16 fevereiro 2012

O Ardina informa: Vodafone MexeFest - Porto

Após uma primeira edição em dezembro passado, pela Av. da Liberdade afora, o Vodafone MexeFest apresenta-se na Invicta nos próximos dias 2 e 3 de Março. Marcam-se já os lugares no Coliseu, no cinema Passos Manuel, no Maus Hábitos, no mítcio Café Majestic, entre muitos outros locais para ver um óptimo cartaz, onde constam nomes como Twin Shadow, Cass McCombs, St. Vincent ou Hanni El Khatib.

O pontapé de saída será dado então no dia 2, pelos portugueses Capitão Fausto, no Café Guarany, pelas 18h20 e só pelas 6h00 do dia 3 é que termina a festa do primeiro dia. Muitas horas com mais de 40 artistas, bandas ou projectos.

O cartaz é este:

Dia 2
Coliseu: Niki & The Dove; St. Vincent
Garagem Vodafone FM: Capitão Fausto; King Krule
Cinema Passos Manuel: Norberto Lobo; Salto
Maus Hábitos: Best Youth; Emika
Café Majestic: Tiago Sousa
Fnac Sta. Catarina: Alto!
Ateneu Comercial do Porto: Dani Black; Russian Red
Teatro Sá da Bandeira: Cass McCombs; Supernada
Café Guarany: Capitão Fausto
Pitch Club: André Cascais; Makam
Pitch Club (bar): Rui Murka; Tiger & Woods; Social Disco Club
Pitch Club (basement): 1ª Linha Soundsystem

Dia 3
Coliseu: The Do; Twin Shadow
Garagem Vodafone FM: The Glockenwise; Hanni El Khatib
Cinema Passos Manuel: Dillon; Ladrões do Tempo
Maus Hábitos: Lacraus; Foals (dj set)
Café Majestic: Elisa Rodrigues com Júlio Resende
Fnac Sta. Catarina: David Pires; Diego Armés; The Underdos
Ateneu Comercial do Porto: Norton; Fink
Teatro Sá da Bandeira: Josh Rouse; Muchachito e el Trio Infierno
Café Guarany: Lacraus
Pitch Club: Freshkitos
Pitch Club (bar): Rui Trintaeum; Peak & Swift
Pitch Club (basement): Nuno Forte; Beat Bombers

Lusophonia: Os Passos em Volta

The Kids Are Allright!
Recorro aos The Who, para anunciar que a juventude portuguesa está bem. Bastante bem, no que à música diz respeito.
A sustentar estas palavras, trago à conversa a malta da Cafetra Records. Esta é mais uma editora, criada recentemente, por gente nova - neste caso, muito nova mesmo.
A Cafetra começou a ser desenhada em 2008, e nessa altura, alguns dos envolvidos tinham 15 anos.
Nesta altura, a Cafetra já pôs cá fora o seu primeiro disco (Até Morrer d'Os Passos em Volta), e outros estão na calha, para este ano de 2012.
A Cafetra é uma editora comunitária - cada um dos elementos desempenha várias funções, entre elas, tocar numa banda.

Nesta primeira abordagem à Cafetra, começo por falar do primeiro disco - Até Morrer d'Os Passos em Volta.
São 2 raparigas e 3 rapazes, guitarras, baixo, bateria, algumas teclas. E um gosto pelo rock sujo de baixa fidelidade. Já que falo deste conceito, começo por apresentá-los, dizendo que os Passos, na sua curta existência, já fizeram a primeira parte dum concerto de R. Stevie Moore, o pai fundador do lo-fi.
Os Passos em Volta fazem música de forma completamente despreocupada - com 20 anos, não há muitas razões para preocupações. Cantam sobre as festas dos Santos Populares, sobre o filme que viram ontem à noite, ou sobre comer a minha irmã, por trás - e acompanham essas palavras maioritariamente com guitarradas desbragadas e ritmos do punk rock dos anos 90, tudo ao molho, vozes umas por cima das outras, dando a sensação de terem sido gravadas live em estúdio (não sei se foram, mas parece. E isso é bom). Mas este disco não é só "barulho juvenil". Uma das músicas diz-lo logo no título - Acustiquinha. Além deste tema, há outros momentos mais calmos e melodiosos, talvez para descansar os ouvidos, por alguns minutos, antes de voltarem a disparar a sua puerilidade rockeira.

