Altamont recomenda, para este tranquilo feriado de meio de semana, Washed Out. O projecto de Ernest Greene passará por Portugal a 9 de novembro no Lux para apresentar o álbum Within and Without, editado no mês de julho pela Sub Pop.
05 outubro 2011
04 outubro 2011
Álbum Fresquinho: Wild Flag - "Wild Flag"
Constituído por quatro mulheres rockeiras, os Wild Flag não são propriamente uma banda de miúdas novas que se juntaram para tocar rock por ser uma cena indie uma mulher de guitarra. Não. Estas rockgirls já cá andam há muito porém por caminhos separados. Carrie Brownstein e Jane Weiss fazem parte das Sleater-Kinney, Rebeca Cole é baterista dos Minders enquanto Mary Timony era a figura dos Helium. As suas carreiras começaram já em meados dos 90 mas só no início deste século é que começaram a privar entre elas, fosse em parcerias ou em tournées. Em 2010 resolveram começar um projecto que se viria a chamar de Wild Flag que resultou neste disco homónimo editado agora. E que bem que fizeram estas senhoras (Todas com mais de 40 anos) ao gravarem juntas pois Wild Flag é, certamente, um dos melhores discos editados este ano. Uma espécie de punk-rock com pinceladas de psicadelismo, funk e indie. São 40 minutos divididos em 10 músicas que se ouvem de uma ponta à outra relembrando o melhor de um passado que começa nos Clash, um bocadinho de Talking Heads, passa por Patti Smith (óbvio) e dá uma piscadela a Pixies mas sem esquecer nunca o presente onde vivem. Uma das boas surpresas deste ano.
Se todos os ditos "supergrupos" fossem tão consistentes...
Se todos os ditos "supergrupos" fossem tão consistentes...
Agenda de Outubro
Animados com as notícias da realização do primeiro Primavera Sound em terras lusitanas (decorrerá no Porto, no próximo mês de Junho), o Altamont recomenda uma preenchida agenda para este mês. A não perder Patrick Wolf, You Can't Win Charlie Brown, Bonnie Prince Billy, Emir Kusturica, Kaiser Chiefs ou The Get Up Kids. A não perder também o Festival Sintra Misty, a decorrer no final do mês com concertos de Stuart Staples, Howe Gelb e do lendário homem-tigre, entre outros.
Agenda:
4. Cebola Mol - MusicBox
4. Tinariwen - Vila do Conde
6. B Fachada e Lula Pena - Leiria
7. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - Estádio Municipal Aveiro
8. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - I.S. Técnico, Lx
8. Noiserv - Teatro São Luiz, Lx
13. Selah Sue - Op Art, Lx
13. B Fachada e Lula Pena - Torres Novas
13. Stuart Staples - Olga Cadaval, Sintra Misty
15. You Can't Win Charlie Brown - Galeria de Paris, Porto
15. The Mission - Sala TMN ao Vivoa, Lx
16. Patrick Wolf - Sala TMN ao Vivo, Lx
20. The Get Up Kids - República da Música, Lx
20. John Grant - Olga Cadaval, Sintra Misty
21. Howe Gelb + Sean Riley & the Slowriders - Olga Cadaval, Sintra Misty
22. Jay-Jay Johanson - Olga Cadaval, Sintra Misty
23. Bonnie Prince Billy - C.C.Vila Flor, Guimarães
23. The Legendary Tigerman - Olga Cadaval, Sintra Misty
24. Bonnie Prince Billy - Teatro Maria Matos, Lx
26. Adam Cohen - Santiago Alquimista
29. Kaiser Chiefs - Festa das Latas, Coimbra
29. The Very Best DJ Set - MusicBox
29. Guano Apes - Coliseu, Lx
30. Guano Apes - Coliseu, Porto
Agenda:
4. Cebola Mol - MusicBox
4. Tinariwen - Vila do Conde
6. B Fachada e Lula Pena - Leiria
7. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - Estádio Municipal Aveiro
8. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - I.S. Técnico, Lx
8. Noiserv - Teatro São Luiz, Lx
13. Selah Sue - Op Art, Lx
13. B Fachada e Lula Pena - Torres Novas
13. Stuart Staples - Olga Cadaval, Sintra Misty
