Mostrar mensagens com a etiqueta Num DVD perto de si. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Num DVD perto de si. Mostrar todas as mensagens

01 julho 2011

Num DVD perto de si: "Blind Faith - London Hyde Park 1969"

Dando a oportunidade única de ver uma das primeiras super bandas do rock, este DVD é o único registo gravado de uma performance dos Blind Faith, banda composta por Steve Winwood (Ex-Spencer Davis e Traffic), Eric Clapton e Ginger Baker (Ex-Cream) e Ric Grech (Ex-Family).
Com o fim dos Cream e cada vez mais alienado com a fama, Clapton procurava, mais uma vez, esconder-se atrás da sua guitarra e, no caso dos Blind Faith, da voz poderosa de Winwood. A presença de Ginger Baker deu-se mais por insistência do próprio do que por vontade de Clapton. Pode não parecer mas Clapton sempre foi um guitarrista muito low profile, muito tímido, características muito pouco usuais para os "guitar heroes" da altura. Assim, em 1969, os Blind Faith nasceram. A expectativa geral era imensa. Mesmo antes de qualquer música ser editada, já a banda era vista como uma das melhores coisas do Rock, o que deixava o tímido Clapton bastante pouco à vontade. A primeira prova de fogo foi dada em Londres, em pleno Hyde Park nesse mesmo ano de 1969. Perante cem mil pessoas, Clapton, Winwood, Baker e Grech tocaram, gratuitamente, durante apenas 45 minutos. O suficiente para deixar o público maravilhado, como se poderá ver pelas imagens dadas pela realização. Poucos meses depois deste concerto a banda acabaria por se separar, e Clapton voltaria a esconder-se atrás de outra banda, Derek and the Dominos. Mas aquele 7 de Junho de 1969 estará sempre disponível à distância de um clique.

17 junho 2011

Num DVD perto de si: "Joe Strummer: The Future Is Unwritten" (2007)

Como frontman dos Clash a partir de 1977, este senhor teve um forte impacto na história da música. Há quem diga até que mudou vidas. E vendo este documentário conseguimos percepcionar a extensão da sua influência, em pessoas de todo o mundo ainda hoje, e talvez mesmo mais que em 1977.
Neste "The Future Is Unwritten", do realizador Julian Temple (muito conhecido pela sua envolvência com o mundo da música, do punk em particular, tendo no seu curriculum documentários sobre o festival  Glastonbury, sobre os Sex Pistols, etc), Joe Strummer aparece não só como uma lenda da música, mas também como um comunicador nato, que procura sempre chegar às pessoas de diferentes formas. Desde o seu programa na rádio, ao conceito das fogueiras, sempre procurando o contacto directo com cada um. Passando revista a algumas histórias do nascimento do punk rock, no qual Joe e os Clash tiveram parte crucial, bem como os últimos anos de vida nos quais Julian e Joe criaram uma forte ligação, mostrando o seu projecto com os Mescaleros, acho que é um documentário interessante para quem procura conhecer mais sobre esta figura antes, durante e depois dos The Clash.

10 junho 2011

Num DVD perto de si: "Pink Floyd Live at Pompeii"

Se há um documentário, concerto ou registo musical de uma banda esse foi realizado em 1972 por Adrian Maben e tem como nome Live at Pompeii.
O documentário original mostra os Pink Floyd, pré-fama, ou seja antes de Dark Side of the Moon, num anfiteatro romano nas ruínas de Pompeia, tocando algumas das suas músicas com mais misticismo.[Na versão DVD lançada em 2003, o realizador introduz gravações da banda a ensaiar músicas que viriam a fazer parte do tal disco que os catapultava para a fama.]
O que dizer então deste Live at Pompeii? As palavras são, realmente, muito poucas e parcas para transmitir as sensações que tive quando o vi, por partes, pela primeira vez. Tenho que agradecer aos programas peer to peer da altura, pois esta gravação encontrava-se desaparecida há anos.
O que os meus olhos e ouvidos sentiram é algo que ficará gravado na minha memória para sempre. O contraste da imagem de uma banda bem no centro da arena do anfiteatro em pelo sol italiano, com mais ninguém a assistir, aparte dos técnicos de realização, com o som que os milhares de decibéis debitados pelas colunas gigantes trazidas de inglaterra. O mundo onírico de "Echoes", a viagem espacial em "Set the Controls for the Heart of the Sun", O Inferno e Céu em "A Saucerful of Secrets", a demência em "Careful with that Axe, Eugene" e o fulgor em "One of These Days" fazem desta gravação um dos bens mais preciosos de sempre do pop/rock. Aconselho vivamente. Fica aqui, então, o registo completo...

