Após um verão bastante agitado, dominado por um campeonato do mundo de futebol que nos deixou a todos com um sabor agridoce e, também, por vários festivais que trouxeram grandes nomes aos palcos portugueses, o Altamont definhou como uma pequena planta sem água nem luz, começou a ficar sem rumo e andou alguns meses à deriva sem futuro aparente. Daí, foi imperativo tirar uns dias, fechar portas, arrumar a casa, esclarecer as ideias e partir para um novo ano.
Das ideias que tínhamos e das que opiniões que nos foram chegando, chegámos à conclusão que o blog teria que começar a emagrecer. Tanto a nível visual (demasiado negro), como a nível tecnológico (muito pesado para carregar todos os vídeos e playlists), como ainda a nível de conteúdos, temas e rubricas.
Deste modo, chegámos a estas modificações que vamos adoptar nesta nova vida do blog:
O novo Altamont será constituído por rubricas, umas com dia marcado, outras sem frequência definida.
Rubricas por dia:
2ªf: Agenda da Semana - Apresentaremos os concertos/ bandas que vão actuar essa semana em Portugal.
3ªf: Disco fresco e fofo - Faremos a crítica a discos que tenham saído recentemente no mercado.
4ªf: Roda o Dia - Às quartas o tema é giratório.
5ªf: Disco da semana - Destacaremos, semanalmente, um disco que tenha marcado a redacção do blog.
6ªf: E à 6ª Ele falou - Lançaremos para discussão um tema que seja pertinente em relação à música.
De referir que do vosso lado direito encontrarão a agenda mensal com links para os myspaces das respectivas bandas.
Para comemorar esta nova vida, o altamont.blogspot.com vai realizar, neste sábado, dia 2, uma festinha no bar Mercearia 73, Travessa Fieis de Deus, 73, Bairro Alto. (Flyer em anexo).
Esperamos contar com todos vocês nesta nossa nova encarnação. Obrigado pela fidelidade.
Olha o regresso às aulas! E o regresso dos Nouvelle Vague, desta vez à pala, dos Goldfrapp, Fat Freddy's Drop, Limp Bizkit e Leonard Cohen! Olha os Eels que vêm tocar tanta boa carreira que construiram! E o Jay-Jay Johanson! E os Thieves Like Us! E os Fanfarlo que se estreiam! Setembro é um mês simpático, temos aqui muita e boa oferta. Quer dizer, oferta em termos de opções porque os preços dos bilhetes em nada se parece com "oferta" (tirando lá está, os Nouvelle Vague no Casino Estoril). Este mês de facto podia ser preenchido mas à média de 25 euros o bilhete, há que poupar para outras aventuras para o último trimestre do ano.
Agenda de Setembro
2. Nouvelle Vague - Casino Estoril
2. Fat Freddy's Drop - Coliseu, Lx
4. Soulwax, 2 Many DJ's - Museu Matinha, Lx
7. Fanfarlo - Lux, Lx
10. Jay-Jay Johanson - I.S.Agronomia, Lx
10. Leonard Cohen - Pav.Atlântico, Lx
11. The Veils, Au Revoir Simone - I.S.Agronomia, Lx
11. Irmãos Catita - Maxime, Lx
12. Supertramp - Pav.Atlântico, Lx
14. Limp Bizkit - Pav.Atlântico, Lx
17. Atari Teenage Riot - Hard Club, Porto
19. Eels - Coliseu, Lx
22. Goldfrapp - Coliseu, Lx
23. The Wave Pictures - Santiago Alquimista, Lx
24. The Wave Pictures - Casa da Música, Porto
24. Thieves Like Us - MusicBox, Lx
24. Samuel Úria - Olga Cadaval, Sintra
25. Ena Pá 2000 - Maxime, Lx
25. Samuel Úria - Hard Club, Porto
25. Thieves Like Us - Plano B, Porto
30. Os Golpes - Museu da Marioneta, Lx
Excelente concerto ontem de Kimi Djabaté no Museu do Chiado. Um concerto onde parece que tudo contribuiu a favor, desde o local escolhido (aquele jardim é de facto um mimo, e é de louvar, como o próprio Kimi fez, o Filho Único por nos proporcionar isto), à hora escolhida (é uma pena que não se aproveite mais este horário de verão para concertos assim ao fim da tarde em espaço ao ar livre) e claro, ao músico em questão. Kimi mostrou-se surpreendido por ver o jardim cheio de gente para o ver, mas justificou bem a presença de todos. Simpatia, à vontade (apesar de se dizer nervoso), e acima de tudo sentimento e sabedoria no tocar da guitarra e do balafon foram as armas que usou para nos conquistar, para conseguir colocar todos a cantar palavras que nem sabemos o que significam, e para lhe darmos as merecidas palmas que ele tanto pediu. Penso que terá convencido tanto quem foi à descoberta como quem já o conhecia e quando é assim nada mais há a acrescentar.