15. You Can't Win Charlie Brown - Galeria de Paris, Porto
15. The Mission - Sala TMN ao Vivoa, Lx
16. Patrick Wolf - Sala TMN ao Vivo, Lx
20. The Get Up Kids - República da Música, Lx
20. John Grant - Olga Cadaval, Sintra Misty
21. Howe Gelb + Sean Riley & the Slowriders - Olga Cadaval, Sintra Misty
22. Jay-Jay Johanson - Olga Cadaval, Sintra Misty
23. Bonnie Prince Billy - C.C.Vila Flor, Guimarães
23. The Legendary Tigerman - Olga Cadaval, Sintra Misty
24. Bonnie Prince Billy - Teatro Maria Matos, Lx
26. Adam Cohen - Santiago Alquimista
29. Kaiser Chiefs - Festa das Latas, Coimbra
29. The Very Best DJ Set - MusicBox
29. Guano Apes - Coliseu, Lx
30. Guano Apes - Coliseu, Porto
01 outubro 2011
Periferia: The Soft Moon

Os Soft Moon, trio de São Francisco, impressionam pela densidade visual com que afundam os ouvintes. Depois do Ep homónimo de lançamento, nos finais de 2010, Luis Vasquez and the crew voltam a aparecer com outro Ep, "Total Decay". Menos pop e consideravelmente mais industrial, este novo registo perfura ainda mais o túnel. O tema título é aliás um exemplo gritante de quão escura e pós-apocalíptica pode ser a Música (isto claro sem entrarmos no universo lúgubre do death metal ou no niilismo gótico). Por estranho que pareça, a banda continua à margem das listas de melhores bandas alternativas. Comercialmente não é muito bom. Mas em termos de conceito pode querer dizer muita coisa: gestão de imagem cautelosa, edificação de trabalho repensado, criação de um movimento íntimo ou apenas liberdade de expressão criativa.
Tal como uma vez Frank Zappa disse, "mainstream comes to you, but you have to go to the underground." Não é difícil, mas tem que se procurar. Pois não se apoquentem, eu cá vou continuando a minha procura. Mais à esquerda ou mais à direita, eu hei de lá chegar...
29 setembro 2011
Álbum de Estimação: Black Rebel Motorcycle Club - "B.R.M.C." (2001)
Hoje trago como álbum de estimação este B.R.M.C., um álbum da fornada de 2001 que trouxe o garage rock de volta às luzes da ribalta e especialmente aos nossos ouvidos. Salientando que, no meio desta fornada, os Black Rebel foram únicos na mistura de influências que foram buscar para a sua sonoridade, neste álbum é possível ouvir desde Stooges até uns Jesus & the Mary Chain, passando por Velvet Underground, Rolling Stones, T.Rex e naturalmente dos Brian Jonestown Massacre de onde Peter Hayes saiu para formar esta banda. E a meu ver não é fácil esta tarefa de, partindo de influências bastante diversas, conseguir fabricar um álbum bastante coeso como é o caso. Parece que tudo encaixa bem, até quando passamos do punk de "Whatever Happened to My Rock n'Roll?" para a acalmia de uma "Awake". Acalmia mas só inicial, que depois a música cresce e transforma-se numa mescla (que bonita palavra) de psicadelismo e rock à boa moda dos já supracitados Velvet Underground. Até quando passamos de músicas com letras mais introspectivas e obscuras como "Rifles" para músicas mais cheias de esperança como "Salvation". E não podia deixar de falar também de "Love Burns" e "Spread Your Love", músicas cheias de garra. É giro pensar que o som desta banda é tipicamente britânico, mas na realidade é composta por 2 americanos e um britânico exilado nos States.
A toada de rock puro e duro combinada com o shoegaze mantém-se durante todo o álbum e foi bom constatar que, apesar de já lá irem 10 anos, é ainda prazeroso ouvi-lo de enfiada que foi o que fiz nestes últimos dias para preparar este artigo. Para reviver quem já não o ouve há algum tempo e para experimentar quem não conhece basta carregar no play abaixo.
