29 fevereiro 2012

Vem Aí Festival!: Vodafone Mexefest Porto

E com isto estamos a dois passos de começar este primeiro festival. E, no meu caso, como disse o Alex, também lá estaria não fosse o Primavera estrear-se em solo nacional, mais por daqui a uns meses. Porque de facto está aqui um cartaz bem interessante! Para além da lusophonia toda falada pelo Du, e para além de Twin Shadow, St. Vincent, Foals em formato DJ e Josh Rouse, temos ainda nomes como Hanni El Khatib, Cass McCombs, Fink ou Russian Red.

Começo por destacar Hanni El Khatib, um norte-americano de ascendência palestino-filipina, e que foi presença constante nas listas de melhores álbuns do ano (2011) com o seu "Will The Guns Come Out". Excelente primeiro registo a não perder e concerto que promete.

Cass McCombs por sua vez, regressa mais uma vez a Portugal. Vem apresentar o seu último disco "Humor Risk", também de 2011. Já tem um curriculum extenso, desde 2002 já editou 7 álbuns, e promete criar um ambiente muito acolhedor no Teatro Sá da Bandeira.

No mesmo tipo de registo temos Fink, nome de código para Fin Greenall, um inglês que anda nestas lides desde um pouco antes do ano 2000 e que já conta com 5 álbuns. Virá mostrar o seu último intitulado "Perfect Darkness" no Ateneu Comercial do Porto.

Por fim destaco a espanhola Lourdes Hernandez, que se apresenta como Russian Red. Vem dar a conhecer-se ao público português com dois discos na manga. O último da sua ainda muito curta carreira intitula-se "Fuerteventura", mas não se deixem enganar pois canta em inglês. Para escutar tranquilamente.

Última nota para os já falados Josh Rouse, Twin Shadow e St.Vincent: é tentar não perder qualquer um deles. Mas apesar do festival chamar-se Mexe, se puderem mexam-se quase só para dançar porque estar sempre a ir de um lado para o outro pode resultar em não se ver nada.


28 fevereiro 2012

Vem Aí Festival!: Vodafone Mexefest Porto

Começo o meu artigo por me pronunciar sobre o nome que atribuíram a este festival que nos obriga a andar sempre de um lado para o outro - não gosto. Percebo que com a mudança de patrocinador o nome teria de ser forçosamente outro, mas sinceramente, acho que poderiam ter arranjado algo melhor. Mexefest não me soa bem, o que hei-de fazer? Agora não sei se por forma a compensar isso mesmo ou não, o que é facto é que o novo patrocinador apostou em dar uma nova vida a este festival urbano, chamando mais bandas e fazendo a extensão à cidade do Porto. Apostando em boas e novas bandas nacionais (como o Du bem demonstrou no post abaixo), bem conjugadas com nomes estrangeiros já consolidados, casos de Josh Rouse, St. Vincent, Twin Shadow (que estará para comprar casa em Portugal, de tantas vezes que cá vem).  Não fosse o facto de haver este ano um Primavera Sound e teria pensado em dar um salto à Invicta para este Mexefest, pelos motivos que acima referi, boa oportunidade para ver as bandas portuguesas, dar uma real oportunidade a St. Vincent que tenho o álbum novo por ouvir, ver o que fazem os Foals em formato dj set. Mas especialmente para rever o meu querido Rouse, Josh Rouse. A espalhar a sua love vibration.

Vem Aí Festival!: Vodafone Mexefest Porto

Depois da edição esgotada em Lisboa, o Mexefest sobe ao Porto.
Este festival é o que há em Portugal de mais parecido com o South By Southwest, e ainda bem que este ano também vai ao Porto (o festival, com outro nome, já existe em Lisboa desde 2008). Em mais de 10 salas, há concertos sucessivos, durante 2 dias e neste artigo apresento 13 razões para ir ao Mexefest. São 13 bandas ou artistas portugueses, que merecem a pena ser vistos e ouvidos.

À cabeça, temos os Supernada - mais uma das bandas do prolífero Manel Cruz dos Ornatos Violeta. Os Supernada existem desde 2002, mas só agora vão editar o primeiro álbum. O concerto no Mexefest é um dos primeiros em muito tempo, e já devem ser apresentadas as versões finais das músicas que vão entrar no disco "Nada É Possível", a lançar em Março. Valia a pena ir ao Porto só para ver este concerto, até porque é na cidade natal da banda, e nestes casos, os músicos dão sempre o melhor de si.