Os Passos em Volta, que foram buscar o nome a um livro de Herberto Hélder, não estão cá para salvar a música portuguesa, nem a música independente, nem a música de baixa fidelidade (expressão portuguesa para lo-fi, usado pelos saxões). Estão cá, para se divertirem, e para nos divertirem a nós, enquanto ouvintes e espectadores dos concerto.
Estão os Passos em Volta, como estão todos os companheiros da Cafetra Records (Kimo Ameba, Pega Monstro, Go Suck a Fuck, 100 Leio, Éme).
Juventude, energia e frescura. E vontade de fazer. Nesta altura, a Cafetra ainda só editou 2 discos, físicos, mas ao longo deste ano, esta barriga lisboeta há de dar à luz mais alguns discos, e dar a conhecer mais novas bandas portuguesas.

Os últimos anos têm visto nascer inúmeras bandas nacionais, filhas, por exemplo, da Amor Fúria, Flor Caveira, Chifre. Não sabemos o que será feito destas bandas daqui a 10 anos, mas se em cada 10 que aparecem, nos lembrarmos de uma, não será mau. E pelo menos, poderemos sempre olhar para os anos 10 do século XXI e lembrar este período fértil e criativo do velho Portugal Musical.

15 fevereiro 2012

O Ardina Grita: OPTIMUS PRIMAVERA SOUND!


A organização do primeiro Optimus Primavera Sound a decorrer em solo português anunciou há momentos, em conferência de imprensa, mais nomes para o Festival. O cartaz estará praticamente fechado e recorde-se, decorrerá no Parque da Cidade, no Porto, nos dias 7, 8, 9 e 10 de Junho.

De realçar que este é um verdadeiro festival alternativo, mesmo tendo em conta a importância que Bjork representa, não é um nome que fique à margem do resto do festival, ao contrário do que acontece no Alive ou, por vezes, no Super Bock Super Rock. Temos então aqui alguns nomes fortes, tanto antigos, caso da já referida Bjork mas também de Codeine, Flaming Lips, Lee Ranaldo, Rufus Wainwright, Spiritualized ou Yo La Tengo, como mais recentes como Beach House, Black Lips, Walkmen, Wilco ou The xx.
Destaco também uma banda que pouco diz à maioria das pessoas mas a qual o Altamont tem grande estima e que já aqui foi referida, The Olivia Tremor Control.

Estando o cartaz já praticamente fechado, parece-nos que poderá ser o grande festival de verão deste ano.

Até ao momento o alinhamento é o seguinte (e por ordem alfabética):

Afghan Whigs; Atlas Sound; Baxter Dury; Beach House; Bigott; Björk; The Black Lips; Codeine; Death Cab For Cutie; Death Grips; Demdike Stare; Dirty Three; The Drums; Erol Alkan; Esperit!; Explosions in the Sky; The Flaming Lips; Forest Swords; Gala Drop; I Break Horses; James Ferraro and the Bodyguard; Jeff Magun (Neutral Milk Hotel); John Talabot (LIVE); Lee Ranaldo; Mujeres; Neon Indian; Numbers Showcase; The Olivia Tremor Control; Other Lives; The Rapture; Rufus Wainwright; St. Etienne; Shellac; Siskiyou; Sleepy Sun; Spiritualized; Tall Firs; Tennis; Thee Oh See; Veronica Falls; The Walkmen; The War on Drugs; Washed Out; Wavves; We Trust; Wilco; Wolves in the Throne Room; The xx; Yann Tiersen; Yo La Tengo


