21 março 2011

Concertos da Semana - 21 a 27 de Março

E pára tudo! Aparte de (mais) um concerto dos Cut Copy em solo nacional, dum DJ Set dos Hot Chip e duma sessão experimentalista de Tiago Sousa na ZDB, esta semana é marcada pelos dois concertos de Roger Waters no Pavilhão Atlântico, hoje dia 21 e amanhã. Os bilhetes, esses, encontram-se, obviamente, esgotados há meses. Para quem pense que é apenas mais um concerto de um velho dinossauro do rock, engane-se. Waters, ao contrário de outros, vide Stones, está metido na música e na sua concepção até ao tutano e sempre em constante renovação, não se quedando apenas por tocar hit após hit por esses países fora. Se em 2002, Waters pegou em parte de Wall, em 2010/11, a mente criativa por trás do monstro Pink Floyd, traz-nos na sua mais recente tour, todo o disco completo, incluindo toda a parafernália e mais, vista no início dos anos 80 nos (poucos) concertos dados após a edição de The Wall e, em 1990 no (agora) algo ridículo Wall Berlin. Aconselhado não apenas para fãs de Pink Floyd, o espectáculo que Waters nos traz promete mesmo ser bastante poderoso e emocionante. A não perder (para quem já tem bilhete, claro).

19 março 2011

Richard Wagner's Liebestod (in Tristão e Isolda)

Pela segunda vez deixo de escrever neste blog. 
A primeira vez que isso aconteceu foi por decisão própria. 
Agora também, mas indirectamente fui convidado a deixar de escrever os meus posts, que a direcção considera inúteis ou o que seja. 


Eventualmente os leitores do blog também os consideram inúteis e eventualmente eu devia ir fazer um estágio na Blitz para aprender a escrever sobre música pop. 



18 março 2011

Num DVD perto de si: "Some Kind of Monster"

Tendo como realizadores Joe Berlinger and Bruce Sinofsky, este "Some Kind of Monster" de 2004 permite-nos ter uma visão única sobre o interior dos Metallica num determinado espaço de tempo. E, por acaso, ou não, apanhou a banda num dos momentos mais difíceis da banda. Senão vejamos; Jason Newsted, baixista já com 15 anos de banda decidiu abandonar; os fãs estavam a destruir discos de Metallica na rua após todo o processo contra o Napster; os 2 últimos álbuns, Load e Reload, nunca foram muito bem recebidos de um forma geral (eu gosto do Load). Temos assim um cenário montado que parece uma espécie de Big Brother, o colocar dos 3 membros da banda num palco, juntamente com um terapista/psicólogo e deixá-los ser eles próprios, com as suas manias, birras, tudo. Poucos aceitariam mostrar-se assim ao mundo, de uma forma tão transparente, e acho que é por este ponto que o documentário nos ganha - a transparência do mesmo. Podemos ver os problemas existenciais de James, juntamente com a entrada numa clínica de reabilitação para alcoolismo. Podemos ver a personalidade difícil de Lars, querendo fazer tudo à sua maneira. No meio um Kirk calmo e pacífico tentando colocar paninhos quentes nas birras de crianças de Lars e James. E podemos ver as constantes tentativas de Phil Towle, o tal terapista/psicólogo contratado, em ajudar os membros da banda a colocar todas as energias na direcção certa. Tudo isto enquanto tentam criar um novo álbum que os leve de volta ao metal cru, de início de carreira.
Penso que é um must see não só para os fãs da banda, mas como para qualquer fã de música que se preze, até porque é também uma espécie de "making-of" do álbum St.Anger.
Abaixo está o filme quase quase completo em HD, falta ali um segmento no final, mas aposto que arranjam formas simples e baratas de ver o filme com qualidade.
Enjoy!

