07 março 2011

04 março 2011

Num DVD perto de si: "The Concert for Bangladesh"

Tido como o primeiro grande concerto de ajuda humanitária, o Concerto para Bangladesh nasce com Ravi Shankar, pela necessidade de ajuda imediata aos refugiados do então Paquistão Este, na altura da guerra da independência. Pedindo ajuda ao seu grande amigo, George Harrison, acabado de lançar o seu primeiro disco a solo e de separar finalmente da sua banda de sempre, Ravi sabia que haveria ter grande exposição e impacto mediático, conseguindo deste modo aumentar as receitas para a ajuda. Em apenas pouco tempo, George conseguiu um grande número de "amigos" para dois concertos no famoso Madison Square Garden, em Nova Iorque. Esse "amigos" não nada mais do que Ringo Starr, Leon Russell, Eric Clapton, Bob Dylan, entre tantos outros. Os dois shows e a gravação do concerto, conseguiram angariar algum dinheiro. Tendo sido apenas uma pequena ajuda para os refugiados, os concertos foram de grande qualidade. Deixo-vos então com o concerto completo por partes...

03 março 2011

Álbum de Estimação: Pink Floyd - "The Final Cut" (1983)

O que dizer de mais um disco de uma banda sobejamente conhecida e apreciada e criticada por esse mundo fora ao longo destes anos todos? Bem, muito pouco, mas, não se tratando de um disco demasiado conhecido no universo Pink Floyd, tomei a liberdade de o trazer, até porque foi um disco que foi crescendo e melhorando com o tempo desde que comecei a ouvir Floyd...
Tido como o primeiro disco a solo de Roger Waters, apesar de ainda contar com David Gilmour e Nick Mason (Rick Wright fora despedido ainda antes da conclusão do disco anterior, The Wall), The Final Cut foi mesmo o fim da linha para a banda inglesa. O resto da história já é, por demais, conhecida. Gilmour  pegaria no nome da banda, tendo gravado dois discos (fracos) com uma pequena ajuda dos outros membros, Rick e Nick e daria centenas de concertos.
Mas voltemo-nos para o disco em questão. Para Waters, a angústia, dor e drama de Wall não tinha sido suficiente. As suas feridas interiores originadas pela guerra que matou o seu pai e consequente alienação não tinham sido curadas. A sequela viria em Final Cut. "Um requiem para o sonho do pós-guerra" por Roger Waters, dizia o disco. Se The Wall, pese embora fosse uma criação quase 100% de Waters, é uma obra à Pink Floyd, cheia de ornamento, efeitos e grandiosa, Final Cut mostra-nos um lado muito mais crú e vulnerável de Waters, chegando mesmo a ter momentos ternos no meio do lamento de tudo o que a guerra criou e trouxe. Mas a verdade é que, pese embora este seja um trabalho todo feito por e para Waters, à excepção de "Not Now John", parcialmente cantada por Gilmour, Final Cut é um disco que ganhou valor com o tempo, mais do que qualquer um dos primórdios psicadélicos. É um disco adulto, com uma mensagem ainda actual e com uma produção fantástica. Pena que a colaboração de Gilmour não tenha sido tão utilizada como se desejaria mas isso seria uma situação quase impossível dada a quase loucura de Waters com o seu trabalho. Não mais a dupla voltaria a tocar junta até 2005 por altura do Live 8. Deixo-vos com a audição desta semi-ópera rock sobre a guerra, por Roger Waters e cia.


02 março 2011

Altamont Recomenda:

Esta é para o nosso colaborador Dudu, que tem especial afeição por música portuguesa actual e particularmente por estes Velhos, que de velhos nada têm, tal é a energia que descarregam nesta música. Aqui vos deixo "Senhora do Monte", Os Velhos.

Altamont Recomenda:

LEWIS FLOYD HENRY

Este multi-instrumentalista londrino, com ares de Jimi Hendrix e Robert Johnson está a ser o furor. Um antigo graffiter e músico de rua, Lewis destaca-se pela alma que confere nas suas músicas e que podem ser apreciadas em alguns sítios do Sul de Londres.





