27 abril 2012

Álbum Fresquinho: Patrick Watson - "Adventures in Your Own Backyard" (2012)

Patrick Watson está de volta. São excelentes notícias meus amigos! "Adventures in Your Own Backyard" é o nome do seu novo álbum, acabadinho de sair para o mercado. E o primeiro single a ser lançado chama-se "Into Giants" e é uma grande canção.

Para quem não conhece a obra desta banda (apesar de ter o nome do frontman, Patrick Watson ficou por falta de ideias e tempo para escolher um nome diferente) ponha mãos à obra. Este é já o quarto disco destes canadianos que já passaram diversas vezes por cá (na Aula Magna, no Super Bock em Stock, no SBSR) e é música na mais pureza das concepções. Ideal para se ouvir duma ponta à outra, com aqueles phones que tapam as orelhas totalmente ou para ouvir em alto e bom som pela casa fora. É também imperdível em concerto pois tanto Patrick Watson como os outros elementos da banda, o guitarrista Simon Angell, o flamboyant percursionista Robbie Kuster e o baixista Mishka Stein, são fabulosos em palco, de se lhe tirar o chapéu.

"Adventures in Your Own Backyard" está, para mim, destacadíssimo para a vitória no melhor álbum do ano. Agora deixem-se levar.

Patrick Watson on Grooveshark

26 abril 2012

Lusophonia: Diabo na Cruz



Em 2009 o Diabo na Cruz chegou, e Virou ao contrário as concepções que até aí se podiam ter da música tradicional portuguesa.
Virou foi o disco de estreia do Diabo na Cruz, e rapidamente inscreveu o nome da banda no cenário musical deste país. Na altura, surpreendeu pela ligação forma harmoniosa como fez a ligação entre a tradição da música do Portugal profundo, e os padrões do rock anglo-saxónico.
Em 2012, a banda regressa, e confirma tudo o que tinha prometido na estreia.

O Diabo na Cruz é um supergrupo - chama-se supergrupo a qualquer banda que tenha membros de outras bandas. E o Diabo na Cruz juntou gente dos You Can't Win Charlie Brown (João Gil), Feromona (Bernardo Barata), TV Rural (João Pinheiro), e cantautores consagrados, B Fachada e Jorge Cruz. Para o 2º álbum, a banda teve alterações - saíu B Fachada e entraram outros 2 músicos, mas a génese mantém-se a mesma.

Roque Popular é o nome do 2º álbum do Diabo na Cruz, e a identidade musical e o conteúdo do disco são logo explicados no título e na capa do disco. Esta capa, que merece uma edição em vinil, retrata o que se passa dentro do disco, que no fundo é rock popular, música tradicional portuguesa adornada com electricidade. Esta foi a premissa que norteou a banda desde o nascimento, e essa interligação é consumada e alargada neste 2º disco.
O Diabo na Cruz foi às raízes mais profundas da música tradicional portuguesa como se faria, acredito, há 300 anos, com instrumentos de cordas e tambores - e fundiu essa música e esse sentimento com o rock, punk rock, garage rock da tradição anglo-saxónica, regando ainda com pitadas de pop, e melodias que ficam no ouvido com relativa facilidade.

Esse mergulho na profunda Lusophonia estende-se também às letras, que são fábulas de um Portugal rural (Jorge Cruz diz que entre as fontes de inspiração para as letras estão as trovas do Bandarra, que viveu entre 1500 e 1556).

Posto isto, digo que  Roque Popular é um grande disco. São 10 canções, e quase todas têm potencial para ser singles, para rodar até nas rádios mais quadradonas. Todas elas são marcadas por uma batida frenética dos tambores. As letras são vociferadas quase em modo de combate. Além dos elementos mais tradicionais como o cavaquinho e a viola braguesa, a grande virtude do Diabo na Cruz é a inclusão das teclas e do baixo. Disso não havia há 300 anos, e a forma como aqui são incluídos, é um dos pontos mais fortes deste disco. Os órgãos entram nas músicas nas alturas certas, e dão uma sensação de modernidade. O baixo do Bernardo Barata confere à música um balanço incrível, e é talvez o principal impulsionador da dança - porque a música do Diabo na Cruz não é feita para ouvir sentado!