Para descobrirem um pouco mais sobre este músico nada como lerem a excelente reportagem/entrevista sobre ele aqui.
Os Wavves, nome de guerra da banda que começou por ser apenas de dois elementos, Nathan Williams e Ryan Ulsh, mas que entretanto cresceu e mudou, após um muito propalado "incidente" no Primavera Sound de 2009, estão de volta aos álbuns. King of the Beach foi lançado no passado dia 3 de Agosto, e aqui vos deixo uma primeira amostra, com a música que dá o título ao álbum.
Segundo as últimas crónicas, parece que os irmãos Robinson se preparam novamente para partir em direcção a caminhos separados. Desta forma, os Black Crowes, banda que esteve inactiva entre 2002 e 2006 vai voltar a gozar de um novo hiato prolongado.
Assim, e em jeito de” despedida” o grupo deixa-nos este “Croweology”, um trabalho ao vivo e em registo unplugged onde passa em revista aos momentos principais da sua carreira. Uma maneira feliz de terminar um casamento miserável. Ou uma espécie de saída do plateau com a sensação de dever cumprido.
Mas nem sempre foi assim. Durante o final da década de 80 e até “Amorica” (1994), os Black Crowes eram uma “máquina bem oleada de puro Rock n Roll”. Com um visual “retro” copiado de uma banda acabada de sair de “Woodstock”, os Crowes eram apontados como dignos sucessores dos Rolling Stones de “Exile” ou da costela mais sulista dos Allman Brothers Band ou Lynyrd Skynyrd.
Um som que agradou imediatamente os puristas do Rock e que se demarcou dos restantes grupos da época. Foi nessa altura que editaram os seus dois melhores trabalhos, aqueles que ainda hoje fazem parte da lista dos melhores discos da década de 90: “Shake Your Money Maker” e “Southern Harmony Musical Companion”. Duas obras imaculadas que convenceram muita gente de que esta banda de Atlanta iria ser das tais a entrarem no panteão dos ”Deuses do Rock” (Zeppelin, Stones, etc).
Infelizmente, a história não quis assim. E a cada novo registo da banda, a qualidade e a força das canções ia esmorecendo. Apesar de “Amorica”, “Three Snakes and One Charm” e “By Your Side” (editados entre 1994 e 1998) não serem maus discos, não passavam da mediania.
Os Crowes ainda tentaram virar a toada em 2001 com “Lions”, mas já era tarde demais. A oportunidade já tinha passado e os anos acumulados de estrada traziam enormes tensões entre os manos Chris e Rich Robinson para o seio do grupo.
Agora eles preparam-se para fazer o mesmo. Embora desta vez sem grande mágoa. “Croweology” traz-nos um best of acústico (formato que lhes assenta bem, mas não satisfaz a 100 %) onde encontramos grandes pérolas do Rock como “Jealous Again”; “Soung Singing” e “Remedy” (talvez a melhor música deles de sempre) e algumas baladas que não envergonham ninguém. É o caso de “Wiser Time”; “She Talks to Angels” e “Thorn in My Pride”.
Pelo meio ainda há uma versão de “She”, um original do malogrado Graham Parsons para tornar as coisas mais interessantes. Enfim, casa arrumada, a banda diz “boa noite” e retira-se com dignidade.
