Hey hey! Mais uma festinha Altamont com sucesso se passou no sábado. E como não podia deixar de ser, aqui fica a playlist para tirar dúvidas a quem estava lá mas não sabia o que era e para deixar água na boca aos que não foram. Enjoy!
1. Fitter
happier - Radiohead
2. Anthems For A Seventeen
Year-Old Girl - Broken Social Scene
3. For Emma - Bon Iver
4. Easy Does It - Bonnie
"Prince" Billy
5. Battery Kinzie - Fleet
Foxes
6. She's Losing It - Belle
& Sebastian
7. It's Real - Real Estate
8. Alex - Girls
9. Baby Missiles - The War on
Drugs
10. The Shakes - Atlas Sound
11. Mosca Na Sopa - Raul
Seixas
12. Superbacana - Caetano
Veloso
13. Whole Lotta Shakin' Goin
On - Little Richard
14. The Girl Can't Help It -
The Animals
15. Thirty Days - Chuck Berry
16. I Got My Mojo Working -
Manfred Mann
17. Baby Please Don't Go -
Them
18. I'm Gonna Destroy That
Boy - The What Four
19. You Don't Love Me - The
Starlets
20. He Fought The Law - She
Trinity
21. Roll Over Beethoven - The
Beatles
22. Rock 'n' Roll Music -
Backbeat Band
23. Long Tall Sally -
Backbeat Band
24. Wooly Bully - Sam the
Sham & the Pharaohs
25. Surfin' Bird - The
Trashmen
26. Subterranean Homesick
Blues - Bob Dylan
27. Fortunate Son - Creedence
Clearwater Revival
28. Touch Me - The Doors
29. Paint It Black - The
Rolling Stones
30. Suffragette City - David
Bowie
31. My Generation - The Who
32. Holidays In The Sun - Sex
Pistols
33. Too Drunk To Fuck - Dead
Kennedys
34. Do You Wanna Dance? - The
Ramones
35. See No Evil - Television
36. The Back Of Love - Echo
& The Bunnymen
37. Disorder - Joy Division
38. Radio Free Europe -
R.E.M.
39. Gigantic - Pixies
40. Drain You - Nirvana
41. Rearviewmirror - Pearl
Jam
42. Zero - Smashing Pumpkins
43. Incinerate - Sonic Youth
44. Take It Or Leave It - The
Strokes
45. Slow Hands - Interpol
46. Mr. November - The
National
47. Darts Of Pleasure - Franz
Ferdinand
48. Empty Room - Arcade Fire
49. Stay Useless - Cloud
Nothings
50. Raw Meat - Black Lips
51. Lucidity - Tame Impala
52. Lonely Boy - The Black
Keys
53. How You Like Me Now - The
Heavy
54. Heart Attack - Raphael
Saadiq
55. Hurricane - Jamie Lidell
56. I Can't Turn You Loose -
Otis Redding
57. Hit The Road Jack - Ray
Charles
58. Sweet Soul Music -
Ministry Of Sound Funk Soul Classics
59. Love Man - Otis Redding
60. Your Easy Lovin' Ain't
Pleasin' Nothin' - Mayer Hawthorne
61. Come And Get It - Eli
"Paperboy" Reed
62. Birthday - The Beatles
63. Bang a Bong (Get It On) -
T. Rex
64. Move On Up - Curtis
Mayfield
65. Dance To The Music - Sly
& The Family Stone
66. Land Of 1000 Dances -
Wilson Pickett
67. You Can Call Me Al - Paul
Simon
68. Paul Simon - Ölga
69. Mansard Roof - Vampire
Weekend
70. Baltazar - Ena Pá 2000
71. Pumpkin and Honey Bunny
[Dialogue] / Misirlou - Dick Dale & The Del-Tones
Na última semana de Abril passam por Portugal nomes como Aloe Blacc, Joan As Police Woman e The Strange Boys. Bandas que regressam mas que não deixam de ser interessantes de ver. Assim como vários projectos nacionais como os Diabo na Cruz, B Fachada, Filho da Mãe, Jorge Palma ou mesmo Sétima Legião. Boa semana!
