Ainda em relação ao concerto dos I'm From Barcelona, uma das partes que me ficou mais na retina foi esta música que nem sequer é da banda, mas que foi cantada em uníssono mesmo durante o período que a banda saiu para um breve descanso pré-encore. O público repetiu até à exaustão e eles voltaram ainda isto soava no ar. Bom momento.
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02 março 2009
01 março 2009
I'm From Barcelona - Lux - 28/2/09
…a festa continua – parte II
Um ano e meio, e um álbum depois, a família feliz escandinava volta a Portugal.
Desta vez, no palco do Lux, não houve espaço para mais do que 16 ou 17 elementos da banda, número mais do que suficiente para fazer uma grande festa.
Os I’m From Barcelona são acima de tudo uma banda de Amigos – amigos entre eles, e amigos da malta, que saiu de casa e foi vê-los tocar.
E foi nessa amizade que assentou o concerto de cerca de hora e meia.
Com 2 álbuns no repertório, a banda teve agora mais material para mostrar. Por isso este concerto foi mais completo do que o anterior – também muito bom, no Sudoeste 2007. Até porque desta vez se apresentavam em nome próprio, com uma sala só para eles.
E assim, fizeram dessa uma sala de estar, onde estiveram em palco como quem está num jantar de amigos. Animação, música, e conversa. E então foram tocando. Sempre no seu jeito poprock alegre, que às vezes se torna mais rock que pop. A música deles é simples (não simplista), sem grandes pretensões além de querer apenas fazer uma grande festa (esta palavra foi e será repetida algumas vezes ao longo deste texto, porque este concerto tratou-se exactamente de uma Festa).
A actuação foi avançando, sempre com a colaboração do público. Com 17 indivíduos em palco, fica sempre alguém livre, para puxar pela plateia, a pedir para bater palmas ou para jogar à macaca com eles. Entre músicas novas e mais antigas, houve ainda um tema inédito.
Houve também espaço para o timoneiro, Emanuel Lundgren, deixar cair a guitarra para o público, antes de cair ele também, misturando-se depois entre a malta, a aplaudir a banda.
Boa disposição ao máximo, com direito a balões e confettis, para que a ocasião seja mesmo de celebração. Nesse capítulo, em relação ao concerto no Sudoeste, só faltou mesmo o crowd surf em cima de um colchão de praia.
Ao nível sonoro, faltou à big band – com clarinete, saxofone, guitarras, baixo, percussão, e muitos coros – fazer ouvir melhor os instrumentos de sopro.
Em suma – um belo concerto, uma óptima forma de passar uma noite de sábado. Uma enorme festa, dada por um grupo de suecos que estavam felizes simplesmente por terem aterrado vivos em Portugal, depois de 4 horas no avião.
No fim da noite, estavam igualmente contentes por terem sido tão bem recebidos em Lisboa, numa noite de fim de Fevereiro.
Não será certamente a última vez que vêm cá tocar.
Desta vez, no palco do Lux, não houve espaço para mais do que 16 ou 17 elementos da banda, número mais do que suficiente para fazer uma grande festa.
Os I’m From Barcelona são acima de tudo uma banda de Amigos – amigos entre eles, e amigos da malta, que saiu de casa e foi vê-los tocar.
E foi nessa amizade que assentou o concerto de cerca de hora e meia.
Com 2 álbuns no repertório, a banda teve agora mais material para mostrar. Por isso este concerto foi mais completo do que o anterior – também muito bom, no Sudoeste 2007. Até porque desta vez se apresentavam em nome próprio, com uma sala só para eles.
E assim, fizeram dessa uma sala de estar, onde estiveram em palco como quem está num jantar de amigos. Animação, música, e conversa. E então foram tocando. Sempre no seu jeito poprock alegre, que às vezes se torna mais rock que pop. A música deles é simples (não simplista), sem grandes pretensões além de querer apenas fazer uma grande festa (esta palavra foi e será repetida algumas vezes ao longo deste texto, porque este concerto tratou-se exactamente de uma Festa).
A actuação foi avançando, sempre com a colaboração do público. Com 17 indivíduos em palco, fica sempre alguém livre, para puxar pela plateia, a pedir para bater palmas ou para jogar à macaca com eles. Entre músicas novas e mais antigas, houve ainda um tema inédito.
Houve também espaço para o timoneiro, Emanuel Lundgren, deixar cair a guitarra para o público, antes de cair ele também, misturando-se depois entre a malta, a aplaudir a banda.