“Croweology” até pode nem ser o último disco de sempre dos Black Crowes, mas se fosse seria uma boa maneira de sair pela porta grande.
Em meados de 1973, após a dissolução da “Mahavishnu Orchestra”, o baterista Billy Cobham lançava-se num desafio a solo. Para tal reuniu nos antigos estúdios de Hendrix “Electric Ladyland” em Nova Iorque uma equipa de “ases” onde pontificavam o seu antigo teclista na Mahvishnu e futuro autor do hit “Miami Vice Theme”, Jan Hammer; o reputado baixista de estúdio Lee Sklar e um então jovem e desconhecido guitarrista do Iowa: Mr. Tommy Bolin!
Juntos, formavam um quarteto imbatível. A química entre os músicos foi tão “especial” que apenas precisaram de dois dias em estúdio (de 14 a 16 de Maio) para gravar um dos ícones do Jazz e em particular do estilo: “Fusão”.
Inspirados pelos talentos de cada um, o grupo liderado por Cobham encaixava o seu “virtuosismo estratosférico” como “peças de um automóvel de alta cilindrada”. Um trabalho de elevado calibre demonstrado em peças como o ultra-rápido “Quadrant 4”. Um tema com uma troca impressionante de solos entre Hammer e Bolin, onde a cumplicidade musical é tanta que muitas vezes não se sabe: o que é a guitarra ou o que são os teclados!
Facto de interesse é que Bolin era o único que não sabia ler nas pautas. Mas o que “faltava em teoria musical”, era recompensado pelo facto de o jovem guitarrista saber tocar os seus harpejos e solos como um Jimi Hendrix disfarçado de John McLaughlin!
A desbunda ou insanidade sonora continua ao som de “Searching for the Right Door”, onde ao quarteto original são acrescentados os talentos da secção de metais composta por Joe Farrell e Jimmy Owens. Uma obra que não está distante das pegadas de Miles Davis de “In a Silent Way”.
Depois de um curto solo de bateria apelidado de “Anxiety”, “os quatro ases” são chamados para uma nova demonstração de força em “Taurian Matador”. Um tema que começa de um modo Funky, mas que depressa passa para (as capazes) mãos quentes de Bolin que entrega aqui alguns dos melhores e mais furiosos solos da sua curta carreira.
Lá mais para diante aparece o longo “Stratus”. O tema que todos os apreciadores de Massive Attack devem conhecer por servir de base (samplerzada) ao tema “Safe from Harm” pertencente ao disco clássico da banda de Bristol: “Blue Lines”. Uma curiosidade que deve ter rendido umas “boas coroas” a Cobham, assim como ressurgimento do tema no jogo de computador: “Grand Theft IV”! Mais uma vez, Bolin não deixa dos seus créditos por mãos alheias e faz deste tema uma autêntica: “festa de efeitos de pedaleira”!
A música mais fora o contexto acaba por ser o melancólico “To the Women of My Life / Le Lis”. A única em que os “ases” não tocam e onde Cobham prefere imprimir uma toada mais acústica e tradicional ao arranjo.
A terminar surge “Red Baron”. Um tema cool, descontraído ideal para se absorver nesta estação balnear. Uma espécie de “Steely Dan” sem os habituais vocais de Donald Fagen e que acaba por conquistar.
Em suma, se não fosse este disco, David Coverdale nunca teria andado desesperado por arranjar um guitarrista capaz de substituir Ritchie Blackmore nos Deep Purple. Se não fosse “Spectrum” talvez Jeff Beck nunca se teria aventurado por ambientes mais Jazz como nos clássicos “Blow by Blow” ou “Wired”. Sem ele, talvez gerações guitarristas e instrumentistas nunca se tivessem interessado pelo Jazz. Ou até mesmo os Massive Attack não fossem “chamados para este filme”.
O que interessa é que para quem gosta de música pela música: “Spectrum” é um tesouro precioso na escola do Rock puramente instrumental!
Ele abriu-se-me com olhos de fundo de cerveja
- never trust’em ico, never trust a single woman in this goddamn world
Na noite anterior, tinha acordado duas vezes com gritos e supostos objectos esvoaçantes, resultado, uma cadeira partida e sangue no chão, sangue na porta, nas paredes.
