Aqui fica a minha banda sonora para este fim de ano, os Iron Butterfly com In - A - Gadda - Da - Vida de 1968.
31 dezembro 2009
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30 dezembro 2009
Álbuns da Década: #1
Fleet Foxes - Fleet Foxes (2008)

Eis que chegamos ao último álbum da década (versão cronológica) e esse teria que ficar a cabo de uma das grandes revelações desta década, os Fleet Foxes. A banda originária de Seattle conseguiu, neste seu primeiro disco, chamar a atenção de todos. Os adeptos da Folk ( Influências de Dylan), os do Country-Rock (Byrds, Neil Young ou The Band), Prog Rock (My Morning Jacket), até da Sunshine Pop (Beach Boys) com os seus coros cristalinos como um qualquer rio que atravesse o norte dos Estados Unidos. O disco abre com "Sun It Rises" como a descrever os primeiros raios de sol num domingo de chuva. "White Winter Hymnal" é, sem dúvida, uma das músicas desta década. Uma verdadeira delícia. Para uma banda que apenas tinha editado um EP (Sun Giant) os Foxes revelam-se como uma banda madura como se estivesse cá há muitos anos. "Ragged Wood" vai do Country-Rock ao Folk e ainda ao semi-psicadélico. Uma variedade de estilos que se torna a imagem de marca desta banda norte-americana. O disco, praticamente todo na mesma bitola de qualidade com especial destaque a "Your Protector" a piscar um olho ao lado mais místico de Led Zeppelin. Com a maturidade demonstrada neste seu primeiro disco esperamos que a bitola se mantenha sempre neste nível.
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Aqui fica uma primeira amostra de "Romance is Boring", o álbum que sairá em 2010 dos Los Campesinos!. Parece-me que estão a caminhar numa boa direcção, a assentar bem a energia toda da juventude que marcou os seus álbuns anteriores. Mas só com uma música é cedo para tecer comentários. Deixo-vos com "The Sea is a Good Place to Think of the Future".
Enjoy!
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Epá, raios me partam se esta música não é umas das melhores que se fizeram em rock nesta década que passou! "The Rat", dos The Walkmen. E tenho dito!
28 dezembro 2009
26 dezembro 2009
Vic Chesnutt
Vic Chesnutt deixou-nos no dia de natal.Músico independente, homenageado em 1996 na colectânea Sweet Relief II por músicos como REM, Madonna e Smashing Pumpkins, editou vários álbum a solo e com o projecto Brute.
23 dezembro 2009
Living Colour@Santiago Alquimista - 22/12/2009
Devo começar por dizer que não sou o maior conhecedor de Living Colour. Mas comprei o Stain em 1994, com 13 anos, e continua a ser um dos grandes discos dos anos 90.
Existe uma febre recorrente em relação à década de 80, e os dez anos seguintes tendem a ser menosprezados em termos de modas e gostos. Pensa-se nos anos 90 apenas como o período no qual se afirmaram tanto o grunge como as boybands, tal como a popularização da dance music. Mas eu creio que é redutor.
Na primeira metade dos anos 90, a par do conhecido slackerismo e do heroin chic, conviviam muitas expressões de vanguarda na arte, acompanhadas de um cepticismo urbano de cariz pós-moderno, uma espécie de auto-sarcasmo. Decorrente do crescimento económico nos anos 80, este foi também um período de excessos e de alguns traços barrocos – e como não podia deixar de ser, tinha equivalentes musicais. E os Living Colour espelhavam isso perfeitamente.
Pertencem, a meu ver, a um grupo selecto de bandas: bandas extremamente criativas e compostas de virtuosos, mas com traços pop que permitiam aos grupos ter considerável popularidade e êxitos, também com alguma dose de ironia.
Escrevi, até agora, a maior parte desta crónica no passado, mas não é justo para a banda. O concerto de hoje provou que estão em forma, talvez como nunca tenham estado. O preço do bilhete, a proximidade das festas e a noite de temporal seriam vários factores para desmotivar uma ida, mas sabia que iria arrepender-me se não fosse. E valeu mais a pena do que imaginava.
