13 janeiro 2010

Relacionado #25


O altamont.blogspot.com deixa-vos hoje, dia 13, uma amostra de uma banda que ainda vai dar que falar. Chamam-se Real Estate e vão estar na ZDB dia 19 de Fevereiro. Melhor correrem para comprar o bilhete pois se os XX esgotam em poucos dias para um concerto na Aula Magna, estes norte-americanos de New Jersey poderão também ficar indisponíveis em pouco tempo. Porém também irão estar presentes no Plano B no Porto dia 16 e no Vela Latina em Coimbra dia 17.

12 janeiro 2010

Hootenanny - Ciclo de Blues na Culturgest (30 Janeiro - 5 Fevereiro)

Trata-se de um ciclo de cinema e música em torno das origens do blues. Deverá interessar a quem se interesse tanto pela história como pela música. Há concertos, há palestras, há filmes.
Em baixo a transcrição da apresentação do programa, disponível no site da culturgest.
E mais em baixo ainda uns links de vídeos de alguns músicos que resistiram até aos anos 60, tendo assim a oportunidade de serem filmados já com cabelos brancos ou sem nenhuns. Nos anos 20 ninguém ia gastar película para filmar pretos, não é??

Tecnicamente, trata-se de uma estrutura musical de doze compassos divididos em três frases de quatro compassos que se organizam em torno de três acordes (tónica, subdominante, dominante) alternando a voz ou o instrumento segundo um esquema AAB marcado pela alteração da terceira e sétima nota da escala diatónica (notas blue) cuja origem é habitualmente atribuída à influências das escalas pentatónicas africanas.
Pode ser assim ou não exactamente assim, porque nos blues o essencial são os intérpretes.
Os blues têm uma data de nascimento oficial: 14 de Fevereiro de 1929, quando a editora discográfica Okeh lançou um disco de Mamie Smith com um tema intitulado Crazy Blues. Passou-se isto em Nova Iorque, mas toda a gente está de acordo que os blues se formaram antes, ao longo do século XIX, entre a população negra dos estados do Sul, com destaque para o delta do Mississipi, a que o musicólogo Alan Lomax chama «a terra onde os blues começaram».
Foi também a Lomax que o cantor de blues Leadbelly explicou: «Quando lá pela noite dentro andas dum lado para o outro e nada te deixa contente, faças o que fizeres, então os Velhos Blues apanharam-te».
Em 2009 o Hootenanny foi dedicado a um dos berços da folk branca, as montanhas Apalaches; em 2010 procuraram o que Duke Ellington chamou a «folk music do povo negro», os blues. Começaram no Delta, mas, da Louisiana a Chicago, da pop ao rock, com passagem pela música erudita, são hoje uma influência essencial de toda a música popular, em particular, naturalmente, da que se faz nos Estados Unidos.
Falar-se-á de duas figuras essenciais da história, Josh White e Robert Johnson. Veremos imagens e filmes, ouviremos falar deles, escutaremos a sua música pela voz autorizada de biógrafos: Josh White Jr. e Elijah Wald. Josh White Jr. fará ainda um workshop dedicado à técnica única de guitarra do seu pai. Ouviremos um dos mais prestigiados jovens pianistas de blues, Henry Butler e o grupo do guitarista Corey Harris, um dos mais importantes expoentes da cena de blues actual.
Ouvir-se-á essa estranha e sensual sedução da devil’s music, da música do diabo – dos blues.

Sábado 30
Corey Harris & The Rasta Blues Experience

Segunda 1
Josh White

Terça 2
Josh White Jr

Quarta 3
A propósito de Robert Johnson Cadillac Records

Quinta 4
Elijah Wald

Sexta 5
Henry Butler

Vídeos partilhados pelo ycutube:

Josh White

Pink Anderson

Sleepy John Estes

Son House

Mississippi John Hurt

Skip James

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Os SoulBizness, estão de volta com mais um volume da série Collectables. "Room 108" é o nome do último single da banda nacional e promete agitar as pistas de dança neste ano que agora começa.

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Uma das boas revelações do Festival Paredes de Coura, os Temper Trap têm vindo a crescer ao longo destes últimos meses. Tendo uma honestidade na Pop que os U2 já nem sabem o que é, a banda australiana demonstra, single após single, ter condições para vingar. Aqui fica "Sweet Disposition".

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Nada como Arcade Fire para abrir a pestana pela manhã. Desta feita, no BBC Culture Show, a interpretar o clássico "Guns of Brixton" dos Clash.

Enjoy!

11 janeiro 2010

Paul Simon - Graceland (1986)

No dia em que é editado o novo disco dos Vampire Weekend fica sempre bem não esquecer as principais influências e essas estão a cabo de Paul Simon, mais concretamente com Graceland.
Após os anos dourados da parceria Simon-Garfunkel, cada um seguiu o seu rumo. Art Garfunkel, apesar de ter uma boa voz nunca foi grande letrista, sentindo muito mais dificuldade em ter uma carreira a solo de sucesso. Paul Simon por seu lado começou a sua carreira a solo como tinha acabado a do duo. Em grande. Paul Simon (1972), There Goes Rhymin' Simon (1973) e Still Crazy After These Years (1975) foram grandes marcos na sua carreira que ia de vento em popa. No entanto os anos 80 foram muito duros com o músico nova-iorquino. Um passo em falso com a banda-sonora de One Trick Pony (1980) seguido de um falhanço comercial com Hearts and Bones (1983) começavam a fazer parecer que a luz de Simon estaria a apagar-se. Contudo, contra todas as expectativas, Paul Simon mudou de rumo e foi procurar inspiração a outras paragens. Influenciado por uma música instrumental da banda Boyoyo Boys, "Gumboots", a qual Simon regravou com letras suas, e contando com a ajuda de músicos sul-africanos, Simon cria em Graceland um híbrido de sons que vão desde África à América mais profunda. Os africanismos tão presentes em bandas recentes estavam já todos aqui neste disco. Seja na poética "Diamonds on the Sole of Her Shoes", seja na abstracta "Boy in the Bubble" ou na satírica "I Know What I Know". A música que dá nome ao álbum é o exemplo desse africanismo híbrido que tanto soa a exótico como familiar, tal como "You Can Call Me Al". Em Graceland, Simon voltou à ribalta tanto a nível comercial como, mais importante, a nível musical. Um clássico.

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Uma grande banda sonora para um grande filme.

iFrod Shuffle 11-01-2010

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A semana começa hoje com uma das bandas emergentes para esta década. The Drums, banda norte-americana, originária de Nova Iorque faz lembrar Joy Division num dia solarengo. Deixo-vos aqui com "Let's Go Surfing", primeiro single da banda.