27 maio 2011

Num DVD perto de si: "This Movie is Broken" (2011)

Primeiro que tudo importa referir que o título deste post, para este caso específico, está incorrecto - este filme já existe em DVD, mas ainda não tão perto de si como gostaria (ainda só edição região 1, à venda na amazon uk). Todos sabemos que, hoje em dia, há outras formas de se conseguir ver os filmes, mas como não sou adepto dessas formas, valeu-me o facto deste filme ter sido incluído na secção (ou seção)  IndieMusic do IndieLisboa, praticamente um ano depois da estreia que ocorreu no SXSW 2010. Como fã dos Broken Social Scene tinha mesmo que aproveitar a oportunidade e assim fui até à histórica sala 1 do São Jorge para espreitar o que seria This Movie is Broken. Porque essa é logo a primeira dúvida que se coloca - será um filme ou um concerto? Ou um documentário? No site do filme e no próprio poster este é descrito como "A Rock Show Romance" o que é uma categorização nunca vista mas que, confesso, me despertou a curiosidade. Ora bem, então e sem levantar muito o véu posso dizer que This Movie is Broken é uma história passada em Toronto, de dois jovens e suas desaventuras amorosas, sendo que grande parte da acção decorre durante um concerto dos Broken Social Scene. E assim acompanhamos os sentimentos de ambos acentuados por músicas como "Lover's Spit", "Meet me in the Basement", "Fire Eyed Boy", "Anthems for a Seventeen Year-Old Girl" entre muitas muitas outras. Uma delícia para quem gosta da banda. Penso que o conceito que Bruce McDonald criou aqui é bastante interessante, não pela profundidade da história em si, é uma história daquelas fofinhas com as devidas dose de água com açucar, mas pelo jogo entre a música e as emoções, pela forma como filma o concerto, sempre mostrando a alta intensidade que a banda coloca em palco,  e ainda mais por se tratar da sua cidade natal, por terem ali os seus amigos. Retrata muito bem o sentimento de "viver o momento", de aquele se tratar de um momento único e ter que ser bem aproveitado. Ah, a juventude... Vendo o filme é impossível não nos lembrarmos daquele concerto especial de uma banda que já nem me lembro, mas que ficou marcado por estar ali ao lado alguém muito especial. Boas memórias que fazem com que sejam 86 minutos bem passados.



Ah, já sei, eram os Offspring que tocavam... :-D

20 maio 2011

Num DVD perto de si: "The Rolling Stones Rock and Roll Circus"

Alguns de vós já ouviram falar no Circo Cardinali, se calhar outros ainda no Circo Chen, e, provavelmente, alguns terão ouvido falar no Circo de Alvalade. O que muitos de vós não ouviram falar foi do Circo do Rock and Roll. Ora bem, o DVD de hoje foi escolhido por duas razões. A primeira pela qualidade de bandas e músicas que aqui vos vamos mostrar e pela oportunidade que tenho aqui de encontrar o larápio que me fanou este DVD já há alguns anos. Pessoalmente desconfio do Ico mas ele não se acusa. Pois bem, vamos então para o que realmente interessa. Ico: Devolve-me isto, sff! Questiúnculas à parte, o que realmente vos trago hoje é uma espécie de pérola escondida. Datado de 1968, um ano após Sgt. Pepper e os loucos dias do psicadelismo, os Rolling Stones resolveram que eles também poderiam criar o seu "momentum" no Rock. Mick Jagger sempre teve uma pontinha de ciúme do pioneirismo dos Beatles e sempre tentou chegar lá mas estava sempre um passo atrás, felizmente para os Stones que os Beatles acabaram um ano depois, deixando-os como líderes? do Rock. Rock and Roll Circus chega-nos como um número musical disfarçado de circo em que cada banda ou músico aparecem fazendo o seu número. Os artistas deste circo sui generis eram nada menos que Jethro Tull, The Who, Taj Mahal, a bela Marianne Faithfull e uma banda desconhecida de seu nome Dirty Mac, liderada por John Lennon, contando ainda com Eric Clapton, Mitch Mitchell, baterista de Jimi Hendrix, Keith Richards e Yoko Ono. O final ficava a cargo dos Stones. Mais do que efeito fanfarra que Jagger e companhia tentaram criar, o que fica para história é a música em si, que documenta a transição do psicadelismo para a maturação do rock.
Deixo-vos com o ponto alto deste circo do Rock and Roll com os trapezistas Dirty Mac tocando "Yer Blues".



