05 dezembro 2009
04 dezembro 2009
The Kinks - Lola vs. the Powerman & the Money-Go-Round, Pt. 1 (1970)
The Kinks. Uma banda que muitos já ouviram falar aqui e ali. A banda que trouxe ao mundo "You Really Got Me", uma das músicas mais emblemáticas da dita "British Invasion", no entanto os Kinks nunca tiveram a importância dos Beatles ou Stones. Ficaram sempre um bocado na escuridão das grandes bandas esquecidas. Porém, e olhando para trás e vendo o legado que nos deixaram, podemos considerar os Kinks como uma das melhores bandas britânicas de sempre. E é com discos como este que essa afirmação mais faz sentido. Possivelmente um dos álbuns com nome mais bizarro, Lola vs. the Powerman & the Money-Go-Round, Pt. 1, é, sem qualquer dúvida, um dos melhores discos dos anos 70. Aqui, os Kinks demonstram o porquê de serem considerados uma das bandas inglesas mais típicas. Na senda de Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire), também neste disco Ray Davies e seu irmão Dave criam uma espécie de projecto conceptual. Agora sobre a indústria da música e as agruras que daí advêm. Seja em "Denmark Street", "The Moneygoround" ou em "The Top of the Pops" e "Powerman" ou então a sociedade em geral em "Apeman". "Strangers" e "This Time Tomorrow" que fizeram parte da banda sonora desse grande filme de Wes Anderson: "The Darjeeling Limited", são outros marcos neste disco. Apesar de aqui e ali o tal projecto conceptual falhar, este Lola vs. the Powerman & the Money-Go-Round, Pt. 1 tem um dos alinhamentos mais fortes, contendo mesmo uma história trágico-cómica sobre um encontro com um transexual em "Lola". Sem dúvida, um disco que revelou Ray Davies como um dos melhores compositores do Pop/Rock. Imprescindível...The Musical Box@Aula Magna - 3/12/2009
Por princípio, não sou grande adepto de bandas de tributo. Se não podemos ver alguém a tocar ao vivo, c'est la vie. Os Musical Box são a excepção. Os Genesis são possivelmente a banda teoricamente mais difícil de imitar - porque é disso que aqui se trata, ficando a interpretação reduzida a um mínimo, se existir de todo - da História do rock. E estas não são palavras escritas de ânimo leve: existem muitas razões que as fundamentam. Não é só o material que é difícil de interpretar em cada instrumento individual; existem, nesse caso, outros intérpretes mais tecnicistas (em termos de guitarra, Paul Gilbert e John Petrucci são considerados os guitarristas mais tecnicamente perfeitos no rock, no activo); são os arranjos inacreditavelmente complexos dos Genesis dos anos 70 que tornam esta tarefa verdadeiramente hercúlea. Falamos de uma banda que chegava a usar três guitarras em simultâneo, cada uma com uma afinação diferente, e cujo guitarrista ritmo tocava frequentemente baixo com os pés ao mesmo tempo.
Mas não só isto. Os Genesis originais usavam muitos instrumentos que já na altura eram obscuros, assim como o resto do material de som - nesse aspecto, os Musical Box fazem constantes esforços para procurar, ou fabricar, material igual ou semelhante, lidando com as mesmas imperfeições que os músicos originais, tendo em conta o carácter ainda primitivo dos efeitos de música nos anos 70. E existe um esforço, levado ao extremo, destes músicos em imitar o som, a maneira de tocar e os maneirismos de actuação de cada elemento original dos Genesis. E, nesse campo, excedem-se.
Profundo conhecedor e coleccionador da obra dos Genesis, incluindo os poucos registos que existem em vídeo, os Musical Box convenceram-me, na Aula Magna, com o primeiro espectáculo que trouxeram cá, no qual recriaram o primeiro concerto em Portugal depois do 25 de Abril, quando os Genesis trouxeram o incrível The Lamb Lies Down On Broadway. Falando de um concerto do qual existem apenas talvez 10 minutos gravados em vídeo - e era um álbum duplo -, esta torna-se uma experiência espiritual para qualquer fã dos Genesis.
Diria que a imitação dos Musical Box tem um grau de aproximação de 95%. Faltam aqueles 5% que são impossíveis de conseguir, mas simplesmente porque os Musical Box não são os Genesis. Isto reflecte-se mais na voz, factor sempre mais inglório e mais facilmente identificável, mas está lá em todos os instrumentos. Mas, e considerando o grau de perfeição destes concertos, isso é simplesmente pedir o impossível.
