Informação prévia antes de irmos ao álbum em si - Zach Condon, ou simplesmente Zach para os amigos, o senhor por trás da capa Beirut nasceu em 1986. Sabem, o ano em que Portugal juntou-se à CEE, em que Maradona ganhou o Mundial de Futebol, em que o Challenger se desfez à frente dos nossos olhos, no qual a cidade de Chernobyl passou a constar do mapa e de tantas outras coisas que nos lembramos tão bem de ver acontecer. Onde quero chegar com isto? Simples - levar-vos a debruçar sobre o facto de Zach ter 25 anos e ter acabado de lançar o seu terceiro álbum, com mais cinco EP's pelo meio, o que a mim me parece deveras impressionante. E o que impressiona ainda mais - ter um americano a fazer música que é uma mistura do vaudeville francês dos anos 20 com ritmos das balcãs, Bregovic, Kusturicas e afins. Nada como viajar para libertar o espírito. 20 setembro 2011
Álbum Fresquinho: Beirut - "The Rip Tide"
Informação prévia antes de irmos ao álbum em si - Zach Condon, ou simplesmente Zach para os amigos, o senhor por trás da capa Beirut nasceu em 1986. Sabem, o ano em que Portugal juntou-se à CEE, em que Maradona ganhou o Mundial de Futebol, em que o Challenger se desfez à frente dos nossos olhos, no qual a cidade de Chernobyl passou a constar do mapa e de tantas outras coisas que nos lembramos tão bem de ver acontecer. Onde quero chegar com isto? Simples - levar-vos a debruçar sobre o facto de Zach ter 25 anos e ter acabado de lançar o seu terceiro álbum, com mais cinco EP's pelo meio, o que a mim me parece deveras impressionante. E o que impressiona ainda mais - ter um americano a fazer música que é uma mistura do vaudeville francês dos anos 20 com ritmos das balcãs, Bregovic, Kusturicas e afins. Nada como viajar para libertar o espírito. 19 setembro 2011
01 setembro 2011
Periferia: BIG A little a
Quando deixa a música de ser som para passar a ser apenas ruído abstracto? A música, tal como qualquer outra área do desenvolvimento intelectual humano, não tem que ser nuclear. Aliás, o conceito de núcleo tem forçosamente que subentender a existência de arredores, sejam eles físicos, ideológicos ou quiçá meramente estéticos. Estar à margem, por opção ou por vulnerabilidade circunstancial, é igualmente uma forma racional de existência.
Mas se quisermos ser ligeiramente mais objectivos, tomemos como paradigma a Ciência (longe das crenças e dos teísmos). Os termos Ciência Central, Ciência Periférica e Ciência Marginal surgiram há relativamente pouco tempo na história da humanidade, e só fazem sentido quando se discute a ciência da Idade Moderna. Antes dos finais do século 15 não havia ciência central, ou hegemónica, no mundo. A ciência europeia, assim como a chinesa, a árabe, a indiana e outras, não encerravam entre si relações hierárquicas definidas. O aparecimento de uma ciência central, abrangente e excludente, é um fenómeno que coincide com a expansão colonial europeia decorrente das navegações dos séculos 15 e 16. A ciência e a técnica passaram então a ser instrumentos centrais nesse processo de luta pela hegemonia no mundo, a partir daí pela primeira vez globalizado. Uma vez instalado o paradigma de uma ciência central, o que dele não fizer parte será periférico ou marginal.
Assim funcionam as coisas na generalidade. Na moda, na alimentação, na linguagem e, obviamente, na música. Os cânones sobrevivem às mais diversas variações, sem perderem a vitalidade de uma regra indestrutível. E o que resta dessa empedernida segurança? Se não, nada nem ninguém avançaria para além das muralhas invisíveis das convenções formais. Há sempre quem se atreva. Quem queira percorrer longas caminhadas de isolamento: os peregrinos aventureiros. O resultado, esse pode ser tão disforme quanto a proveniência das inspirações. Do jazz à electrónica, através do vanguardismo e do rock, com passagem no ambiental ou na pop, a música periférica pode ser acessível ou por vezes difícil. Mas nunca deve perder o seu principal objectivo. Ser música.