14 fevereiro 2012

No Ouvido: Cage The Elephant - "Thank You, Happy Birthday" (2011)

Como provavelmente a maioria das pessoas, conheci os Cage The Elephant a partir dos singles "Shake Me Down" e "Aberdeen", duas músicas interessantes, que ficam no ouvido mas que, convenhamos, não serão dois portentos da nova música actual. Demorei por isso a pegar no seu último album, "Thank You, Happy Birthday", de onde se extraem estas duas canções. Mas em boa hora os Cage The Elephant reentraram no meu ipod.

Este meninos de Kentucky não andam a virar frangos há muitos anos (este "Thank You, Happy Birthday" é apenas o segundo registo da banda) mas apresentam um som bem interessante! O primeiro disco destes americanos é de 2008, tem nome homónimo e foi bastante bem recebido pela crítica, tanto nos States como na Europa, mas é já com o segundo álbum que os CTE saltam para a ribalta. A sonoridade que apresentam não é inovadora, podemos até dizer que se tratam de uns novos Arctic Monkeys, embora mais fraquinhos (nem todos podem ter o talento de Alex Turner...) mas dentro do género, do rock post-punk são mais uma excelente opção para figurarem num cartaz festivaleiro deste próximo verão.

cage the elephant - thank you by Frederico Figueiredo on Grooveshark

12 fevereiro 2012

Agenda da Semana - 13 a 19 Fevereiro

A semana começa com o maior destaque da semana: Active Child, ao vivo no Lux. Apesar de na página oficial aparecer que o concerto é em Castro Daire, estamos na posição de assegurar que se vai realizar no Lux. Projecto de Pat Grossi, Active Child apresenta o mui aclamado album "You Are All I See". A não perder. E para quem ainda recorda músicas como "Open Your Eyes" ou "Big in Japan", os Guano Apes regressam novamente a Portugal para dose dupla nos 2 coliseus. Último destaque maior vai para os Gift que se apresentam no C.C.B..

Agenda
14. Active Child - Lux, Lx
15. Norberto Lobo & João Lobo - Teatro Maria Matos, Lx
16. The Gift - C.C.B., Lx
16. Guano Apes - Coliseu, Lx
17. The Gift - C.C.B., Lx
17. Guano Apes - Coliseu, Porto
18. Luísa Sobral - Theatro Circo, Braga
18. Norberto Lobo & João Lobo - C.C. Vila Flor, Guimarães
18. Ena Pá 2000 - Hard Club, Porto

10 fevereiro 2012

Banda à Parte: The Beacon Street Union


Em dia de estreia da nova rubrica do Altamont, coube aos Beacon Street Union fazer a inauguração. Para a grande maioria do público este nome não acende o mínimo fogacho de luz na cabeça, no entanto, e pese embora não tenham tido qualquer impacto comercial relevante, têm uma (pequena) obra com qualidade suficiente para serem referidos aqui.

Formados em 1966 em Boston e constituídos por John Lincoln Wright nas vozes, Paul Tartachny na guitarra e voz, Wayne Ulaky no baixo e também nas vozes e, finalmente, pelo baterista Richard Weisburg, os Beacon Street Union (BSU) foram alvos de uma tentativa da editora MGM de recriar em "laboratório" um movimento semelhante ao de São Francisco mas na Costa Este. Deram-lhe o nome de Bosstown Sound onde figuravam outras bandas de New England como os Eden's Children, Orpheus, Ultimate Spinach, entre outros nomes de que ninguém mais vai ouvir falar. Porém este "movimento" não vingou porque era uma coisa não orgânica.

