22 janeiro 2010

Bande A Part: Radiohead #1

Ando a prometer ao administrador deste blog fazer um artigo de fundo aqui no blog e parece-me que está na altura de lançar mãos à obra. A premissa é muito simples mas seguramente polémica, e como tal estou a aguardar comentários inflamados, lutas de ideiais, visões distintas. Mas é disto que também se alimenta um blog, e este não é excepção, portanto acho que os leitores também esperam isto de nós. Não esperem é telenovelas. Cá vai:

"Os Radiohead são os Beatles da nossa geração."

De forma a suportar esta forte afirmação, irei aqui no Altamont, ao longo de algumas semanas, analisar toda a obra dos Radiohead, álbum a álbum. Tenho como meu objectivo pessoal convencer pelo menos 2 pessoas que assim é e conseguir não ser agredido fisicamente pelos que discordam. Para já deixo aqui um vídeo de 1 hora (!) com os Radiohead, numa sessão chamada From the Basement feita na altura do lançamento do último álbum "In Rainbows", mas que contem também algumas músicas de álbuns anteriores. É algo de extraordinário, é o que vos digo. Tem qualidade suficiente para ser visto em Full Screen, mas como compreendo que possa ser dificil a algumas pessoas, experimentem pelo menos colocar no play e fazerem outra coisa qualquer. Porque no fundo, it's all about the music.



Tracklist:

Weird Fishes/Arpeggi; 15 Step; Bodysnatchers; Nude; The Gloaming; Myxomatosis; House Of Cards; Bangers and Mash; Optimistic; Reckoner; Videotape; Where I End And You Begin; All I Need; Go Slowly.

Relacionado #31

FREE ENERGY
De Filadélfia nem sempre o que vem é queijo fundido. Por vezes, também bom som lá surge e estes Free Energy são um bom exemplo. Mais afastados da onda Indie que, naturalmente, assola a música de hoje em dia, o grupo norte-americano vai beber inspiração em bandas como Thin Lizzy, Cheap Trick ou Fleetwood Mac. Os Free Energy fazem parte da editora DFA, sendo que o seu primeiro disco foi produzido por James Murphy dos LCD Soundsystem. Aqui fica "Free Energy".


21 janeiro 2010

Talvez Relacionado #35

É sempre uma maravilha ficar uns tempo sem ir à Blogotheque, chegar mesmo próximo ao limite de me esquecer que existe, e depois um belo dia "Deixa ver o que há lá de novo" e deslumbrar-me com as novidades. É das coisas mais seguras que conheço - há sempre algo com qualidade à nossa disposição! Hoje aconteceu-me isto mesmo - e como tal quero aqui colocar também à disposição dos assíduos leitores deste blog esta pequena maravilha com os The Antlers. Já tinha feito a avalição ao seu álbum "Hospice" aqui, mas não podia deixar de complementar com estas pérolas, filmadas em Paris, o primeiro ("Shiva") numa loja de brinquedos e a segunda ("Two"/"Epilogue") num bar, mas no qual a música é tocada num quarto dos fundos do mesmo. Sem mais palavras, os vídeos. E a música. Uma excelente conjugação dos dois.

Enjoy!

Talvez Relacionado #34

Uma música que apareceu do nada, a meio do filme que visualizei ontem e me deixou de tal forma curioso que tive que ir à procura. Encontrei, gostei mesmo e resolvi partilhar. E foi isto. Abaixo, ao clicarem no botão do play começará a ecoar nas vossas colunas ou fones a voz e guitarra com toques de blues de Turner Cody, com "Corner of My Room". Se vos deixar curiosos podem consultar o myspace para ouvir mais músicas.

The Rising Sun Experience - Musicbox - 20.01.10

Os anos 90 foram passear aos 70s e o resultado é...Esquisito. Esta podia muito bem ser a síntese desta banda pelo que se viu neste concerto de hoje. Já aqui referenciados no blog, este sexteto oriundo de Lisboa mostra grande vontade mas o resultado final é apenas satisfatório. Uma mistura entre Grunge e Hard Rock é estranha e nem sempre funciona muito bem. Isto tudo apesar de terem bons músicos, especialmente o guitarrista Nuno Cardinho e terem um vocalista com grande voz, mas mais numa onda anos noventa, Stone Temple Pilots. A verdade é que P.A. do musicbox não é fenomenal e o som sai muito compacto, no entanto o som psicadélico fica muito aquém do prometido e o que tivemos foi apenas um bom som Hard Rock. Nota-se uma tentativa dos Rising Sun Experience de não fazer um som mais do mesmo, porém nem sempre dá para misturar vários géneros. Quando encontrarem um melhor equilíbrio entre estilos musicais, poderão fazer melhor.


