Só para alertar que a partir de hoje e até domingo o blog estará em modo Paredes de Coura, com som de fundo de bandas do festival. Para os que vão que se divirtam. Para os que não vão, que venham aqui, fechem os olhos, e imaginem-se por lá. Traremos fotografias!
Uma música que não ouço para aí desde a altura que saiu, em 1994. Nem sei explicar a linha de raciocínio que o meu cérebro produziu para ir procurá-la no YouTube. Freud, Damásio ou João Lobo Antunes, se algum de vós quiser analisar o meu cérebro tenho a certeza que serei um caso não digo único, mas muito raro, de produção de linhas raciocínio sem nexo aparente. Alguém por aí se lembra disto?
"Inside", Stiltskin, que ficou mais conhecida como a música do anúnico da Levi's da altura.
Bon Iver, banda de folk americana da qual Justin Vernon é o grande mentor causou uma forte sensação durante o ano passado pela sua intensidade em cada música, em cada acorde, em cada verso. O facto de se ter criado um grande hype à volta deste nome fez-me guardá-los bem no fundo do iPod, e deixá-los vir ao de cima quando fosse tempo. Foi tempo o mês passado, durante o período de férias. Apareceu em momentos importantes da viagem e marcou definitivamente os pontos necessários para dar-lhe a atenção em atraso. Das primeiras coisas que fiz quando cheguei foi comprar o CD e ouvi-lo de uma ponta à outra. E depois outra vez. E depois outra. Até sentir que estava a fugir ao meu controlo e a vontade de ouvir era constante e criar-se uma ligação directa com as emoções que são transmitidas tão bem na voz e nos acordes da guitarra de Justin Vernon. E depois ver vídeos na blogotheque e perceber realmente a intensidade que é colocada em cada música.
O álbum agarra-nos logo nos primeiros instantes, com "Flume", uma melodiosa música, ganha um pouco mais ritmo em "Lump Sum" e deslumbra-nos totalmente com "Skinny Love". Resta acrescentar que Justin gravou o álbum após largar a banda anterior, ter terminado namoro e um período com mononucleose, tendo passado 3 meses numa cabana no Wisconsin praticamente sozinho. "The Wolves (Act I & II)" é uma música em crescendo, alimentando-se a pouco e pouco de mais um acorde, mais ritmo, até um final de êxtase. Chega depois "Blinsided", "Creature Fear" e "Team" num ritmo tranquilo e que nos faz esquecer tudo à nossa volta, arrancando depois um excelente "For Emma", com ritmo e paixão para terminar com uma maravilhosa balada "Stacks".
Espero ter conseguido passar o real entusiasmo que sinto ao descrever um álbum que realmente mexe comigo e que acho merecer uma atenta audição. Deixo como exemplo a actuação de Bon Iver na Blogotheque, com "Skinny Love".
Mais uma banda nova aí a aparecer, com um ritmo interessante. Uma mistura de rock com soul e folk, um pouco na senda de uns Fleet Foxes. Lançaram já o ano passado o álbum "Ode to Sunshine" e andam neste momento a servir de banda de abertura aos The Shins. Nada como dar uma oportunidade aos Delta Spirit, com "Strange Vine", num vídeo da Blogothéque.
E vou encerrar esta minha saga de preparação de festivais de Verão com a grande banda do Paredes de Coura deste ano. Espero que estes posts tenham sido úteis a algum australiano que queria vir a uma festival em Portugal mas não sabia qual. E aos outros. Para o ano haverá com certeza novos festivias, novas bandas e cá estaremos para opinar. Para já a tal banda. Franz Ferdinand, a 30 Julho. Trazem para apresentação o seu novo álbum "Tonight", do qual vos deixo aqui "No You Girls". Espera-se um bom concerto para aqueles lados!
Mais uma banda que vem aí - os Blood Red Shoes. Não conheço muito bem, mas estive a pesquisar um pouco e parece-me um som assim digamos que engraçado. Vão estar em Paredes de Coura, dia 31 de Agosto. Vamos lá ver o que fazem em concerto...