29 abril 2011

Num DVD perto de si: "Classic Albums: Nevermind"

Só há pouco tempo descobri esta série de documentários de nome Classic Albums, iniciada no já longíquo ano de 1989, e que conta hoje com uma longa lista de 35 álbuns. São basicamente documentários de 50 minutos, produzidos para televisão, pelo que sem grande ciência ao nível de realização, mas com algum conteúdo interessante. Neste caso específico, do episódio dedicado ao Nevermind, as entrevistas com Dave Grohl, Krist Novoselic e Butch Vig permitem ter uma excelente ideia de como foi o processo de gravação do álbum. A entrevista com o Butch Vig é feita mesmo no estúdio utilizado na altura, e ouvimo-lo a explicar música a música quais os motivos para inclusão desta ou daquela pista, desta ou daquela guitarra a mais, ou seja, uma análise às várias opções que tomou como produtor do álbum. Importante também os contributos de vários intervenientes no processo, tais como staff da Sub Pop e da Geffen, Thurston Moore, Steve Diggle (Buzzcocks) e outros músicos de Seattle que acompanharam a banda na sua evolução e explosão maciça com este álbum. Abaixo deixo um cheirinho, 10 minutos para terem uma ideia, mas está na net o documentário completo, bem como a apenas 6 euros na amazon.uk. (passe a publicidade, não deixa de ser um site de referência para preços...). E acho que vale os 6 euros que gastei para ter mais este DVD na coleção, foram 50 minutos (+25 de extras) bem passados, interessantes.

Enjoy!

01 abril 2011

Num DVD Perto de si: "Heima" (2007)

A melhor forma de descrever o impacto que este documentário teve em mim é simples - fez-me marcar viagem e ir nesse Verão passar duas semanas à Islândia e sentir por mim mesmo aquele país que nos parece tão estranho, tão distante.   
O que à partida podia parecer uma missão deveras complicada - colocar imagens a uma sonoridade tão única, tão intensa - tornou-se num objecto mágico. Este filme, dirigido por Dean DeBlois, acompanha os Sigur Rós numa digressão pelos recantos escondidos do seu país numa série de concertos surpresa, passando por cidades fantasma, parques naturais, pequenas vilas pescatórias, fábricas abandonadas, sítios que ninguém mais se lembraria para levar a sua música aos seus compatriotas. O título do mesmo, Heima, que significa casa em islândes, explica tudo numa só palavra.
Os momentos captados no café Gamla Borg, num concerto para cerca de 20 familiares. O momento em que tocam Ágætis Byrjun sozinhos numa espécie de sala dos fundos de alguma sala de concertos. O momento em que se juntam com a banda local para tocar. Tudo isto junto, pequenos exemplos para mostrar como algo aparentemente tão simples pode ganhar uma intensidade única.
Depois como se não bastasse, o DVD vem em formato duplo, ou seja, para além deste documentário maravilhoso, podemos ver no disco 2 um concerto completo dos Sigur Rós. Eu sou bastante suspeito para estar a falar desta banda, a sério, não puxem muito por mim, porque é uma banda que mexe realmente comigo. Se é que ainda não tinham percebido. 
Abaixo podem ver o documentário completo, mas na Amazon custa apenas 10£... (sem querer fazer publicidade claro).
  


E já agora, o link para a análise do álbum Ágætis Byrjun.

18 março 2011

Num DVD perto de si: "Some Kind of Monster"

