deerhoof. ha
ve.
a. ne
w. al
bum.
23 fevereiro 2011
21 fevereiro 2011
Playlists: iCod 21-02-2011
Fazer isto foi tão chato que demorei apenas quinze minutos a juntar as músicas. a ideia (falhada) era uma espécie de reunião de um certo modo de novo folk anglófono - novo em comparação com a minha anterior playlist e seja lá o que essa merda de catalogação signifique - ao qual juntei algumas outras músicas que.
De qualquer forma, em resposta a esta playlist, eu digo que esta, até agora, é a melhor playlist da última semana de Fevereiro.
17 fevereiro 2011
Altamont Recomenda:
Ouvi ontem pela primeira vez e despertou de tal forma o meu interesse que não resisti a partilhar aqui no Altamont. "How to Dress Well" é o nome do projecto a solo de Tom Krell, que após o lançamento de vários EP's gratuitos, lançou no passado mês de Setembro o primeiro LP, Love Remains. Nele se incluem estas duas músicas abaixo, "Suicide Dream 1" e "Suicide Dream 2". A ver e ouvir com a devida atenção.
Álbum de Estimação: The Jesus and Mary Chain - "Darklands" (1987)
Corria o ano de 1987 quando este Darklands atingiu os escaparates (sempre gostei desta palavra - escaparates, e não tenho tantas oportunidades de a utilizar no dia-a-dia). Eu era um imberbe miúdo de 8, quase 9 anos (nessa altura o que gostávamos mesmo era de ter quase 9 anos, a milhas de distância de ter 8), a fazer traquinices no externato das freiras, pelo que não dei pelo acontecimento na altura. Nem nos anos subsequentes. Para ser mesmo verdadeiro, assim tipo honestidade acima de tudo, durante a minha adolescência, o movimento shoegaze sempre me pareceu uma coisa absurda, afinal de contas tínhamos 15 anos e quem, no seu perfeito juízo, com 15 anos, perderia o seu tempo a carpir mágoas, deprimido, a ouvir música com letras como “Life means nothing. All things end in nothing" ("Darklands")? Bem, a verdade é que o Kurt com os seu "I hate myself and I want to die" não andava muito longe, mas epá, ao menos a música era a abrir que era o que a malta queria na altura. Isto claro, antes de aparecerem as paixões platónicas, normais também nesta fase da vida, impossíveis de realizar e que requeriam por alguns períodos de introspecção. Mas também não foi aí que os Jesus entraram na minha história. Ainda foi preciso esperar mais uns anos, mais uns 10 anos para ser mais preciso, até a sra. Coppola se lembrar de acabar um dos seus filmes com uma música deles. Aí é que a coisa finalmente pegou, e este Darklands particularmente, de uma forma mais incisiva (neste momento já estou de orelhas vermelhas a ouvir malta a ler isto a dizer que sou uma vergonha por ter demorado tanto tempo, mas que hei-de fazer, cada um tem a sua história e comprometi-me ali acima à honestidade acima de tudo).
Darklands é de facto um álbum devastador no estilo romanticismo gótico, amor platónico impossível de atingir, com as suas letras impregnadas de sofrimento. “I would shed my skin for you, would break my back for you” ("Happy When it Rains"), “Nine million rainy days have swept across my eyes thinking of you, and this room becomes a shrine thinking of you, and as far as I can tell, I’m being dragged from here to hell.” ("Nine Million Rainy Days") são pequenos exemplos. E a música não lhe fica atrás, ajudando a criar este ambiente, esta redoma de vidro, da qual não se sai facilmente. Mesmo não sofrendo destas dores de amor, penso que tornam possível colocarmo-nos no lugar de quem as canta/toca, o que a meu ver é um mérito. Penso que isto é mesmo o as good as it gets do shoegaze.
Darklands é de facto um álbum devastador no estilo romanticismo gótico, amor platónico impossível de atingir, com as suas letras impregnadas de sofrimento. “I would shed my skin for you, would break my back for you” ("Happy When it Rains"), “Nine million rainy days have swept across my eyes thinking of you, and this room becomes a shrine thinking of you, and as far as I can tell, I’m being dragged from here to hell.” ("Nine Million Rainy Days") são pequenos exemplos. E a música não lhe fica atrás, ajudando a criar este ambiente, esta redoma de vidro, da qual não se sai facilmente. Mesmo não sofrendo destas dores de amor, penso que tornam possível colocarmo-nos no lugar de quem as canta/toca, o que a meu ver é um mérito. Penso que isto é mesmo o as good as it gets do shoegaze.