Um breve apontamento para expressar a pena que tenho em que nem toda a gente possa ter presenciado o concerto. Mesmo para quem não é tocado por este tipo de música, qualquer humano ficaria impressionado e/ou convencido pelo que teria visto e ouvido. E, nestes anos em que a produção musical dá espaço a toda a gente, é curioso como ninguém se interessa e como talvez fosse eu o mais novo de entre todos os presentes. É uma pena que se vá a concertos principalmente por moda.
Para o Santiago Alquimista, palco de estreia destes norte-americanos em Portugal, 100 a 150 pessoas é um copo meio cheio, mas chegou – e tornou a experiência mais pessoal. Estamos também a falar de uma banda cujo pico de popularidade já passou e que felizmente regressou ao activo.
Este foi o último concerto da digressão, no qual a banda tocou uma mistura equilibrada entre canções antigas e recentes, algumas do álbum The Chair In The Doorway, acabado de sair. Os Living Colour mantêm o mesmo estilo, as novas canções são frescas, enquanto que não destoam das anteriores. E o público aplaudiu a banda de forma sincera. Estavam ali para ouvir música, fosse ela antiga ou não. No fim, a banda comprometeu-se a autografar qualquer coisa que lhes fosse trazida (em termos de memorabilia, trouxe uma setlist e 4 fotografias com a banda). Devo ainda dizer que tocaram com um backline adequado a um concerto de estádio, o que se reflectiu no volume, altíssimo. But hey, it's rock n' roll. E o equipamento do lendário guitarrista Vernon Reid parecia um puzzle de 15 mil peças.
O alinhamento, com quase duas horas e meia de duração, deu espaço aos desempenhos a solo na guitarra do virtuoso Vernon Reid – ainda andava o Tom Morello a brincar com ele próprio e já o Vernon Reid desbravava caminhos semelhantes –, uma incursão pelo público pelo baixista Doug Wimbish (com solo simultâneo), apontamentos impressionantes do vocalista Corey Glover e, last but not least, um solo de bateria inacreditável por parte de Will Calhoun. Estes momentos podem não dizer nada a muita gente, e bem vos entendo; mas estamos a falar de solos que mexem com emoções e não apenas espalhafato técnico.
Escuso-me de fazer considerações acerca da qualidade da música composta pelos Living Colour. Talvez nem os exemplos que aqui deixo em vídeo sejam os melhores. A nota que dou é, na minha opinião, dada objectivamente pela qualidade do concerto. E esse foi perfeito.
Existe uma febre recorrente em relação à década de 80, e os dez anos seguintes tendem a ser menosprezados em termos de modas e gostos. Pensa-se nos anos 90 apenas como o período no qual se afirmaram tanto o grunge como as boybands, tal como a popularização da dance music. Mas eu creio que é redutor.

Na primeira metade dos anos 90, a par do conhecido slackerismo e do heroin chic, conviviam muitas expressões de vanguarda na arte, acompanhadas de um cepticismo urbano de cariz pós-moderno, uma espécie de auto-sarcasmo. Decorrente do crescimento económico nos anos 80, este foi também um período de excessos e de alguns traços barrocos – e como não podia deixar de ser, tinha equivalentes musicais. E os Living Colour espelhavam isso perfeitamente.
Pertencem, a meu ver, a um grupo selecto de bandas: bandas extremamente criativas e compostas de virtuosos, mas com traços pop que permitiam aos grupos ter considerável popularidade e êxitos, também com alguma dose de ironia.
Escrevi, até agora, a maior parte desta crónica no passado, mas não é justo para a banda. O concerto de hoje provou que estão em forma, talvez como nunca tenham estado. O preço do bilhete, a proximidade das festas e a noite de temporal seriam vários factores para desmotivar uma ida, mas sabia que iria arrepender-me se não fosse. E valeu mais a pena do que imaginava.