25 abril 2012

roleta bielo-russa do ico

uma canção de rock & roll tocada no universo:
  Sister Anne by MC5 on Grooveshark

 uma canção qualquer retirada de um filme (Dr. Strangelove...):
  We'll Meet Again by Vera Lynn on Grooveshark

 uma canção ideal para sair à noite numa 6a feira, perder a cabeça e acabar na prisão com menos pêlos no rabo:
  Se Tu Não Fosses Mariana by Rastolhice on Grooveshark

 uma canção mais ou menos perfeita para curar uma ressaca:
  Nipples by The Peter Brotzmann Sextet / Quartet on Grooveshark

 uma música portuguesa nova e fixe e com menos pêlos no rabo:
  Ícaro by Cipriano Mesquita on Grooveshark

Roleta Russa by Francisco

Canção mais Rock'n'Roll do Universo:
Reptilia by The Strokes on Grooveshark

Canção ideal para sair à noite numa 6a feira, perder a cabeça e acabar na prisão:
All My Friends (Radio Edit) by LCD Soundsystem on Grooveshark

Canção perfeita para curar uma ressaca:
Misread by Kings of Convenience on Grooveshark


A canção para perder a virgindade pacificamente:
Beijing by Patrick Watson on Grooveshark

Melhor canção de sempre retirada de um filme (Amélie):
A Quai by Yann Tiersen on Grooveshark

Roleta Russa by Fred

Canção mais Rock n Roll do Universo:



Melhor canção de sempre retirada de um filme (The Darjeeling Limited):



Canção ideal para sair à noite numa 6a feira, perder a cabeça e acabar na prisão:



Canção perfeita para curar uma ressaca:



Qual a melhor canção dos beatles de todo o sempre:

24 abril 2012

Roleta Russa by Du

Canção mais Rock n Roll do Universo:
Thunderstruck by AC/DC on Grooveshark

Melhor canção de sempre retirada de um filme (Delírio em Las Vegas):
For Your Love by The Yardbirds on Grooveshark

Canção ideal para sair à noite numa 6a feira, perder a cabeça e acabar na prisão:
Bulls on Parade by Rage Against the Machine on Grooveshark

Canção perfeita para curar uma ressaca:
East Harlem by Beirut on Grooveshark

Versão inequivocamente superior à original:
All Along the Watchtower by Jimi Hendrix on Grooveshark

23 abril 2012

Roleta Russa by Alex

Roda a Roleta!

Canção mais rock n' roll do universo:
L.A. Woman by The Doors on Grooveshark

A melhor canção retirada de um filme ("Rushmore", de Wes Anderson): Ooh La La (LP Version) by Faces on Grooveshark

A canção para sair a uma 6ª à noite, perder a cabeça e acabar na prisão: Movement by LCD Soundsystem on Grooveshark

A melhor canção para curar uma ressaca:
Disorder by Joy Division on Grooveshark

A canção para perder a virgindade pacificamente: Agoraphobia by Deerhunter on Grooveshark

Playlist: Record This Day 21.04.12

Hey hey! Mais uma festinha Altamont com sucesso se passou no sábado. E como não podia deixar de ser, aqui fica a playlist para tirar dúvidas a quem estava lá mas não sabia o que era e para deixar água na boca aos que não foram. Enjoy!