De Lisboa para a Invicta, viajam os Capitão Fausto - outro dos principais destaques do Mexefest. Já aqui se falou deles e se disse que ao vivo são fantásticos, e cada concerto é uma festa, e para quem nunca ouviu, ao vivo é (ainda) melhor do que em disco.

Neste festival, há várias bandas do norte do país (óptimo sinal de vitalidade e criatividade), e há 2 nomes de Barcelos que devem ser fixados - Glockenwise e Alto! Os primeiros são rapazes novos, na casa dos 20 anos, e esta é a sua primeira banda a sério. Os segundos também só têm um disco, que sai em breve, mas a banda é formada por gente que veio dos Black Bombaim e Green Machine. De Barcelos chega-nos então rock verdadeiro, com roupa de ganga a sério.

Também lá de cima, do Porto, são os Best Youth - uma das novas sensações da pop rock electrónica cantada por uma miúda de voz sensual. Muita curiosidade para ver como tocam ao vivo as canções do disco de estreia. Vão ser alvo de um artigo nestas páginas muito em breve.

Além destes destques, a armada lusa que vai ao Mexefest inclui ainda outras bandas que merecem ser vistas - desde os Ladrões do Tempo, a nova banda de Zé Pedro dos Xutos, aos Lacraus - a banda mais antiga da Flor Caveira. Os virtuosos também têm espaço no festival - o guitarrista Norberto Lobo, que tem um disco ainda fresco, e que foi dos melhores feitos em Portugal em 2011; e o pianista Tiago Sousa, também com disco editado no ano passado.

David Pires, dos Pontos Negros, e Diego Armés, dos Feromona, deixam de lado o rock das suas bandas, e apresentam-se agora cada um a solo, no formato intimista da guitarra acústica.

Se fosse só pelo contingente português, já valia a pena ir ao Mexefest no Porto.

26 fevereiro 2012

Agenda da Semana - 27 Fevereiro a 4 Março

A realização do primeiro festival de 2012 chega esta semana, na cidade invicta, com a primeira edição do Vodafone MexeFest nesta cidade. O maior destaque da semana traz-nos nomes como Twin Shadow, St.Vincent, Josh Rouse, Cass McCombs ou Hanni El Khatib, entre muitos outros. Em Lisboa também vamos ter uma semana cheia, a começar desde logo com os nossos You Can't Win Charlie Brown e ainda Fink (que também estará no MexeFest), Martina Topley-Bird e Glenn Jones. Uma semana em grande, para desfrutar.

Agenda:

29. You Can't Win Charlie Brown - Cinema São Jorge, Lx
1. Noiserv + The Poppers - Espaço Nimas, Lx
2. Martina Topley-Bird - Cine Teatro, Estarreja
2. Fink - MusicBox, Lx
2. St. Vincent + Cass McCombs + Supernada + Niki & The Dove + King Krule + Capitão Fausto + Best Youth + Russian Red + outros - Vodafone MexeFest, Porto
3. Twin Shadow + The Do + Hanni El Khatib + The Glockenwise + Josh Rouse + Fink + Dillon + outros - Vodafone MexeFest, Porto
3. Martina Topley-Bird - MusicBox, Lx
3. Glenn Jones + Filho da Mãe - Galeria ZdB, Lx

You Can't Win Charlie Brown @ Cinema São Jorge


Hanni El Khatib @ Vodafone MexeFest

23 fevereiro 2012

Altamont Recomenda

Projecto paralelo de Cassie Ramone, das Vivian Girls, os The Babies são uma banda do bairro nova-iorquino de Brooklyn, a seguir com interesse e expectativa.

22 fevereiro 2012

Álbum de Estimação: Mad Caddies - "Quality Soft Core" (1997)

No meio da música alternativa, do indie, do grunge, do rock e outros géneros musicais que para aí andam, há um que sempre me cativou pela sua energia e boa onda: o Ska. Este género acaba por ser uma mistura de Punk com Reggae, como se metêssemos umas cristas e uns casacos de cabedal mais umas rastas numa 1, 2, 3 e temos o Ska. Isto para falar do álbum de estimação que vos transmito, porque, na verdade, a origem do Ska é bem diferente (vem da Jamaica e começou por ser uma fusão da música das caraíbas com o Jazz Americano e os Blues - fica para outras núpcias).

