Este formidável B-side do single "Black Treacle" que conta com a participação de um grande Richard Hawley. Rock puro, duro e crú. Como se quer...
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01 fevereiro 2012
14 junho 2011
Álbum Fresquinho: Arctic Monkeys - "Suck It and See"
E ao quarto disco de originais, os Monkeys demonstram bem o caminho que querem seguir. O seu próprio caminho, sem pressões de editoras para encherem estádios e se tornarem os meninos bonitos que arrastam milhões de teenagers atrás. Após o primeiro disco ter pegado de estaca e ter feito de quatro miúdos de Sheffield uma promissora banda e revelar, em especial, um carismático Alex Turner, os Arctic Monkeys começaram a desbravar o seu próprio caminho, e isso revelou-se nos discos, músicas e, sobretudo, letras seguintes. Não mais Alex Turner escreveria sobre os seus ténis preferidos ou encontros de adolescentes. Tornaram-se homenzinhos e cada vez melhores músicos. Do pujante Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, seguido da confirmação de selo de qualidade em Favourite Worst Nightmare, passando pela experimentação em Humbug, os pupilos de Turner chegam-nos agora com Suck it and See, título nada aconselhável para quem poderia querer manter um nível respeitável e de fácil aceitação. Este disco chega-nos dois anos depois de Humbug e apenas um mês após o EP a solo de Alex Turner, Submarine, banda sonora para o filme com o mesmo nome, realizado por Richard Ayoade. É de salutar esta corrente criativa até porque a qualidade de Suck it and See, não aparece de alguma maneira beliscada. Não é um disco fácil. Não cria raízes à primeira como nos dois primeiros discos. Surge na continuação do disco anterior mas com um piscar de olhos ao grunge. Mais crú e seco. Não há nenhuma música que se possa dizer que é "material de single". Tanto "Brick by Brick", cantada também pelo baterista, Matt Helders, como "Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair", são secas o suficiente para alienar grande parte do antigo público. É um disco que vai crescendo aos poucos, tornando-se essencial sem atingir as parangonas dos media. Por vezes, é melhor assim...
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05 fevereiro 2010
Arctic Monkeys - Campo Pequeno - 03.02.2010
They grow up so fast.
Os Arctic Monkeys tocaram em Portugal, pela 3ª vez desde 2006, e isso foi só há 4 anos.
E hoje, os Arctic Monkeys estão adultos. E há 4 anos, eram simples adolescentes, com jeito para a música, mas não eram mais do que adolescentes, com tudo o que de bom e de mau isso tem. E passados 4 anos e 3 discos, eles tocam em Lisboa, e dão um concerto que é de guardar na memória.
Campo Pequeno todo lotado, com adolescentes e quarentões, tudo em pulgas para ver os Monkeys. Alguns resistiram ao saber que era no Campo Pequeno, raro é o concerto que tem bom som, e isso estraga logo quase tudo. mas desta vez, alguém se esmerou, e o som só não estava mau, como estava muito bom. Não fazia eco, os instrumentos saíam limpos, nenhum se sobrepunha muito aos outros. Lá está, o som bom na sala, melhora logo quase tudo (por isso quse todos os concertos na aula magna são bons).
Mas neste concerto não havia outra hipótese, o som tinha mesmo de estar bom, porque o novo álbum dos Arctic Monkeys, Humbug, tem uma sonoridade limpa, definida. Neste capítulo, tudo correu bem.
A actuação deles em palco, e a pose deles em palco, e a música deles em palco, provou que eles cresceram, amadureceram, fizeram-se homens.
A diferença do último para este álbum é o que cada membro da banda passou. Nestes anos, desde 2007 quando saiu Favorite Worst Nightmare, os putos de Sheffield viveram muito mais do que tinham vivido até aí - enfiados na sua cidadezinha inglesa, sempre sem sol. Neste processo de crescimento de cada um deles, há uns aspectos a destacar. Nomeadamente a música que começaram a ouvir. Por sua iniciativa, e por iniciativa de um jornalista da Mojo, que lhes deu um molhe de discos e lhes disse "vocês têm de ouvir isto". E fez ele bem. Um artista, para ser melhor no que faz, tem de conhecer o que já foi feito.
E com os Monkeys deu-se isso, ouviram Black Sabbath e Led Zeppelin. E deixaram crescer o cabelo. E foram aos Estados Unidos, e gravaram nos estúdios do Jimi Hendrix. E Gravaram com o Josh Homme, algures no Mojave Desert na Califórnia.
E isso, claro, influencia tanto a pessoa como o músico.
Em palco, no Campo Pequeno, estiveram esses músicos e pessoas, mudados, mais velhos, mesmo que ainda tenham 24 anos. E fizeram um concerto memorável - com direito a uma explosão de confettis no fim. Tocaram as músicas novas, mais melódicas e com menos exuberância rock, tocaram as músicas mais exuberantes rock dos álbuns anteriores, mas fizeram-no de forma adulta. Puseram o Campo Pequeno a cantar, a dançar, e em certas alturas, a fazer moche. Têm energia, boas músicas, um atitude discreta (baixo-perfil), e sabem conquistar o público.
São um caso sério, porque o talento musical está lá, e o potencial para crescer, está lá ainda mais. Principalmente se continuarem a ser bem orientados, e se continuarem a encarar a música como encaram - sem grandes preocupações, e cada vez mais comprometidos com o som. Uma grande banda para os anos 10.
