LEWIS FLOYD HENRY
Este multi-instrumentalista londrino, com ares de Jimi Hendrix e Robert Johnson está a ser o furor. Um antigo graffiter e músico de rua, Lewis destaca-se pela alma que confere nas suas músicas e que podem ser apreciadas em alguns sítios do Sul de Londres.
02 março 2011
01 março 2011
Álbum Fresquinho: Beady Eye - "Different Gear, Still Speeding"
O ano de 2009 acabou a notícia trágica (ironia, apesar de tudo) da discussão (desta vez, sem volta ou será mesmo assim?) da infame dupla de Manchester, os irmãos Gallagher e consequente desmembramento da banda Oasis, formada no início dos anos 90. Importa dizer que a banda de Manchester teve um sucesso astronómico com o seu primeiro disco, Definitely Maybe, que apesar de ser uma amálgama de influências e mesmo roubos (olá T-Rex em cigarettes and alcohol) de várias bandas, não deixa de ser um álbum poderoso e que marcou o seu lugar na história do pop/rock. A partir daqui foi sempre a descer. What's the Story (Morning Glory) foi um bom álbum, onde sobressaiam as açucaradas "Wonderwall, "Don't Look Back in Anger", "Some Might Say" ou "Champagne Supernova", no entanto, o rasgo criativo começava a desaparecer e isso viu-se logo em Be Here Now, disco muito fraco, cheio de clichés e sucedâneos dos discos anteriores. Aliás, o melhor ficaria escondido em B-sides, que só parte veria reconhecimento anos mais tarde em Masterplan. Com a musa criativa a voltar costas a Noel Gallagher, os episódios alheios à música iam acontecendo. Após a mudança de baterista após o primeiro disco, seriam agora os fiéis sidekicks que abandonariam o barco. Muita confusão ia na cabeça de Noel, o que o fez até dar voz (leia-se escrita) a Liam. O resultado seria pavoroso ("Little James"), no entanto pôs o jovem Gallagher a pensar mais com a cabeça e menos com os tomates. O resultado vê-se hoje em dia. Sim, Liam não é Noel. E Nunca o será. É um arruaceiro, um "bronco", um bully. Alguém que não escolheríamos para amigo. Tem todo o ar que não diz uma frase de jeito, quanto mais escrever uma música decente. No entanto, em pouco mais de dez anos, Liam, com a ajuda do persistente companheiro de banda, Gem Archer, conseguiu desenvolver algo para além daquela voz suja do Rock na qual Liam é um dos últimos timoneiros num mundo heroís pícaros. De facto, esta primeira experiência de Oasis "sans" Noel é, relativamente surpreendente. Sempre fui um "George", como há pessoas que são mais "Paul" ou "John", e, relativamente a Oasis, sempre fui um "Noel". Considerava a voz do Liam como gasta, irritante passadas algumas audições e não acreditava num disco todo liderado por este "selvagem" de Manchester. Apesar das habituais charopadas como em "Kill for a Dream", os Oasis, perdão Beady Eye, continuam a carregar a chama do velho Rock 'n Roll para quem ainda está interessado nele, porque apesar de serem muito mais básicos do que se faz hoje em dia, há sempre um momento em que nos faz bem ouvir guitarradas e solos, cada vez mais em vias de extinção nos dias que correm...
Playlists: iFrod 01-03-2011
Esta playlist serviu de base para a banda sonora do aniversário do nosso querido colaborador e amigo, Bonas. Como nem toda a gente conseguiu ter acesso a ela, acho de todo justo que a compartilhemos com o mundo Altamont. Aqui fica ela, então:
Concertos da Semana - 1 a 6 de Março
E eis que chega Março, o mês que diz adeus ao Inverno e ao consequente frio e que nos faz estar mais motivados para ir a concertos. Este, porém, não é um mês pródigo em grandes concertos e para esta semana só vos vou recomendar dois. Assim temos:
-Led On, dia 3 no Musicbox. Não sendo um fã de bandas tributo, tenho que tirar o chapéu a esta banda portuguesa que nos transporta para o universo de Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones com uma qualidade que impressiona. Terão o meu apoio nesta quinta no Musicbox.
-Irmãos Catita, dia 5 no Santiago Alquimista. Nunca é demais ver ou rever Manuel João Vieira e os seus catita. Está garantida a noite, sempre com muito deboche à mistura.
-Led On, dia 3 no Musicbox. Não sendo um fã de bandas tributo, tenho que tirar o chapéu a esta banda portuguesa que nos transporta para o universo de Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones com uma qualidade que impressiona. Terão o meu apoio nesta quinta no Musicbox.
-Irmãos Catita, dia 5 no Santiago Alquimista. Nunca é demais ver ou rever Manuel João Vieira e os seus catita. Está garantida a noite, sempre com muito deboche à mistura.