Foi ontem o regresso a Portugal, de novo numa Aula Magna esgotada, mas agora para o concerto de digressão Trick Of The Tail. Com um novo baterista - Martin Levac está actualmente com um projecto de tributo a Phil Collins -, os Musical Box apresentaram um falso Bill Bruford (dos Yes e King Crimson), jogando com dois bateristas em certas ocasiões, tal como nos concertos originais. Nesta fase, os Genesis já não tinham Peter Gabriel na banda, e o vocalista Denis Gagné passou agora a interpretar Phil Collins, cantando as canções de Gabriel com as vocalizações de Collins, e com sucesso. É deste grau de perfeccionismo que estamos a falar. Os falsos Mike Rutherford e Steve Hackett são os mesmos e estão impecáveis. No caso de Hackett, está ainda melhor, talvez por força de não ter de se ver obrigado a tocar sentado, como nas digressões anteriores. O novo Tony Banks parecia melhor executante, mas talvez mais duro que o anterior. O novo Phil Collins baterista, que substituia o Phil Collins vocalista nos duetos de bateria, parecia também uma excelente aquisição para a banda, apesar de demonstrar um pouco mais de força que o Collins original. Mas, repito, são detalhes ínfimos e, na maior parte do tempo, a imitação é igual.
Entraram com um forte Dance On a Volcano, passando para um trio de canções do Lamb, que incluiu a canção homónima, e umas actuações imaculadas de Fly On a Windshield e Carpet Crawlers. Depois, os momentos mais altos. As complicadíssimas The Cinema Show e Robbery, Assault and Battery foram exemplarmente executadas e levaram o público a um aplauso empolgado, sincero e recompensador. White Mountain, talvez por não ser tão exuberante como as outras peças, foi menos emotiva, mas ainda assim esteve bem.
Seguia-se Firth of Fifth, a que não faltou a introdução em piano a solo, até ao momento em que deixou de se ouvir o baixo. Aconteceu o impensável: três segundos depois, o som foi todo abaixo. Aparentemente, houve falhas nos geradores da EDP por toda a cidade, e o gerador do som - não das luzes - que estava a servir a banda, foi um dos que falhou. O público esperou pacientemente ao longo de uma hora e meia, com o natural convívio entre os fãs, mas o espectáculo não iria ser retomado. Existe a possibilidade da banda regressar para um concerto completo. Mesmo assim, valeu a pena e só não levam a nota máxima por ter sido meio concerto, ainda que por razões alheias à banda, que deu autógrafos a partir do palco e falou com os espectadores.
É por bandas como esta que estes projectos de tributo-imitação valem a pena, e cimentam a ideia de que o rock progressivo é o equivalente - não confundir com «substituto» - da música clássica do futuro.
Deixo-vos com duas entrevistas realizadas em Lisboa há 2 anos, quando os Musical Box trouxeram os concertos das digressões Foxtrot e Selling England, e um apanhado de imagens desta digressão.
The Musical Box - Trick Of The Tail: 9
Mas não só isto. Os Genesis originais usavam muitos instrumentos que já na altura eram obscuros, assim como o resto do material de som - nesse aspecto, os Musical Box fazem constantes esforços para procurar, ou fabricar, material igual ou semelhante, lidando com as mesmas imperfeições que os músicos originais, tendo em conta o carácter ainda primitivo dos efeitos de música nos anos 70. E existe um esforço, levado ao extremo, destes músicos em imitar o som, a maneira de tocar e os maneirismos de actuação de cada elemento original dos Genesis. E, nesse campo, excedem-se.
Profundo conhecedor e coleccionador da obra dos Genesis, incluindo os poucos registos que existem em vídeo, os Musical Box convenceram-me, na Aula Magna, com o primeiro espectáculo que trouxeram cá, no qual recriaram o primeiro concerto em Portugal depois do 25 de Abril, quando os Genesis trouxeram o incrível The Lamb Lies Down On Broadway. Falando de um concerto do qual existem apenas talvez 10 minutos gravados em vídeo - e era um álbum duplo -, esta torna-se uma experiência espiritual para qualquer fã dos Genesis.
Diria que a imitação dos Musical Box tem um grau de aproximação de 95%. Faltam aqueles 5% que são impossíveis de conseguir, mas simplesmente porque os Musical Box não são os Genesis. Isto reflecte-se mais na voz, factor sempre mais inglório e mais facilmente identificável, mas está lá em todos os instrumentos. Mas, e considerando o grau de perfeição destes concertos, isso é simplesmente pedir o impossível.
