Este é um Ardina com cheiro a Recomenda, uma vez que serve para anunciar que vem a caminho novo disco dos Sigur Rós, que se irá chamar Valtari, e nos chega no próximo dia 28 de Maio. E também que desde já recomendamos a primeira faixa do álbum a ser disponibilizada, "Ekki Múkk", a ser ouvida já aqui em baixo! Ora 28 Maio, 27 Março, 2 meses e um dia, ora 2 vezes 30 dá 60, mas Março tem 31 dias logo 62, 62 dias para descobrir que rumo tomarão os Sigur Rós desta vez, se mais () e Von, se mais Með suð í eyrum við spilum endalaust.
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27 março 2012
01 abril 2011
Num DVD Perto de si: "Heima" (2007)
A melhor forma de descrever o impacto que este documentário teve em mim é simples - fez-me marcar viagem e ir nesse Verão passar duas semanas à Islândia e sentir por mim mesmo aquele país que nos parece tão estranho, tão distante.
O que à partida podia parecer uma missão deveras complicada - colocar imagens a uma sonoridade tão única, tão intensa - tornou-se num objecto mágico. Este filme, dirigido por Dean DeBlois, acompanha os Sigur Rós numa digressão pelos recantos escondidos do seu país numa série de concertos surpresa, passando por cidades fantasma, parques naturais, pequenas vilas pescatórias, fábricas abandonadas, sítios que ninguém mais se lembraria para levar a sua música aos seus compatriotas. O título do mesmo, Heima, que significa casa em islândes, explica tudo numa só palavra.
Os momentos captados no café Gamla Borg, num concerto para cerca de 20 familiares. O momento em que tocam Ágætis Byrjun sozinhos numa espécie de sala dos fundos de alguma sala de concertos. O momento em que se juntam com a banda local para tocar. Tudo isto junto, pequenos exemplos para mostrar como algo aparentemente tão simples pode ganhar uma intensidade única.
Os momentos captados no café Gamla Borg, num concerto para cerca de 20 familiares. O momento em que tocam Ágætis Byrjun sozinhos numa espécie de sala dos fundos de alguma sala de concertos. O momento em que se juntam com a banda local para tocar. Tudo isto junto, pequenos exemplos para mostrar como algo aparentemente tão simples pode ganhar uma intensidade única.
Depois como se não bastasse, o DVD vem em formato duplo, ou seja, para além deste documentário maravilhoso, podemos ver no disco 2 um concerto completo dos Sigur Rós. Eu sou bastante suspeito para estar a falar desta banda, a sério, não puxem muito por mim, porque é uma banda que mexe realmente comigo. Se é que ainda não tinham percebido.
Abaixo podem ver o documentário completo, mas na Amazon custa apenas 10£... (sem querer fazer publicidade claro).
E já agora, o link para a análise do álbum Ágætis Byrjun.
19 janeiro 2010
Sigur Rós - Ágaetis byrjun (1999)
Ao contrário do que muitos pensam, "Ágaetis Byrjun" não é o primeiro álbum dos Sigur Rós. Na realidade, esta banda islandesa formou-se 5 anos antes do lançamento deste álbum, período no qual lançou "Von" e uma colecção de remixes baseada no mesmo, "Von brigði". Mas foi com "Ágaetis Byrjun" que conseguiram atingir, definitivamente, outro nível. Este álbum é de uma beleza sufocante, arrebata-nos constantemente, umas vezes pelos crescendos intensos, outras pela introspecção das suas baladas. Diria que são muito poucos os álbuns que mexem com as nossas emoções como este, sendo que aqui tudo é conseguido sem percebermos uma única palavra do que é dito. Isto porque 2 das músicas são cantandas em Vonlenska ("língua" criada por Jónsi Birgisson, consistindo apenas de sons e fonemas, e que é utilizada pela banda em várias músicas e mesmo em álbuns inteiros) e as restantes em islândes e sinceramente, nem é preciso saber o que é cantado. É desnecessário pela universalidade das emoções que as músicas geram e que nelas estão incutidas. As emoções sentem-se mesmo assim, com esta harmonia perfeita dos vários instrumentos (órgão, violinos, piano, flauta, oboé, baixo, xilofone, entre outros) e voz. O sentimento dominante que me fica de ouvir este álbum é o de ser transportado para um local longíquo, noutro tempo, distante. E agora ainda mais, depois de não ter resistido a ir descobrir esse local, a terra onde esta música é feita, e sentir tudo ainda com mais intensidade porque tudo faz sentido, tudo se conjuga. Andar pelas estradas islandesas, por pequenas aldeias e vilas com nomes impronunciáveis com a música de Sigur Rós no fundo foi uma experiência única e inesquecível, que potenciou fortemente o impacto que esta música tem em mim. E que acho difícil não ter em qualquer pessoa. O álbum deve ser vivenciado como um todo, pouco importa as músicas, porque a passagem de uma para outra é tão suave que nem se sente, mas na minha opinião o ponto alto chega-nos já perto do fim, na música com o mesmo nome do álbum e que cria uma áurea ao nosso redor e parece que tudo desaparece para ficarmos só nós e a música. E a meu ver esse é o sentimento perfeito, o objectivo final que qualquer músico devia ter.
Duração Álbum 71:51, Editora: Fat Cat/Smekkleysa, Produtor: Ken Thomas
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