Na semana do regresso às aulas vamos ter uma das últimas oportunidades de ver B Fachada, segundo o próprio, antes de um período (que esperemos curto) de descanso. Ao vivo no Lux, dia 21. No dia seguinte sobe ao palco do Campo Pequeno, Norah Jones e ainda antes, nesta quinta-feira, teremos o projecto Black Dice, no MusicBox.
Agenda:
20. Black Dice - MusicBox, Lx
20. Minta & The Brook Trout - Conservatório Nacional, Lx
21. B Fachada - Lux, Lx
22. Norah Jones - Campo Pequeno, Lx
22. Youthless + The Doups + Nice Weather For Ducks - Museu Arte Popular, Belém Art Fest, Lx
Nesta semana que entra vamos contar com a presença do grandíssimo Jack White. O guitarrista que tem os White Stripes, Raconteurs ou The Dead Weather como projectos no curriculum, vem apresentar o seu album a solo "Blunderbuss" ao Coliseu. Em destaque também temos o regresso dos Bush, mítica banda dos anos 90. A banda de "Razorblade Suitcase" apersenta-se igualmente no Coliseu, no dia 2 de Setembro.
Agenda:
28. Che Sudaka - Praia Formosa, Vila do Porto
31. Jack White - Coliseu, Lx
31. A Naifa + Sétima Legião - Festival do Crato
31. Gala Drop + Black Bombaim - Lamego
31. Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras + Wraygunn - Jardins do Palácio Cristal, Porto
1. JP Simões - Praça Couros, Guimarães
1. PAUS + A Naifa - Jardins do Palácio Cristal, Porto
2. Bush - Coliseu, Lx
Confesso-vos que ultimamente cada vez oiço menos música nova e, por vezes, música at all. Não sei se se deve ao avançar da idade, se ao facto de ter arranjado um cão que no último ano me tem tirado um bom bocado da minha sanidade mental, se ao simples facto de a música no último ano ou dois estar substancialmente abaixo do que se fez no início do século XXI. No entanto, há coisas que tento nunca prescindir: Festivais. Se as bandas que mais conhecemos muitas vezes não fazem grandes concertos, nem há muitas condições para as ouvir com a melhor das atenções (parece que cada vez há mais gente com convites e com menos interesse em ouvir e deixar ouvir os concertos mas isso são contas de outro rosário), não deixa de ser verdade que é nestes eventos que descobrimos algumas bandas que de outra forma poderiam nos passar completamente ao lado. O meu último grande exemplo são os Maccabees. Confesso que esta banda me passou completamente ao lado nos últimos anos talvez por pensar que fossem apenas mais uma "bandazinha" indie que por aí pululam sem acrescentar nada de novo ao mundo musical.
Apesar de ter-me sido dado o "heads up" para esta banda no primeiro dia do festival Alive e prontamente ter descarregado o seu catálogo de discos acabei por não conseguir preparar-me para o dito concerto pelas tais variadas razões anteriormente apontadas adicionando os belos dias de praia na altura do referido festival.
No último dia do Alive, o único do evento com um dia preenchido com boas bandas em ambos os palcos, comecei com o soul man Eli "Paperboy" Reed passei para Paus, fiquei um pouco para Kooks e resolvi dar a espreitadela em Maccabees por descargo de consciência. Deparei-me com um ambiente e aura que já não encontrava num concerto de indie desde o último SBSR de 2007 com Arcade Fire. Muita intensidade e fulgor e boas vibrações. Sim, essas andam um bocado em falta nos dias de hoje e muito orgulhei de ter ido dado a tal espreitadela. Fez-me logo ouvir os álbuns da banda e meter em repeat quase ad eternum este Wall of Arms, segundo disco dos Maccabees, editado em 2009.
Ora e o que podemos encontrar neste disco? O mais simples seria dizer que metemos Maximo Park, Arcade Fire, Walkmen, Bloc Party, Futureheads e Dogs Die in Hot Cars numa liquidificadora e o resultado foi este. Intensidade, muita intensidade, seja nas mais calmas "Love You Better" ou "Wall of Arms", seja nas mais explosivas "One Hand Holding" ou "Can You Give It" ou nas restantes que vão quase todas em crescendo. E o disco é tão intenso que não se consegue deixar de ouvir várias vezes seguidas. É, sem dúvida, um dos discos que mais me agradou no indie nos últimos tempos e não é que o estilo seja original até pela quantidade de bandas que vos referi há pouco mas sim porque realmente entra no coração e é aí mesmo que a música tem que entrar. Mainstream ou Undeground. Os Maccabees já entraram. Espero pelos restantes.
