27 fevereiro 2010
iLex Hora do Bolo 13.02.2010
Já disponível para audição aqui no blog a minha Hora do Bolo que passou na Radar há quinze dias atrás. Está na barra ao lado, é só clicar no play. Quem tiver ouvido pode sempre repetir, quem não o tiver feito tem obrigatoriamente de o fazer se quiser continuar a poder ser considerado meu amigo/a. Vou fazer t-shirts a dizer "Eu ouvi a Hora do Bolo do Alex" e distribuir a quem me provar que o fez. Tenho para aqui mais umas coisas para partilhar, nomeadamente link para blog Radar com o momento e playlist escolhida por mim. Saliento que muitas ficaram de fora, mas fazer só 1 hora é muito complicado. Acho que era capaz de fazer pelo menos mais uma 50 com a mesma qualidade que esta, mas esta foi a que aconteceu.
- The Beach Boys - "God Only Knows"
- The Strokes - "I Can't Win"
- The Doors - "Been Down So Long"
- The Velvet Underground - "Heroin"
- Les Savy Fav - "Raging In The Plague Age"
- Pearl Jam - "Lukin"
- Joy Division - "Disorder"
- The Vaselines - "Son Of A Gun"
- Arcade Fire - "Five Years (Live @ First Avenue)"
- TV On The Radio - "Province"
- Radiohead - "Black Star"
- Silver Jews - "Punks In The Beerlight"
- Broken Social Scene - "Superconnected"
- Marcelo Camelo - "Liberdade"
- Beirut - "Nantes"
26 fevereiro 2010
25 fevereiro 2010
Simon & Garfunkel - Bridge Over Troubled Water (1970)
Há momentos em que certos discos nos atingem de uma maneira que até aí não tinham feito. Por vezes, por mais audições que tentemos fazer o álbum simplesmente não entra da forma adequada. Este Bridge Over Troubled Water é exemplo disso mesmo. Por várias vezes o tinha ouvido mas sem nunca ter tomado a devida atenção ao disco em si e às músicas que continha. Após uma audição com o cenário do Rio de Janeiro como pano de fundo e estando a dever umas largas horas à cama consegui, não sei como, ver-lhe todo o potencial.O disco é simplesmente...Perfeito.Onze músicas de diferentes texturas e tons fazem um mosaico para todo o tipo de sensações e espíritos.
Seja na instrospectiva música que dá o título ao disco, seja nas alegres "Cecilia" ou "Keep the Costumer Satisfied",na "Baby Driver", inspirada nos Beach Boys, nas pujantes "The Boxer" ou "The Only Living Boy in New York" ou ainda nas adaptações em "El Condor Pasa (If I Could)" e "Bye Bye Love". Este disco contêm do que melhor que a dupla fez e, curiosamente, acabou por ser o seu último disco como parelha. A dedicação a este disco consumiu-os de tal forma que a separação de uma das melhores duplas de sempre do pop/rock acabou por se tornar inevitável. Os laços foram reatados poucos anos depois mas a dupla não mais voltou a gravar discos de originais. Com o fim da conturbada década de 60, a juventude, confusa, inquieta e sem saber que futuro a aguardaria, agarrou neste disco e encontrou um companheiro e confidente. Há uns dias, eu também...
Relacionado #44
Vindos do Ohio, aqui fica mais um exemplo do já popular Drone Rock. Chamam-se Teengirl Fantasy e começam a dar nas vistas. Aqui fica "Portofino".