Foi ontem o regresso a Portugal, de novo numa Aula Magna esgotada, mas agora para o concerto de digressão Trick Of The Tail. Com um novo baterista - Martin Levac está actualmente com um projecto de tributo a Phil Collins -, os Musical Box apresentaram um falso Bill Bruford (dos Yes e King Crimson), jogando com dois bateristas em certas ocasiões, tal como nos concertos originais. Nesta fase, os Genesis já não tinham Peter Gabriel na banda, e o vocalista Denis Gagné passou agora a interpretar Phil Collins, cantando as canções de Gabriel com as vocalizações de Collins, e com sucesso. É deste grau de perfeccionismo que estamos a falar. Os falsos Mike Rutherford e Steve Hackett são os mesmos e estão impecáveis. No caso de Hackett, está ainda melhor, talvez por força de não ter de se ver obrigado a tocar sentado, como nas digressões anteriores. O novo Tony Banks parecia melhor executante, mas talvez mais duro que o anterior. O novo Phil Collins baterista, que substituia o Phil Collins vocalista nos duetos de bateria, parecia também uma excelente aquisição para a banda, apesar de demonstrar um pouco mais de força que o Collins original. Mas, repito, são detalhes ínfimos e, na maior parte do tempo, a imitação é igual.
Entraram com um forte Dance On a Volcano, passando para um trio de canções do Lamb, que incluiu a canção homónima, e umas actuações imaculadas de Fly On a Windshield e Carpet Crawlers. Depois, os momentos mais altos. As complicadíssimas The Cinema Show e Robbery, Assault and Battery foram exemplarmente executadas e levaram o público a um aplauso empolgado, sincero e recompensador. White Mountain, talvez por não ser tão exuberante como as outras peças, foi menos emotiva, mas ainda assim esteve bem.
Seguia-se Firth of Fifth, a que não faltou a introdução em piano a solo, até ao momento em que deixou de se ouvir o baixo. Aconteceu o impensável: três segundos depois, o som foi todo abaixo. Aparentemente, houve falhas nos geradores da EDP por toda a cidade, e o gerador do som - não das luzes - que estava a servir a banda, foi um dos que falhou. O público esperou pacientemente ao longo de uma hora e meia, com o natural convívio entre os fãs, mas o espectáculo não iria ser retomado. Existe a possibilidade da banda regressar para um concerto completo. Mesmo assim, valeu a pena e só não levam a nota máxima por ter sido meio concerto, ainda que por razões alheias à banda, que deu autógrafos a partir do palco e falou com os espectadores.
É por bandas como esta que estes projectos de tributo-imitação valem a pena, e cimentam a ideia de que o rock progressivo é o equivalente - não confundir com «substituto» - da música clássica do futuro.
Deixo-vos com duas entrevistas realizadas em Lisboa há 2 anos, quando os Musical Box trouxeram os concertos das digressões Foxtrot e Selling England, e um apanhado de imagens desta digressão.
The Musical Box - Trick Of The Tail: 9
03 dezembro 2009
Talvez Opinião #1
...sobre uma conversa tida este fim de semana e que me fez recordar que também tinha sido mencionada no Altamont, mais precisamente neste post. E o ponto deste post que quero falar é precisamente este:
"...mas depois dei-me conta de que não sabia quantas teclas tinha um saxofone ou o que é uma escala pentatónica – não que eles estivessem muito interessados nisso – ou seja, nunca consegui publicar – já se pode chamar publicar a isto? (a isto digo, num blogue – o termo já leva ue no fim?) – aqui ou em qualquer outro blogue um texto sobre música visto que de música eu não percebo nada ou pelo menos não percebo o suficiente."
A minha questão é - qual é o suficiente entendimento de música necessário para se poder falar sobre música num blogue? E quem diz num blogue, diz numa conversa de amigos, por exemplo. Existe um mínimo necessário? A mim parece-me que não. Parece-me que qualquer consumidor pode falar de música, quanto mais não seja, da sua experiência pessoal com determinada música. Que valor é que isso tem? Para ele terá algum, se decidiu partilhá-la. E é minha opinião que a partilha dessa tal experiência, seja ela de música ou de qualquer outro tipo de arte, é tão importante quanto a própria experiência. O escrever ajuda-me a reflectir sobre ela. E se alguém se rever nessa experiência, nessa opinião, e isso servir para suscitar discussão, tanto melhor para ambas as partes. Este é o meu pensamento que me leva a ir colocando para aqui as minhas experiências pessoais com música, mesmo também não sabendo o que é uma escala pentatónica nem quantas teclas tem um saxofone nem mesmo que há outras claves para além da de sol. Se servir para alguém, uma pessoa que seja, descobrir algo que lhe interesse e queira discutir a questão, já será uma vitória.