20 janeiro 2010

Muse - Showbiz (1999)

“I have played in every toilet
but you still want to spoil it
to prove i’ve made a big mistake”
Muscle Museum

Em 1999 andava a ouvir como um louco o Ok Computer dos Radiohead – chegou-me tarde mas chegou-me para ficar rendido. E na mesma altura num zapping pelos canais de música que a parabólica me deixava curtir, dou por mim a ouvir e ver um videoclip daqueles. Foi como um soco no estômago: velhos, novos, gajas boas, gajos pintas, todos eles sorrisos e todos eles choros enquanto avançava uma lenga-lenga na guitarra suportada por um baixo saltitante. Era a "Muscle Museum" do álbum Showbiz dos Muse. E tudo aquilo me soava a Bends e a Radiohead. Comprei o CD e devorei-o até ficar com uma congestão. Sabia-me a Tom Yorke com uns temperos – ainda agora os Muse mantêm esse registo (acho), mas queria sempre mais. E este Showbiz, a estreia dos Muse, tem momentos sublimes, como a "Muscle Museum" ou a "Falling Down" – e nesta o Bellamy consegue cantar como o Jeff Buckley sobre uma chave básica de blues. Não há como não nos rendermos à voz dele. E não há como não nos rendermos à "Unintended", a balada das baladas de uma banda que era indie e que foi puxada para o mainstream porque mereceu. E não fizeram cedências pelo caminho. Apenas apostaram em tornar-se maiores, pujantes, operáticos.


Elton John - Madman Across The Water (1971)

Sim, eu sei - é Elton John. Mas não é o Elton John da Nikita ou o do Lion King. Este é o Elton John da Tiny Dancer. Sim, eu sei – a música do Almost Famous. E, sim, também eu sei – é uma música fácil. Porque é orelhuda, porque segue o esquema clássico para um hit pop que nunca chegou a ser. Mas, digo eu, também é uma grande canção. E é esta Tiny Dancer que abre o Madman Across The Water de 1971, o quarto álbum de Elton John, o pior classificado do inglês à data. E, vá lá, para sermos justos, o Madman Across The Water não é grande coisa. Não fosse a Tiny Dancer e eu provavelmente nem me daria o trabalho de ouvir o que resta do álbum. Que me parece não saber para onde ir – do piano à guitarra acústica, das melodias “larger than life” a algumas piroseiras ao estilo Lionel Ritchie. Mas, ainda assim, safa-se bem: a Levon é uma boa música, tal como a Goodbye, que fecha o disco com o Elton ao seu melhor estilo: ele, com o piano dele, as progressões dele, com a voz dele e as letras do Taupin. Tem também a Holiday Inn, com um banjo a acompanhar o teclado e um refrão daqueles que ficam: “Slow Down John”. E a Madman Across The Water, que dá o título ao álbum e que não é nada má – o refrão, lá está, entra no ouvido e a orquestração ajuda-o a lá manter…
Bom, se calhar fui injusto quando disse que não era grande coisa. O Elton dos 70’s era um mestre na construção melódica, com uma voz e um instinto brutais e pouco dado às mariquices (sem ofensa) da diva que se viria a tornar. Para Axl Rose, Elton é a sua música clássica. Para mim, é um dos grandes compositores do século XX.

Relacionado #30

CATE LE BON
A Folk alternativa cada vez mais começa a dar as suas cartas e, até, a ganhar folêgo em relação ao indie rock. Senão vejamos os mais recentes casos: Fleet Foxes, Vetiver, Akron/Family, Real Estate ou Devendra Banhart. Uma das mais recentes descobertas vem de uma voz feminina, Cate Le Bon. Esta irlandesa merece perder alguns minutos a escutar as suas canções. Aqui fica "Me Oh My".

19 janeiro 2010

Relacionado #29

Da colaboração entre a filha de Serge Gainsbourg, Charlotte e Beck surge um disco de originais de seu nome IRM que é editado hoje no resto do mundo, pois já tinha sido em França. Aqui fica, então, o primeiro single extraído desse disco "Heaven Can Wait". Promete.