Boa disposição ao máximo, com direito a balões e confettis, para que a ocasião seja mesmo de celebração. Nesse capítulo, em relação ao concerto no Sudoeste, só faltou mesmo o crowd surf em cima de um colchão de praia.
Ao nível sonoro, faltou à big band – com clarinete, saxofone, guitarras, baixo, percussão, e muitos coros – fazer ouvir melhor os instrumentos de sopro.
Em suma – um belo concerto, uma óptima forma de passar uma noite de sábado. Uma enorme festa, dada por um grupo de suecos que estavam felizes simplesmente por terem aterrado vivos em Portugal, depois de 4 horas no avião.
No fim da noite, estavam igualmente contentes por terem sido tão bem recebidos em Lisboa, numa noite de fim de Fevereiro.
Não será certamente a última vez que vêm cá tocar.
26 novembro 2008
I'm From Barcelona - Who Killed Harry Houdini?
Este ano de 2008 traz-nos o regresso dos I’m From Barcelona, que depois da apresentação surgem agora com Who Killed Harry Houdini?.
Desta vez, o mentor Emanuel Lundgren tenta encontrar a resposta a esta pergunta, nas (10) canções que compõem o álbum.
O segundo disco da “família feliz” dá continuidade à festa, que norteia o som deste projecto.
Uma banda com cerca de 30 elementos quer, pois, festança, animação, celebração.
Assim, tal como no primeiro álbum, este segundo mantém a essência festiva. Embora nalguns momentos seja mais calmo (quiçá introspectivo), o sentimento continua a ser o mesmo. O cha la la continua a ser o traço dominante, com temas curtos, melodiosos e bem dispostos.
Ao segundo álbum, as expectativas são sempre elevadas e os I’m From Barcelona saíram-se bem, com um registo que, pelo menos, é coerente.
Esta banda faz música de forma despreocupada, para divertir mais do que para reflectir. Não pretendem mudar o mundo, nem acabar coma pobreza, nem falar sobre temas estruturais da sociedade nem revolucionar a música.
Querem apenas entreter. Este som que vem da Suécia é feito por gente feliz, e que está a desfrutar da vida. E quer fazer-nos desfrutar também.
Por isso, com melodias simples, sentam-nos numa cadeira, e contam uma história, dividida em 10 capítulos, sobre a vida de todos os dias.
Em Who Killed Harry Houdini? a temática sobre a qual nos falam mantém os mesmos níveis - depois escrever sobre o drama de não ouvir o despertador ou sobre a varicela, agora cantam sobre aviões de papel.
E o produto que resulta de toda esta atitude é uma música simples, até superficial, mas que, sem querer ser a cura para todo o mal, cumpre plenamente o objectivo de divertir.
Ainda bem que existem bandas como os I’m From Barcelona, que cantam a sustentável leveza do ser.
Desta vez, o mentor Emanuel Lundgren tenta encontrar a resposta a esta pergunta, nas (10) canções que compõem o álbum.
O segundo disco da “família feliz” dá continuidade à festa, que norteia o som deste projecto.
Uma banda com cerca de 30 elementos quer, pois, festança, animação, celebração.
Assim, tal como no primeiro álbum, este segundo mantém a essência festiva. Embora nalguns momentos seja mais calmo (quiçá introspectivo), o sentimento continua a ser o mesmo. O cha la la continua a ser o traço dominante, com temas curtos, melodiosos e bem dispostos.
Ao segundo álbum, as expectativas são sempre elevadas e os I’m From Barcelona saíram-se bem, com um registo que, pelo menos, é coerente.
Esta banda faz música de forma despreocupada, para divertir mais do que para reflectir. Não pretendem mudar o mundo, nem acabar coma pobreza, nem falar sobre temas estruturais da sociedade nem revolucionar a música.
Querem apenas entreter. Este som que vem da Suécia é feito por gente feliz, e que está a desfrutar da vida. E quer fazer-nos desfrutar também.
Por isso, com melodias simples, sentam-nos numa cadeira, e contam uma história, dividida em 10 capítulos, sobre a vida de todos os dias.
Em Who Killed Harry Houdini? a temática sobre a qual nos falam mantém os mesmos níveis - depois escrever sobre o drama de não ouvir o despertador ou sobre a varicela, agora cantam sobre aviões de papel.
E o produto que resulta de toda esta atitude é uma música simples, até superficial, mas que, sem querer ser a cura para todo o mal, cumpre plenamente o objectivo de divertir.
Ainda bem que existem bandas como os I’m From Barcelona, que cantam a sustentável leveza do ser.
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