08 fevereiro 2012
Lusophonia: You Can't Win, Charlie Brown
Para falar dos You Can’t Win, Charlie Brown começo por falar dos Grizzly Bear. No princípio de 2010 foi anunciado que os Grizzly Bear vinham a Portugal, tocar no Coliseu de Lisboa, e nessa altura tinha pensado escrever aqui um artigo sobre esta banda. Por dificuldades de agenda, acabei por não escrever esse artigo, mas tinha pensado sobre o que ia escrever – e ia escrever que eles eram sublimes. (Para mais esclarecimentos, ouvir o disco Veckatimest). E este adjectivo traz-nos aos You Can’t Win, Charlie Brown. Estes jovens lisboetas começaram há relativamente pouco tempo, mas já tocaram em vários países – e por ocasião de uns concertos em Londres, a revista francesa Les Inrockuptibles acusou-os de serem sublimes. Esse mesmo adjectivo que eu tinha encontrado para definir os Grizzly Bear, e que pode ajudar a definir os YCWCB. O adjectivo sublime significa, por exemplo, encantador. Ou grandioso. E estas são palavras que rimam bem com a música dos YCWCB. A estrutura das músicas deste sexteto baseia-se na guitarra acústica, pianos e órgãos – as pinceladas de cor são dadas com instrumentos como o metalofone, omnichord ou glockenspiel. As vozes são repartidas – há dois vocalistas principais, mas depois há coros prolongados, e aqui e ali, outro vocalista.
Altamont Recomenda:
Para quem gosta do estilo dos Horrors, o Altamont dá-vos uma prenda melhor. Estes TOY (Não confundir com o nosso cantor popular) vão buscar mais melodia, a meu ver, do que os companheiros ingleses. Com Krautrock, Punk escola Nova-Iorquina e um pouco de Britpop psicadélica à mistura, estes meninos prometem rivalizar com os Tame Impala pelo melhor som do novo psicadelismo.
07 fevereiro 2012
Altamont Recomenda:
Michael Kiwanuka, promessa folk-soul para 2012. Descendente de refugiados ugandeses em Londres, Kiwanuka é fortemente influenciado pela soul de Otis Redding mas vai beber de magos da guitarra folk como Paul Simon ou Bill Withers. O disco "Home Again" é editado em Março e conta com esta música que dá nome ao mesmo.
http://michaelkiwanuka.com/
http://michaelkiwanuka.com/
06 fevereiro 2012
Festivais: Super Bock Super Rock 2012
O preço dos bilhetes esse mantém-se: o bilhete diário custará €45 e o passe de 3 dias (campismo incluído desde o dia 4 de Julho) ficará nos €80.
Esperamos então um festival com nomes ao nível dos últimos mas com uma organização bastante melhorada...
Agenda da Semana: 6 a 12 Fevereiro
Após uma semana que terminou com mais uma grande festa Altamont, no passado sábado no bar O Século, esta segunda semana de fevereiro destaca dose dupla de Fatboy Slim. O DJ, nascido com o nome de Quentin Cook (passando depois para Norman Cook), regressa assim a Portugal desta feita para 2 concertos mais intimistas, no Lux e em Ofir. No final da semana, em plena Av. da Liberdade, os You Can't Win Charlie Brown aparecem no espaço Pop Up!.
7. Sei Miguel - Teatro Maria Matos, Lx
9. The Men + Loosers - Galeria ZdB, Lx
9. Fatboy Slim - Lux, lx
10. Fatboy Slim - Esposende
11. You Can't Win Charlie Brown - Pop Up!, Lx
7. Sei Miguel - Teatro Maria Matos, Lx
9. The Men + Loosers - Galeria ZdB, Lx
9. Fatboy Slim - Lux, lx
10. Fatboy Slim - Esposende
11. You Can't Win Charlie Brown - Pop Up!, Lx
03 fevereiro 2012
Aspirina: The Presets
Dois "Aussies" de Sidney, Julian Hamilton e Kim Moyes conheceram-se no Conservatório de Música de Sidney e enquanto de dia tinham formação clássica, à noite frequentavam os clubes de Sidney que formaram a sua sonoridade electro.
O primeiro album "Beams" sai em 2005 de onde sai o hit single "I go hard, I go home" e pouco depois começam a tocar em festivais e eventos em todo o mundo.
O ultimo álbum "Apocalypso", editado três anos depois, veio com uma sonoridade já mais amadurecida e dark, temas como "Kicking and screaming" e "My People" comprovam essa mudança mas não se esquecem da formula hit single viciante como "If I know you" e "This boy's in love", duas histórias de amor com uma intensidade inexplicável. O disco é óptimo para dançar e sentir emoções fortes sem procurar nenhuma genialidade mas garanto que vão ouvir em repeat. Aqui fica o single "If i know you", loop repeat :)
02 fevereiro 2012
Altamont Recomenda:
De Gotemburgo, Suécia o Altamont traz-vos uma banda que descobri há pouco tempo de seu nome Convoj. "My Timekeeping Heart" é o cartão de visita de um disco que já foi editado há mais de cinco anos e que passou completamente despercebido.
01 fevereiro 2012
Periferia: Autechre

Para quem anda nestas andanças da música electrónica (e dos seus infindáveis satélites), Autechre é seguramente um nome que não passou despercebido. Este duo inglês dos arredores de Manchester, formado em 1987, já produziu tantas viagens quantas possamos imaginar. Desde álbuns a EP's, entre singles, promos e remixes, Rob Brown e Sean Booth são dois rostos incontornáveis daquilo que foi possível fazer com as máquinas nas últimas décadas da nossa existência. Maioritariamente associados à IDM (intelligent dance music), não obstante, os Autechre têm vindo a posicionar-se cada vez mais no extremo experimentalista da música electrónica. Mas o tema que eu vos proponho data de 1995, ano em que foi lançado o terceiro álbum do grupo, entitulado de "Tri Repetea". Este disco (e não tem nada a ver com o facto de ser fanático pelo número três), apresenta-se talvez como a obra mais integrante do grupo. São 73 minutos de pura endurance psíquica. Poder-se-ía mesmo afirmar que se trata de um triângulo invertido que se começa a construir do vértice para a base. Sons mecânicos e repetitivos. Há até alguns críticos que dizem que este disco parece ter sido feito directamente por máquinas, sem intervenção humana. Há melodias, mas os sons incorporam uma austeridade implacável. Põe-se então a questão: será isto música feita por computadores, apenas audível por computadores? A resposta não podia ser mais tácita. Claro que não! Nem tudo pode ou precisa de ser falado ou expresso por palavras. Pois a dinâmica mecânica dos Autechre é sobretudo espontânea, intuitiva, experimental. E afinal os computadores não são uma invenção do Homem? Ou serão eles descendentes de seres alianigenas provenientes de outras galáxias? A austeridade presente neste trabalho, e especialmente neste tema, deve ser lida não como uma deficiência mas sim como um dote particular e sobre-desenvolvido. Soberbamente pensada e desenhada pelos The designer Republic, a capa do disco é o corolário de tudo o que antes de chegar a disco foi pensado. Um épico binário de proporções para-normais...
Altamont Recomenda:
Este formidável B-side do single "Black Treacle" que conta com a participação de um grande Richard Hawley. Rock puro, duro e crú. Como se quer...
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