12 janeiro 2010

Relacionado #23


Uma das boas revelações do Festival Paredes de Coura, os Temper Trap têm vindo a crescer ao longo destes últimos meses. Tendo uma honestidade na Pop que os U2 já nem sabem o que é, a banda australiana demonstra, single após single, ter condições para vingar. Aqui fica "Sweet Disposition".

Talvez Relacionado #31

Nada como Arcade Fire para abrir a pestana pela manhã. Desta feita, no BBC Culture Show, a interpretar o clássico "Guns of Brixton" dos Clash.

Enjoy!

11 janeiro 2010

Paul Simon - Graceland (1986)

No dia em que é editado o novo disco dos Vampire Weekend fica sempre bem não esquecer as principais influências e essas estão a cabo de Paul Simon, mais concretamente com Graceland.
Após os anos dourados da parceria Simon-Garfunkel, cada um seguiu o seu rumo. Art Garfunkel, apesar de ter uma boa voz nunca foi grande letrista, sentindo muito mais dificuldade em ter uma carreira a solo de sucesso. Paul Simon por seu lado começou a sua carreira a solo como tinha acabado a do duo. Em grande. Paul Simon (1972), There Goes Rhymin' Simon (1973) e Still Crazy After These Years (1975) foram grandes marcos na sua carreira que ia de vento em popa. No entanto os anos 80 foram muito duros com o músico nova-iorquino. Um passo em falso com a banda-sonora de One Trick Pony (1980) seguido de um falhanço comercial com Hearts and Bones (1983) começavam a fazer parecer que a luz de Simon estaria a apagar-se. Contudo, contra todas as expectativas, Paul Simon mudou de rumo e foi procurar inspiração a outras paragens. Influenciado por uma música instrumental da banda Boyoyo Boys, "Gumboots", a qual Simon regravou com letras suas, e contando com a ajuda de músicos sul-africanos, Simon cria em Graceland um híbrido de sons que vão desde África à América mais profunda. Os africanismos tão presentes em bandas recentes estavam já todos aqui neste disco. Seja na poética "Diamonds on the Sole of Her Shoes", seja na abstracta "Boy in the Bubble" ou na satírica "I Know What I Know". A música que dá nome ao álbum é o exemplo desse africanismo híbrido que tanto soa a exótico como familiar, tal como "You Can Call Me Al". Em Graceland, Simon voltou à ribalta tanto a nível comercial como, mais importante, a nível musical. Um clássico.

Relacionado #22

Uma grande banda sonora para um grande filme.

iFrod Shuffle 11-01-2010

Relacionado #21

A semana começa hoje com uma das bandas emergentes para esta década. The Drums, banda norte-americana, originária de Nova Iorque faz lembrar Joy Division num dia solarengo. Deixo-vos aqui com "Let's Go Surfing", primeiro single da banda.

10 janeiro 2010

Festival Para Gente Sentada 2010


"É um dos eventos mais aguardados pelos apreciadores de música para ouvir e sentir. Assim se define o Festival Para Gente Sentada, um evento direccionado para um público mais exigente e de uma faixa etária mais elevada, que apresenta uma nova vaga de cantores e compositores, com o intuito de contribuir para um universo musical cada vez mais sofisticado.
O Festival Para Gente Sentada nasceu em 2004 com o objectivo de preencher uma lacuna existente no mercado nacional de oferta musical. Surgiu também como alternativa aos festivais de Verão, intrinsecamente ligados a géneros musicais de massas.
Foi precisamente para contrariar esta lógica, dar a conhecer alguns artistas de renome e marcar a diferença com a realização de um evento original no país, que Santa Maria da Feira apostou neste festival ímpar que se realiza há cinco anos consecutivos.
O impacto mediático do Festival Para Gente Sentada apresenta-se como uma mais-valia para a sua realização, em grande parte devido à participação de cantautores/songwriters internacionais, muitos deles em estreia absoluta no nosso país.
Pelo palco do Cine-Teatro António Lamoso já passaram alguns nomes sonantes, tais como: Devendra Banhart, Kate Whalsh (2004), Patrick Wolf, Wovem Hand (2005), Adam Green, Sparklehouse (2006), Richard Hawley e Nina Anastasia (2008).
Curiosamente na sequência de um concerto memorável, Devendra Banhart decidiu criar uma canção com o nome “Santa Maria da Feira” para o seu álbum “Cripple Crow”, em homenagem ao ambiente vivido na primeira edição do Festival Para Gente Sentada."

Este ano, o Festival que se irá realizar de 26 a 27 Fevereiro, já apresentou três nomes: Bill Callahan, Dakota Suite e Camera Obscura.
Os bilhetes são colocados à venda dia 11 de Janeiro e custam entre 20 euros (um dia) e 30 euros (dois dias).





09 janeiro 2010

Relacionado #20

Uma das boas surpresas a sair do baú do Grunge revival, o concerto completo da banda de Kurt Cobain no festival de Reading é, sem dúvida, uma das melhores actuações do grupo de Seattle. Com um reportório de músicas que vai desde o primeiro ao último disco, passando por b-sides e covers, os Nirvana dão um concerto que ficará para sempre na retina de quem o viu ao vivo. Este DVD vem dar a oportunidade a todos os outros que não tiveram esse momento de felicidade. Um Must See.

Arthur Russell e Phil Niblock

Phil Niblock é relativamente desconhecido quando comparado com Steve Reich ou Philip Glass, mas a sua contribuição para música minimalista foi tremenda. Intrinsecamente um cineasta, Niblock documentou nos anos 70 pessoas de países em vias de desenvolvimento a trabalhar - na agricultura ou pesca (o valor antropológico das filmagens dos pescadores de Peniche é incomensurável, que pena que seja ignorado/desconhecido pelos portugueses) - com sequências longas e simples revelando pouquíssimo trabalho de montagem.
A sua abordagem à música não é distinta, embora seja composta de forma muito mais complexa. O resultado são peças que evoluem suavemente, quase a nível microscópico que, tal como os seus filmes, renunciam à narração. Para os apreciarmos, precisamos de imergir neles e detectar, como que intuitivamente, os padrões de mudança que constroem a sua densidade.

Em 1985 Phil Niblock filmou de maneira sublime, no seu espaço em Nova Iorque Experimental Intermedia (por onde já passaram artistas portugueses como André Gonçalves, Rafael Toral ou Francisco Janes ou outros como Thurston Moore, Jim O'Rourke e Janek Schaeffer), o hoje em dia consagrado Arthur Russell, numa das raras vezes em que o músico foi documentado na película. Vale a pena ver em tela, como um dia o vi no espaço do Bairro Alto da Bomba Suicida.




mais sobre Experimental Intermedia aqui.