar uma real oportunidade a St. Vincent que tenho o álbum novo por ouvir, ver o que fazem os Foals em formato dj set. Mas especialmente para rever o meu querido Rouse, Josh Rouse. A espalhar a sua love vibration.
Mais uma excelente festa Altamont n'O Século! O final foi um bocado alucinado para mim porque senti que o que tinha preparado não ia funcionar com aquele público e tive de optar por decisões na hora. Mas até lá, grande setlist este que animou o pessoal até às 3h30. Aqui fica o mesmo. Enjoy!
1. Twentieth Century Fox Theme - John Williams
2. Starman - David Bowie
3. I Feel Like a Child - Devendra Banhart
4. Put The Sun Back - The Coral
5. Who Loves The Sun - The Velvet Underground
6. This Time Tomorrow - The Kinks
7. Kodachrome - Paul Simon
8. Ring the Bells - James
9. Valerie - The Zutons
10. Enterlude - The Killers
11. These Days - Joy Division
12. Black, Red, Yellow - Pearl Jam
13. Red Right Hand (Cover) (Bonus) - Arctic Monkeys
14. Money Maker - Black Keys
15. Get Found - Bass Drum of Death
16. Senhora Do Monte - Os Velhos
17. Paquiderme Magrinho - Feromona
18. Raw Meat - Black Lips
19. Honey Bunny - Girls
20. The Wall - Yuck
21. Why Won't You Make Up Your Mind? - Tame Impala
22. Neighborhood #1 (Tunnels) - Arcade Fire
23. Apartment Story - The National
24. Not Even Jail - Interpol
25. Good Fortune - PJ Harvey
26. Machu Picchu - The Strokes
27. Angela Surf City - The Walkmen
28. Noorgard - The Vaccines
29. Heartbeat Song - Futureheads
30. Golden Sea - French Films
31. Saddest Summer - The Drums
32. Post Acid - Wavves
33. Long Before Rock N'Roll - Mando Diao
34. Here We Go Again - The Hives
35. Molly's Chambers - Kings Of Leon
36. Do The Evolution - Pearl Jam
37. Conscience Killer - Black Rebel Motorcycle Club
38. When The Sun Goes Down - Arctic Monkeys
39. When You Cry - Girls Names
40. The Look - Metronomy
41. Ironside (excerpt) - Quincy Jones
42. Lola - The Kinks
43. Love Me Two Times - The Doors
44. Fortunate Son - Creedence Clearwater Revival
45. Howlin' For You - The Black Keys
46. Subterranean Homesick Blues - Bob Dylan
47. It's Only Rock 'N Roll (But I Like It) - The Rolling Stones
48. Gloria - Them
49. I Fought The Law - The Clash
50. Sheena Is A Punk Rocker - Ramones
51. My Sharona - The Knack
52. Don't Stop Me Now - Queen
53. Call Me - Blondie
54. Pump It Up - Elvis Costello & The Attractions
55. Road To Nowhere - Talking Heads
56. This Charming Man - The Smiths
57. Inbetween Days - The Cure
58. Mixed Bizness - Beck
59. Everyday Should Be A Holiday - The Dandy Warhols
60. One Step Beyond - Madness
61. I Wanna Be Adored - Stone Roses
62. Hey - Pixies
63. Love Will Tear us Apart - Joy Division
64. The Back of Love - Echo & The Bunnymen
65. Brass in Pocket - The Pretenders
66. Down to Mexico - The Coasters
67. Little Green Bag - George Baker
68. Nantes - Beirut
69. Spin the Black Circle - Pearl Jam
70. Lithium - Nirvana
71. Hunger Strike - Temple of the Dog
72. Where is My Mind - Pixies
Depois de um Fresquinho português e um Recomenda português só podia vir um Estimação português para completar o ramalhete. Mas um Estimação português é uma tarefa mais complicada para mim, que, apesar de ter passado a maior parte da minha vida em Portugal, não fui educado tendo a cultura portuguesa como base (e não me peçam mais explicações que este espaço não é para eu andar a contar a minha vida). Música portuguesa lá em casa quase nem vê-la ou ouvi-la. O meu ouvido não foi habituado a ouvir cantar em português e assim não é de estranhar que tenha elegido um álbum de uma banda portuguesa que canta em inglês (e sobre este assunto daria para uma discussão alargada de várias horas mas não aqui, não é o local nem o momento ainda para mais tendo em conta que a minha idade não permite discussões sem um copo de vinho na mão).
Vamos lá então aos Blind Zero, com aquele sentimento de nostalgia dos tempos do secundário, cabelo comprido, a Herculano de Carvalho, paixões arrebatadoras dia sim dia não, o 25A para o trajecto casa-escola, escola-casa, e o Trigger no discman do Tiago a acompanhar (nesta altura discman não era para todos e eu apenas tinha o meu velhinho walkman). Parece que foi ontem e afinal já lá vão 16 anos. Numa altura em que o grunge apresentava já sinais de estar a quebrar, os Blind Zero mais não fizeram do que mostrar que era possível uma banda portuguesa lançar-se nessa sonoridade e não ficar mal na fotografia, o que só por si me pareceu de valor na altura. E muito ouvíamos o Trigger, desde a força bruta de um "Maniac Inland" ou um "Big Brother" até às mais baladeiras "Woman" e à introspectiva "Amen" e sabia sempre bem. Hoje, quanto mais não seja pelo valor nostálgico continua a saber bem. Gostava de ter a opinião de quem nunca ouviu o disco e o experimenta agora, isenta de emoções. Mas também acho que esta análise "isento de emoções" é impossível na música...
