14 fevereiro 2012

No Ouvido: Cage The Elephant - "Thank You, Happy Birthday" (2011)

Como provavelmente a maioria das pessoas, conheci os Cage The Elephant a partir dos singles "Shake Me Down" e "Aberdeen", duas músicas interessantes, que ficam no ouvido mas que, convenhamos, não serão dois portentos da nova música actual. Demorei por isso a pegar no seu último album, "Thank You, Happy Birthday", de onde se extraem estas duas canções. Mas em boa hora os Cage The Elephant reentraram no meu ipod.

Este meninos de Kentucky não andam a virar frangos há muitos anos (este "Thank You, Happy Birthday" é apenas o segundo registo da banda) mas apresentam um som bem interessante! O primeiro disco destes americanos é de 2008, tem nome homónimo e foi bastante bem recebido pela crítica, tanto nos States como na Europa, mas é já com o segundo álbum que os CTE saltam para a ribalta. A sonoridade que apresentam não é inovadora, podemos até dizer que se tratam de uns novos Arctic Monkeys, embora mais fraquinhos (nem todos podem ter o talento de Alex Turner...) mas dentro do género, do rock post-punk são mais uma excelente opção para figurarem num cartaz festivaleiro deste próximo verão.

cage the elephant - thank you by Frederico Figueiredo on Grooveshark

12 fevereiro 2012

Agenda da Semana - 13 a 19 Fevereiro

A semana começa com o maior destaque da semana: Active Child, ao vivo no Lux. Apesar de na página oficial aparecer que o concerto é em Castro Daire, estamos na posição de assegurar que se vai realizar no Lux. Projecto de Pat Grossi, Active Child apresenta o mui aclamado album "You Are All I See". A não perder. E para quem ainda recorda músicas como "Open Your Eyes" ou "Big in Japan", os Guano Apes regressam novamente a Portugal para dose dupla nos 2 coliseus. Último destaque maior vai para os Gift que se apresentam no C.C.B..

Agenda
14. Active Child - Lux, Lx
15. Norberto Lobo & João Lobo - Teatro Maria Matos, Lx
16. The Gift - C.C.B., Lx
16. Guano Apes - Coliseu, Lx
17. The Gift - C.C.B., Lx
17. Guano Apes - Coliseu, Porto
18. Luísa Sobral - Theatro Circo, Braga
18. Norberto Lobo & João Lobo - C.C. Vila Flor, Guimarães
18. Ena Pá 2000 - Hard Club, Porto

10 fevereiro 2012

Banda à Parte: The Beacon Street Union


Em dia de estreia da nova rubrica do Altamont, coube aos Beacon Street Union fazer a inauguração. Para a grande maioria do público este nome não acende o mínimo fogacho de luz na cabeça, no entanto, e pese embora não tenham tido qualquer impacto comercial relevante, têm uma (pequena) obra com qualidade suficiente para serem referidos aqui.

Formados em 1966 em Boston e constituídos por John Lincoln Wright nas vozes, Paul Tartachny na guitarra e voz, Wayne Ulaky no baixo e também nas vozes e, finalmente, pelo baterista Richard Weisburg, os Beacon Street Union (BSU) foram alvos de uma tentativa da editora MGM de recriar em "laboratório" um movimento semelhante ao de São Francisco mas na Costa Este. Deram-lhe o nome de Bosstown Sound onde figuravam outras bandas de New England como os Eden's Children, Orpheus, Ultimate Spinach, entre outros nomes de que ninguém mais vai ouvir falar. Porém este "movimento" não vingou porque era uma coisa não orgânica.

Álbum de Estimação: The Wannadies - "Bagsy Me" (1997)

Os The Wannadies, ou para quem prefira, os Wannadies, nasceram no longínquo ano de 1988, mas para mim (como, penso, para a maioria) apareceram nas nossas vidas com o filme "Romeu & Julieta", aquele com o DiCaprio e a Claire Danes, cheio de tiros e modernices para a altura. Nesse filme (re-)apresentam a "You & Me Song", que na altura me (nos) ficou no ouvido e me levou a procurar um pouco mais. Foi aí que comprei o álbum "Bagsy Me", de 1997, ano em que re-lançaram a tal "You & Me Song". E se esta música ficava nos ouvidos às custas de alguma... fofinhice, o álbum "Bagsy Me" ficou-me na memória como um excelente grupo de canções, bem compostas e bem alinhavadas. Desde logo, uma das minhas músicas preferidas de todo o disco "Hit", uma das músicas que me começou a educar musicalmente (sim, porque até mais ou menos aí ainda andava meio perdido com álbuns e bandas a puxar para o duvidoso). Mas também "Because", "Someone Somewhere" ou "Shorty" me deliciaram repetidamente.
Para quem lhe passou ao lado, "Bagsy Me" é um disco muito bom, editado no meio de uma era dominada pelo grunge e talvez pouco reconhecido por ter estado à sombra da tal canção do Romeu e da Julieta, mas vale a pena ouvir muitas vezes. Do princípio ao fim.


bagsy me by Frederico Figueiredo on Grooveshark

09 fevereiro 2012

O Ardina Grita: ORNATOS VIOLETA!