A toada de rock puro e duro combinada com o shoegaze mantém-se durante todo o álbum e foi bom constatar que, apesar de já lá irem 10 anos, é ainda prazeroso ouvi-lo de enfiada que foi o que fiz nestes últimos dias para preparar este artigo. Para reviver quem já não o ouve há algum tempo e para experimentar quem não conhece basta carregar no play abaixo.
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28 setembro 2011
Altamont Recomenda:
Acabadinhos de chegar da Irlanda do Norte, os Cashier nº9 trazem-nos o doce sabor da pop.
Altamont Recomenda:
Novo videoclip dos Glockenwise, banda portuguesa de Barcelos que tem vindo a ganhar espaço e atenção no panorama musical nacional. Aqui no Altamont também merecem, pelo que aqui fica a recomendação. Agarre-a quem quiser. Nada como um bom rock de garagem logo pela manhã.
Altamont Recomenda:
Chegou ontem novo álbum das Dum Dum Girls, de nome Only in Dreams. Aqui fica o single de amostra, "Bedroom Eyes". Enjoy!
27 setembro 2011
Álbum Fresquinho: Clap Your Hands Say Yeah - "Hysterical"
O fresquinho desta semana vai para uma banda que foi uma das grandes revelações dos anos 2000. Uma banda que ameaçou estremecer com as fundações das editoras discográficas ao gravar, lançar, publicitar o seu primeiro disco, chegando mesmo a lamber os próprios envelopes. A (boa) questão aqui é que o disco, de nome homónimo à banda (Clap Your Hands Say Yeah) provou que se podia realmente fazer boa música à margem da indústria clássica sem dar o mínimo cavaco aos tubarões das editoras. Lançado em 2005, no auge do indie rock, o primeiro disco da banda trazia alguma fogosidade das guitarras mas também o pop carnavalesco meio à imagem de uns indie DIY (Do It Yourself) Talking Heads. A sua performance no festival Super Bock Super Rock (um dos melhores cartazes au courant que passaram por Portugal) mostrou que estava ali uma banda que poderia de alguma forma mostrar o caminho para esta nova geração, pois não se tratava apenas de uma banda que jorrava guitarradas e sintetizadores. No entanto a realidade foi outra. Quem "mandou" nisto foram os Strokes, Arcade Fire, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, entre outros e os Clap Your Hands Say Yeah foram ficando para trás esquecidos. O seu segundo disco, editado em 2007, Some Loud Thunder, nunca chegou a pegar e eu, sinceramente, não me recordo de lhe ter dado uma segunda audição. Este ano, para meu espanto pois julgava-os extintos, vi o anúncio de um terceiro disco numa revista da especialidade. Como sempre lhes nutri algum carinho e apreço, quis saber o que nos tinham a dizer passados mais de quatro anos desde o seu último trabalho. Ora Hysterical começa com um misto de sentimentos. Sinto que já ouvi isto antes e gostei mas hoje em dia diz-me pouco, muito pouco. Este som demasiado perto dos Killers não é bem o que esperava quando uma banda decide fazer um hiato de quatro anos e meio. Depois do agri-doce em "Same Mistake", segue-se o mesmo erro (no pun intended) em "Hysterical". Muito sintetizador, muita guitarrada, alguma emoção mas a mesma matriz de "For Reasons Unknown". Muita parra, pouca uva. Em "Misspent Youth" a colagem agora faz-se aos James mas sem grande proveito. A música não chega a descolar, mais ou menos como o resto do disco. Os momentos altos deste disco são "Into Your Alien Arms" que começa com um clima mais atmosférico para em seguida explodir numa guitarrada desenfreada mas que faz sentido, "The Witness's Dull Surprise" que faz lembrar alguns bons momentos do primeiro disco e "Adams Plane" com o seu final algo inesperado a fazer sobressair. No entanto, faz parecer que, depois deste tempo fora, a banda de brooklyn começa por pôr o pé na água a ver como é que isto está hoje em dia para saber que caminho seguir. Ora o meu conselho é este: rapaziada, assim como está, não vai dar...
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