
Desde os saudosos anos setenta, tempos em que o cinema americano tinha alma graças a mestres como Peckinpah, Scorsese ou Sergio Leone, que não ouvia uma banda sonora com este grau de exigência.
Greenwood, distanciando-se da sonoridade dos Radiohead, criou orquestrações inteligentes, belas e intensamente dramáticas piscando o olho a Bernard Herrman e a Ennio Morricone como que lhes dizendo: “ Eu também sou capaz”.
Nos filmes de Anderson, a música tem um papel fundamental (Magnolia) e Greenwood reforça a importância da música no cinema do realizador americano.
Armado em crítico chalado do Público, digo que “There Will Be Bllood” facilitou-me a vida: Melhor banda sonora e melhor filme da década.
PT Anderson, denunciando habilmente a cegueira do lucro nas sociedades modernas, realizou um exercício raro sobre a maldade humana: “Não quero que mais ninguém tenha sucesso”, afirma com frieza a personagem Daniel Plainview.
Deixo-vos uma entrevista com o realizador, onde ficamos esclarecidos em relação ao absurdo da divisão entre cinema de autor e cinema de massas.
Existe bom e mau cinema, boa e má música, única e exclusivamente.