Para esta semana o Altamont recomenda o regresso de Marky Ramone para uma noite de clássico punk/rock. O ex-baterista dos Ramones vem apresentar o seu mais recente projecto Marky Ramone's Blitzkrieg. Também esta semana, na Casa da Música, teremos uma noite com Jay-Jay Johanson e os Gift, que apresentarão o novo album "Explode".
8. Marky Ramone Blitzkrieg - Santiago Alquimista
8. Prince Rama - Lounge
9. Dead Combo - Galeria ZdB
9. Jay-Jay Johanson + The Gift - Casa da Música
9. Dixon - Lux
10. Las Robertas - Clube Ferroviário
11. Lamb - C.C.B.
06 junho 2011
02 junho 2011
Álbum de Estimação: Television - "Marquee Moon" (1977)
Vou começar por uma referência a um filme - em "Juno", a dado momento, discute-se qual o melhor ano da música. Juno, a personagem principal, mostra como argumentos para defender 1977 os Stooges, a Patti Smith e os Runaways. Mas na minha opinião, se ela queria mesmo defender tanto esse ano era dos Television que tinha que ter falado. Dos Television e especialmente deste Marquee Moon, álbum que hoje, à distância de 34 anos sinto um pouco perdido no esquecimento. Injustamente no esquecimento, injustamente metido nas prateleiras de descontos numa qualquer grande loja de música. Recordemo-nos portanto do caminho desbravado por Tom Verlaine, mentor da banda, no que respeita ao movimento punk - foi ele que convenceu Hilly Kristal, dono dum então desconhecido clube de country, blue grass e blues (para bom entendedor meia palavra basta...) a aceitar bandas rock a tocarem no seu estabelecimento. Corria o ano de 1974. O resto é história da música, nível básico - grupos como Ramones, Blondie, Talking Heads, a própria Patti Smith, saíram desse antro cavernoso para o mundo.
Um aspecto que me intriga bastante é o facto de que, hoje, os Television são quase sempre rotulados como uma banda pós-punk. Agora expliquem-me, como pode uma banda que começou a dar concertos em 1974 e que lançou este álbum em 1977 ser pós-punk? Algo de estranho se passa no mundo dos rótulos (diria que sempre foi assim e a rotulagem de pouco ou nada serve, mas...). Agora uma coisa é certa - a música dos Television é de uma complexidade que em nada tem a ver com os 3 acordes, um refrão, 2 minutos e está feito. Basta pensar que "Marquee Moon", a música, teve de ser cortada para 9:58 minutos para caber no LP. Só com a re-edição em CD de 2003 nos chegou a versão completa com os seus 10:40. Basta pensar nas letras de um Tom Verlaine, que nascido Thomas Miller foi buscar o seu nome artístico ao poeta francês Paul Verlaine. Basta pensar nas variações de ritmo dentro das músicas, na utilização de algumas escalas jazzísticas, no contraste das guitarras ritmo e solo, força motora do álbum. E foi juntando todos estes ingredientes que se fez história.
Um aspecto que me intriga bastante é o facto de que, hoje, os Television são quase sempre rotulados como uma banda pós-punk. Agora expliquem-me, como pode uma banda que começou a dar concertos em 1974 e que lançou este álbum em 1977 ser pós-punk? Algo de estranho se passa no mundo dos rótulos (diria que sempre foi assim e a rotulagem de pouco ou nada serve, mas...). Agora uma coisa é certa - a música dos Television é de uma complexidade que em nada tem a ver com os 3 acordes, um refrão, 2 minutos e está feito. Basta pensar que "Marquee Moon", a música, teve de ser cortada para 9:58 minutos para caber no LP. Só com a re-edição em CD de 2003 nos chegou a versão completa com os seus 10:40. Basta pensar nas letras de um Tom Verlaine, que nascido Thomas Miller foi buscar o seu nome artístico ao poeta francês Paul Verlaine. Basta pensar nas variações de ritmo dentro das músicas, na utilização de algumas escalas jazzísticas, no contraste das guitarras ritmo e solo, força motora do álbum. E foi juntando todos estes ingredientes que se fez história.