1. Fitter happier - Radiohead
2. Anthems For A Seventeen Year-Old Girl - Broken Social Scene
3. For Emma - Bon Iver
4. Easy Does It - Bonnie "Prince" Billy
5. Battery Kinzie - Fleet Foxes
6. She's Losing It - Belle & Sebastian
7. It's Real - Real Estate
8. Alex - Girls
9. Baby Missiles - The War on Drugs
10. The Shakes - Atlas Sound
11. Mosca Na Sopa - Raul Seixas
12. Superbacana - Caetano Veloso
13. Whole Lotta Shakin' Goin On - Little Richard
14. The Girl Can't Help It - The Animals
15. Thirty Days - Chuck Berry
16. I Got My Mojo Working - Manfred Mann
17. Baby Please Don't Go - Them
18. I'm Gonna Destroy That Boy - The What Four
19. You Don't Love Me - The Starlets
20. He Fought The Law - She Trinity
21. Roll Over Beethoven - The Beatles
22. Rock 'n' Roll Music - Backbeat Band
23. Long Tall Sally - Backbeat Band
24. Wooly Bully - Sam the Sham & the Pharaohs
25. Surfin' Bird - The Trashmen
26. Subterranean Homesick Blues - Bob Dylan
27. Fortunate Son - Creedence Clearwater Revival
28. Touch Me - The Doors
29. Paint It Black - The Rolling Stones
30. Suffragette City - David Bowie
31. My Generation - The Who
32. Holidays In The Sun - Sex Pistols
33. Too Drunk To Fuck - Dead Kennedys
34. Do You Wanna Dance? - The Ramones
35. See No Evil - Television
36. The Back Of Love - Echo & The Bunnymen
37. Disorder - Joy Division
38. Radio Free Europe - R.E.M.
39. Gigantic - Pixies
40. Drain You - Nirvana
41. Rearviewmirror - Pearl Jam
42. Zero - Smashing Pumpkins
43. Incinerate - Sonic Youth
44. Take It Or Leave It - The Strokes
45. Slow Hands - Interpol
46. Mr. November - The National
47. Darts Of Pleasure - Franz Ferdinand
48. Empty Room - Arcade Fire
49. Stay Useless - Cloud Nothings
50. Raw Meat - Black Lips
51. Lucidity - Tame Impala
52. Lonely Boy - The Black Keys
53. How You Like Me Now - The Heavy
54. Heart Attack - Raphael Saadiq
55. Hurricane - Jamie Lidell
56. I Can't Turn You Loose - Otis Redding
57. Hit The Road Jack - Ray Charles
58. Sweet Soul Music - Ministry Of Sound Funk Soul Classics
59. Love Man - Otis Redding
60. Your Easy Lovin' Ain't Pleasin' Nothin' - Mayer Hawthorne
61. Come And Get It - Eli "Paperboy" Reed
62. Birthday - The Beatles
63. Bang a Bong (Get It On) - T. Rex
64. Move On Up - Curtis Mayfield
65. Dance To The Music - Sly & The Family Stone
66. Land Of 1000 Dances - Wilson Pickett
67. You Can Call Me Al - Paul Simon
68. Paul Simon - Ölga
69. Mansard Roof - Vampire Weekend
70. Baltazar - Ena Pá 2000
71. Pumpkin and Honey Bunny [Dialogue] / Misirlou - Dick Dale & The Del-Tones
72. A Call To Arms - Beirut
73. Nantes - Beirut
74. Walk On The Wild Side - Lou Reed

22 abril 2012

Agenda da Semana - 23 a 29 Abril

Na última semana de Abril passam por Portugal nomes como Aloe Blacc, Joan As Police Woman e The Strange Boys. Bandas que regressam mas que não deixam de ser interessantes de ver. Assim como vários projectos nacionais como os Diabo na Cruz, B Fachada, Filho da Mãe, Jorge Palma ou mesmo Sétima Legião. Boa semana!