23 fevereiro 2010
Radiohead - OK Computer (1997)
O atraso relativo à publicação deste post, que já deveria ter saído a semana passada, deve-se única e exclusivamente a um factor - insegurança pessoal. É que só chegado a este ponto é que me apercebi no sarilho que me estava a meter, dada a dificuldade inerente a falar sobre "Ok Computer". O que dizer de diferente, de original, sobre um álbum que é vangloriado por uma larga secção de críticos (profissionais e não profissionais) como um dos melhores de sempre, a perfeição musical dos nineties, o auge do rock, 10/10, e outras coisas que tal? Missão complicada. Faz-me questionar a necessidade de andarmos para aqui a debitar palavras sobre algo que vale por si só - a música, e como o mais importante disto tudo é mesmo termos aqui em baixo uma barra que com um simples click permite entrar nesse mundo único. Thom Yorke, em oposição aos álbuns anteriores mais introspectivos, optou agora por levantar a cabeça e olhar à sua volta, e relata aqui o que encontrou - um mundo que para mim se encontra descrito na perfeição em "Fitter Happier". Um mundo onde o consumismo tomou conta da mente humana, onde os airbags salvam vidas, onde as pessoas preferem o conforto e uma vida sem surpresas, onde se perdem horas de vida em transportes e só umas asas podem resolver o problema. Onde as variações de ritmo e velocidade ocorrem constantemente, tal como as guitarras em "Paranoid Android". Onde as pessoas procuram respostas na sorte e no azar, nos deuses, em tudo, menos em si próprios, e como tal estão sujeitos a serem encontrados por uma "Karma Police". Onde até há quem queira ser adoptado por extraterrestes. Onde é melhor manter as crianças sempre fechadas em segurança, mesmo que a trepar as paredes. Mas principalmente, onde é preciso "slow down". "Idiot, slow down" diz-nos a música que termina o álbum. E é no fundo a grande conclusão a tirar após saírmos desse mundo e voltarmos ao nosso. Que no fundo, nem é muito diferente...Carreguem no play e deixem-se embrenhar. Desde a semana passada que o álbum teve alta rotatividade no iPod, em modo de preparação para este post, e foi bom sentir que no fundo, ele sempre esteve cá dentro. E parece-me que sempre estará.
Talvez Relacionado #40
Tenho andado numa onda mais rock puro e menos indie. E o que quer isto dizer? Que o iPod tem sido dominado por duas bandas Pavement e Sonic Youth, pelo que é o que tenho para partilhar convosco hoje. Primeiro Pavement com "Trigger Cut/Wounded-Kite At :17", do álbum Slanted & Enchanted, seguido mais abaixo por Sonic Youth com "Dirty Boots", do álbum Goo.
Enjoy!
Enjoy!
22 fevereiro 2010
US Girls + Real Estate - ZDB - 19.02.10

À entrada para este concerto, e enquanto mostrava os bilhetes para entrar, o mesmo porteiro que me permitiu passagem barrava 5/6 pessoas derivado de estar lotação esgotada. Fiquei algo surpreendido com este facto, afinal de contas os Real Estate são uma banda bastante recente, tendo lançado o seu primeiro álbum no final do ano passado, mas serve para provar que temos público que está ao corrente do que se passa no mundo da música.
Subindo as escadas, passando o bar e o pequeno pátio, começamos a ouvir uns sons estranhos. Um arranhar de um qualquer instrumento, uns berros, mas ninguém no palco. Pensava eu. Estava lá agachada, à volta de uma caixinha de música e agarrada ao microfone não as, mas a U.S. Girls. Uma banda de elemento só que muito berrou ao microfone, muito mexeu na sua caixinha, mas espremendo bem a coisa, a meu ver pouco sumo de lá saiu.
Subindo as escadas, passando o bar e o pequeno pátio, começamos a ouvir uns sons estranhos. Um arranhar de um qualquer instrumento, uns berros, mas ninguém no palco. Pensava eu. Estava lá agachada, à volta de uma caixinha de música e agarrada ao microfone não as, mas a U.S. Girls. Uma banda de elemento só que muito berrou ao microfone, muito mexeu na sua caixinha, mas espremendo bem a coisa, a meu ver pouco sumo de lá saiu.
Quando os Real Estate subiram ao palco já o espaço era diminuto para os nossos braços, quanto mais para tentarmos acompanhar o ritmo da banda. A sua "onda" que é descrita pela wikipedia como "psychedelic surf pop", começou numa toada calma, à medida do que é o seu album homónimo, mas que pensei que ao vivo fosse um pouco mais animado. Alguma interacção com o público, constantando o facto de serem de New Jersey, de aquela ser a última noite da tour europeia, pedindo até voluntários para lhes dar um tour de Lisboa. E depois lá arrancavam com mais uma música, embalando o público. O melhor para mim foi mesmo o final. Na última música e nas duas do encore a energia subiu um pouco mais, quiçá pelo sentir que se aproximava mesmo o final da tour, e puxaram um pouco mais pelas guitarras e o ritmo foi mais animado. "Fake Blues", a música que vos deixo aqui abaixo, foi para mim o ponto alto do concerto que foi engraçado de ver e ouvir, mas do qual senti que poderiam ter dado um pouco mais. E a modos que é isto.
Relacionado #43
Cinco anos após o lançamento do seu último álbum, os Broken Social Scene estão de volta. World Sick é o primeiro single a ser extraído do seu mais recente trabalho, Forgiveness Rock Record, a ser editado em maio.
Subscrever:
Mensagens (Atom)