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08 abril 2010

Midlake - The Bowery Ballroom - 07.04.2010

Não estando a escrever nas melhores condições psíquicas nem psicológicas nem muito menos sóbrias, o relato de hoje poderia ser tudo menos o verdadeiro. Não entanto não vos vou defraudar. O que presenciei hoje foi mais um exemplo do que a América ainda tem para nos oferecer. O som dos Midlake tal como foi referido há alguns meses, é absorvente. Não nos deixa indiferentes e cada música é uma espécie de capítulo numa longa história. Mas comecemos pelo prelúdio. Como primeira parte desde concerto surgiu um nome desconhecido. John Grant. Rapaz de barbas longas acompanhado pelo seu piano e por alguns amigos. Barbudos também. John e seus compinchas musicalmente são muito bons, liricamente Grant é um comediante. A sua música e letras são contradições que penso nunca ter assistido recentemente. Grandes músicos, grandes arranjos e letras relativamente patetas e cómicas conseguiram fazer aparecer reacções diferentes do público. Foi bom. Foi mau. "Queen of Denmark" é o nome do disco. Oiçam-no.
Os Midlake estavam logo ali a seguir. E foram tão ou melhores que na audição dos discos. Por eles os anos 80,90,00 e 10s não passaram. os setentas estão lá e que bem que estão. Não lhes tirem isto. Há coisas que a cultura americana tem de tão positivo que muita gente não percebe. Eles podem ter fórmulas para tudo mas a música contemporânea nasceu neste novo mundo e para este há de voltar sempre, mesmo que se refine no Reino Unido. A imagem que fica deste concerto é esta: Uma bateria, um baixo e 5 guitarras a ondular pelo folk-rock. Sete indivíduos a encher um palco e uma plateia. O público, novo e velho, agradece. Nós também.

11 fevereiro 2010

Midlake - The Courage of Others (2010)

Midlake. Uma banda nova a surgir? Não. Este quinteto texano já existe desde 2000 e acaba de lançar o seu terceiro disco. Há bandas assim. Umas aparecem logo à primeira e acabam por desaparecer ao segundo ou terceiro disco, outras ganham mais importância em discos posteriores. Uma maior maturidade e experiência ajuda, por vezes. Os Midlake entraram no mundo discográfico com Bamnan and Slivercork em 2004. Um álbum rotulado de lo-fi ou indie psicadelia, ou seja, um disco morno com toques psicadélicos à la Pet Sounds ou Sgt Pepper's. Dois anos volvidos os Midlake acabariam por largar esta onda, colando-se mais à sonoridade de um Rufus Wainwright ou Tim Buckley com The Trials of Van Occupanther. Um folk de eloquência mais grandiosa. Este ano os Midlake continuaram o seu caminho pelas florestas obscuras tal Duendes, Elfos ou Hobbits a caminho de destruir o anel. Tudo instigado e magicado pelas poções de Gandalf. O toque dos druidas é visível até pela própria capa do disco. O ambiente do disco não deixa enganar. Estamos perante um dos grandes discos de folk alternativo dos últimos anos. Enquanto os Fleet Foxes vão calças de ganga e botas, os Midlake escolheram o caminho medieval. Não há grande destaque música a música dado ser um disco que se tem que ouvir de início ao fim. Uma folk pujante que nos agarra logo desde o início com "Acts of Man" e liberta-nos com "In The Ground". No fim ficamos com a impressão que tivemos mais um bocadinho da nossa vida escondida no imaginário de alguém. É bom escapar como também é bom voltar.