24. The Strange Boys - MusicBox, Lx
24. Diabo na Cruz - C.A.E. São Mamede, Guimarães
24. Che Sudaka - Sala TMN ao Vivo!, Lx
24. Aloe Blacc - Casa da Música, Porto
24. Filho da Mãe - Teatro Maria Matos, Lx
27. Joan as Police Woman + Junior Boys DJ + Tiga - Lux, Lx
27. Wraygunn - C.A.E. São Mamede, Guimarães
27. Diabo na Cruz - Hard Club, Porto
27. Jorge Palma - Olga Cadaval, Sintra
27. Is Tropical - MusicBox, Lx
28. B Fachada - Casa das Artes, Famalicão
29. Sétima Legião - Casa da Música

21 abril 2012

Altamont é 1000


Pois é... Chegámos aos mil posts. Esse número tão redondo e que nos enche de tanto orgulho. Em sete anos o Altamont chegou a um nível que nunca imaginei chegar quando em Janeiro de 2005 resolvi criar o Altamont. Sete anos passaram-se entre o post 1 e o post 1000 e muitas vidas teve o blog. Começou com força mas cedo teve um interregno que julguei ser o seu fim. Não o foi. Vieram reforços dar-lhe uma segunda vida e em pouco tempo o blog começou a crescer cada vez mais não sem antes ter tido vários momentos fracturantes com alguns elementos em choque directo o que resultou na partida de alguns. Mas o Altamont não morreu. Encheu-se de brio e começou a alargar a sua influência. Entrou nas redes sociais através do facebook e hoje em dia já tem mais de 800 fãs. Número fantástico para um pequeno blog de música. Mas não foi só. As festas Altamont, iniciadas a partir de 2010, deram uma nova face e vida ao blog e são já uma parte integrante e essencial. Passados sete anos desde o primeiro post algo me enche de orgulho. O Altamont não é apenas o meu pequeno blog. É o blog do Alex, Du, Francisco, Anónimo, Ico Costa e de quem mais estiver interessado em colaborar. Ainda somos pequeninos em relação a outros projectos mas já chegámos a muita gente e queremos continuar a crescer e a chegar a cada vez mais. Por aí passa o nosso futuro. Crescer mas nunca perdendo a vertente amadora e "caseira". E o dia para assinalar esta efeméride não poderia ser mais propício. Record Store Day e consequente festa de celebração "Record This Day", hoje na Rua do Século, como podem ver no flyer ao vosso lado e para assinalar este marco na vida do Altamont, auscultámos os seus escribas com um questionário em torno dessa paixão pela música. Pedimos emprestada à Radar a rubrica Roleta Russa (passa 4 vezes por dia na Radar, 97.8 fm), e escolhemos algumas das perguntas, sobre quais as melhores canções para determinadas ocasiões. e o resultado será partilhado convosco, post a post por cada um dos autores deste blog. Esperemos que gostem.

16 abril 2012

Agenda da Semana - 16 a 22 Abril

Para esta semana a Agenda destaca alguns concertos, quase todos em português. O mais relevante será o regresso dos X-Wife a Lisboa, mais concretamente à Sala TMN ao Vivo, dia 20, concerto que servirá de celebração dos seus já 10 anos de carreira. Dia 21, não esquecer, será o internacional Record Store Day, com muitas iniciativas pelas casas de discos que tanto gostamos, e será celebrado por nós, no Bar O Século, com mais uma excelente sessão Altamont: "Record This Day". É aparecer!

17 - TheeSatisfaction - Galeria ZdB, Lx
18 - Feltro + Calhau - Culturgest, Lx
19 - Tó Trips + Olive Troops Sos - Culturgest, Lx
20 - PAUS - C.C. Vila Flor, Guimarães
21 - Peste & Sida - Hard Club, Porto
21 - X-Wife - Sala TMN ao Vivo, Lx
21 - doismileoito + Capitão Fausto + Stereo Parks - Taberna das Almas, Lx
21 - ALTAMONT SESSION: Record This Day - Bar O Século, Lx

15 abril 2012

Álbum no Ouvido: The Heavy - "The House That Dirt Built" (2009)