16 fevereiro 2011
Altamont Recomenda:
Começo por salientar que isto cai na rubrica Recomenda porque são os Strokes e os Strokes lançarem um álbum é sempre de se ouvir. Mas (e há sempre um mas) a verdade é que não sinto este lançamento e o facto de vir a caminho um concerto deles em solo lusitano como algo verdadeiramente relevante. Há aqui um misto de emoções também em parte relacionado com o artigo aqui escrito na avaliação do álbum dos Interpol.
Olhando para os Strokes com esta distância de 10 anos não consigo deixar de concluir que não foram mais do que a banda certa num momento de fraca inspiração patente no mundo do pop rock. Vejo-os como um bom início para um jovem de 13 anos que começa a descobrir a música e tinha perante si dois caminhos claros: o da pop bubblegum MTV mastiga e deita fora ou este de um rock mais revivalista mas fácil, apelativo, mas ao mesmo tempo permitindo levantar um véu sobre as muitas influências que concentraram no seu Is This It?. E este é para mim um aspecto engraçado da coisa, o Is This It? o será que é isto que queriam? Foi. Neste momento, quando já todos experimentaram carreiras a solo ou outros projectos pessoais resta dar-lhes o benefício da dúvida e pelo menos 2 audições ao álbum Angles que nos chega a 22 de Março. Até lá, a amostra "Under Cover of Darkness".
10 fevereiro 2011
Álbum de Estimação: The Zutons - "Who Killed...The Zutons" (2004)
Aquando da ideia da fundação deste blog nos fins de 2004 (incrível como já passou tanto tempo...), este era dos discos que mais ouvia no momento. Era a altura dos Coral, Libertines, Franz Ferdinand, entre outros, e estes Zutons fizeram o seu papel nesse tempo. Não me recordando bem de como este disco chegou às minhas mãos, provavelmente alguma dica da "cor-de-rosa" NME, lembro-me perfeitamente de me ter dado prazer instantâneo. Um rock psicadélico mesclado de punk-rock, polvilhado aqui e ali com elementos mais folk, soul ou de tom mais groove, foi o suficiente para me manter agarrado a este disco durante uns bons meses, dando-me sempre um prazer especial quando o volto a ouvir de quando em vez passados estes anos todos. Não será nunca um daqueles 1001 discos essenciais que aparecem em livros especializados na matéria, mas também, não é essa a verdadeira razão porque realmente gostamos de música. Há sempre aquele disco que vos atinge mais aqui ou ali e poderá não dizer nada ao vizinho ao lado. Contundo é, certamente, impossível ficar indiferente ao groove de "Zuton Fever ou de "You Will You Won't". Who Killed...The Zutons é, mais do que um disco essencial, é, sobretudo, uma colecção de boas músicas, algumas mais negras outras mais açucaradas, mas promete 40 minutos de tempo bem passado...08 fevereiro 2011
Álbum Fresquinho: Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
Já tem mais de 3 meses, bem sei, o que não devia permitir ser categorizado como fresquinho. Mas pelo facto de eu só o ter apanhado no meu radar no início deste ano e por achar que merece ser falado aqui no Altamont, aqui registo umas breves palavras sobre este Before Today, dos Ariel Pink's Haunted Graffiti.
Nada como começar por falar um pouco do artista - Ariel Pink anda em constante labuta desde o longíquo ano de 1998. Sempre sempre escondido, gravando em casa, pouco divulgando o que ia fazendo. Apenas em 2003 lembrou-se de oferecer um CD-R do próprio a uns tais de Animal Collective. E foi por aí que a coisa começou a esquentar, com muitas atribulações pelo meio, muitas incertezas, concertos que corriam mal, Ariel Pink manteve a sua veia criativa resguardada. Finalmente em 2010 assina com uma label um pouco maior e se permite mostrar o seu trabalho a uma audiência mais alargada, através deste Before Today.
Começo por descrever a minha primeira sensação ao ter esta música a ecoar nos ouvidos: estar a actuar num filme do John Carpenter, ou num qualquer outro filme de anos 80, com aquelas bandas sonoras recheadas de sintetizadores. "Beverly Kills" acho que é o melhor exemplo disto mesmo. Mas ouvindo melhor se calhar até é mais disco dos final anos 70, muito na onda Earth, Wind & Fire. E o estranho é mesmo isto, a cada audição parece uma coisa diferente. Ultrapassada que está a fase da estranheza inicial, encontro-me numa fase de estar com uma vontade constante de descobrir cada pormenor deste álbum. Não sei o que virá a seguir, se enjôo total, se entrada para adoração. Tudo pode acontecer.
Neste preciso momento não estou a conseguir disponibilizar grooveshark, pelo que deixo para já um vídeo e logo que possível o álbum completo.
07 fevereiro 2011
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