Um breve apontamento para expressar a pena que tenho em que nem toda a gente possa ter presenciado o concerto. Mesmo para quem não é tocado por este tipo de música, qualquer humano ficaria impressionado e/ou convencido pelo que teria visto e ouvido. E, nestes anos em que a produção musical dá espaço a toda a gente, é curioso como ninguém se interessa e como talvez fosse eu o mais novo de entre todos os presentes. É uma pena que se vá a concertos principalmente por moda.
Para o Santiago Alquimista, palco de estreia destes norte-americanos em Portugal, 100 a 150 pessoas é um copo meio cheio, mas chegou – e tornou a experiência mais pessoal. Estamos também a falar de uma banda cujo pico de popularidade já passou e que felizmente regressou ao activo.
Este foi o último concerto da digressão, no qual a banda tocou uma mistura equilibrada entre canções antigas e recentes, algumas do álbum The Chair In The Doorway, acabado de sair. Os Living Colour mantêm o mesmo estilo, as novas canções são frescas, enquanto que não destoam das anteriores. E o público aplaudiu a banda de forma sincera. Estavam ali para ouvir música, fosse ela antiga ou não. No fim, a banda comprometeu-se a autografar qualquer coisa que lhes fosse trazida (em termos de memorabilia, trouxe uma setlist e 4 fotografias com a banda). Devo ainda dizer que tocaram com um backline adequado a um concerto de estádio, o que se reflectiu no volume, altíssimo. But hey, it's rock n' roll. E o equipamento do lendário guitarrista Vernon Reid parecia um puzzle de 15 mil peças.
O alinhamento, com quase duas horas e meia de duração, deu espaço aos desempenhos a solo na guitarra do virtuoso Vernon Reid – ainda andava o Tom Morello a brincar com ele próprio e já o Vernon Reid desbravava caminhos semelhantes –, uma incursão pelo público pelo baixista Doug Wimbish (com solo simultâneo), apontamentos impressionantes do vocalista Corey Glover e, last but not least, um solo de bateria inacreditável por parte de Will Calhoun. Estes momentos podem não dizer nada a muita gente, e bem vos entendo; mas estamos a falar de solos que mexem com emoções e não apenas espalhafato técnico.
Escuso-me de fazer considerações acerca da qualidade da música composta pelos Living Colour. Talvez nem os exemplos que aqui deixo em vídeo sejam os melhores. A nota que dou é, na minha opinião, dada objectivamente pela qualidade do concerto. E esse foi perfeito.
Álbum da década
Só para dizer, na sequência do post ali do colega Alex, que pertenço àquele grupo de pessoas que acha que o álbum da década é o Is This It, dos Strokes. Creio que nenhum outro álbum marcou da mesma forma cultural, estetica e historicamente a música dos anos 2000 como o primeiro dos Strokes. Popularizou o lo-fi, abriu portas a milhares de bandas e deu o mote para uma década que foi, acima de tudo, retro - para além de ser o grande disco que é.
22 dezembro 2009
Talvez Relacionado #28
And now, for something completely different. Já tinha falado do álbum dos Girls neste post, e agora deixo o muito práfrentex videoclip de "Lust for Life", para mim a música mais solarenga da estação.
Oh, I wish I had a boyfriend
I wish I had a loving man in my life
I wish I had a father
Maybe then I would've turned out right
But now I'm just crazy, I'm totally mad
Yeah I'm just crazy, I'm fucked in the head
And maybe if I really tried with all of my heart
Then I could make a brand new start in love with you
Oh, I wish I had a suntan
Oh, I wish I had a pizza and a bottle of wine
Oh, I wish I had a beach house
Then we could make a big fire every night
Instead I'm just crazy, I'm totally mad
Yeah I'm just crazy, I'm fucked in the head
And maybe if I really tried with all of my heart
Then I could make a brand new start in love with you
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