"Periferia" é assim uma rubrica com caractér discursivo a longo prazo, com referências diversas e uma vontade insurgente de dissecar as "boas" marginalidades da música, enquanto manifestação artística-conceptual e/ou pragmática. É este o ponto de partida. O resto depois logo se ouve...
30 agosto 2011
Concertos da Semana - 29 de Agosto a 4 de Setembro
A 35ª semana do ano traz-nos o regresso de Twin Shadow. George Lewis Jr. e companhia voltam pela 3ª vez este ano, depois de Maio no Lux e de Paredes de Coura. Este parece ser, no entanto, um concerto difícil de assistir pois insere-se num evento organizado por uma marca de roupa ao qual só alguns terão acesso. Aguardemos por melhores semanas.
1. Twin Shadow - Clube Ferroviário
2. Frankie Chavez - Casa da Música
2. Peixe: Avião - Sala TMN ao Vivo
1. Twin Shadow - Clube Ferroviário
2. Frankie Chavez - Casa da Música
2. Peixe: Avião - Sala TMN ao Vivo
29 agosto 2011
24 agosto 2011
Altamont Recomenda:
Ausentes das lides musicais desde 2006 os Rapture estão de volta já neste mês de Setembro com o lançamento do quarto longa-duração da carreira, intitulado "In the Grace of Your Love". Enquanto aguardamos aqui fica Echoes, do album com o mesmo nome, de 2003.
23 agosto 2011
Álbum No Ouvido: Junip - "Fields" (2010)
A propósito de uma discussão sobre a qualidade, ou falta dela, de José González, um dos trunfos que usei para sublinhar a dita qualidade deste músico sueco com raízes argentinas, foi o da sua banda, Junip. Banda essa que recentemente descobri ter sido anterior ao seu primeiro disco, Veneer, editado em 2003. Parece, então, que González começou a sua carreira em 2000, ao lado de Elias Araya e Tobias Winterkorn que juntos formaram os Junip. Gravaram um single, lançado pela sua própria editora e cada um seguiu a sua vida. Elias passou a cursar Arte e Winterkorn a dar aulas numa escola, enquanto González arriscou numa carreira a solo com os resultados já conhecidos. Porém, quase seis anos depois, os três companheiros juntaram-se para gravar novamente. No entanto, o resultado final ainda não seria um disco completo. Black Refuge, composto por apenas cinco músicas, uma das quais uma cover de Bruce Springsteen, "The Ghost of Tom Joad", seria apenas um cheirinho do que viria quatro anos mais tarde com este Fields. Aliando a calma e suavidade da voz e guitarra de González com o som mais etéreo dos restantes membros, o resultado final deixa-nos com um sentimento de leveza e vontade de ouvir este disco vezes sem conta. O folk aqui tocado tem pinceladas de progressivo mas com muita calma e leveza, funcionando na perfeição durante o momento de lusco-fusco aquando do festival Super Bock Super Rock no Meco. Ele há coisas assim...
22 agosto 2011
Agenda da Semana - 22 a 28 Agosto
O Altamont, para esta semana, não tem muito que recomendar. O regresso dos Gotan Project, em dose dupla, e o festival do Crato, num todo, serão as propostas mais interessantes da semana. Estamos quase a chegar a Setembro...
Agenda:
24. Noiserv - Forum Cultural do Seixal
26. Gabriel O Pensador, Clã - Festival do Crato
27. Gotan Project, The Legendary Tigerman - Festival do Crato
27. Terrakota, Orelha Negra e outros - Jardins do Palácio, Porto
28. Gotan Project - Jardins do Palácio, Porto
Agenda:
24. Noiserv - Forum Cultural do Seixal
26. Gabriel O Pensador, Clã - Festival do Crato
27. Gotan Project, The Legendary Tigerman - Festival do Crato
27. Terrakota, Orelha Negra e outros - Jardins do Palácio, Porto
28. Gotan Project - Jardins do Palácio, Porto
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