Álbum de Estimação: The Wannadies - "Bagsy Me" (1997)

Os The Wannadies, ou para quem prefira, os Wannadies, nasceram no longínquo ano de 1988, mas para mim (como, penso, para a maioria) apareceram nas nossas vidas com o filme "Romeu & Julieta", aquele com o DiCaprio e a Claire Danes, cheio de tiros e modernices para a altura. Nesse filme (re-)apresentam a "You & Me Song", que na altura me (nos) ficou no ouvido e me levou a procurar um pouco mais. Foi aí que comprei o álbum "Bagsy Me", de 1997, ano em que re-lançaram a tal "You & Me Song". E se esta música ficava nos ouvidos às custas de alguma... fofinhice, o álbum "Bagsy Me" ficou-me na memória como um excelente grupo de canções, bem compostas e bem alinhavadas. Desde logo, uma das minhas músicas preferidas de todo o disco "Hit", uma das músicas que me começou a educar musicalmente (sim, porque até mais ou menos aí ainda andava meio perdido com álbuns e bandas a puxar para o duvidoso). Mas também "Because", "Someone Somewhere" ou "Shorty" me deliciaram repetidamente.
Para quem lhe passou ao lado, "Bagsy Me" é um disco muito bom, editado no meio de uma era dominada pelo grunge e talvez pouco reconhecido por ter estado à sombra da tal canção do Romeu e da Julieta, mas vale a pena ouvir muitas vezes. Do princípio ao fim.


bagsy me by Frederico Figueiredo on Grooveshark

09 fevereiro 2012

O Ardina Grita: ORNATOS VIOLETA!

O ano ainda só tem 40 dias, mas pode dizer-se que esta é a notícia do ano. Os Ornatos Violeta vão reunir-se, para dois concertos. Para escrever na agenda, a negrito e sublinhado, 25 de Outubro no Coliseu de Lisboa, 29 de Outubro no Coliseu do Porto.
Esta notícia, anunciada no Facebook da banda, vem saciar a vontade da legião de fãs. Desde que acabaram, em 2002, os Ornatos tornaram-se a banda mais desejada, e de todo o país surgiram, reptos, pedidos e até manifestos para uma reunião, pelo menos para concertos.

Os Ornatos estiveram activos durante cerca de 10 anos - mas editaram apenas 2 discos ("Cão" em 1997 e "O Monstro Precisa de Amigos" em 1999), e ficou sempre a sensação de estar a faltar algo mais. Ainda chegou a falar-se num terceiro disco, que nunca chegou a existir.
É legítimo dizer que os Ornatos Violeta são uma das bandas de maior culto em Portugal, e isso vai ficar provado quando os bilhetes para os concertos forem postos à venda - é esperar para ver em quanto tempo esgotam.
Aliás, as datas já marcadas - 25 e 29 de Outubro - parecem estar alinhadas, para dar margem para se agendar mais uma ou duas datas extra.

Nestas alturas há sempre as vozes mais críticas para com as bandas que se reúnem, porque estão velhas, porque só querem é o dinheiro, porque já não são o que eram antigamente, etc. Neste caso, ponho as mãos do fogo pelos Ornatos, e quase garanto que nem se vai dar pela diferença. Os membros da banda têm estado activos e criativos, e ainda sabem o que fazem.
Vai uma aposta?

Playlists: All Tomorrow's Parties 04.02.2012


Sábado, 4 de fevereiro de 2012, temperatura mínima de cerca de 3 graus. A vaga de frio que continua a assolar a Europa ficou à porta do Bar O Século, onde decorreu a primeira festa de 2012. Lá dentro esteve bem quentinho e ouviu-se e dançou-se o seguinte:


1. Velvet Underground - All Tomorrow's Parties
2. Beach House - 10 Mile Stereo
3. I'm From Barcelona - The Saddest Lullaby
4. MGMT - Flash Delirium
5. Sublime - Date Rape
6. Jamie Lidell - Hurricane
7. Tapes 'n' Tapes - Cowbell
8. Eels - Begginer's Luck