A banda do recomendada do dia são os Hockey, banda originária de Portland, EUA, e que lançaram no final de 2009 o seu álbum de estreia Mind Chaos. Têm um rock pop com toques electrónicos. Se isto for suficiente para acharem que merece 4 minutinhos do vosso tempo, cliquem no play.
29 julho 2010
Haken – Aquarius (2010)
Custou, mas foi! Passadas quatro décadas da sua génese e depois de uma longa travessia do deserto, temos de aceitar os factos tal como ele são: o Rock Progressivo está de volta!
E com ele uma nova geração de bandas que apesar de ainda reverenciarem o som dos seus antepassados” dinossauros” (Yes, Genesis, Pink Floyd, King Crimson, etc), dão uma nova leva de “ar fresco” a um movimento que há muito se julgava moribundo ou extinto. É o caso destes londrinos Haken, uma espécie de “Genesis à moda do século XXI”, com pitadas de sangue de metal dos Dream Theater e com alguns laivos pomposos à moda dos Queen ou dos Muse (vai dar exactamente ao mesmo).
Os Haken, formaram em 2007, guiados pela dupla ambiciosa de composição Ross Jennings (voz) e Richard Henshall (guitarra e teclados). A estes juntaram-se depois os talentos de Charles Griffiths (guitarra), Thomas Mclean (baixo); Raymond Hearne (bateria) e Diego Tejeida (teclas). Um sexteto poderoso e que musicalmente gosta de misturar diversos estilos. Com “Aquarius”, o seu lp de estreia, o grupo dá um passo gigantesco rumo a uma carreira a sério.
Claro que não se espera que uma banda destas (cuja maioria dos temas roça a marca dos 10 minutos) venda milhões ou passe na rádio. Mas pelo menos podem ameaçar serem uma banda de “culto”. A música falará por si. Atrevam-se a espreitar o épico “Celestial Elixir”
Quanto a “Aquarius” temos aqui um álbum conceptual que narra a história de uma sereia ameaçada pelo aquecimento global e a progressiva destruição do planeta terra. Segundo o vocalista Ross Jennings “Aquarius” representa no fundo “uma metáfora para as espécies em vias de extinção”.
Preocupações ecológicas à parte, para quem é fã do género progressivo este pode ser bem um dos 20 melhores discos do género da última década. A execução dos músicos é brilhante, a construção dos ambientes e paisagens sonoras é excelente e a apresentação de temas como “Eternal Rain”; “Point of No Return” ou “Drowning in the Pool” fazem-nos pensar que ainda há grandes talentos por aí. Se tiverem os ouvidos apurados e as “antenas bem abertas” escutar este disco pode ser uma experiência bem interessante. Sem mácula.
27 julho 2010
Sun Kil Moon – Admiral Fell Promises (2010)
O Outono ainda vai longe. Mas as melodias mágicas e sonhadoras de Mark Kozelek remetem-nos para uma sensação de frescura, a pensar em dias menos escaldantes. O tonificante certo para se ouvir em noite de céu estrelado (escute-se “Church of the Pines”), apenas com a companhia do vento e da guitarra…
“Admiral Fell Promises” é essencialmente um disco calmo. Em paz consigo próprio. Uma obra quase cinematográfica (pelas sensações que transmite) e que contêm excelentes canções que certamente não envergonhariam um David Sylvian mais visionário; um Neil Young em fase de descoberta criativa de “After the Goldrush” ou até mesmo os ambientes mais soturnos de Tom Waits (se este trocasse o piano pelas cordas de aço).
Editado pela sua “Caldo Verde Records” , Kozelek (mentor dos já extintos Red House Painters) dispensou os habituais músicos que o acompanhavam neste projecto (que foi roubar a sua designação pugilista sul coreano) para se entregar por completo à sua solidão. Uma aventura introspectiva que tem como ponto mais alto a canção “Half Moon Bay”. Se fosse esta canção fosse uma mulher, certamente que seria a mais bela das musas! Inescapável, assim como “Third and Seneca” ou “You Are My Sun”. Canções fáceis de respirar e que quase nos dão uma “alma lavada”.
“The Ocean Beneath me is Loneliness...” canta ele nessa pérola que dá pelo nome de “Australian Winter. As palavras ecoam como se tratassem de pinceladas para retocar um quadro pintado pela guitarra em tons de azul e cinzento.
Com este “Admiral Fell Promises”, Kozelek regressa ao seu patamar mais criativo e gera um dos melhores trabalhos que a Folk poderia contemplar para 2010. Brilhante, soturno, contemplativo. Este é o som para nos abrigarmos do calor do verão, a pensar no outono.