Os Arctic Monkeys tocaram em Portugal, pela 3ª vez desde 2006, e isso foi só há 4 anos.
E hoje, os Arctic Monkeys estão adultos. E há 4 anos, eram simples adolescentes, com jeito para a música, mas não eram mais do que adolescentes, com tudo o que de bom e de mau isso tem. E passados 4 anos e 3 discos, eles tocam em Lisboa, e dão um concerto que é de guardar na memória.
Campo Pequeno todo lotado, com adolescentes e quarentões, tudo em pulgas para ver os Monkeys. Alguns resistiram ao saber que era no Campo Pequeno, raro é o concerto que tem bom som, e isso estraga logo quase tudo. mas desta vez, alguém se esmerou, e o som só não estava mau, como estava muito bom. Não fazia eco, os instrumentos saíam limpos, nenhum se sobrepunha muito aos outros. Lá está, o som bom na sala, melhora logo quase tudo (por isso quse todos os concertos na aula magna são bons).
Mas neste concerto não havia outra hipótese, o som tinha mesmo de estar bom, porque o novo álbum dos Arctic Monkeys, Humbug, tem uma sonoridade limpa, definida. Neste capítulo, tudo correu bem.
A actuação deles em palco, e a pose deles em palco, e a música deles em palco, provou que eles cresceram, amadureceram, fizeram-se homens.
A diferença do último para este álbum é o que cada membro da banda passou. Nestes anos, desde 2007 quando saiu Favorite Worst Nightmare, os putos de Sheffield viveram muito mais do que tinham vivido até aí - enfiados na sua cidadezinha inglesa, sempre sem sol. Neste processo de crescimento de cada um deles, há uns aspectos a destacar. Nomeadamente a música que começaram a ouvir. Por sua iniciativa, e por iniciativa de um jornalista da Mojo, que lhes deu um molhe de discos e lhes disse "vocês têm de ouvir isto". E fez ele bem. Um artista, para ser melhor no que faz, tem de conhecer o que já foi feito.
E com os Monkeys deu-se isso, ouviram Black Sabbath e Led Zeppelin. E deixaram crescer o cabelo. E foram aos Estados Unidos, e gravaram nos estúdios do Jimi Hendrix. E Gravaram com o Josh Homme, algures no Mojave Desert na Califórnia.
E isso, claro, influencia tanto a pessoa como o músico.
Em palco, no Campo Pequeno, estiveram esses músicos e pessoas, mudados, mais velhos, mesmo que ainda tenham 24 anos. E fizeram um concerto memorável - com direito a uma explosão de confettis no fim. Tocaram as músicas novas, mais melódicas e com menos exuberância rock, tocaram as músicas mais exuberantes rock dos álbuns anteriores, mas fizeram-no de forma adulta. Puseram o Campo Pequeno a cantar, a dançar, e em certas alturas, a fazer moche. Têm energia, boas músicas, um atitude discreta (baixo-perfil), e sabem conquistar o público.
São um caso sério, porque o talento musical está lá, e o potencial para crescer, está lá ainda mais. Principalmente se continuarem a ser bem orientados, e se continuarem a encarar a música como encaram - sem grandes preocupações, e cada vez mais comprometidos com o som. Uma grande banda para os anos 10.
03 fevereiro 2010
Arctic Monkeys - Preparação

O propósito deste post é muito simples - proporcionar aos leitores do Altamont fazerem um aquecimento para o concerto de Arctic Monkeys, mais logo no Campo Pequeno. Para tal, nada como clicarem na imagem acima, que vos dará ligação directa à emissão online da Antena3, na qual, a partir das 17h, os Arctic Monkeys farão uma sessão especial acústica.
Enjoy!
18 dezembro 2009
Álbuns da Década: #6
Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's Why I'm Not (2006)

Já muito se disse sobre os Arctic Monkeys e o modo como se tornaram num grande fenómeno mundial. O boca a boca e a internet serviram para difundir uma banda sem editora que acabou por tomar conta de toda os meios de comunicação social. Se muitos pensavam que seria só mais um hype provocado por uma banda de garotos imberbes, Whatever..., primeiro disco da banda de Sheffield provou o contrário. Mostrou pujança, força, rigor e muita maturidade para quem vinha do nada. Provavelmente desde o Definitely Maybe dos Oasis que o mercado inglês e, mais tarde, americano, não sentiam uma vibração tão grande. Alex Turner, guitarrista, vocalista e compositor, demonstra ser um novo Paul Weller. As suas letras são pessoais e falam do dia a dia da pessoa normal. Um novo Working Class Hero. As músicas essas falam por si. "The View From the Afternoon", "I Bet You Look Good on the Dancefloor" ou "A Certain Romance" são hinos para uma juventude à procura de um novo líder do Rock. Heroí pícaro mais que Deus do Rock, Alex Turner entrou definitivamente para essa lista exclusiva dos grandes heroís do Rock...
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19 agosto 2009
Talvez Relacionado #10
Estou convencido. Vem aí mais um excelente álbum de Arctic Monkeys. E convencerem-me com uma cover que infelizmente só estará presente na edição japonesa, mas de qualquer forma acho que está muito boa. Aqui vos deixo a evidência, "Red Right Hand", original de Nick Cave & The Bad Seeds. Grande som!!!
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