A passos largos para o fim de 2011, chegamos a dezembro, com d pequeno mas com uma primeira semana cheia, considerando o último festival destacável do ano: o festival MexeFest, patrocionado pela Vodafone e que substitui o parco (em termos de edições, apenas 3) Super Bock em Stock. Esta semana passam por cá então nomes como Girls, CSS, Battles, Real Estate e Suuns, isto sem contar com o dito festival, do qual fazem parte nomes como James Blake, Toro Y Moi, Blood Red Shoes, Junior Boys, Lindstrom e muito mais (a promenorizar breve e oportunamente neste espaço). Boa semana!
Agenda:
29. Girls - Lux, Lx 29. Cansei Ser Sexy - Hard Club, Porto 30. Girls - Casa da Música, Porto 2. Suuns - MusicBox, Lx 2. Festival Vodafone MexeFest - Lisboa 3. Festival Vodafone MexeFest - Lisboa 3. Real Estate - Galeria ZdB, Lx 3. Battles + Suuns + Best Youth - Casa da Música, Porto 3. B Fachada - Teatro Viriato, Viseu 4. Panda Bear - Casa da Música, Porto
... o incrível Ghost Dog: The Way of the Samurai
-- . ~~ Ghost Dog é um hit man afro-americano que trabalha para a máfia e tem um código de trabalho peculiar. Profundamente solitária, esta personagem não é mesmo deste mundo e dá a ideia de que o Hip Hop é a única ligação que mantém com o real.
-----poucos filmes de Jarmusch bateram tão certo.
Um original de uma banda que, de certo modo, todos nós já vimos e/ou ouvimos quer fosse em bares, festas universitárias ou em nome próprio. "Apneia" foi o single de apresentação do seu disco de originais editado em 2004 mas que não atingiu o grande público. Em altura de aproximação ao rock em português é bom, então, recordar que o (bom) Rock de hoje em dia não é de geração espontânea e os Jim Dungo aqui o provam.
Semana calma esta de novembro. Sempre em destaque, Sergio Godinho reapresenta-se no Coliseu do Porto uma semana antes de vir a Lisboa. Os portugueses The Doups sobem ao palco do MusicBox no dia 17 e o projecto Akron/Family apresenta-se em dupla sessão dias 19 e 20.
Agenda: 16. Sergio Godinho - Coliseu, Porto 17. The Doups - MusicBox 19. Akron/Family - Galeria ZdB 20. Akron/Family - Hard Club 20. Mount Eerie - Galeria ZdB
Depois de um Fresquinho português e um Recomenda português só podia vir um Estimação português para completar o ramalhete. Mas um Estimação português é uma tarefa mais complicada para mim, que, apesar de ter passado a maior parte da minha vida em Portugal, não fui educado tendo a cultura portuguesa como base (e não me peçam mais explicações que este espaço não é para eu andar a contar a minha vida). Música portuguesa lá em casa quase nem vê-la ou ouvi-la. O meu ouvido não foi habituado a ouvir cantar em português e assim não é de estranhar que tenha elegido um álbum de uma banda portuguesa que canta em inglês (e sobre este assunto daria para uma discussão alargada de várias horas mas não aqui, não é o local nem o momento ainda para mais tendo em conta que a minha idade não permite discussões sem um copo de vinho na mão).
Vamos lá então aos Blind Zero, com aquele sentimento de nostalgia dos tempos do secundário, cabelo comprido, a Herculano de Carvalho, paixões arrebatadoras dia sim dia não, o 25A para o trajecto casa-escola, escola-casa, e o Trigger no discman do Tiago a acompanhar (nesta altura discman não era para todos e eu apenas tinha o meu velhinho walkman). Parece que foi ontem e afinal já lá vão 16 anos. Numa altura em que o grunge apresentava já sinais de estar a quebrar, os Blind Zero mais não fizeram do que mostrar que era possível uma banda portuguesa lançar-se nessa sonoridade e não ficar mal na fotografia, o que só por si me pareceu de valor na altura. E muito ouvíamos o Trigger, desde a força bruta de um "Maniac Inland" ou um "Big Brother" até às mais baladeiras "Woman" e à introspectiva "Amen" e sabia sempre bem. Hoje, quanto mais não seja pelo valor nostálgico continua a saber bem. Gostava de ter a opinião de quem nunca ouviu o disco e o experimenta agora, isenta de emoções. Mas também acho que esta análise "isento de emoções" é impossível na música...
Surpreendente!
É uma das primeiras palavras que me sai da boca, ao ouvir os Capitão Fausto.
São 5 rapazes de Lisboa, miúdos, não terão muito mais que 24 anos. Fazem música há mais ou menos 3 anos, e já tinham lançado um EP, e agora estreiam-se com um álbum.
E estreiam-se muitíssimo bem!
Ouvi Capitão Fausto pela primeira vez ao vivo, na festa de apresentação da editora onde agora lançam este disco, no MusicBox (http://www.photoblog.com/olhovivo/2011/07/22/chifre--musicbox.html).Tocaram umas 5 músicas, e fiquei logo embasbacado. Fiquei surpreendido com, sendo eles tão jovenzinhos, mostrarem tanta maturidade, na música e na atitude em palco. Este sábado, a dose repetiu-se, também no MusicBox, mas agora na apresentação oficial do disco. E ainda mais fiquei a achar que estes putos são a melhor revelação deste ano!
A música é coerente, e vai buscar quase todas as referências que importam, de Air a Santana. Tem sempre uma tónica de boa-disposição, de celebração. Há momentos mais introspectos em que os instrumentos sobressaem, há coros e melodias que dificilmente nos saem da cabeça, há teclas vibrantes, momentos ska, solos de prog rock.. Os músicos parecem ser executantes mui competentes, têm a escola certa, e trazem acima de tudo frescura. A música é refrescante, como há algum tempo não se ouvia na música pop(ular) portuguesa. Talvez por serem novos, têm uma abordagem interessante da Música, e parece-me que têm todas as condições para seguir em frente, e seguir bem longe na história musical deste país.
Ao vivo, têm uma força e vitalidade enormes, e enchem a sala com boa energia, e dão um belo espectáculo em palco.
O concerto deste sábado está decerto entre um dos melhores deste 2011.
E o disco Gazela com que se dão a conhecer os Capitão Fausto está concerteza entre os melhores discos do ano. Ganha pelo menos o prémio “Ainda Bem Que Apareceram”!