24. The Strange Boys - MusicBox, Lx
24. Diabo na Cruz - C.A.E. São Mamede, Guimarães
24. Che Sudaka - Sala TMN ao Vivo!, Lx
24. Aloe Blacc - Casa da Música, Porto
24. Filho da Mãe - Teatro Maria Matos, Lx
27. Joan as Police Woman + Junior Boys DJ + Tiga - Lux, Lx
27. Wraygunn - C.A.E. São Mamede, Guimarães
27. Diabo na Cruz - Hard Club, Porto
27. Jorge Palma - Olga Cadaval, Sintra
27. Is Tropical - MusicBox, Lx
28. B Fachada - Casa das Artes, Famalicão
29. Sétima Legião - Casa da Música
Pois é... Chegámos aos mil posts. Esse número tão redondo e que nos enche de tanto orgulho. Em sete anos o Altamont chegou a um nível que nunca imaginei chegar quando em Janeiro de 2005 resolvi criar o Altamont. Sete anos passaram-se entre o post 1 e o post 1000 e muitas vidas teve o blog. Começou com força mas cedo teve um interregno que julguei ser o seu fim. Não o foi. Vieram reforços dar-lhe uma segunda vida e em pouco tempo o blog começou a crescer cada vez mais não sem antes ter tido vários momentos fracturantes com alguns elementos em choque directo o que resultou na partida de alguns. Mas o Altamont não morreu. Encheu-se de brio e começou a alargar a sua influência. Entrou nas redes sociais através do facebook e hoje em dia já tem mais de 800 fãs. Número fantástico para um pequeno blog de música. Mas não foi só. As festas Altamont, iniciadas a partir de 2010, deram uma nova face e vida ao blog e são já uma parte integrante e essencial.
Passados sete anos desde o primeiro post algo me enche de orgulho. O Altamont não é apenas o meu pequeno blog. É o blog do Alex, Du, Francisco, Anónimo, Ico Costa e de quem mais estiver interessado em colaborar. Ainda somos pequeninos em relação a outros projectos mas já chegámos a muita gente e queremos continuar a crescer e a chegar a cada vez mais. Por aí passa o nosso futuro. Crescer mas nunca perdendo a vertente amadora e "caseira". E o dia para assinalar esta efeméride não poderia ser mais propício. Record Store Day e consequente festa de celebração "Record This Day", hoje na Rua do Século, como podem ver no flyer ao vosso lado e para assinalar este marco na vida do Altamont, auscultámos os seus escribas com um questionário em torno dessa paixão pela música. Pedimos emprestada à Radar a rubrica Roleta Russa (passa 4 vezes por dia na Radar, 97.8 fm), e escolhemos algumas das perguntas, sobre quais as melhores canções para determinadas ocasiões. e o resultado será partilhado convosco, post a post por cada um dos autores deste blog. Esperemos que gostem.
Para esta semana a Agenda destaca alguns concertos, quase todos em português. O mais relevante será o regresso dos X-Wife a Lisboa, mais concretamente à Sala TMN ao Vivo, dia 20, concerto que servirá de celebração dos seus já 10 anos de carreira. Dia 21, não esquecer, será o internacional Record Store Day, com muitas iniciativas pelas casas de discos que tanto gostamos, e será celebrado por nós, no Bar O Século, com mais uma excelente sessão Altamont: "Record This Day". É aparecer!
17 - TheeSatisfaction - Galeria ZdB, Lx 18 - Feltro + Calhau - Culturgest, Lx 19 - Tó Trips + Olive Troops Sos - Culturgest, Lx 20 - PAUS - C.C. Vila Flor, Guimarães 21 - Peste & Sida - Hard Club, Porto 21 - X-Wife - Sala TMN ao Vivo, Lx 21 - doismileoito + Capitão Fausto + Stereo Parks - Taberna das Almas, Lx 21 - ALTAMONT SESSION: Record This Day - Bar O Século, Lx
Antes do mais tenho que agradecer a duas pessoas diferentes pelo facto de estar a ouvir este disco neste momento. Uma é o senhor Frederick Miller que em 1855 fundou a Miller Brewing Company, a qual 157 anos mais tarde fez um anúncio televisivo musicado com uma música pertencente a este álbum, o que nos leva ao segundo agradecimento da noite que vai para o senhor Shazam (peço desculpa mas não consegui descortinar o senhor que inventou esta excelente aplicação para os smartphones que detecta grande parte das músicas apenas com uma leve escutadela). Depois dos devidos agradecimentos resta-me então falar-vos do que ouvi. Começo pela música que me fez ansiar por ouvir o resto do disco. "How You Like Me Now". Suor é a palavra que mais se ajusta para definir esta música. Suor de James Brown, suor de Jack White, suor de Black Keys, suor de soul power, de rock de garagem. De natureza forte e destemida não percebo como esta música não passou no meu radar antes mas como mais vale tarde que nunca e quem é vivo sempre aparece aqui estou eu a falar-vos dela. Quanto ao resto do disco, digo-vos que o recomendo vivamente. Há muitas bandas a buscarem sons vintage e a fazerem bons trabalhos mas estes The Heavy são realmente muito bons e, surpresa das surpresas, é já o seu segundo disco (onde é que eles realmente andavam?).
Deixo-vos, então, à vossa consideração o disco para audição. Não se arrependerão de darem uma pequena escutadela. Ficarão rendidos.