Altamont recomenda: #5
Vem aí novo álbum dos Eels - chega aos escaparates dia 24 de Agosto. Já tem nome - Tomorrow Morning - e é o encerrar de uma trilogia iniciada com Hombre Lobo e que passa também por End Times. Aqui fica um primeiro cheirinho da coisa, com este "Spectacular Girl". A não esquecer que têm encontro marcado com Lisboa no Coliseu a 19 de Setembro!
Enjoy!
25 julho 2010
Arcade Fire - The Suburbs (2010)
Acabou a espera! Agora estou preparado a (re)começar. Eu e estes senhores. Mais de três anos de espera desde o último trabalho de originais é uma espera e tanto, mesmo para os parâmetros de hoje. No entanto, quantidade não é nem nunca foi sinónimo de qualidade, pelo menos para a maioria das bandas e, por vezes, saber esperar pelo acorde certo, pelo tom mais agudo, pela correcta utilização de instrumentos ou apenas pela altura certa, é, com certeza uma virtude e não está ao alcance de qualquer um. A sofreguidão de lançar disco após disco, apenas para se manter na onda e conseguir ganhar mais uns cobres à conta disso, não se lembrando que podem estar a pôr o futuro a médio prazo da banda em risco, ainda é o que move muitas bandas. Algumas aguentam-se, ou melhor, sobrevivem, outras, pura e simplesmente, morrem. R.I.P. Não faziam muita falta também.
Agora o que realmente interessa: Arcade Fire de volta para mais um disco conceptual. Depois dos dramas fúnebres de Funeral, passando pelos pesadelos e visões terríficas de um presente e futuro negro, chega-nos agora as vivências e consequências da vida nos subúrbios, conotativos ou figurativos. O som, esse, não engana. Estamos perante mais um clássico da banda canadiana. Tudo o que ouvimos em discos anteriores, a emoção, o clímax, a catarse, está tudo aqui outra vez. Começando com a música que dá nome ao álbum, "The Suburbs", notamos aqui uma ligeira mudança rítmica no que costumam ser as músicas dos Arcade Fire. A lembrar músicas mais alegres, mais de verão como a altura da edição deste disco. Pura Ironia. Os subúrbios, 50's Style, são uma perversão, uma capa que dissimula muito do que está errado neste mundo, porém quem lá viveu uma vida toda nunca se vai aperceber de nada. Também sempre presentes, estão as angústias do ser e existir em "Modern Man".
A esquizofrenia volta a aparecer em "Empty Room", uma das músicas que vai estar em repeat em muitas rádios, juntamente com a roqueira "Month of May". Ao todo são dezasseis músicas, 60 minutos de música quase ininterrupta que nos leva mais uma vez a esse mundo tão especial e mágico e ao mesmo tempo tão negro e depressivo que vem da cabeça deste grupo canadiano, encabeçado por um dos génios da era moderna da música, Win Butler. Para os Arcade Fire não há musicas para encher chouriço, não há tempos mortos. Há apenas e só, o compromisso com a Música como uma entidade que merece muito respeito e eles têm-no. Estão de parabéns uma vez mais. Alguém esperaria outra coisa?
23 julho 2010
Akron Family - Set 'Em Wild, Set 'Em Free (2009)
"River" foi a primeira música que ouvi deles, já no passado mês de Janeiro, e logo aqui a partilhei. Mas o processo de absorção deste Set 'Em Wild, Set 'Em Free foi estranho, na medida em que as músicas iam aparecendo no shuffle, e eu quase sem dar por isso fui sendo levado, música a música, até um dia aperceber-me de que havia ali qualquer coisa e ter tomado a iniciativa de ouvi-lo do início ao fim. Foi o mote para passar do ponto de deslumbramento inicial a cada música que entrava ao ponto de "Porra, isto é um granda álbum tenho que escrever no Altamont". Ainda passei um tempo com o álbum por aqui a marinar, mas depois de ter incluído uma música dos Akron Family na mais recente playlist, senti que era chegado o momento. Vamos portanto a isso, sem mais demoras e para começo de conversa tenho a dizer Porra, isto é um granda álbum! É um álbum do tamanho do mundo, na medida em que parecem aqui caber vários ritmos, desde o funk, a hard rock, gospel, folk, free jazz, soul, you name it. E isto acontece dentro das próprias músicas, sendo "Gravelly Mountains of the Moon", música lá para o meio do álbum, a melhor amostra disso mesmo. Começa com uma simples flauta, depois uma voz calminha, vão entrando mais instrumentos aos poucos, mais vozes, e depois guitarras com riffs pesados, a mudar todo o cenário criado até então. Entramos então em regime de free jazz, improvisação total, delírio, até ao retorno à calmia inicial. Esta parece ser a fórmula secreta dos Akron Family - a improvisação levada ao extremo, que é utilizada em várias músicas onde de repente muda a estrutura da música, muda o ritmo mudam os instrumentos utilizados e o caos se instala. "Everyone is Guilty" é também um exemplo revelador disto mesmo, e para além disso é a música de abertura e uma das principais responsáveis por todo este entusiasmo. Mas que fique claro que eles também são capazes de músicas mais contidas, mais arrumadas, como é o caso de "The Alps & Their Orange Evergreen" e "Set'em Free Pt.1", onde se destacam as guitarras acústicas e a consequente criação de um ambiente mais pacífico, mais cozy. E não podia deixar de realçar também as 2 músicas finais, "Sun Will Shine" e "Last Year", ambas em tom esperançoso, que vêm aí melhores tempos com um perfume de gospel deveras interessante. Não têm mais nada a fazer senão experimentar! Parece-me certo que é dos melhores álbuns que adicionei ao iTunes este ano.