Obviamente que terá tudo a ver com o nível de exigência de cada um, certamente que qualquer músico profissional terá uma experiência muito mais profunda com a música que ouve, existem camadas de uma música que só estão ao alcance de alguns e portanto a sua partilha das suas experiências será infinitamente mais interessante que a minha que para aqui escrevo. É isso que me faz ver os extras num DVD de um concerto, documentários, etc. Mas o mundo dos blogues é mesmo este - amadores a falarem de coisas que lhes interessam, e acho que é com isso que os que os lêem contam.
Aceitam-se opiniões na caixinha dos comentários!
Talvez Relacionado #24
Muita atenção a isto. Vai ser algo seguramente interessante a ocorrer no próximo ano, mais precisamente no dia 10 Março, no Teatro Maria Matos (já está assinalado na Agenda7 na barra lateral) - Concerto de Final Fantasy, o nome criado por Owen Pallett para o seu projecto pessoal. E quem é este tal de Pallett? Nada mais nada menos que o homem por trás dos arranjos de Arcade Fire, Beirut, entre outros, tendo lançado já em 2006 um excelente álbum (o segundo da sua discografia), "He Poos Clouds". Aqui vos deixo uma pequena amostra para irem pensando no caso.
Enjoy!
Bruce Springsteen - Born To Run (1975)
“There were ghosts in the eyesOf all the boys you sent away”
Thunder Road
Houve tempos em que ser-se americano era fixe. E depois vieram os tempos em que ser-se americano deixou de ser fixe. Agora, com Barack, ser-se americano é outra vez cool. E com Barack regressou Bruce Springsteen, provavelmente o ideal do sonho americano. Se há working class hero, ele é Springsteen, The Boss. Pode discutir-se o gosto do homem a vestir-se – as mangas cavas a exibir bíceps tonificados não lembram ao Diabo mas ao Angélico – mas a música dele é irrepreensível. E ao ler as letras e ao ouvir as canções dele, desejamos ser americanos, nem que seja por um dia. E que melhor álbum para nos sentirmos americanos que o “Born To Run”, de 1975. Com ele, Bruce chegou ao estrelato – do rapaz pobre de New Jersey para uma estrela rock, um Bob Dylan com sintetizadores a cantar a crise e a depressão urbanas com um vocabulário do povo. “All the redemption I can offer girl is beneath this dirty hood”, diz Bruce Springsteen na “Thunder Road”, a melhor música do album- e uma das melhores do seu reportório (talvez a “The River” esteja uns furinhos acima). Mas a mais emblemática é mesmo aquela que dá nome ao disco. Nela, Bruce Springsteen escreve sobre carros, auto-estradas, coisas sem pulso, e envolve-as com metáforas (quase) eróticas – “Strap you legs round these velet rims and strap your hands across my engines” – com uma sensibilidade inalcançável para outros. É uma quase-poesia, quase-narrativa citadina, dos subúrbios e dos problemas do Zé Ninguém. E ninguém os (d)escreve como ele.
Franz Ferdinand@Campo Pequeno - 2/12/2009
Franz Ferdinand é sinónimo de qualidade. É sinónimo de festa, alegria, emoção, boa música. Campo Pequeno é sinónimo de tourada e mau P.A. (Public Address, para os leigos sistema de som). Mas comecemos pelo início. The Doups. Banda portuguesa de Setúbal a fazer lembrar uns Kooks, tentou, em vão puxar pelo público. O som saído das colunas, muito abafado, não dava para distinguir palavras nem grandes variações rítmicas. Assim sendo, é muito difícil conhecer uma banda desta forma. Ficam-se pela vontade e pela exagerada bajulação da banda cabeça de cartaz. Os senhores que se seguiam já tinham algum nome, tendo já sido referidos aqui no blog. Phenomenal Handclap Band, esse nome tão estranho, é uma banda com raízes profundas nos anos 70. Seja na atitude dos elementos da banda, mais concretamente os guitarristas e baterista, seja nas guitarradas, seja na sonoridade, aquele som sintetizado de um Hammond Organ é inesquecível. Surpreendentemente o P.A. encontrava-se muito bom.