01 março 2011

Álbum Fresquinho: Beady Eye - "Different Gear, Still Speeding"

O ano de 2009 acabou a notícia trágica (ironia, apesar de tudo) da discussão (desta vez, sem volta ou será mesmo assim?) da infame dupla de Manchester, os irmãos Gallagher e consequente desmembramento da banda Oasis, formada no início dos anos 90. Importa dizer que a banda de Manchester teve um sucesso astronómico com o seu primeiro disco, Definitely Maybe, que apesar de ser uma amálgama de influências e mesmo roubos (olá T-Rex em cigarettes and alcohol) de várias bandas, não deixa de ser um álbum poderoso e que marcou o seu lugar na história do pop/rock. A partir daqui foi sempre a descer. What's the Story (Morning Glory) foi um bom álbum, onde sobressaiam as açucaradas "Wonderwall, "Don't Look Back in Anger", "Some Might Say" ou "Champagne Supernova", no entanto, o rasgo criativo começava a desaparecer e isso viu-se logo em Be Here Now, disco muito fraco, cheio de clichés e sucedâneos dos discos anteriores. Aliás, o melhor ficaria escondido em B-sides, que só parte veria reconhecimento anos mais tarde em Masterplan. Com a musa criativa a voltar costas a Noel Gallagher, os episódios alheios à música iam acontecendo. Após a mudança de baterista após o primeiro disco, seriam agora os fiéis sidekicks que abandonariam o barco. Muita confusão ia na cabeça de Noel, o que o fez até dar voz (leia-se escrita) a Liam. O resultado seria pavoroso ("Little James"), no entanto pôs o jovem Gallagher a pensar mais com a cabeça e menos com os tomates. O resultado vê-se hoje em dia. Sim, Liam não é Noel. E Nunca o será. É um arruaceiro, um "bronco", um bully. Alguém que não escolheríamos para amigo. Tem todo o ar que não diz uma frase de jeito, quanto mais escrever uma música decente. No entanto, em pouco mais de dez anos, Liam, com a ajuda do persistente companheiro de banda, Gem Archer, conseguiu desenvolver algo para além daquela voz suja do Rock na qual Liam é um dos últimos timoneiros num mundo heroís pícaros. De facto, esta primeira experiência de Oasis "sans" Noel é, relativamente surpreendente. Sempre fui um "George", como há pessoas que são mais "Paul" ou "John", e, relativamente a Oasis, sempre fui um "Noel". Considerava a voz do Liam como gasta, irritante passadas algumas audições e não acreditava num disco todo liderado por este "selvagem" de Manchester. Apesar das habituais charopadas como em "Kill for a Dream", os Oasis, perdão Beady Eye, continuam a carregar a chama do velho Rock 'n Roll para quem ainda está interessado nele, porque apesar de serem muito mais básicos do que se faz hoje em dia, há sempre um momento em que nos faz bem ouvir guitarradas e solos, cada vez mais em vias de extinção nos dias que correm...

Playlists: iFrod 01-03-2011

Esta playlist serviu de base para a banda sonora do aniversário do nosso querido colaborador e amigo, Bonas. Como nem toda a gente conseguiu ter acesso a ela, acho de todo justo que a compartilhemos com o mundo Altamont. Aqui fica ela, então:

Concertos da Semana - 1 a 6 de Março

E eis que chega Março, o mês que diz adeus ao Inverno e ao consequente frio e que nos faz estar mais motivados para ir a concertos. Este, porém, não é um mês pródigo em grandes concertos e para esta semana só vos vou recomendar dois. Assim temos:

-Led On, dia 3 no Musicbox. Não sendo um fã de bandas tributo, tenho que tirar o chapéu a esta banda portuguesa que nos transporta para o universo de Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones com uma qualidade que impressiona. Terão o meu apoio nesta quinta no Musicbox.



-Irmãos Catita, dia 5 no Santiago Alquimista. Nunca é demais ver ou rever Manuel João Vieira e os seus catita. Está garantida a noite, sempre com muito deboche à mistura.