Antes do mais tenho que agradecer a duas pessoas diferentes pelo facto de estar a ouvir este disco neste momento. Uma é o senhor Frederick Miller que em 1855 fundou a Miller Brewing Company, a qual 157 anos mais tarde fez um anúncio televisivo musicado com uma música pertencente a este álbum, o que nos leva ao segundo agradecimento da noite que vai para o senhor Shazam (peço desculpa mas não consegui descortinar o senhor que inventou esta excelente aplicação para os smartphones que detecta grande parte das músicas apenas com uma leve escutadela). Depois dos devidos agradecimentos resta-me então falar-vos do que ouvi. Começo pela música que me fez ansiar por ouvir o resto do disco. "How You Like Me Now". Suor é a palavra que mais se ajusta para definir esta música. Suor de James Brown, suor de Jack White, suor de Black Keys, suor de soul power, de rock de garagem. De natureza forte e destemida não percebo como esta música não passou no meu radar antes mas como mais vale tarde que nunca e quem é vivo sempre aparece aqui estou eu a falar-vos dela. Quanto ao resto do disco, digo-vos que o recomendo vivamente. Há muitas bandas a buscarem sons vintage e a fazerem bons trabalhos mas estes The Heavy são realmente muito bons e, surpresa das surpresas, é já o seu segundo disco (onde é que eles realmente andavam?).
Deixo-vos, então, à vossa consideração o disco para audição. Não se arrependerão de darem uma pequena escutadela. Ficarão rendidos. The heavy - the house that by Frederico Figueiredo on Grooveshark

03 abril 2012

Álbum no Ouvido: French Films - "Imaginary Future" (2011)

Ao contrário do que o nome possa sugerir, estes French Films não são franceses nem tão pouco fazem bandas sonoras de filmes franceses. Estes tipos são finlandeses, um país que não é lá muito conhecido por dar ao mundo grandes vultos da música (tirando talvez no mundo do Doom-Metal), o que por si só já é um extra, e têm este álbum, "Imaginary Future", que é altamente recomendável.

Historiando um pouco, os French Films juntaram-se em 2010 e lançaram um primeiro EP, de seu nome "Golden Sea", tendo recebido boas críticas. Decidiram avançar para um longa duração e em boa hora o fizeram. Claro que podem os críticos dizer que é mais uma banda indie, mais do mesmo, mas na verdade este "Imaginary Future" é um grupo de óptimas canções que fazem lembrar o melhor dos anos 80, numa rotação actual. Talvez os possamos agrupar a bandas como os The Drums, The Bravery e por aí em diante, mas isso não é mau, antes pelo contrário, é muito bom. É muito difícil ficar quieto e não dançar ao som de "Golden Sea" (que reaparece também neste LP), "Pretty in Decandence", "Convict" ou "This Dead Town".

French Films by Francisco Pereira on Grooveshark

01 abril 2012

Periferia: Virgin Prunes


Podia até tratar-se de uma asserção aristotélica acerca da lei da não-contradição. Mas não. É apenas o nome de mais um intemporal e incontornável álbum da história da música moderna. Só por si valeria mais que muitos títulos de ensaios filosóficos. É certo que 1+1 são 2. Mas os Virgin Prunes, ao optarem pela lógica da indução para baptizarem o primeiro trabalho das suas carreiras, desviaram-se da numerologia para se centraram num conceito metafísico: a morte e as incertezas que circundam em redor do princípio do fim.
"If I Die, I Die" é um reflexo intenso da diversidade de leituras que podem decorrer de um pensamento tão certo quanto imprevisível que é o fim da vida, tal como nós a conhecemos.
Produzido por Colin Wire Newman, estas 14 faixas são um epítome do pós-punk aventureiro. Tambores tribais e nervosos, guitarras desafinadas, didjeridus e bouzoukis cruzam-se e fundem-se com sintetizadores e drum machines básicas em ataques de criatividade fora de forma, onde todas as referências são chamadas à razão do que é perigoso, primitivo e excessivo. Liderados por dois vocalistas andróginos, Gavin Friday e Guggi, seres de sedutores poderes, os Virgin Prunes conseguem criar, neste disco, ambientes alternativos de deformada e doce poesia. E apesar do conjunto dos temas ser algo discrepante, esta obra está longe de estar fora de contexto. Na verdade, ela é claramente o esforço mais consistente e duradouro da banda.