23 fevereiro 2011
Álbum Fresquinho: Deerhoof - "Deerhoof Vs. Evil"
21 fevereiro 2011
Playlists: iCod 21-02-2011
Fazer isto foi tão chato que demorei apenas quinze minutos a juntar as músicas. a ideia (falhada) era uma espécie de reunião de um certo modo de novo folk anglófono - novo em comparação com a minha anterior playlist e seja lá o que essa merda de catalogação signifique - ao qual juntei algumas outras músicas que.
De qualquer forma, em resposta a esta playlist, eu digo que esta, até agora, é a melhor playlist da última semana de Fevereiro.
17 fevereiro 2011
Altamont Recomenda:
Ouvi ontem pela primeira vez e despertou de tal forma o meu interesse que não resisti a partilhar aqui no Altamont. "How to Dress Well" é o nome do projecto a solo de Tom Krell, que após o lançamento de vários EP's gratuitos, lançou no passado mês de Setembro o primeiro LP, Love Remains. Nele se incluem estas duas músicas abaixo, "Suicide Dream 1" e "Suicide Dream 2". A ver e ouvir com a devida atenção.
Álbum de Estimação: The Jesus and Mary Chain - "Darklands" (1987)
Corria o ano de 1987 quando este Darklands atingiu os escaparates (sempre gostei desta palavra - escaparates, e não tenho tantas oportunidades de a utilizar no dia-a-dia). Eu era um imberbe miúdo de 8, quase 9 anos (nessa altura o que gostávamos mesmo era de ter quase 9 anos, a milhas de distância de ter 8), a fazer traquinices no externato das freiras, pelo que não dei pelo acontecimento na altura. Nem nos anos subsequentes. Para ser mesmo verdadeiro, assim tipo honestidade acima de tudo, durante a minha adolescência, o movimento shoegaze sempre me pareceu uma coisa absurda, afinal de contas tínhamos 15 anos e quem, no seu perfeito juízo, com 15 anos, perderia o seu tempo a carpir mágoas, deprimido, a ouvir música com letras como “Life means nothing. All things end in nothing" ("Darklands")? Bem, a verdade é que o Kurt com os seu "I hate myself and I want to die" não andava muito longe, mas epá, ao menos a música era a abrir que era o que a malta queria na altura. Isto claro, antes de aparecerem as paixões platónicas, normais também nesta fase da vida, impossíveis de realizar e que requeriam por alguns períodos de introspecção. Mas também não foi aí que os Jesus entraram na minha história. Ainda foi preciso esperar mais uns anos, mais uns 10 anos para ser mais preciso, até a sra. Coppola se lembrar de acabar um dos seus filmes com uma música deles. Aí é que a coisa finalmente pegou, e este Darklands particularmente, de uma forma mais incisiva (neste momento já estou de orelhas vermelhas a ouvir malta a ler isto a dizer que sou uma vergonha por ter demorado tanto tempo, mas que hei-de fazer, cada um tem a sua história e comprometi-me ali acima à honestidade acima de tudo).
Darklands é de facto um álbum devastador no estilo romanticismo gótico, amor platónico impossível de atingir, com as suas letras impregnadas de sofrimento. “I would shed my skin for you, would break my back for you” ("Happy When it Rains"), “Nine million rainy days have swept across my eyes thinking of you, and this room becomes a shrine thinking of you, and as far as I can tell, I’m being dragged from here to hell.” ("Nine Million Rainy Days") são pequenos exemplos. E a música não lhe fica atrás, ajudando a criar este ambiente, esta redoma de vidro, da qual não se sai facilmente. Mesmo não sofrendo destas dores de amor, penso que tornam possível colocarmo-nos no lugar de quem as canta/toca, o que a meu ver é um mérito. Penso que isto é mesmo o as good as it gets do shoegaze.
Darklands é de facto um álbum devastador no estilo romanticismo gótico, amor platónico impossível de atingir, com as suas letras impregnadas de sofrimento. “I would shed my skin for you, would break my back for you” ("Happy When it Rains"), “Nine million rainy days have swept across my eyes thinking of you, and this room becomes a shrine thinking of you, and as far as I can tell, I’m being dragged from here to hell.” ("Nine Million Rainy Days") são pequenos exemplos. E a música não lhe fica atrás, ajudando a criar este ambiente, esta redoma de vidro, da qual não se sai facilmente. Mesmo não sofrendo destas dores de amor, penso que tornam possível colocarmo-nos no lugar de quem as canta/toca, o que a meu ver é um mérito. Penso que isto é mesmo o as good as it gets do shoegaze.
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16 fevereiro 2011
Duas mesas e eu na terceira
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Raul Seixas
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