- never, ico
Eu não estava do lado dele, não estava do lado dela, não estou. Daqui a uns dias vou mudar-me de casa e eles que corrijam a eles próprios ou não, que me interessa a mim?
Ele pôs o seu balde de um galão de pickles debaixo do braço que tinha trazido da suposta “best sandwich joint in this goddamn world”, não eram bem pickles, era um composto avinagrado que é suposto tornar qualquer sandes medíocre numa sandes do caralho, era assim mesmo. Dizia, pôs uma mochila às costas e o seu balde de pickles debaixo do braço e abriu a porta. Olhou para a frente, respirou uma duas três vezes, é como quem diz. Depois deu meia volta e diz-me, estás a ver esse cd aí, sim, é teu.
Bem... não foi bem assim. Mas foi parecido
- always share the music, ico, always share the music.
Não conhecia este tipo chamado Warren Zevon mas gostei e agradeci-lhe por e-mail no dia seguinte. Ele respondeu-me
- Thanks for your kind words. I hope that our paths will cross again
some day. Enjoy Warren - he is a true story teller who tells the
truth. One of my favorites... peace and love. roy
Uma hora depois destas palavras, o mesmo Roy partia o vidro do carro da minha companheira de casa e presumo que definitivamente não volte a meter cá os pés. Eles namoraram durante dois anos.
E pronto. Voltei ao festival Sudoeste, cinco anos depois da última vez que tinha posto o pé em solo festivaleiro alentejano e digo-vos que a experiência foi um todo nada negativa. Primeiro, o tempo que cá estive. Se em 2005 pude ficar durante o festival todo, desta vez só pude estar verdadeiramente durante o primeiro dia, já que no segundo tive que abandonar o recinto durante o concerto de Jamiroquai devido a compromissos profissionais que não este blog.
Não há como negar. O Sudoeste é o festival que tem mais procura. Ano após ano milhares de pessoas programam as suas férias para irem 4 ou 5 dias a este festival perto da Zambujeira do Mar, no entanto quantidade não significa qualidade e, em relação ao sudoeste a quantidade é inversamente proporcional à qualidade. Sendo assim e comparando os festivais de 2005 e 2010 em relação a bandas e a ambiente, o que salta à vista é a constante perda de qualidade em relação aos nomes e, sobretudo, ao alinhamento das bandas por dias e por ordem. Senão vejamos:
O cartaz em 2005 tinha estes nomes: Orquestra Imperial, Oasis, Kasabian, Da Weasel, LCD Soundsystem, Hot Chip, Maximo Park, Devendra Banhart, The Thrills, Donavon Frankenreiter, Humanos, Ben Harper, Underworld, Fatboy Slim, Josh Rouse, Peaches, Athlete, Doves, Dinosaur Jr., entre outros nomes mais vistosos mas com menos qualidade como Korn ou Basement Jaxx.
O cartaz de 2010 apenas continha estes nomes de qualidade: The Very Best, The Flaming Lips, M.I.A., Lykke Li, Jamiroquai, Diabo na Cruz, Friendly Fires, Beirut, Peixe:Avião, Mike Patton's Mondo Cane, Air e Massive Attack.
Outro fenómeno que aconteceu na última década na Zambujeira do Mar. Mais de metade de quem vem para este festival não vem pela música mas sim pelos 4 ou 5 dias de suposta festa. Ora essa festa parece ser para os garotos, ou seja, uma espécie de benesse por parte dos seus pais, que muitas vezes até os acompanham. A média de idades deve ser bastante inferior a 22 anos e isso diz muita coisa. Ora, se pouca gente está preocupada com os nomes, até porque o palco Positive Vibes está sempre cheio e ninguém se apercebe quando muda a banda, basta ter uma bandeira da Jamaica e mandar uns beats e está tudo bem, então este festival pode deixar de chamar aquelas 3 ou 4 bandas muito boas pelas quais uma pessoa que realmente gosta de música não quer deixar perder e isso é o que me faz ainda querer, infelizmente, vir a este festival. São bandas desenquadradas deste espírito e que, se soubessem para onde vinham não aceitariam vir.
