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10 maio 2011

Álbum Fresquinho: Bill Callahan - "Apocalypse"

Qualquer texto sobre um álbum de Callahan deve, fazendo justiça à sua forma de estar, ter poucas palavras e focar-se na música. Esse era o meu plano inicial. Mas as dificuldades que tenho de aceder e partilhar música neste preciso momento não me permitem muitas veleidades (que bela palavra). Sem grooveshark, sem youtube, que condições há para conseguir convencer as pessoas que estão a ler isto a darem tempo de antena a este Apocalypse anunciado por uma das mais belas e intrigantes vozes do nosso tempo? Deixo uma música do álbum. Foi o melhor que consegui arranjar, espero a vossa compreensão. Penso que dentro de uns dias irei conseguir melhorar o post e meter-lhe mais música. A substância que merece ser ouvida com atenção. Ou, neste caso, sentida, inalada, absorvida, engolida, todos os sentidos têm que estar bem alerta para uma melhor apreciação da obra de Callahan.

05 março 2010

Seguramente Relacionado com o post anterior

E depois metem-me dois grande concertos no mesmo dia. A passada 6ª feira foi marcada por concertos de Bill Callahan (Festival Gente Sentada) e The Fiery Furnaces (Santiago Alquimista). O que é que aconteceu? Arrastei a díficil decisão de optar por um deles e quando dei por mim estavam os dois esgotados e fiquei a ver navios. Isto não se faz. Metam alguém a gerir a agenda a nível nacional para que isto não volte a acontecer, pelo bem da minha saúde. Para carpir mágoas, nada como deixar-me perder nos dois vídeos que aqui vos deixo. Bill Callahan com "Eid Ma Clack Shaw", a frase que diz tudo, e The Fiery Furnaces em registo Blogothèque.

Enjoy!



20 agosto 2009

BIll Callahan - Sometimes I Wish We Were an Eagle (2009)

Dele se tem dito que "é o maior criador de canções vivo.". Que "someday you will brag that you were around when stuff this good was being written". Elogios fortes, portanto, não têm faltado e eu vou agora juntar-me ao coro. Não conhecia Bill Callahan até ouvir este álbum (e ainda não conheço os trabalhos anteriores, como Bill Callahan e como Smog, mas vou rapidamente tratar disso) e a forma como é agora parte de mim transcende-me. Tornou-se uma constante nos meus ouvidos, e muitas vezes, aparece a pairar na minha cabeça sem saber nem como nem porquê.
Ao ouvir o álbum temos a sensação de tudo bater certo, a voz entrar na altura certa, a guitarra subir de tom na altura certa, a melodia vai escorrendo e aparecem outra panóplia de instrumentos (destaque para o violino) e tudo encaixa, tudo faz sentido, tudo parece simples.

E para além disso tudo, há as palavras, poesia no seu estado puro. Versos como

I dreamed it was a dream that you were gone
I woke up feeling ripped by reality
Yeah love is the king of the beasts
and when it gets hungry
it must kill to eat

Show me way, to shake a memory

I used to be darker, then I got lighter, then I got dark again.

I looked all around
It was not written down
And so I'll tell you now
I will always love you
My friend

têm ecoado constantemente e mostram a qualidade do poeta que se apresenta perante nós, num exercício de beleza pura. A falar-nos ao ouvido de amizade, de paixões, de fé em Deus, da vida na forma de um ancião, que já viu, já experimentou e partilha agora as suas vivências com os restantes comuns mortais.