Ao contrário do que o nome possa sugerir, estes French Films não são franceses nem tão pouco fazem bandas sonoras de filmes franceses. Estes tipos são finlandeses, um país que não é lá muito conhecido por dar ao mundo grandes vultos da música (tirando talvez no mundo do Doom-Metal), o que por si só já é um extra, e têm este álbum, "Imaginary Future", que é altamente recomendável.
Historiando um pouco, os French Films juntaram-se em 2010 e lançaram um primeiro EP, de seu nome "Golden Sea", tendo recebido boas críticas. Decidiram avançar para um longa duração e em boa hora o fizeram. Claro que podem os críticos dizer que é mais uma banda indie, mais do mesmo, mas na verdade este "Imaginary Future" é um grupo de óptimas canções que fazem lembrar o melhor dos anos 80, numa rotação actual. Talvez os possamos agrupar a bandas como os The Drums, The Bravery e por aí em diante, mas isso não é mau, antes pelo contrário, é muito bom. É muito difícil ficar quieto e não dançar ao som de "Golden Sea" (que reaparece também neste LP), "Pretty in Decandence", "Convict" ou "This Dead Town".
Podia até tratar-se de uma asserção aristotélica acerca da lei da não-contradição. Mas não. É apenas o nome de mais um intemporal e incontornável álbum da história da música moderna. Só por si valeria mais que muitos títulos de ensaios filosóficos. É certo que 1+1 são 2. Mas os Virgin Prunes, ao optarem pela lógica da indução para baptizarem o primeiro trabalho das suas carreiras, desviaram-se da numerologia para se centraram num conceito metafísico: a morte e as incertezas que circundam em redor do princípio do fim. "If I Die, I Die" é um reflexo intenso da diversidade de leituras que podem decorrer de um pensamento tão certo quanto imprevisível que é o fim da vida, tal como nós a conhecemos. Produzido por Colin Wire Newman, estas 14 faixas são um epítome do pós-punk aventureiro. Tambores tribais e nervosos, guitarras desafinadas, didjeridus e bouzoukis cruzam-se e fundem-se com sintetizadores e drum machines básicas em ataques de criatividade fora de forma, onde todas as referências são chamadas à razão do que é perigoso, primitivo e excessivo. Liderados por dois vocalistas andróginos, Gavin Friday e Guggi, seres de sedutores poderes, os Virgin Prunes conseguem criar, neste disco, ambientes alternativos de deformada e doce poesia. E apesar do conjunto dos temas ser algo discrepante, esta obra está longe de estar fora de contexto. Na verdade, ela é claramente o esforço mais consistente e duradouro da banda.
Parece que os Smashing Pumpkins andam para aí a dar concertos. Parece inclusivé que passaram por Portugal e deram um duplo concerto no Campo Pequeno em Dezembro e este ano vêm outra vez à Feira Popular da Belavista. Pudera, se o público português é o melhor para o qual ele já tocou!
Parece que os Smashing Pumpkins andam para aí a fazer álbuns e vai sair um novo já em Junho.
Agora às perguntas:
os Smashing Pumpkins não tinham acabado em 2000? Tinham.
Então esta é uma daquelas reuniões que se fazem passados não sei quantos anos e quando a conta bancária precisa de um achego? Não.
Passemos a explicar então, que isto tudo tem uma explicação muito simples - o nosso amigo Billy Corgan é uma pessoa muito necessitada, precisa de amor e carinho. Após o fim da banda, montou uma nova banda de nome Zwan, mas ninguém lhe ligou. Depois lançou um álbum em nome próprio (TheFutureEmbrace (2005)), mas, outra vez, ninguém lhe ligou. Foi então que anunciou ao mundo que os Smashing Pumpkins estavam de volta, mas com um pequeno pormenor, ninguém da banda original a não ser ele próprio e o baterista Jimmy Chamberlin. Assim lançou um álbum em 2007 (Zeitgeist). Depois correu com o Chamberlin e agora está aí outro álbum na calha. Billy, what the fuck? Isto não é Smashing Pumpkins, és tu e uns gajos que aposto terão zero intervenção no processo criativo. Move on! Fica com a memória do que foram os Smashing Pumpkins, quando há quase 20 anos fizeram este Siamese Dream. Eu sei que foste praticamente tu sozinho que o fizeste, o Jimmy estava sempre drogado e desaparecia durante dias, o James e a D'Arcy andavam às turras e não faziam o que tu querias, e foste tu com o Butch que fizeram noitadas a regravar, a meter faixa em cima de faixa, mas eram os Smashing Pumpkins. Tudo isto eram os Smashing Pumpkins e é isto que merece ser recordado, e não estas tretas que andas para aí a fazer agora. Que nem sei se são boas ou más porque pura e simplesmente não ouvi, não dá meu. Foi bom enquanto durou. Especialmente este pico de densidade, dramaturgia, desespero, neurose, agonia, raiva, rock, shoegaze que está nestas 13 músicas abaixo e que de vez em quando apanho num shuffle. E sabe sempre bem.