Pondo aqui os pontos nos is em relação a este festival resta agora fazer a crónica destes dois dias.
Dia 5:
O primeiro dia oficial do Sudoeste (o dia anterior é um dia pré-festival com o nome de recepção ao campista apenas com DJ's) era o dia dos q eu podia assistir que mais me interessava. Primeira desilusão do dia. The Very Best e Flaming Lips tocam quase à mesma hora. Com tanta má banda no cartaz e tinham que fazer isto. Decidi ver Very Best até ao fim e depois correr para Flaming Lips. Não me arrependi. O concerto de Very Best deverá, provavelmente, ter sido um dos pontos altos, não só do palco secundário, como de todo o Sudoeste. Um DJ inglês, um vocalista do Malawi e outro da África do Sul, acompanhados de duas dançarinas também elas inglesas, puseram o público a dançar e a saltar non stop durante cerca de uma hora. O ponto alto surgiu, claro está, na música "Warm Heart of Africa", quando os músicos chamaram ao palco uma dúzia de miúdas para dançar, algumas delas a fazerem as delícias da plateia masculina.
Findo o concerto, ainda vibravam os beats africanos nos meus ouvidos, porém era tempo de ir para pastagens mais étereas e surreais com os acordes dos Flaming Lips. A fazer lembrar um Jim Morrison poeta e arruaceiro, Wayne Coyne, líder da banda de Oklahoma, formada em 1983, tentou pegar pelo público (C'mon, C'mon, C'mon motherfuckers foi repetido até à exaustão) mas aquele sítio não era o indicado para mentes tão pouco receptíveis a este tipo de som. Ao bom estilo dos Pink Floyd, os Lips dão concertos-espectáculo interligando sons, imagens, luzes e adereços criando uma atmosfera muito própria. Mereciam outro sítio em Portugal, certamente.
Em seguida M.I.A., feita mitra, veio dar um concerto cheio de batidas. Foi apenas bom. Algumas músicas dançáveis, outras mais sofríveis. Divertiu-se e fez divertir. Groove Armada fechou a noite no palco principal dando a imagem de que uma banda pode criar bons sons de dança de uma forma orgânica e não apenas com um Apple à frente. O primeiro dia estava acabado, restava apenas a tenda de dança com o Dj Rui Vargas mas isso já não era o meu campeonato. Venha a praia do dia seguinte para acalmar os músculos.
Dia 6: Após um belo dia na praia do Malhão, em Mil fontes, vinha a dúvida, ficar umas horas para ver Lykke Li ou voltar para Lisboa. Fiz a decisão, aparentemente, errada mas valeu a pena pelo grande concerto dado pela musa sueca. Entrando mais tarde no recinto, coisa que não gosto de fazer mas que, motivado pelo cartaz tão fraco, era mandatório, deparo-me com James Morrison no palco principal, alguém que há uns anos pensei vir a ser um bom músico. Puro engano, é apenas mais um menino bonito com alguns temas meio orelhudos. Não acrescenta nada de novo. Passou como entrou, despercebido. No palco secundário estavam os portugueses Nu Soul Family que puseram muita gente a pular. Virgul e seus pares são competentes e com bons ritmos, quase tudo orgânico, seja de louvar. Seguiu-se a bonita e sensual Lykke Li no seu vestidinho preto. Com uma parafernália de instrumentos, a banda sueca deu mostras de bom rock, dançavel na maior parte do tempo, incluindo ainda músicas novas. Outro dos momentos altos deste festival, certamente.
Infelizmente não dava para mais, a volta para Lisboa seria longa e cansativa e Jamiroquai teria que ficar para outras núpcias. Prometia ser um bom concerto para fim de noite, bem regado com umas cervejinhas. Os Orelha Negra certamente também deverão ter finalizado bem a noite neste segundo dia da Herdade da Casa Branca.
Foi este o Sudoeste para mim este ano, com muita, mas muita pena de não ser possível assistir ao concerto de Beirut, mas penso que será um concerto completamente desajustado do sítio onde será realizado. Esperemos por mais concertos do Sr. Zach Condon em Portugal.