Confesso que ultimamente tenho andado arredado de novos sons. Por este ou aquele motivo, ou mesmo aquele outro, não tenho andado com a devida atenção ao que tem chegado ao mercado. Ainda nem sequer tenho os novos álbuns de Feist ou St. Vincent ou Bonnie "Prince" Billy, por exemplo. Daí este ser um fresquinho assumidamente um pouco à pressão, afinal de contas quem manda é o editor e há que postar hoje. Assim sendo, fui ver a lista dos álbuns recentes, cruzei com algumas referências por essa internet, e fui ouvir o que daí saiu. E o que saiu foi o sentimento de ter sido conquistado pelo ambiente inóspito criado por Trevon Powers, miúdo de 22 anos que sob o nome de Youth Lagoon gravou na sua casita em Boise, Idaho (não sabem onde é vão procurar no mapa) este "The Year of Hibernation".
Senti-me transportado para tão longe que nem sei como é que de lá voltei para vir aqui escrever qualquer coisa. Por momentos revi-me naquele tempo em que, sozinho no meu quarto, sonhava com o que havia para conhecer, o mundo que havia por desbravar. Carregar no play abaixo é embarcar numa espécie de viagem nostálgica, pelo que façam-no com o devido cuidado, porque podem não conseguir parar.
Passados que estão 5 meses do lançamento deste álbum já é com dificuldade que se pode enquadrar na classe dos fresquinhos, mas dado que poderá haver muita gente que não o apanhou por uma ou outra razão e também por eu achar que merece destaque, hoje é este o fresquinho - Demolished Thoughts, terceiro álbum a solo de Thurston Moore.
A primeira palavra vai para aqueles que esperavam que este álbum a solo fosse uma continuação do seu trabalho nos Sonic Youth - para essas a surpresa será constante. Em vez do noise rock experimental temos um álbum onde se potencia mais a canção do que o improviso. Mas a mudança chave está mesmo nos arranjos.
Toda a instrumentação é diferente do que é a imagem de marca dos Sonic Youth, com uma ênfase maior nas guitarras acústicas e outras cordas. Moore explora uma palete de sons mais suave de forma entusiástica, mas sempre sem perder o seu lado conceptual. É um álbum que cheira a folk, mas não é só folk, é um folk à maneira muito própria de Moore que mesmo quando dedicado a um estilo diferente não descura um constante explorar dos instrumentos que tem à sua disposição e neste caso temos harpa, violinos, baixo e a conjugação de todos soa-nos familiar e ao mesmo tempo único. Há que salientar também o importante papel que tem Beck, produtor do álbum, no produto final - fico com a sensação que é dele a responsabilidade de não deixar Thurston Moore perder-se no seu experimentalismo, controlando-o sem chicote, dando até talvez uma maior ambição ao projecto mas sem que tal pareça forçado.
Parece-me que com este álbum há claramente um salto em frente neste seu side-project que é a carreira a solo, deixando de ser apenas um entretém nos tempos livres para algo mais consistente. Deixo a música à vossa consideração. São apenas 9 temas e começa com um arrepiante "Benediction". Enjoy!
Descobri os Silver Jews em 2005, com este álbum. Ou seja, 16 anos depois de se formarem como banda, 11 anos depois do seu primeiro álbum, e já com mais 3 lançados entretanto. Quando os descobri soube que a banda foi criada por David Berman e dois elementos dos Pavement, Stephen Malkmus e Bob Nastanovich o que torna ainda mais vergonhosa a minha desatenção. Mas mais vale tarde que nunca, certo? Até porque chegaram tarde mas ganharam um lugar especial e a audição que fiz hoje de manhã para preparação deste post só serviu para reforçar isso mesmo.
David Berman arrasa-nos com as suas letras únicas, de poeta, e se tivermos em conta que metido neste álbum estão emoções que terá sentido nos difíceis 4 anos que o separam do anterior Bright Flight, onde o abuso de drogas e depressão o levaram a tentar o suícidio, só podemos agradecer por ter dado a volta por cima e partilhar connosco um pouco desse carrossel de sentimentos na forma deste Tanglewood Numbers.
"Punks in the Beerlight", música que abre o álbum fez parte do meu alinhamento da Hora do Bolo. Será que isto só por si prova o valor que dou a esta música? Aquela intensidade de um "I Love you to the MAX!" é algo muito muito especial. Depois vem uma lista de músicas de nome enorme que algumas vezes me deu sustos derivado do facto de que me punha a olhar para o iPod para ler o nome todo e distraído da estrada tudo podia ter acontecido. Todas elas com o seu encanto, a sua magia, as suas metáforas para transmitir a sua nova encontrada fé e um ritmo muito vivo a acompanhar. E não podia deixar também de realçar o grand finale "There is a place", uma música que parece um resumo do álbum, onde tudo se concilia.
Poderia aqui colocar várias frases que se retiram deste álbum e que nos fazem pensar, nos fazem sonhar. Mas prefiro deixar cada um ouvir com a devida atenção e descobrir por si, sentir por si.