PS - no post anterior com os Akron digo, à boca cheia, que estariam por cá em tempo de festivais. Puro engano meu e ainda bem - merecem um concerto em nome próprio na Aula Magna quanto antes!
Stevie Wonder - Innervisions (1973)
Aos 22 anos de idade e depois da edição de “Talking Book” (em 1972), se o autor de “Superstition” não tivesse feito mais nada na vida, decerto que já mereceria o seu lugar na história! Nesta altura do campeonato…a Funk, a Soul, o Reggae, o Rock, a Pop e o Jazz não eram meros lugares comuns ou simples linguagens musicais, eles eram “a magia” de Stevie Wonder!
Artista com contrato discográfico desde os 12 anos, “Little Stevie” (como era conhecido) era a par dos Jacksons uma das caras mais famosas da lendária casa da soul, a “Motown”. Cedo se destacou como um prodígio quer da interpretação, quer da composição. Mas ao inicio da década de 70, Stevie deixava de ser o “little” e apostou “crescer” em toda a plenitude. Renegociou o seu contrato com a Motown (algo inédito e ousado à época) e passou ter 100% controlo criativo.
Os resultados não se fizeram por esperar e em 1971 editou “Musico of My Mind”, um disco que não foi um sucesso comercial fora do então denominado “Black Album Charts”, mas que dava algumas primeiras pistas (brilhantes) do que viria a seguir. Cada vez mais ambicioso, editou no ano seguinte o clássico: “Talking Book”. Aliado a uma digressão (a fazer as primeiras partes) dos Rolling Stones fez com que Wonder conquistasse pela primeira vez o público Rock. O que equivale a dizer: os brancos!
Wonder não só quebrava as barreiras raciais (algo que Jimi Hendrix tinha tentado, mas nunca tinha conseguido), como acabava com o mito de que os grupos da Motown, ou “R n B” nunca conseguiriam sair do tradicional circuito da comunidade negra.
Foi neste ambiente favorável que começaram os trabalhos em “Innervisions”. Um disco que levaria ainda mais longe o nome de Stevie Wonder. Uma obra ainda mais equilibrada que a sua predecessora e que se escuta do principio ao fim: sem mácula! Vê-se que Mr. Wonder continuava em plena progressão pela sua “montanha musical”. Há aqui uma relevância no controlo e “masterização” dos sintetizadores (“Too High”) e uma refinação apurada do som de estúdio (“Visions”). Inovações tecnológicas que nem aos olhos dele escapavam…
Mas é no capítulo das letras onde se nota mais a mudança de Wonder. É aqui os seus primeiros trabalhos sobre os problemas sociais da vida quotidiana (“Jesus Children of America”), sobretudo da descriminação racial (a mini-ópera Funk, “Living for the City”). Neste rol de críticas há também um ataque satírico a Richard Nixon , com o excelente “He's Misstra Know-It-All”.
Mas não se julgue que “Innervisions” é eminentemente político. Há aqui grandes canções descomprometedoras como o Funk-Rock de “Higher Ground”; a balda soul de “Golden Lady” ou o quase latino “Don´t You Worry ´bout a Thing”.
