09 maio 2011

Concertos da Semana - 9 a 15 de Maio

Para esta semana o Altamont recomenda vários regressos a Portugal, começando pelas Semanas Académicas onde teremos actuações de Emir Kusturica The No Smoking Orchestra e Fatboy Slim, em Lisboa e Faro. O Altamont destaca também os Tindersticks, que promovem as músicas que têm vindo a compor para os filmes da realizadora Claire Denis e os Groundation, que celebram os 30 anos da morte de Bob Marley em tributo. No final da semana teremos o regresso do turista Josh Rouse.

11. Tindersticks - Aula Magna
13. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - Faro
13. Fatboy Slim - Estádio Restelo
13. Groundation - Coliseu, Lx
14. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - Lisboa
14. Fatboy Slim + Frankie Chavez - Faro
14. Groundation - Teatro Sá da Bandeira, Porto
15. Josh Rouse - Cinema São Jorge

02 maio 2011

Concertos da Semana - 2 a 8 de Maio

Yann Tiersen é um dos destaques da semana. O músico francês, autor que se consagrou com a banda sonora do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", está de regresso a Portugal para promover o seu último album "Dust Lane", concerto a não perder no LX Factory. Para além de Tiersen, também em concerto no Porto, o Altamont recomenda ainda o regresso dos MGMT e dos Editors e a estreia de Aloe Blacc, na Aula Magna.

2. Patrice + Richie Campbell - Parque da Cidade, Porto
4. Aloe Blacc - Aula Magna
4. Clã - Casa da Música
4. MGMT + X-Wife - Parque da Cidade, Porto
5. Yann Tiersen - LX Factory
5. Ursula Rucker - MusicBox
6. Editors + Deolinda - Coimbra
6. Suede + Os Pontos Negros - Parque da Cidade, Porto
7. Yann Tiersen - Hard Club
8. 2 Many DJ's - Braga

01 maio 2011

Agenda de Maio

Longe vão os tempos em que as Semanas Académicas viviam exclusivamente de Quim Barreiros e companhia. Agora a ambição vai crescendo e espalhados de norte a sul vamos ter actuações de nomes como MGMT, Editors, Suede, Fatboy Slim ou Emir Kusturica. Não há dúvida que juntos ainda fazem um melhor Sudoeste. Mas Maio não vive apenas de Semanas Académicas e vai patrocionar grandes espectáculos dos quais destacamos PJ Harvey, em dose dupla na Aula Magna, The National e ainda M Ward, Josh Rouse, Aloe Blacc, o grande Sufjan Stevens e um dos mais promissores projectos da actualidade, Twin Shadow. Um mês a não perder.

Agenda

2. Patrice + Richie Campbell - Parque da Cidade, Porto
4. Aloe Blacc - Aula Magna
4. Clã - Casa da Música
4. MGMT + X-Wife - Parque da Cidade, Porto
5. Yann Tiersen - LX Factory
5. Ursula Rucker - MusicBox
6. Editors + Deolinda - Coimbra
6. Suede + Os Pontos Negros - Parque da Cidade, Porto
7. Yann Tiersen - Hard Club
8. 2 Many DJ's - Braga
11. Tindersticks - Aula Magna
13. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - Faro
13. Groundation - Coliseu, Lx
13. Fatboy Slim - Estadio Restelo
14. Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - Lisboa
14. Groundation - Teatro Sá da Bandeira
15. Josh Rouse - Cinema S. Jorge
17. M Ward - Aula Magna
18. M Ward - Teatro Sá da Bandeira
23. The National - Coliseu, Porto
24. The National - Campo Pequeno, Lx
25. Twin Shadow - Lux
26. Twin Shadow - Vila do Conde
25. PJ Harvey - Aula Magna
26. PJ Harvey - Aula Magna
27. Toro Y Moi - Vila do Conde
27. Os Pontos Negros - MusicBox
27. Atari Teenage Riot - Hard Club
30. Sufjan Stevens - Coliseu, Porto
31. Sufjan Stevens - Coliseu, Lx


Twin Shadow


PJ Harvey


Sufjan Stevens


The National

29 abril 2011

Num DVD perto de si: "Classic Albums: Nevermind"