Tendo como realizadores Joe Berlinger and Bruce Sinofsky, este "Some Kind of Monster" de 2004 permite-nos ter uma visão única sobre o interior dos Metallica num determinado espaço de tempo. E, por acaso, ou não, apanhou a banda num dos momentos mais difíceis da banda. Senão vejamos; Jason Newsted, baixista já com 15 anos de banda decidiu abandonar; os fãs estavam a destruir discos de Metallica na rua após todo o processo contra o Napster; os 2 últimos álbuns, Load e Reload, nunca foram muito bem recebidos de um forma geral (eu gosto do Load). Temos assim um cenário montado que parece uma espécie de Big Brother, o colocar dos 3 membros da banda num palco, juntamente com um terapista/psicólogo e deixá-los ser eles próprios, com as suas manias, birras, tudo. Poucos aceitariam mostrar-se assim ao mundo, de uma forma tão transparente, e acho que é por este ponto que o documentário nos ganha - a transparência do mesmo. Podemos ver os problemas existenciais de James, juntamente com a entrada numa clínica de reabilitação para alcoolismo. Podemos ver a personalidade difícil de Lars, querendo fazer tudo à sua maneira. No meio um Kirk calmo e pacífico tentando colocar paninhos quentes nas birras de crianças de Lars e James. E podemos ver as constantes tentativas de Phil Towle, o tal terapista/psicólogo contratado, em ajudar os membros da banda a colocar todas as energias na direcção certa. Tudo isto enquanto tentam criar um novo álbum que os leve de volta ao metal cru, de início de carreira.
Penso que é um must see não só para os fãs da banda, mas como para qualquer fã de música que se preze, até porque é também uma espécie de "making-of" do álbum St.Anger.
Abaixo está o filme quase quase completo em HD, falta ali um segmento no final, mas aposto que arranjam formas simples e baratas de ver o filme com qualidade.
Enjoy!

11 março 2011

Num DVD perto de si: "John Lennon & The Plastic Ono Band: Sweet Toronto"

A Rubrica desta semana traz-nos a primeira e última aparição ao vivo da Plastic Ono Band, banda criada por Lennon após a separação dos Beatles. Embora sendo praticamente homem de uma banda só, Lennon já tinha criado um pseudo conjunto para o documentário dos Rolling Stones, documentário esse que iremos falar numa outra oportunidade. Essa pseudo banda tinha o nome de Dirty Mac, título algo sugestivo, e contava com a ajuda de Eric Clapton, Mitch Mitchell, Keith Richards e, claro, está, Yoko Ono. Um ano depois, em 1969, Lennon, saturado com as lutas internas dos Beatles, decidiu repetir a dose, desta vez mais a sério, aceitando participar num festival de música em Toronto. Levou novamente consigo Eric Clapton, Alan White, Klaus Voorman (amigo íntimo dos Beatles) e, claro está, Yoko Ono. Este festival, que contava com a presença de grandes senhores do velho Rock 'n Roll como Bo Diddley, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis ou Little Richard, valeu, claro está pela primeira aparição em palco de Lennon desde o (naquela altura) distante ano de 1966.
Começando, também, por tocar covers de Rock 'n Roll, Lennon e seus pares foram recebidos mal, sobretudo devido a Yoko Ono e à sua, suposta, participação para o fim dos Beatles. Após as 3 covers, os Plastic Pno Band tocaram "Yer Blues", extraída do Álbum Branco; "Cold Turkey", ainda um embrião do single que Lennon lançaria a solo. Para o fim ficaria a intervencionista "Give Peace a Chance" e as instrumentais e avant-gardistas "Don't Worry Kyoko (Mummy's Only Looking for a Hand in the Snow)" e "John, John (Let's Hope For Peace)", algo a que o público Beatle não estava acostumado ou preparado para ouvir...
Deixo-vos, então, o vídeo desta rara actuação...

 
John.Lennon.and.the.Plastic.Ono.Band.Sweet.Toronto.1969.

04 março 2011

Num DVD perto de si: "The Concert for Bangladesh"

Tido como o primeiro grande concerto de ajuda humanitária, o Concerto para Bangladesh nasce com Ravi Shankar, pela necessidade de ajuda imediata aos refugiados do então Paquistão Este, na altura da guerra da independência. Pedindo ajuda ao seu grande amigo, George Harrison, acabado de lançar o seu primeiro disco a solo e de separar finalmente da sua banda de sempre, Ravi sabia que haveria ter grande exposição e impacto mediático, conseguindo deste modo aumentar as receitas para a ajuda. Em apenas pouco tempo, George conseguiu um grande número de "amigos" para dois concertos no famoso Madison Square Garden, em Nova Iorque. Esse "amigos" não nada mais do que Ringo Starr, Leon Russell, Eric Clapton, Bob Dylan, entre tantos outros. Os dois shows e a gravação do concerto, conseguiram angariar algum dinheiro. Tendo sido apenas uma pequena ajuda para os refugiados, os concertos foram de grande qualidade. Deixo-vos então com o concerto completo por partes...