Editado a 3 de Agosto de 73, o disco ficou selado por enorme sucesso comercial. Pena foi que passados três dias, Stevie Wonder tivesse envolvido num aparatoso desastre de automóvel que quase lhe ia ceifando a vida. Além de ter ficado em coma mais de 10 dias, o músico perdeu parte do sentido do olfacto e temporariamente o paladar. Nada que o demovesse na sua cruzada musical. Após alguns (penosos) meses de recuperação voltou aos palcos e aos estúdios. Esta é uma verdadeira saga de resistência e espírito de sacrifício. Com ele vale tudo: pela música!
Artista com contrato discográfico desde os 12 anos, “Little Stevie” (como era conhecido) era a par dos Jacksons uma das caras mais famosas da lendária casa da soul, a “Motown”. Cedo se destacou como um prodígio quer da interpretação, quer da composição. Mas ao inicio da década de 70, Stevie deixava de ser o “little” e apostou “crescer” em toda a plenitude. Renegociou o seu contrato com a Motown (algo inédito e ousado à época) e passou ter 100% controlo criativo.
Os resultados não se fizeram por esperar e em 1971 editou “Musico of My Mind”, um disco que não foi um sucesso comercial fora do então denominado “Black Album Charts”, mas que dava algumas primeiras pistas (brilhantes) do que viria a seguir. Cada vez mais ambicioso, editou no ano seguinte o clássico: “Talking Book”. Aliado a uma digressão (a fazer as primeiras partes) dos Rolling Stones fez com que Wonder conquistasse pela primeira vez o público Rock. O que equivale a dizer: os brancos!
Wonder não só quebrava as barreiras raciais (algo que Jimi Hendrix tinha tentado, mas nunca tinha conseguido), como acabava com o mito de que os grupos da Motown, ou “R n B” nunca conseguiriam sair do tradicional circuito da comunidade negra.
Foi neste ambiente favorável que começaram os trabalhos em “Innervisions”. Um disco que levaria ainda mais longe o nome de Stevie Wonder. Uma obra ainda mais equilibrada que a sua predecessora e que se escuta do principio ao fim: sem mácula! Vê-se que Mr. Wonder continuava em plena progressão pela sua “montanha musical”. Há aqui uma relevância no controlo e “masterização” dos sintetizadores (“Too High”) e uma refinação apurada do som de estúdio (“Visions”). Inovações tecnológicas que nem aos olhos dele escapavam…
Mas é no capítulo das letras onde se nota mais a mudança de Wonder. É aqui os seus primeiros trabalhos sobre os problemas sociais da vida quotidiana (“Jesus Children of America”), sobretudo da descriminação racial (a mini-ópera Funk, “Living for the City”). Neste rol de críticas há também um ataque satírico a Richard Nixon , com o excelente “He's Misstra Know-It-All”.
Mas não se julgue que “Innervisions” é eminentemente político. Há aqui grandes canções descomprometedoras como o Funk-Rock de “Higher Ground”; a balda soul de “Golden Lady” ou o quase latino “Don´t You Worry ´bout a Thing”.
Editado a 3 de Agosto de 73, o disco ficou selado por enorme sucesso comercial. Pena foi que passados três dias, Stevie Wonder tivesse envolvido num aparatoso desastre de automóvel que quase lhe ia ceifando a vida. Além de ter ficado em coma mais de 10 dias, o músico perdeu parte do sentido do olfacto e temporariamente o paladar. Nada que o demovesse na sua cruzada musical. Após alguns (penosos) meses de recuperação voltou aos palcos e aos estúdios. Esta é uma verdadeira saga de resistência e espírito de sacrifício. Com ele vale tudo: pela música!
21 julho 2010
T. Rex – Electric Warrior (1971)
Em 1971, nada podia correr mal para o mercúrio Marc Bolan. Com a saída deste “Electric Warrior”, os T-Rex eram considerados o maior grupo do Reino Unido, pelo menos no que tocava ao número de presenças no top de singles. Tudo graças às suas mini-sinfonias pop talhadas à medida de sonhos adolescentes imberbes e a imagem decadente, própria das estrelas do então denominado: “Glam Rock”!
Depois de alguns anos na sombra com os Tyrannosaurus Rex, (uma banda simpática que praticava um Folk Psicadélico razoável, mas que não ia a lado nenhum), Bolan fartou-se de “dar música” aos hippies em álbuns experimentais como “My People Were Fair and Had Sky in Their Hair... But Now They're Content to Wear Stars on Their Brows” ou “Prophets, Seers & Sages: The Angels of the Ages”, para se dedicar em pleno ao Rock n Roll.
Juntamente com o percussionista Mickey Finn, Bolan “electrificou” a banda, acrescentou-lhe uma secção rítmica (Steve Currie e Bill Legend), encurtou-lhe o nome e fez à “estrada”!