Só há pouco tempo descobri esta série de documentários de nome Classic Albums, iniciada no já longíquo ano de 1989, e que conta hoje com uma longa lista de 35 álbuns. São basicamente documentários de 50 minutos, produzidos para televisão, pelo que sem grande ciência ao nível de realização, mas com algum conteúdo interessante. Neste caso específico, do episódio dedicado ao Nevermind, as entrevistas com Dave Grohl, Krist Novoselic e Butch Vig permitem ter uma excelente ideia de como foi o processo de gravação do álbum. A entrevista com o Butch Vig é feita mesmo no estúdio utilizado na altura, e ouvimo-lo a explicar música a música quais os motivos para inclusão desta ou daquela pista, desta ou daquela guitarra a mais, ou seja, uma análise às várias opções que tomou como produtor do álbum. Importante também os contributos de vários intervenientes no processo, tais como staff da Sub Pop e da Geffen, Thurston Moore, Steve Diggle (Buzzcocks) e outros músicos de Seattle que acompanharam a banda na sua evolução e explosão maciça com este álbum. Abaixo deixo um cheirinho, 10 minutos para terem uma ideia, mas está na net o documentário completo, bem como a apenas 6 euros na amazon.uk. (passe a publicidade, não deixa de ser um site de referência para preços...). E acho que vale os 6 euros que gastei para ter mais este DVD na coleção, foram 50 minutos (+25 de extras) bem passados, interessantes.

Enjoy!

28 abril 2011

Altamont Recomenda:

Não um mas dois vídeos de uma vez. Tirados de um projecto chamado FOR NO ONE, que já tem uns meses mas só chegou ao meu conhecimento hoje. Nada de transcendental, bandas a tocarem em sessões privadas não é uma big thing. Mas estas duas que disponibilizo abaixo marcaram o meu ano de 2010 e continuam a merecer destaque. Aqui vos deixo os Harlem e mais abaixo os Titus Andronicus com os 13 excelentes minutos de "The Battle of Hampton Roads".
Enjoy!



Álbum de Estimação: Miles Davis - "Ascenseur pour l'échafaud OST" (1958)

Já que abrimos um precedente a semana passada e começámos  aqui a falar no Altamont sobre bandas sonoras, esta semana trago uma banda sonora histórica para um filme não menos histórico - a preparada por Miles Davis especialmente para o filme Ascenseur pour l'échafaud, de Louis Malle.
A história conta-se em poucas palavras, Jean-Paul Rappeneau, assistente de Malle na altura e grande fã de jazz, lançou a ideia, levando Malle ver Davis tocar num clube em Paris. Este deixou-se convencer a avançar para este projecto após uma sessão de visionamento privada do mesmo, e tal como documenta o vídeo abaixo, gravou tudo enquanto viam as cenas do filme a desenrolar, numa simples sessão de improviso, apenas com algumas estruturas harmónicas básicas previamente delineadas. Assim que se criou uma empatia única entre as emoções que as personagens vão sentindo ao longo do filme com a banda sonora que acompanha, na sua maioria mais soturnas, e melancólicas, mas também muitas vezes de suspense, tudo se acentuado com o trompete de Davis, a remoer dentro de nós, a intensificar cada sentimento, a causar-nos calafrios. 
O meu conhecimento do mundo imenso que é o jazz é mesmo muito limitado, mas das poucas obras que conheço esta é uma que me tocou bastante sobretudo pela forma inesperada como apareceu, disfarçada de filme. E que filme. E que Jeanne Moreau. Ela a passear-se pela noite parisiense ao som de Florence Sur Les Champs-Élysées é qualquer coisa de divinal e ficará comigo para sempre.

