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27 julho 2011

Altamont Recomenda:

Estreia no Toronto Fringe Fest a 10 de Setembro. Depois estreia comercial em "selected theatres across USA and internationally" a 20 de Setembro (grande dia!) Será possível vermos por cá no cinema?

01 julho 2010

Sempre Relacionado

Aqui vos deixo em primeira mão o novo vídeo dos Pearl Jam, para o single "Amongst the Waves", 3º single do álbum Backspacer.

Enjoy!

16 fevereiro 2010

Colecção do Roll - Pearl Jam - Ten (1991)


Publico mais uma Crónica do Roll:

Maldito sejas, Eddie Vedder! Arre porra, se há gajo que estou chateado, é com o Eddie Vedder.
Na minha opinião, o Eddie é o Einstein da música e passo a explicar porquê.
Como todos sabemos, o Einstein, graças à sua bestial inteligência, foi o responsável pela descoberta da bomba atómica que provocou a morte de milhares de inocentes.
Efeito semelhante teve Eddie Vedder na música. A quantidade de bandas horrendas (sucessivos massacres musicais) que copiam a tonalidade de voz de Vedder são mais que as mães: " Os sinistros Creed, os merdosos Nickelback, os apaneleirados The Calling e , como todas as sopeiras bem sabem, até o garoto que ganhou os Ídolos tenta lá chegar. Será que conseguem?
Claro que não, arre porra. Pensavam que eu ia dizer mal dos Pearl Jam? Ih, Ca Burros!
Vamos lá ver uma coisa:
Todos que tentam imitar Eddie Vedder não passam de cópias baratas dos ciganos. Porque tentam os palermas? Nunca percebi...
O Eddie além de ser um gajo porreiro como o raio, que faz questão de ir surfar a Ribeira de Ilhas quando tem tempo e até ofereceu uma guitarra a um amigo de um amigo do meu primo , é um óptimo escritor de canções como o Tom Petty ou Neil Young.
Para dizer a verdade, sempre senti asco pelos idiotas que insistiam em comparar Nirvana com Pearl Jam.
Para mim, os dois são basilares no movimento grunge nos anos noventa - tempos em que a música não metia nojo - e cada uma das bandas fez história à sua maneira.
Enquanto os Nirvana seguiram uma postura punk e alternativa, à semelhança dos energéticos Mudhoney, a banda Eddie Vedder piscava o olho ao great american rock de Neil Young ou Bruce Springsteen.
Tal como os seus ídolos, Eddie Vedder nunca esqueceu as preocupações sociais e isso explica-se no concerto de homenagem a Bob Dylan com uma competente interpretação de "Masters Of War". O seu mestre gostou e nós também.
Em relação ao álbum propriamente dito, é bestialmente viciante e dos poucos que não me faz cair na tentação de passar músicas à frente. Sou incapaz de não ouvir o alive até ao fim, o even flow, Jeremy, o black, go, porch ou o raio que vos parta...
Resumindo:Arre porra, o álbum é do camandro.
Ouvi dizer que o Cobain não gostava dos Pearl Jam, mas também ouvi dizer que o Ingmar Bergman não gostava do Michelangelo Antonionni. O que eu quero dizer com isto é o seguinte: Normalmente os gajos bestiais não curtem os seus pares mas isso deve-se ao facto de serem um bocado marados dos cornos. Entenda-se "marados dos cornos" no bom sentido, como os poetas ou pintores que são génios com pancada.
Odeio pontuações chaladas - como os críticos geeks chalados do Ipslon gostam de dar - mas este merece um 9/10 na boa

Um abraço a vocês e ao Cisto que teve um esgotamento.

Assinado: Roll

14 dezembro 2009

Pearl Jam - No Code (1996)

Corria o ano de 1996. Após 3 anos em que foi a grande força motora do mainstream (1992-1994), MTV e afins, e mais dois pós-morte do Kurt Cobain em que foi definhando aos poucos, a cena musical rotulada de "grunge" estava definitivamente morta. Os Alice in Chains deram neste ano o seu último concerto, os Soundgarden e os Screaming Trees lançavam os seus últimos álbuns (Down on the Upside e Dust, respectivamente) e a coisa ia mesmo ficar por ali. Restavam apenas uns Melvins e Mudhoney, que se mantiveram, de livre e espontânea vontade, afastados da luz dos dólares dos grandes estúdios e souberam vencer na sua maneira própria e claro, os Pearl Jam. Os resistentes Pearl Jam, que já tinham denotado os sinais de mudança no seu terceiro álbum, "Vitalogy", muito influenciado pela morte de Kurt Cobain, decidiram cortar o mal pela raiz e fazer um álbum diferente. Um álbum que os afastasse da atenção dos media, que os afastasse dos fãs mainstream que tinha ganho às custas das suas aparições na MTV. E foi assim que foi concebido "No Code", com uma dose certa de novas experiências, mais introspectivo, nalguns pontos espiritual mesmo, para o qual em muito contribuiu a entrada de um novo baterista, Jack Irons. Pode-se dizer que foi uma missão cumprida para a banda - o álbum entrou em número um da Billboard mas rapidamente caiu. Houve quem o rotulasse como world music, o que no mercado americano é o mesmo que assassinar o álbum (o que mostra a limitação da grande maioria de habitantes desse país...). E de facto, era o que se pretendia e foi assim que a própria banda o encarnou - o álbum da mudança. Certo é que, por trás de toda esta história, foi concebido um álbum maravilhoso e poucas pessoas se apercebem disto.

Começa com um calminho e bastante espiritual "Sometimes", a abrir caminho para logo a seguir dar-nos uma das músicas mais fortes da banda, "Hail, Hail", sobre as dificuldades de um casal em manter-se junto. Logo de seguida duas músicas bastante influenciadas por ritmos de Leste Europeu, "Who You Are?", que foi escolhido como single de lançamento (mesmo por ser uma música difícil diria eu...) e "In My Tree", música totalmente introspectiva e muito intensa. Por falar em intensidade, o que dizer de "Smile"? Os versos "I miss you already, I miss you all day" ecoam na nossa cabeça com uma força pungente, sentidos até ao limite dos nossos corpos. De seguida uma harmonia muito subtil, "Off He Goes", retratando uma relação de Vedder com um qualquer amigo, à qual se segue um arranque brutal, um riff muito poderoso que estilhaça a calmia da música anterior em apenas 2 segundos e a substitui por uma raiva incontrolável contra a droga e os seus efeitos perversos ("Habit"). Voltamos às influências mais europeias de leste com o excelente "Red Mosquito", ao qual se segue o minuto mais a abrir de toda a carreira da banda. Duvido que Vedder conseguisse esticar a sua voz mais um minuto que fosse neste registo punk rock forte à la Ramones conhecido como "Lukin". Ao aproximarmo-nos do fim do álbum volta a calmia, a introspecção em "Present Tense". Mensagem simples e directa: "Makes much more sense, to live in the present tense". Alguém tem dúvidas quanto a isto? Com "Mankind", faixa 11, chega uma grande novidade - Stone Gossard assume a parte vocal da sua própria música, algo inédito. E para concluir o álbum, "I'm Open", que consiste na leitura de uma história com alguns sons de fundo e "Around The Bend", uma excelente lullaby que serviu para Jack Irons cantar para adormecer o seu filho. E é uma maravilha de música.

A registar ainda, a excelente embalagem do álbum, de cartão, e contendo em cada CD/vinyl, 9 cartões com letras de uma música de um lado e uma foto em formato polaroid noutro. Diferentes em todos os Cd's. Um excelente packaging para um excelente álbum.