O ano ainda só tem 40 dias, mas pode dizer-se que esta é a notícia do ano. Os Ornatos Violeta vão reunir-se, para dois concertos. Para escrever na agenda, a negrito e sublinhado, 25 de Outubro no Coliseu de Lisboa, 29 de Outubro no Coliseu do Porto.
Esta notícia, anunciada no Facebook da banda, vem saciar a vontade da legião de fãs. Desde que acabaram, em 2002, os Ornatos tornaram-se a banda mais desejada, e de todo o país surgiram, reptos, pedidos e até manifestos para uma reunião, pelo menos para concertos.

Os Ornatos estiveram activos durante cerca de 10 anos - mas editaram apenas 2 discos ("Cão" em 1997 e "O Monstro Precisa de Amigos" em 1999), e ficou sempre a sensação de estar a faltar algo mais. Ainda chegou a falar-se num terceiro disco, que nunca chegou a existir.
É legítimo dizer que os Ornatos Violeta são uma das bandas de maior culto em Portugal, e isso vai ficar provado quando os bilhetes para os concertos forem postos à venda - é esperar para ver em quanto tempo esgotam.
Aliás, as datas já marcadas - 25 e 29 de Outubro - parecem estar alinhadas, para dar margem para se agendar mais uma ou duas datas extra.

Nestas alturas há sempre as vozes mais críticas para com as bandas que se reúnem, porque estão velhas, porque só querem é o dinheiro, porque já não são o que eram antigamente, etc. Neste caso, ponho as mãos do fogo pelos Ornatos, e quase garanto que nem se vai dar pela diferença. Os membros da banda têm estado activos e criativos, e ainda sabem o que fazem.
Vai uma aposta?

Playlists: All Tomorrow's Parties 04.02.2012


Sábado, 4 de fevereiro de 2012, temperatura mínima de cerca de 3 graus. A vaga de frio que continua a assolar a Europa ficou à porta do Bar O Século, onde decorreu a primeira festa de 2012. Lá dentro esteve bem quentinho e ouviu-se e dançou-se o seguinte:


1. Velvet Underground - All Tomorrow's Parties
2. Beach House - 10 Mile Stereo
3. I'm From Barcelona - The Saddest Lullaby
4. MGMT - Flash Delirium
5. Sublime - Date Rape
6. Jamie Lidell - Hurricane
7. Tapes 'n' Tapes - Cowbell
8. Eels - Begginer's Luck

08 fevereiro 2012

Lusophonia: You Can't Win, Charlie Brown


Para falar dos You Can’t Win, Charlie Brown começo por falar dos Grizzly Bear. No princípio de 2010 foi anunciado que os Grizzly Bear vinham a Portugal, tocar no Coliseu de Lisboa, e nessa altura tinha pensado escrever aqui um artigo sobre esta banda. Por dificuldades de agenda, acabei por não escrever esse artigo, mas tinha pensado sobre o que ia escrever – e ia escrever que eles eram sublimes. (Para mais esclarecimentos, ouvir o disco Veckatimest). E este adjectivo traz-nos aos You Can’t Win, Charlie Brown. Estes jovens lisboetas começaram há relativamente pouco tempo, mas já tocaram em vários países – e por ocasião de uns concertos em Londres, a revista francesa Les Inrockuptibles acusou-os de serem sublimes. Esse mesmo adjectivo que eu tinha encontrado para definir os Grizzly Bear, e que pode ajudar a definir os YCWCB. O adjectivo sublime significa, por exemplo, encantador. Ou grandioso. E estas são palavras que rimam bem com a música dos YCWCB. A estrutura das músicas deste sexteto baseia-se na guitarra acústica, pianos e órgãos – as pinceladas de cor são dadas com instrumentos como o metalofone, omnichord ou glockenspiel. As vozes são repartidas – há dois vocalistas principais, mas depois há coros prolongados, e aqui e ali, outro vocalista.

Altamont Recomenda:

Para quem gosta do estilo dos Horrors, o Altamont dá-vos uma prenda melhor. Estes TOY (Não confundir com o nosso cantor popular) vão buscar mais melodia, a meu ver, do que os companheiros ingleses. Com Krautrock, Punk escola Nova-Iorquina e um pouco de Britpop psicadélica à mistura, estes meninos prometem rivalizar com os Tame Impala pelo melhor som do novo psicadelismo.

07 fevereiro 2012

Altamont Recomenda:

Michael Kiwanuka, promessa folk-soul para 2012. Descendente de refugiados ugandeses em Londres, Kiwanuka é fortemente influenciado pela soul de Otis Redding mas vai beber de magos da guitarra folk como Paul Simon ou Bill Withers. O disco "Home Again" é editado em Março e conta com esta música que dá nome ao mesmo.

http://michaelkiwanuka.com/