A equipa Altamont esteve representada a 50% no último dia da 20ª edição do festival de Paredes de Coura, o suficiente para fazer aqui uma espécie de reportagem desse dia.
Como o Francisco escreveu abaixo, quase toda a gente que estava no festival, naquele dia 17, estava para ver os Ornatos Violeta.
Ao contrário do que o Francisco escreveu abaixo, eu coloco os Ornatos no pedestal. Da música portuguesa, e da música mundial.
Este concerto em Paredes de Coura foi mítico - por ser o primeiro em 10 anos, e porque juntou 2 gerações - os que os tinham visto ao vivo antes de acabarem, e os que tinham 10 anos quando eles acabaram, e só recentemente descobriram e se apaixonaram por Ornatos Violeta. E a banda respondeu com amor, ao amor que recebeu da plateia.
"Tantas emoções", disse o vocalista a certa altura.
Sem dúvida!!
(um click na foto para reportagem completa)
(outro click na foto de baixo, para as fotos dos outros concertos)
Além dos Ornatos, os The Go! Team foram a outra banda que fez este vosso escriba percorrer 1000 kms em 2 dias, para ir a Paredes de Coura.
Este foi o 3º concerto deles em Portugal, e o 3º a que assisti.
E pela 3ª vez, fiquei deslumbrado com o que vi, ouvi e senti. Descargas de energia contínuas, música após música.
Quanto aos Capitão Fausto, já se escreveu aqui sobre eles, e sobre serem uma grande promessa da música nacional. Este Verão passaram por 2 grandes festivais, estão a tocar cada vez mais ao vivo e a crescer cada vez mais, e confirmam cada vez mais o estatuto de próxima grande cena.
Passou no comboio da semana passada a 20ª edição do Festival Paredes de Coura. Dos 5 dias de festival estive presente no último, uma estreia absoluta neste festival minhoto, e no qual subiram ao palco principal (e por ordem de aparição) os Ladrões do Tempo, Capitão Fausto, The Go! Team, Dead Combo e Ornatos Violeta. Passaram ainda pelo palco secundário os God is an Astronaut, Best Youth, Memoryhouse, Youthless e ainda, em formato after-hours os Chromatics e Sunta Templeton.
Tenho de começar então pelo mais esperado: o regresso dos Ornatos Violeta. Não vos sei explicar porquê, porque em boa verdade não sei, mas em 1997 e 1999, anos em que saíram os 2 únicos álbuns desta banda, os Ornatos passaram-me ao lado. Claro que ouvi e conheci mas, na altura, não lhes liguei nenhuma. E assim continuei nestes 13 anos seguintes e assim cheguei a Paredes de Coura, no dia em que regressam aos palcos para gaúdio da sua legião de fãs. E no caso dos Ornatos, é legião mesmo, daquelas vestidas com armaduras, capacetes, lanças, arcos e flechas!
Dizer que não se gosta de Ornatos é proibitivo, por isso não o vou dizer, mas arrisco dizer que colocá-los num pedestal sem igual na nossa história musical é exagero. Eu, pelo menos, não o conseguirei fazer. Seja como for, bem vindos de volta, que sejam capazes de provar que este regresso é para manter e não para sobreviver mais uma dezena de anos.
Quanto ao restante cartaz tenho de destacar The Go! Team. Estes ingleses deram um excelente concerto mas, sem qualquer culpa, foi muito mal aproveitado! Estando uma plateia inteira à espera de Ornatos, com vontade também de aplaudir Dead Combo, quem estava lá por The Go! Team? Estranho cartaz.
Dos Dead Combo pouco (ou)vi e dos Ladrões do Tempo ainda menos. A chegada fez-se ao som dos Capitão Fausto. E dos Capitão Fausto há que pensar numa coisa: e se fossem eles a lançar 2 álbuns há 12 anos? Sim, claro, não dá para comparar, mas uma coisa para mim é certa: estes miúdos têm muito talento, são bons compositores e bons executantes. Tenham esse dom a acompanhá-los e escreverão história na música portuguesa!
Última palavra para Sunta Templeton que mais parecia uma Altamont Session! Naturalmente muito bom o set!
Começa hoje a 20ª edição do já mítico festival Paredes de Coura, a realizar, como sempre, na Praia Fluvial do Rio Tabuão. Serão 5 dias de festa nesta edição comemorativa, com um excelente cartaz no qual estão nomes como Kasabian, dEUS, Friends, Stephen Malkmus, Patrick Watson ou The Whitest Boy Alive e com destaque maior para o regresso dos "sebastionistas" Ornatos Violeta.