26 abril 2011

Álbum Fresquinho: The Pains of Being Pure at Heart - "Belong"

Os Pains of Being Pure at Heart conquistaram-me com o seu primeiro álbum, homónimo, de 2009. Foi mesmo daqueles casos de amor à primeira vista (audição, neste caso), que me levou inclusivé a deslocar-me até à simpática (e distante de Lisboa mas distância essa sempre recompensadora) vila de Paredes de Coura para os ver ao vivo. Com mil raios, até afugentei uma jovem espanhola carente de afecto que meteu conversa comigo durante o concerto para os ver com a devida atenção! Acho que desta forma já dá para ter uma ideia do nível de expectativa (ou expetativa? o editor do blog já se pronunciou sobre qual a nossa abordagem ao acordo ortográfico?) que rodeava a chegada deste Belong, álbum que surge depois de um docinho em forma de EP e de nome Higher than the Stars que nos foi oferecido o ano passado. E o que se passou ao meter o CD a girar? Temo dizer que fiquei com um sabor amargo na boca. Eu, de certa forma, sabia que ia acontecer, não ia ser fácil, culpa em parte minha por meter fasquia alta. Principalmente senti que as músicas estavam mais moles, que a voz estava mais melosa, que a dor de ser puro no coração os tinha atingido com maior força desta vez e a energia que tinha sido uma das coisas que me atraiu neles tinha ido abaixo. E quando acabou, passadas apenas 10 músicas, fez lembrar-me a clássica piada do Woody Allen no início do Annie Hall - tão fraco e ao mesmo tempo tão pouco? Decidi que isto não ficava assim, eles não podiam fazer-me isto e resolvi colocar o CD do início outra vez. E foi a meio da 3ª música (a que vos deixo para já abaixo, e mais logo prometo que meto grooveshark) que começou a fazer-se luz. Comecei a ver ali mais qualquer coisa quiçá a meio do refrão "She was the heart in your heartbreak/ She was the miss in your mistake", ou das palmas e do sintetizador intercortado com a guitarra solo. Pode ter sido isso, já não sei bem. Mas o que é facto é que o resto do álbum me soou muito melhor a partir daí, num registo diferente do anterior mas que ao mesmo tempo encaixa bem no ambiente da banda. E suponho que seja isto que todas as bandas querem para o seu 2º álbum.

Patrick Watson @ Aula Magna - 25 Abril

Patrick Watson regressou ontem à Aula Magna, 3 anos depois da sua estreia, culminando uma mini-digressão que o fez também passar nestes últimos dias por Coimbra, Porto e Guimarães. O músico norte-americano (nasceu nos E.U.A. mas viveu sempre no Canadá) apresentou-se com algumas novidades. A única coisa que não foi novidade foi a excelência e espectacularidade do concerto.

Com um novo elemento na banda, o baixista Mishka Stein, Patrick Watson e os Wooden Arms presentearam uma plateia fiel e entusiasta com mais um grande espectáculo. Revisitaram os 3 álbuns da carreira ("Just Another Ordniary Day" de 2003, "Close To Paradise" de 2006 e "Wooden Arms" de 2009) mas também apresentaram novas músicas que estão a ser gravadas em Amesterdão e que farão parte do quarto disco de originais.

Mas são vários os pontos de interesse num concerto de Patrick Watson. Para já há que referir que são dos melhores músicos (não só a nível de composição como de interpretação) que existem por aí. É um autêntico regalo de deixar de boca aberta a forma perfeita como o baterista Robbie Kuster encarna cada música (principalmente na interpretação de "Beijing" em que a bateria ganha asas com tachos de cozinha). Simon Angell, um pouco mais discreto, é igualmente um fenómeno com a sua guitarra. E Patrick Watson é um autêntico maestro, pianista magistral e cantor com uma voz tão delicada e afinada que muitos já o colocaram na linha de, por exemplo, Jeff Buckley. A conjugação destes músicos faz com que cada canção, sempre interpretada com um ou outro novo arranjo, seja uma delícia.

E como Watson é alguém que dá uma enorme importância a pequenos pormenores, não é de admirar que o jogo de luzes seja igualmente muito bem preparado, tendo começado precisamente com a primeira música a ser interpretada apenas à luz de pequenos anéis luminosos nos dedos de cada elemento da banda.

Para quem perdeu o concerto chega a consolação, adiantada pelo próprio Watson, de que brevemente estarão de regresso a Portugal. Nalguns casos acredito quando os artistas dizem que nos adoram. No caso de Patrick Watson, o sentimento é recíproco.