31 março 2011

Álbum de Estimação: Belle & Sebastian - "Tigermilk" (1996)

E pensar que este álbum foi feito como um projecto de fim de curso do aluno Stuart Murdoch?

"Sebastian met Isabelle outside the Hillhead Underground Station, in Glasgow. Belle harrassed Sebastian, but it was lucky for him that she did. She was very nice and funny, and sang very sweetly. Sebastian was not to know this, however. Sebastian was melancholy.

He had placed an advert in the local supermarket. He was looking for musicians. Belle saw him do it. That’s why she wanted to meet him. She marched straight up to him unannounced and said, ‘Hey you!’ She asked him to teach her to play the guitar. Sebastian doubted he could teach her anything, but he admired her energy, so he said ‘Yes’.

It was strange. Sebastian had just decided to become a one-man band. It is always when you least expect it that something happens. Sebastian had befriended a fox because he didn’t expect to have any new friends for a while. He still loved the fox, although he had a new distraction. Suddenly he was writing many new songs. Sebastian wrote all of his best songs in 1995. In fact, most of his best songs have the words ‘Nineteen Ninety-five’ in them. It bothered him a little. What will happen in 1996?

They worked on the songs in Belle’s house. Belle lived with her parents, and they were rich enough to have a piano. It was in a room by itself at the back of the house, overlooking the garden. This was where Belle taught Sebastian to put on mascara. If Belle’s mum had known this, she would not have been happy. She was paying for the guitar lessons. The lessons gave Sebastian’s life some structure. He went to the barber’s to get a haircut.

Belle and Sebastian are not snogging. Sometimes they hold hands, but that is only a display of public solidarity. Sebastian thinks Belle ‘kicks with the other foot’. Sebastian is wrong, but then Sebastian can never see further than the next tragic ballad. It is lucky that Belle has a popular taste in music. She is the cheese to his dill pickle.

Belle and Sebastian do not care much for material goods. But then neither Belle nor Sebastian has ever had to worry about where the next meal is coming from. Belle’s most recent song is called Rag Day. Sebastian’s is called The Fox In The Snow. They once stayed in their favourite caf’ for three solid days to recruit a band. Have you ever seen The Magnificent Seven? It was like that, only more tedious. They gained a lot of weight, and made a few enemies of waitresses.

Belle is sitting highers in college. She didn’t listen the first time round. Sebastian is older than he looks. He is odder than he looks too. But he has a good heart. And he looks out for Belle, although she doesn’t need it. If he didn’t play music, he would be a bus driver or be unemployed. Probably unemployed. Belle could do anything. Good looks will always open doors for a girl."

30 março 2011

Altamont Recomenda:

Os norte-americanos Arbouretum. Uma banda com as raizes no folk lamacento do interior americano na linha de Will Oldham ou Bill Callahan, porém com uma atitude mais pesada e mais "stoned", já mais na onda dos Black Mountain ou Besnard Lakes.
Deixo-vos com "Down by the Fall Line".

29 março 2011

Álbum Fresquinho: The Strokes - "Angles"

"Dez anos é muito tempo, muitos dias, muitas horas a cantar", já dizia Paulo de Carvalho. Para os Strokes, dez anos passaram como um abrir e fechar de olhos desde que o lançamento de Is This It?. Poderia aqui dizer que em dez anos a banda liderou essa vaga do indie rock, fazendo imensos álbuns de qualidade, sempre procurando inovar e com qualidade. Porém, Em dez anos a banda, liderada por Julian Casablancas lançou, contando com este fresquíssimo Angles, apenas 4 discos. Muito pouco para a banda que fez ressurgir o interesse no rock e uma das mais dinamizadoras para o crescimento desse conceito indie. Muito pouco também em termos de banda líder, pois nunca o foi, muito devido ao pouco entendimento entre os elementos, o que resultou em alguns projectos a solo e/ou paralelos. O ambiente nunca foi o melhor e, apesar desse factor nem sempre ser negativo para a criatividade, as sequelas a Is This It? foram sempre piores e Angles é o resultado lógico desta tida falta de interesse da banda ou de Julian para tornar os Strokes melhores do que o foram em 2001. No entanto, apesar de tudo do que acima foi dito, Angles é o disco mais diferente que os strokes fizeram. Não que isso queira dizer que é melhor mas apenas diferente. O resultado final que nos fica a tilintar no cérebro após algumas audições é que tresanda a duas coisas. Sintetizadores e anos 80. Se os realizadores do  filme Tron: Legacy fizeram muito bem em pedir a ajuda dos Daft Punk para a sua banda sonora, este Angles serviria perfeitamente para ser a banda sonora original do primeiro filme tal é a sua roupagem a anos 80. Conseguimos imaginar os casacos de ganga, bandanas na testa e salas de jogos arcade. É um disco mais solarengo, polvilhado aqui e ali com alguma da agressividade dos primeiros discos como em "You're So Right", fazendo também lembrar "River of Brakelights" de Phrases for the Young, disco a solo de Casablancas. Angles é um disco que não acrescenta mais valor à posição dos Strokes na história, é sim, mais um disco de Strokes (são tão poucos, daí a ressalva) que se ouve bem e apraz. Para o que é, para mim chega. Venha o próximo.