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31 maio 2011
Álbum Fresquinho: Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
Não podíamos fechar o mês aqui no Altamont sem mencionar a chegada de um dos álbuns mais aguardados do ano. No início do mês, e depois do EP Sun Giant e do tão aclamado Fleet Foxes já de 2008, chegou-nos Helplessness Blues. Longa foi a espera, resultado de um processo de gravação bastante turbulento - no final de 2009 a banda já tinha um álbum praticamente pronto mas que foi lamentavelmente destruído no processo de mixagem, o que levou a banda a começar novamente do zero. Robin Pecknold, fundador da banda (juntamente com Skyler Skjelset, colega de escola) e líder incontornável não baixou os braços, lançou-se avidamente ao trabalho. Não sei como seria essa tal primeira gravação, mas ouvindo este Helplessness Blues não consigo deixar de pensar que pena seria se nunca o tivessem feito. Inventivo, complexo e com maior nível de detalhe dentro de cada música vale cada um dos seus 50 minutos. Onde antes predominava a tranquilidade, nota-se agora uma maior tensão, súbitas mudanças de tom apanham-nos desprevenidos, mas no final parece que tudo se conjuga tal qual peças de um puzzle maior que é este álbum.
O álbum mostra um Pecknold cheio de dúvidas, preocupações, começando logo na primeira frase que ouvimos, na excelente "Montezuma": "So now, I am older/ Than my mother and father/ When they had their daughter/ Now, what does that say about me?" Este é o tom, e por cada pergunta feita, outras dez surgem, sobre a vida, o sucesso, a sua carreira, e todas estas dúvidas só parecem mesmo resolvidas na música que dá nome ao álbum, onde simplesmente se retrai e deseja apenas uma vida simples(Don't we all?).
Sinto que é um passo à frente muito natural por parte da banda, arriscando mas sem descurar todos os elementos que tanto nos encantaram no seu primeiro álbum e no EP. E isto é muito valioso.
E deixo também o vídeo que é giro. Enjoy it!
O álbum mostra um Pecknold cheio de dúvidas, preocupações, começando logo na primeira frase que ouvimos, na excelente "Montezuma": "So now, I am older/ Than my mother and father/ When they had their daughter/ Now, what does that say about me?" Este é o tom, e por cada pergunta feita, outras dez surgem, sobre a vida, o sucesso, a sua carreira, e todas estas dúvidas só parecem mesmo resolvidas na música que dá nome ao álbum, onde simplesmente se retrai e deseja apenas uma vida simples(Don't we all?).
Sinto que é um passo à frente muito natural por parte da banda, arriscando mas sem descurar todos os elementos que tanto nos encantaram no seu primeiro álbum e no EP. E isto é muito valioso.
E deixo também o vídeo que é giro. Enjoy it!
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30 maio 2011
Concertos da Semana - 30 de Maio a 5 de Junho
A transição para Junho faz-se ao som de Sufjan Stevens. O norte-americano regressa a Portugal para apresentar o mais recente album "The Age of Adz", sete anos depois de se ter estreado no Festival para Gente Sentada. Para o resto da semana o Altamont destaca também Sean Riley & The Slowriders, B Fachada e Nicolas Jaar, em pré-aquecimento para o cada vez mais perto Super Bock Super Rock.