Já ao tempo que o Alex vos fala nesta banda. Mas como se calhar houve quem ainda não ouviu, aqui fica mais uma vez os The Pains of Being Pure at Heart. E porquê? Porque eles também vêm cá ao nosso cantinho mostrarem o que valem. Será inserido na programação do Paredes de Coura, onde estarão no dia 30 de Julho a entreter quem por lá quiser passar. Eu devo ser um deles. Espero não ser o único.
Aproxima-se mais um festival de Verão, o Super Bock Super Rock, desta vez com formato diferente, apenas um dia com uma banda grande que toda a gente conhece uma vez que já passa na Comercial e na RFM e depois com bandas para encher chouriços. Será? Erro crasso. No meio do alinhamento está uma excelente banda, os The Walkmen, que já cá estiveram em Dezembro do ano passado e voltam agora em maior escala. O seu recente álbum "You&Me" é muito bom e merece atenção, e é uma das razões que me vai levar até ao Estádio do Restelo no sábado, dia 18 Julho. Aqui deixo um aperitivo, "The Rat".
Abram alas para os TV on the Radio! É para mim o concerto mais esperado do dia no Optimus Alive, após terem lançado (mais) um excelente álbum, "Dear Science", em 2008 onde comprovaram a sua elevada qualidade após o álbum que os tornou mais conhecidos, "Return to the Cookie Mountain". São muito inovadores na forma de fazer música, e o estilo dentro do mesmo álbum é mesmo muito diverso, passando desde baladas maravilhosas até ritmos bastante dançáveis, sem esquecer o rock puro, muito bem representado por "Wolf Like Me", uma das melhores músicas rock da década!
Vão estar hoje, 9 de Julho, a tocar no Palco Super Bock a partir das 21h20 e espero que o set inclua a intensa "Province" abaixo.
Mais um dia, mais uma banda. Para o Optimus Alive, que está mesmo aí à porta. Os Late of the Pier irão entrar em cena no dia 10 de Julho, e trazem consigo o álbum "Fantasy Black Channel", considerado por muitos um dos melhores do ano. O que é que isso interessa? Pouco ou nada, porque se fôssemos guiar-nos pelos tops estaríamos prestes a suicidar-nos em três tempos. Porque é que então venho aqui meter esta banda? Porque têm um som que me apraz (adoro esta palavra) e portanto partilho. Quem gostar desta pequena amostra e queira conhecer mais pode ir ao festival ou comprar o CD, ou sacar da net. O que interessa é irmo-nos mantendo actualizados com a música que se vai fazendo por aí.
Sem mais conversa, Late of the Pier com "Heartbeat".
Hoje deixo aqui o que para mim será o ponto alto do Optimus Alive! - os Los Campesinos! Banda originária do País de Gales, já com 2 álbuns na bagagem, vem visitar pela primeira vez o nosso país (já tarde digo eu) e entram em palco secundário (que muitas vezes é o mais importante) no dia 11 de Julho, pelas 19h40. Como apresentação para quem não conhece, fica abaixo "Sweet Dreams, Sweet Cheeks". (Entre uma boa qualidade de som e um vídeo interessante optei pela qualidade de som, por isso ponham no play e podem olhar para outras coisas que não me importo).
Logo no primeiro post relativo aos Festivais Verão mencionei o festival de Glastonbury, um dos festivais históricos na Europa. Pois bem, a edição deste ano terminou no passado fim de semana e eu queria aqui deixar-vos algumas fotos do evento disponibilizadas pelo site Boston.com, e que nos fazem sentir a vida de um festival e explicam a quem não percebe a magia que está por detrás de um evento desta magnitude.
Há mais fotos espectaculares com estas de Glastonbury aqui, à distância de um click. Provando que música e fotografia são artes que vão muito bem juntas.
Hoje deixo aqui os Eagles of Death Metal. Uma banda com um bom ritmo rock que estou a pensar espreitar para ver como são ao vivo. Josh Homme, o mentor dos Queens of The Stone Age é um dos membros da banda, mas nem sempre aparece nos concertos ao vivo. É uma banda que não inova muito, mantendo-se numa toada rock puro, guitarra e ritmo acelerado. Aqui fica "Wannabe in L.A.", single do mais recente álbum "Heart On". Vão estar no Optimus Alive dia 10 de Julho.