Graças ao single “Ride a White Swan”, editado em meados de 70, os T-Rex passaram de uma mera banda underground para “algo” do qual os Beatles andaram a fugir durante toda a sua existência: da histeria das massas!
Ao contrário dos Fab, os T-Rex estenderam os braços e receberam de “peito aberto”a sua nova amiga:“Fama”! Ainda sem a concorrência de Bowie (o fenómeno Ziggy ainda estava a um ano de distãncia), Bolan não tinha praticamente concorrência quando saiu “Electric Warrior”.
Produzido pelo reputado Tony Visconti (que mais tarde também iria desempenhar um papel na carreira de Bowie), “Warrior” é acima de tudo uma colecção de singles com algumas ideias eficazes á mistura. Dele fazem parte uma boa quota dos grandes sucessos de Bolan. Cá estão: a etérea balada “Cosmic Dancer”; o boogie-woogie de “Jeepster” e o inescapável “Get it On (Bang a Gong)”. Este último, o único sucesso que Bolan teve no lado de lá do Atlântico. Ainda hoje quando se fala nos T-Rex, os americanos têm mais ou menos este tipo de reacção: “T-Rex não conheço? ahhh é o tipo do Bang a Gong!”
Para mal dos pecados de Bolan e com a sua Inglaterra “demasiado pequena para os seus tacões”, os T-Rex nunca passaram da “cepa torta” no apetecível mercado do Tio Sam. Facto que contribuiu (em muito) para o desgaste rápido dos T-Rex, que em poucos anos viram a sua carreira e os êxitos deslizarem água abaixo.
Depois de alguns anos na sombra com os Tyrannosaurus Rex, (uma banda simpática que praticava um Folk Psicadélico razoável, mas que não ia a lado nenhum), Bolan fartou-se de “dar música” aos hippies em álbuns experimentais como “My People Were Fair and Had Sky in Their Hair... But Now They're Content to Wear Stars on Their Brows” ou “Prophets, Seers & Sages: The Angels of the Ages”, para se dedicar em pleno ao Rock n Roll.
Juntamente com o percussionista Mickey Finn, Bolan “electrificou” a banda, acrescentou-lhe uma secção rítmica (Steve Currie e Bill Legend), encurtou-lhe o nome e fez à “estrada”!
Graças ao single “Ride a White Swan”, editado em meados de 70, os T-Rex passaram de uma mera banda underground para “algo” do qual os Beatles andaram a fugir durante toda a sua existência: da histeria das massas!
Ao contrário dos Fab, os T-Rex estenderam os braços e receberam de “peito aberto”a sua nova amiga:“Fama”! Ainda sem a concorrência de Bowie (o fenómeno Ziggy ainda estava a um ano de distãncia), Bolan não tinha praticamente concorrência quando saiu “Electric Warrior”.
Produzido pelo reputado Tony Visconti (que mais tarde também iria desempenhar um papel na carreira de Bowie), “Warrior” é acima de tudo uma colecção de singles com algumas ideias eficazes á mistura. Dele fazem parte uma boa quota dos grandes sucessos de Bolan. Cá estão: a etérea balada “Cosmic Dancer”; o boogie-woogie de “Jeepster” e o inescapável “Get it On (Bang a Gong)”. Este último, o único sucesso que Bolan teve no lado de lá do Atlântico. Ainda hoje quando se fala nos T-Rex, os americanos têm mais ou menos este tipo de reacção: “T-Rex não conheço? ahhh é o tipo do Bang a Gong!”
Para mal dos pecados de Bolan e com a sua Inglaterra “demasiado pequena para os seus tacões”, os T-Rex nunca passaram da “cepa torta” no apetecível mercado do Tio Sam. Facto que contribuiu (em muito) para o desgaste rápido dos T-Rex, que em poucos anos viram a sua carreira e os êxitos deslizarem água abaixo.
iLex Caran D'Ache Playlist 21.07.10
Aqui ao lado deixo a inspiração para a playlist desta semana - esta maravilhosa caixa de lápis Caran D'Ache, que fez as minhas delícias nos bons velhos tempos de início de escolaridade. E como tenho a certeza de não ser o único a quem este objecto traz boas memórias, nada como juntar o útil ao agradável e dedicar uma das brincadeiras de juntar músicas que para aqui faço a esses tempos.
O processo foi simples - uma música de arranque e depois uma para cada um deste lápis, como que a abrir uma caixa nova e a experimentar os lápis um por um. Foi um processo complicado pois há cores com mais do que 3/4 músicas boas, mas esta foi a minha selecção neste momento. Hope you enjoy it!
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