30. Sufjan Stevens - Coliseu, Porto
31. Sufjan Stevens - Coliseu, Lx
31. Sean Riley & The Slowriders - Cinema São Jorge
2. Nicolas Jaar - Lux
2. Luke Vibert - MusicBox
3. B Fachada - Parque Palmela, Cascais
3. Sean Riley & The Slowriders -Hard Club, Porto
3. James - Estádio do Bessa
30. Sufjan Stevens - Coliseu, Porto
31. Sufjan Stevens - Coliseu, Lx
31. Sean Riley & The Slowriders - Cinema São Jorge
2. Nicolas Jaar - Lux
2. Luke Vibert - MusicBox
3. B Fachada - Parque Palmela, Cascais
3. Sean Riley & The Slowriders -Hard Club, Porto
3. James - Estádio do Bessa
27 maio 2011
Num DVD perto de si: "This Movie is Broken" (2011)
Primeiro que tudo importa referir que o título deste post, para este caso específico, está incorrecto - este filme já existe em DVD, mas ainda não tão perto de si como gostaria (ainda só edição região 1, à venda na amazon uk). Todos sabemos que, hoje em dia, há outras formas de se conseguir ver os filmes, mas como não sou adepto dessas formas, valeu-me o facto deste filme ter sido incluído na secção (ou seção) IndieMusic do IndieLisboa, praticamente um ano depois da estreia que ocorreu no SXSW 2010. Como fã dos Broken Social Scene tinha mesmo que aproveitar a oportunidade e assim fui até à histórica sala 1 do São Jorge para espreitar o que seria This Movie is Broken. Porque essa é logo a primeira dúvida que se coloca - será um filme ou um concerto? Ou um documentário? No site do filme e no próprio poster este é descrito como "A Rock Show Romance" o que é uma categorização nunca vista mas que, confesso, me despertou a curiosidade. Ora bem, então e sem levantar muito o véu posso dizer que This Movie is Broken é uma história passada em Toronto, de dois jovens e suas desaventuras amorosas, sendo que grande parte da acção decorre durante um concerto dos Broken Social Scene. E assim acompanhamos os sentimentos de ambos acentuados por músicas como "Lover's Spit", "Meet me in the Basement", "Fire Eyed Boy", "Anthems for a Seventeen Year-Old Girl" entre muitas muitas outras. Uma delícia para quem gosta da banda. Penso que o conceito que Bruce McDonald criou aqui é bastante interessante, não pela profundidade da história em si, é uma história daquelas fofinhas com as devidas dose de água com açucar, mas pelo jogo entre a música e as emoções, pela forma como filma o concerto, sempre mostrando a alta intensidade que a banda coloca em palco, e ainda mais por se tratar da sua cidade natal, por terem ali os seus amigos. Retrata muito bem o sentimento de "viver o momento", de aquele se tratar de um momento único e ter que ser bem aproveitado. Ah, a juventude... Vendo o filme é impossível não nos lembrarmos daquele concerto especial de uma banda que já nem me lembro, mas que ficou marcado por estar ali ao lado alguém muito especial. Boas memórias que fazem com que sejam 86 minutos bem passados.
Ah, já sei, eram os Offspring que tocavam... :-D
Ah, já sei, eram os Offspring que tocavam... :-D
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26 maio 2011
Álbum de Estimação: Olivia Tremor Control - "Music from the Unrealized Film Script, Dusk at Cubist Castle" (1996)
A pergunta neste álbum coloca-se da seguinte maneira: Como é que ao fim de alguns minutos de pop indie, [influenciada pela escola britânica do psicadélico ligeiro compreendido no período entre 1966-68 na qual fazem parte bandas como os Beatles, Zombies, Nirvana [UK], já aqui referidas neste blog], passamos para um estado meio demencial, um pouco ao estilo de um filme de Robert Rodriguez com nome parecido a este disco dos Olivia Tremor Control. A resposta acertada é lendo a biografia desta banda de nome esquisito. Ora bem, sendo assim vamos então para um pequeno momento de história musical. Originários de uma pequena terra em Los Angeles, o duo que forma esta banda faz parte de uma das mais importantes editoras de pop alternativo/psicadélico, a Elephant 6. Editora essa que conta, ou contou, também com os Of Montreal, Neutral Milk Hotel ou Apples in Stereo. E o que tinha esta editora de tão especial? A seu favor a homogeneidade das bandas, as quais se sentiam uma grande família, partilhando ideias e influências e, mais importante de tudo, poderem escrever e gravar qualquer coisa que lhes fosse à cabeça. Uma espécie de renascimento do movimento psicadélico de São Francisco. E é isto mesmo e ainda mais que este Dusk at Cubist Castle é. Uma mescla de pop psicadélico americano com britânico, com alguns elementos de Kraut-Rock com o dinamismo e inovação de uns Sonic Youth. Neste disco eles criam um ambiente surreal que vai do technicolor ao monocromático e isto tudo dividido em 27 músicas. Pena que tenham decidido fazer um hiato após o segundo disco e esse hiato já dure há 12 anos...
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25 maio 2011
Altamont Recomenda:
Só pelo nome já mereciam destaque, mas enganem-se os que os tomaram como parte de um catálogo de bandas speed/trash metal - os Bass Drum of Death são garage rock. Já marcaram presença no SXSW deste ano e no mês passado lançaram o seu álbum de estreia, GB City. Desse mesmo retirei esta música abaixo, "Get Found". É experimentar.
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