17 março 2011

Álbum de Estimação: The Moody Blues - "Days of Future Passed" (1967)

Entre 1966 e 1968, aproximadamente, houve um fenómeno na música, mais concretamente na britânica, com a tentativa de juntar a pop com elementos clássicos. Uma tentativa de ver a música como um todo, um movimento que chegasse a todos e não se dividisse em grupos, os novos e velhos. A pop tentou tornar-se adulta, requintada, sofisticada e, se calhar, algo snob, até porque muitos elementos destas bandas pop, tinham tido instrução clássica, fazendo, desta feita, valer todos os minutos de aprendizagem árdua. Isso viu-se com os Beatles em Sgt. Pepper, Nirvana [UK] em Simon Simopath, os Zombies em Odessey & Oracle e Aphrodite's Child com 666, entre outros como este Days of Future Passed dos Moody Blues.
Rotulados, na altura, como uma das melhores bandas da invasão britânica nos USA, os Moody são, hoje em dia, conhecidos pelos seus álbuns de rasgo e inovação e tudo começou em 1967 com um certo golpe de sorte.
A sua produtora, Decca, queria uma versão Rock da Sinfonia do Novo Mundo, de Dvorak, para mostrar ao mundo a sua nova tecnologia stereo, no entanto, a História teceu o seu rumo, e um dos produtores conseguiu mudar tudo, juntando as músicas pop que os Moody andavam a desenvolver, juntando-os à London Festival Orchestra e conseguindo este resultado final, metendo a cabeça em água à Decca que não sabia como catalogar nem publicitar o resultado final, temendo um desastre em termos de vendas. O disco, dividido em sete músicas, fala de um dia completo desde o amanhecer até à noite escura em que cada música é um momento diário. Este psicadelismo barroco misturado com outros elementos clássicos não só acabou por ser bastante aceite, tornando a banda muito mais respeitada, como acabaria por ser um campeão de vendas para a Decca, muito por culpa da música final, "Nights in White Satin". Apesar de já ter este disco há uns bons anos, só há pouco tempo o ouvi de início ao fim, e foi o melhor que fiz, pois é daqueles que nos faz sorrir ligeiramente ao ouvir de início ao fim. Não é um disco de singles, embora "Nights" se destaque logo à partida. É um disco pensado para ser um disco e ser ouvido de início ao fim. E é isso que me faz tanto gostar dele. Recomendo vivamente.

16 março 2011

Altamont Recomenda:

Mais fresquinho que isto impossível - os Yuck lançaram o seu primeiro álbum, denominado (vá-se lá saber porquê) Yuck, há apenas 3 semanas e já aqui os trazemos para vós, ávidos leitores do Altamont. Dêem uma espreitadela a este "The Wall". A wikipedia diz são de Londres e que "Critics have likened the band to Dinosaur Jr and Sonic Youth". Vale o que vale...

Altamont Recomenda:

The Vaccines, banda que irá estar presente no Super Bock Super Rock.

15 março 2011

Álbum Fresquinho: Kurt Vile - "Smoke Ring For My Halo"

O Kurt Vile não é um novato aqui no Altamont - em 2009, pouco depois de ter causado sensação no SXSW e pouco antes de ter lançado o seu primeiro álbum pela Matador, Childish Prodigy, lancei-o para cima da mesa. Ora pois bem, chega-nos agora o sucessor, Smoke Ring For My Halo, deste guitarrista/cantor de Filadélfia que a meu ver é mesmo um prodígio como indica o título do seu álbum anterior.
Ao ouvir este álbum fico com a sensação de ser um intruso. De que se trata de um tipo num canto da casa, sozinho com a sua guitarra, exprimindo-se através dela, as suas lamúrias, os seus problemas, os seus statements. A sua melancolia. E nós estamos ali, como que escondidos, a ouvir algo que não é nosso, mas com o qual nos conseguimos facilmente relacionar e criar empatia.
Existe em Vile uma proximidade com alguns dos grandes guitarristas americanos, como Tom Petty, Bruce Springsteen, Bob Seger. Li algures que até há para aqui perdidos uns traços do John Fahey. Mas não sinto que seja uma cópia ou uma tentativa de se parecer com, apenas influências, que no fundo são a história da música pop rock, influências, influências, influências. Acho que merece um pedaço de atenção, da minha mereceu e compensou.
Abaixo, se carregarem no play e deixarem tocar, em princípio conseguirão ouvir o álbum inteiro excepto uma música, "On Tour", que não consegui incluir.
Enjoy!

 

14 março 2011

Playlists: iLex Changes 14-03-2011

Tal como num livro, a nossa vida também é feita de capítulos. Capítulos que chegam ao fim. Que levam à incerteza perante a mudança de página. O que virá no próximo capítulo? A incerteza da mudança. E um início de algo. Por ter passado por um processo destes, venho aqui retratá-lo em forma de uma playlist. They told me to hit the road. It was all over, the end, the finish line, and so I walked away. Changes in my life. And then a brand new life, begin the beginning, starting over, a new way home.