13 Agosto
Palco Vodafone FM: B Fachada, League, Salto, Brass Wires Orchestra, Quim Albergaria (dj set)
14 Agosto
Palco Vodafone FM: Friends, Stephen Malkmus & the Jicks, tune-yards, Japandroids, Sun Araw, PAUS, Nuno Lopes (dj set)
15 Agosto
Palco EDP: dEUS, Digitalism, Sleigh Bells, The Temper Trap, Midlake, Kitty Daisy & Lewis
Palco Vodafone FM: Patrick Watson, Dry the River, Team Me, Willis Earl Bill
After Hours: Kavinsky, Totally Enourmous Extinct Dinossaurs
16 Agosto
Palco EDP: Kasabian, Anna Calvi, The Whitest Boy Alive, Of Montreal, Gang Gang Dance
Palco
Vodafone FM: School of Seven Bells, Deer Tick, I Like Trains, The Wave Pictures
After Hours: Inflagranti, Crystal Fighters
17 Agosto
Palco EDP: Ornatos Violeta, Dead Combo, The Go! Team, Capitão Fausto, Ladrões do Tempo
Palco Vodafone FM: God is an Astronaut, Best Youth, Memoryhouse, Youthless
After Hours: Sunta Templeton, Chromatics
Semana preenchida com 2 diferentes e excelentes festivais, o Paredes de Coura que começa hoje e comemora este ano a sua vigésima edição e o festival Bons Sons, a decorrer no final da semana em Tomar. Parabéns Paredes de Coura, boa semana!
Agenda:
13. B Fachada, League, Salto! - Festival Paredes de Coura
14. Friends, Stephen Malkmus & The Jicks, Tune-yards, Japandroids + outros - Festival Paredes de Coura
15. dEUS, Digitalism, Sleigh Bells, Patrick Watson, Dry the River, The Temper Trap + outros - Festival Paredes de Coura
16. Kasabian, The Whitest Boy Alive, Anna Calvi, Of Montreal, Gang Gang Dance, Deer Tick, Crystal Fighters + outros - Festival Paredes de Coura
16. A Naifa, Lousy Guru, Yechidah + outros - Festival Bons Sons, Tomar
17. Ornatos Violeta, Dead Combo, The Go! Team, Capitão Fausto + outros - Festival Paredes de Coura
17. PAUS, The Legendary Tigerman, You Can't Win Charlie Brown, Linda Martini + outros - Festival Bons Sons, Tomar
18. Os Velhos, Márcia, Gobi Bear + outros - Festival Bons Sons, Tomar
19. Birds Are Indie, Vitorino + outros - Festival Bons Sons, Tomar
De quando em vez lá aparecem notícias e entrevistas a músicos que afirmam que o rock morreu. O ano passado o The Guardian falou sobre isso levando a um debate público não só em Inglaterra, a Capital do Rock, como noutros países incluindo Portugal. Não sei porque isso se debate, não só o Rock não vai morrer como nenhum outro estilo musical qualquer, seja Pop, Hip Hop, Indie, Clássica, etc. Posto isto, os Vaccines são a prova disso mesmo. Lançam agora o 2º álbum da carreira intitulado "Come of Age". O Rock está cá todo, seja de forma crua e intensa, no single de abertura "No Hope" ou no lado mais tranquilo, mais viajante de "All in vain". E apareceram eles quase do nada, assim num de repente, a dizer que sim ao Rock.
E cinco anos após o Black and White Album, os Hives regressam para mais uma dose do que melhor sabem fazer, rockar sem apelo nem agravo. E é precisamente isso que eles nos têm dado desde o ano de 1997. Se nos dois primeiros discos, Barely Legal e Veni Vidi Vicious, o som dos Hives era garage punk e crú até ao tutano, a partir de Tyrannossaurus Hives, as músicas começaram a incluir outros elementos mas nunca perdendo o fulgor atacante do punk e Lex Hives é exemplo disso mesmo. Sejamos honestos. Os Hives nunca vão fazer nada diferente disto porque este som está-lhes no DNA. Estes suecos nasceram para nos dar uma boa dose de bom rock e nisso ninguém lhes poderá exigir mais. Para outros tipos e movimentos há outras bandas que o fazem com muito mais mestria. Por isso o melhor que temos a fazer é meter o disco a tocar, ouvir as 12 músicas de uma ponta a outra, aproveitar este calor, e fingir que este rock nos irá salvar um dia. Durante meia hora teremos um sorriso nos lábios. Esperamos que não demore mais cinco anos para termos um novo disco de Hives nas mãos. Até lá, "Everybody, Come On!"