Mas para os Mad Caddies é isso, meio Punk-Rock meio Reggae acelerado, o chamado third-wave ska. E este "Quality Soft Core", de 1997, demonstra isso mesmo: uma incursão pelas guitarras distorcidas neste género, em vez dos ritmos mais suaves dos Blues. E com bastante intervenção da trompete.

"Quality Soft Core" é então o primeiro longa duração desta banda norte-americana que passa por Portugal praticamente anualmente. É composto por 13 canções, todas elas com grande ritmo e que a única coisa que não dão é vontade de ficar parado. Recomendo "No Se", uma das minhas preferidas.

mad caddies quality by Francisco Pereira on Grooveshark

19 fevereiro 2012

Agenda da Semana - 20 a 26 Fevereiro

Para a semana do Carnaval o Altamont recomenda uma mão cheia de concertos. Os Gift continuam o seu périplo nacional, desta feita com concerto no Theatro Circo em Braga, os Lacraus apresentam-se no Cinema São Jorge antes de viajarem até ao festival Vodafone MexeFest no Porto, os Julie & the Carjackers tocam no Lux, numa espécie de tributo aos Beatles e amanhã, os Ena Pá 2000 presenteiam a sala TMN ao Vivo com uma bela festa de Carnaval. Temos ainda Horse Meet Disco e Moullinex em sessões no Lux. Mas o maior destaque será para o projecto Megafaun, dia 24 no MusicBox, música folk um pouco ao estilo de Foals-meets-Bon Iver.

20. Ena Pá 2000 - TMN ao Vivo!, Lx
20. Horse Meat Disco - Lux, Lx
23. Os Lacraus - Cinema São Jorge, Lx
23. Moullinex - Lux, Lx
24. Julie & The Carjackers play Revolver by The Beatles - Lux, Lx
24. Megafaun + Alto! - MusicBox, Lx
25. The Gift - Theatro Circo, Braga
25. Best Youth - CC Vila Flor, Guimarães

Megafaun


Moullinex

18 fevereiro 2012

Álbum de Estimação: Alan Price - "O Lucky Man!" (1973)


Começo por dizer-vos que este disco está há apenas pouco tempo na minha própria categoria de discos de estimação. Confesso que até há bem pouco tempo não conhecia o sujeito em questão nem tão pouco o filme que originou esta banda sonora. Mas tudo tem um princípio e este surge com a dica de um amigo, Toix da Silva de seu nome, fotógrafo de profissão, exilado em terras de ultra-mar mas que nunca descurou o bom gosto ao longo dos anos.
Foi-me, então, recomendado o visionamento de "um dos filmes mais marados que já vi na vida". "Tem uma banda sonora do caraças, parece-me que é dos Emerson, Lake and Palmer e é com o tipo do Laranja Mecânica". Bastou-me estas poucas palavras para me comprar.
De difícil achamento em lojas da especialidade, fui pelas vias menos legais e consegui tê-lo em minha posse. Visualizei-o há cerca de dois meses e posso dizer que é daqueles filmes que ainda hoje em dia faz a diferença. Um espécie de peça teatral surreal, intervalada aqui e ali com intervenções de sessões de estúdio de Alan Price como se fosse dele dependesse toda a verdade absoluta do mundo.
Ora e quem é este Alan Price? Bem, a sua carreira começou como teclista dos Animals, mas cedo abandonou essa ocupação e atirou-se numa carreira a solo, passando sempre meio despercebido até ter sido o mentor desta banda sonora. São apenas 25 minutos distribuídos por 10 músicas onde o piano e/ou orgão são a força dominante e cada uma, individualmente, relata as peripécias do nosso heroí, Malcom Mcdowell, antigo compinska, aqui um vendedor ambulante de café. Um tipo super motivado em ser o melhor vendedor de sempre, passando por provas verdadeiramente e literalmente surreais. Um filme que hoje em dia, provavelmente, não teria saído da mesa de rascunho dada a sua complexidade e absurdo. 
Para (re)descobrir, tanto o filme como a banda sonora. Por ora, podem começar com a última. Boa viagem...

PS: Toix, a banda sonora não era dos Emerson, Lake and Palmer como podes constatar mas, em tua defesa, fica a informação que a dita banda progressiva também tem uma música com esse nome.



O Lucky man by Frederico Figueiredo on Grooveshark

17 fevereiro 2012

Altamont Recomenda:

Da Suécia chegam-nos estas First Aid Kit. Duas irmãs que fazem um som que se assemelha muito ao dos Fleet Foxes ou Midlake. (Mais) uma boa surpresa vinda da Escandinávia...