Quando os relógios se aproximavam das 23h, entrava em palco a tal banda por quem todos esperavam hoje. Os escoceses Franz Ferdinand. Pela 6ª vez em Portugal, após duas passagens pelo Sudoeste, uma por Lisboa e outra, ainda este ano, pelo Festival Paredes de Coura, os FF voltaram a repetir, mais coisa menos coisa, o set apresentado em Coura. Início a rebentar com "No You Girls", "Dark of the Matinée" e "This Fire" meteram a multidão em delírio. Pena, mais uma vez, o P.A. ter dado de si e não ter permitido escutar com a mínima qualidade o som que debitava das colunas do Campo Pequeno. Obviamente que os singles "Do You Want To" e "Take Me Out", com fumarola à estádio de futebol em pleno público, foram dos mais cantados, no entanto, e de um modo geral, a plateia estava bastante familiarizada com as restantes músicas. "40' Feet" revela cada vez mais ser uma das melhores músicas de sempre dos FF, especialmente ao vivo com aquele toque psicadélico. "Outsiders" serviu mais uma vez para demonstrar o quão multifacetada a banda é, tendo todos os elementos a tocar bateria no fim da música e a levar-nos para a primeira despedida da noite.
O regresso surge com "Walk Away" numa versão mais soft. Uma das surpresas da noite veio com a cover de "All My Friends" dos LCD Soundystem. A acabar, mais uma vez "Lucid Dreams" com o final em jeito de Kraftwerk. Muita electrónica e despedidas à vez até ao último elemento, o baterista Paul Thomson, arrematar com um solo.
Os Franz Ferdinand demonstraram, outra vez, porque são das melhores bandas do momento, especialmente ao vivo, onde não decalcam as músicas dos álbuns, empregando variações musicais às mesmas. Pena, repito, pena que o P.A. tenha sido péssimo. Peço que estudem uma melhor maneira de tirar o som para o público porque senão passam a ser dois espaços, Atlântico e Campo Pequeno, com muita pouca qualidade sonora, ou então voltamos ao velhinho mas sempre óptimo, Coliseu.

Quando os relógios se aproximavam das 23h, entrava em palco a tal banda por quem todos esperavam hoje. Os escoceses Franz Ferdinand. Pela 6ª vez em Portugal, após duas passagens pelo Sudoeste, uma por Lisboa e outra, ainda este ano, pelo Festival Paredes de Coura, os FF voltaram a repetir, mais coisa menos coisa, o set apresentado em Coura. Início a rebentar com "No You Girls", "Dark of the Matinée" e "This Fire" meteram a multidão em delírio. Pena, mais uma vez, o P.A. ter dado de si e não ter permitido escutar com a mínima qualidade o som que debitava das colunas do Campo Pequeno. Obviamente que os singles "Do You Want To" e "Take Me Out", com fumarola à estádio de futebol em pleno público, foram dos mais cantados, no entanto, e de um modo geral, a plateia estava bastante familiarizada com as restantes músicas. "40' Feet" revela cada vez mais ser uma das melhores músicas de sempre dos FF, especialmente ao vivo com aquele toque psicadélico. "Outsiders" serviu mais uma vez para demonstrar o quão multifacetada a banda é, tendo todos os elementos a tocar bateria no fim da música e a levar-nos para a primeira despedida da noite.
O regresso surge com "Walk Away" numa versão mais soft. Uma das surpresas da noite veio com a cover de "All My Friends" dos LCD Soundystem. A acabar, mais uma vez "Lucid Dreams" com o final em jeito de Kraftwerk. Muita electrónica e despedidas à vez até ao último elemento, o baterista Paul Thomson, arrematar com um solo.
Os Franz Ferdinand demonstraram, outra vez, porque são das melhores bandas do momento, especialmente ao vivo, onde não decalcam as músicas dos álbuns, empregando variações musicais às mesmas. Pena, repito, pena que o P.A. tenha sido péssimo. Peço que estudem uma melhor maneira de tirar o som para o público porque senão passam a ser dois espaços, Atlântico e Campo Pequeno, com muita pouca qualidade sonora, ou então voltamos ao velhinho mas sempre óptimo, Coliseu.
02 dezembro 2009
Fat Freddy's Drop - Dr Boondigga and the Big BW (2009)
Directamente dos antípodas de Portugal, os Fat Freddy´s Drop lançaram o seu segundo álbum em Junho do presente ano. Apesar de não contarem com a genialidade de uma faixa como "Roady", apresentam, no entanto, um álbum mais homogéneo. Mais Dub/Jazz e menos reggae que o anterior. Som relaxante, ideal para ouvir na praia a beber uma sangria. Sinal mais para as faixas, "Boondigga", "Pull the Catch", "The Camel" e "The Nod". Na Nova Zelândia para além das 30 milhões de ovelhas, do Haka e dos desportos radicais, também se produz boa música.Sweet As Bro!
Etiquetas:
00s,
Albuns,
Fat Freddy's Drop
Subscrever:
Mensagens (Atom)