28 março 2011

Playlists: iBob 28-03-2011

Pedi uma ajuda à Coppola para fazer esta playlist. Simpática ela.

Concertos da Semana - 28 de Março a 3 de Abril

Para esta semana o Altamont tem as seguintes sugestões:

28 - Asian Dub Foundation, no Santiago Alquimista


30 - Slayer & Megadeth, no Pavilhão Atlântico


1 - Rene Hell, na ZDB


2/3 - B Fachada, no Maria Matos


3/4 - Ted Leo & The Pharmacists, no Musicbox


21 março 2011

Concertos da Semana - 21 a 27 de Março

E pára tudo! Aparte de (mais) um concerto dos Cut Copy em solo nacional, dum DJ Set dos Hot Chip e duma sessão experimentalista de Tiago Sousa na ZDB, esta semana é marcada pelos dois concertos de Roger Waters no Pavilhão Atlântico, hoje dia 21 e amanhã. Os bilhetes, esses, encontram-se, obviamente, esgotados há meses. Para quem pense que é apenas mais um concerto de um velho dinossauro do rock, engane-se. Waters, ao contrário de outros, vide Stones, está metido na música e na sua concepção até ao tutano e sempre em constante renovação, não se quedando apenas por tocar hit após hit por esses países fora. Se em 2002, Waters pegou em parte de Wall, em 2010/11, a mente criativa por trás do monstro Pink Floyd, traz-nos na sua mais recente tour, todo o disco completo, incluindo toda a parafernália e mais, vista no início dos anos 80 nos (poucos) concertos dados após a edição de The Wall e, em 1990 no (agora) algo ridículo Wall Berlin. Aconselhado não apenas para fãs de Pink Floyd, o espectáculo que Waters nos traz promete mesmo ser bastante poderoso e emocionante. A não perder (para quem já tem bilhete, claro).

19 março 2011

Richard Wagner's Liebestod (in Tristão e Isolda)

Pela segunda vez deixo de escrever neste blog. 
A primeira vez que isso aconteceu foi por decisão própria. 
Agora também, mas indirectamente fui convidado a deixar de escrever os meus posts, que a direcção considera inúteis ou o que seja. 


Eventualmente os leitores do blog também os consideram inúteis e eventualmente eu devia ir fazer um estágio na Blitz para aprender a escrever sobre música pop. 



18 março 2011

Num DVD perto de si: "Some Kind of Monster"

Tendo como realizadores Joe Berlinger and Bruce Sinofsky, este "Some Kind of Monster" de 2004 permite-nos ter uma visão única sobre o interior dos Metallica num determinado espaço de tempo. E, por acaso, ou não, apanhou a banda num dos momentos mais difíceis da banda. Senão vejamos; Jason Newsted, baixista já com 15 anos de banda decidiu abandonar; os fãs estavam a destruir discos de Metallica na rua após todo o processo contra o Napster; os 2 últimos álbuns, Load e Reload, nunca foram muito bem recebidos de um forma geral (eu gosto do Load). Temos assim um cenário montado que parece uma espécie de Big Brother, o colocar dos 3 membros da banda num palco, juntamente com um terapista/psicólogo e deixá-los ser eles próprios, com as suas manias, birras, tudo. Poucos aceitariam mostrar-se assim ao mundo, de uma forma tão transparente, e acho que é por este ponto que o documentário nos ganha - a transparência do mesmo. Podemos ver os problemas existenciais de James, juntamente com a entrada numa clínica de reabilitação para alcoolismo. Podemos ver a personalidade difícil de Lars, querendo fazer tudo à sua maneira. No meio um Kirk calmo e pacífico tentando colocar paninhos quentes nas birras de crianças de Lars e James. E podemos ver as constantes tentativas de Phil Towle, o tal terapista/psicólogo contratado, em ajudar os membros da banda a colocar todas as energias na direcção certa. Tudo isto enquanto tentam criar um novo álbum que os leve de volta ao metal cru, de início de carreira.
Penso que é um must see não só para os fãs da banda, mas como para qualquer fã de música que se preze, até porque é também uma espécie de "making-of" do álbum St.Anger.
Abaixo está o filme quase quase completo em HD, falta ali um segmento no final, mas aposto que arranjam formas simples e baratas de ver o filme com qualidade.
Enjoy!