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30 setembro 2009
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29 setembro 2009
Green Day @ Pavilhão Atlântico 28/09/09
Após uma digressão cancelada em 1996 e um excelente concerto em 2000 no Coliseu do Recreios, os Green Day voltaram a Lisboa.
O Pavilhão Atlântico foi o local escolhido. O concerto merecia ser no Coliseu, pela acústica e História do recinto. Mas seria pequeno para os cerca de 17 mil fãs que encheram o Pavilhão Atlântico para verem o primeiro concerto da digressão europeia da banda.
Tre Cool, Mike Dirnt e Billie Joe Armstrong, vieram da Califórnia (Oakland) para nos mostrar o seu novo álbum 21st Century Breakdown. Em 2 horas e 15 mins de concerto, mostraram todo o seu repertório musical. Bem, como um grande espectáculo de luz e imagem. Com muita explosão, chama e um vídeo wall bastante activo em lugar do écran gigante por cima do balco.
Num concerto mais rock do que punk, pelo menos comparativamente com o último concerto da banda em Lisboa. A ligação com o público foi uma das imagens de marca - "Vocês são muito melhores do que os americanos" gritou a certa altura Billie Joe.
Começou o concerto com um “Boa Noite Portugal”, que deixou os fãs ao rubro. Tocaram as melhores músicas de Dookie, Nimrod, Warning, American Idiot e do 21st Century Breakdown. Instrumentalizaram covers dos Kinks, Rolling Stones e Doors, que levaram o público a cantar em uníssono “You Really Got Me”, “I Can´t Get No” e “Break On Through”.
Após dispararem para o público t-shirts e bazookadas de àgua, pediram a ajuda de um elemento da plateia que soubesse tocar guitarra. Eis que um miúdo de 17 anos teve 9 mins de fama, subindo ao palco para fazer os acordes e solos de Jesus of Suburbia. Para de seguida mergulhar do palco para o meio da multidão. Tal como alguns fãs antes, ao som de tambor de circo…
Com a bandeira de Portugal aos ombros Billie Joe terminou com um “I hope you had the time of your life”
Apesar da promessa de 3 horas de concerto, as 2 horas e 15 mins souberam a pouco… Quando se esperava mais um encore… Acendaram-se as luzes do pavilhão, viram-se as caras de muitos punks teenagers, à espera de voltarem a ver Green Day em Portugal, mas já sem acne…
Foi o concerto da vida para muitos espectadores, nomeadamente a dezena de fãs que foram convidados a subir ao palco, ao longo desta maratona de música.

Alinhamento:
1. Song of the Century
2. 21st Century Breakdown
3. Know Your Enemy
4. East Jesus Nowhere
5. Holiday
6. The Static Age
7. Before The Lobotomy
8. Are We The Waiting
9. St. Jimmy
10. Boulevard of Broken Dreams
11. Hitchin' A Ride
12. Iron Man [Black Sabbath]/Master of Puppets [Metallica]/You Really Got Me [The Kinks]
13. Brain Stew
14. Welcome To Paradise
15. Longview
16. Basket Case
17. She
18. King For A Day/Break On Through (To The Other Side) [The Doors]/(I Can't Get No) Satisfaction [The Rolling Stones]/Shout [The Isley Brothers]
19. 21 Guns
20. Minority
Encore 1
21. American Idiot
22. Jesus of Suburbia
Encore 2
23. Last Night On Earth
24. Good Riddance (Time of Your Life)
28 setembro 2009
Álbuns da Década: #10
Dois anos após o brilhante disco de estreia Turn on the Bright Lights, os Interpol lançam Antics que, curiosamente, para muitos é considerado mais fraco que o seu antecessor. É discutível, obviamente. Há quem seja mais fã do Revolver ou do Álbum Branco ou mesmo Abbey Road. Se calhar muita gente acha que os Interpol se podem ter comercializado mais neste disco dado o maior número de músicas mais orelhudas. Ora, isto nem sempre é negativo. Se as músicas são realmente boas então é evidente que poderá chegar a mais gente. É impossível ficar indiferente a "Evil", "Narc", "C´mere", "Not Even Jail" ou à grandiosa "Slow Hands". Antics é um daqueles discos que ficará para sempre na memória colectiva de uma geração. Pena que o sucessor Our Love to Admire seja mais fraco e que possa anunciar uma perda de qualidade desta banda de temas soturnos.
Álbuns Década: #10

Os Muse já tinham editado, dois anos antes o seu álbum de estreia, "Showbiz", mas foi só com este "Origin of Symmetry" que os descobri. Corria o ano de 2002 e ainda o rock andava a tentar renascer após anos uma segunda metade dos nineties em que andou desaparecido quando Os Muse se introduziram nos meus ouvidos e foi daquelas bandas que se foi descobrindo aos poucos. Aquela sensação de ouvir uma música espectacular na primeira audição, outra na segunda, outra na terceira, e quando dás por ti sentes que o álbum é mesmo muito bom e consistente. Foi um levar mais além do rock alternativo, com muitas experimentações instrumentais. Apesar de o sucesso a uma escala mais alargada só ter chegado aos Muse no álbum seguinte, "Absolution", a meu ver foi no "Origin" que eles atingiram o ponto mais elevado de qualidade musical. Músicas como "New Born", Plug in Baby" e ainda mais "Citizen Erased" ficam fortemente ligadas à História do Rock. Não por acaso, em 2006 a Q Magazine elegeu este álbum o 74º melhor de sempre...
24 setembro 2009
Álbuns da Década: #11
Confesso que sempre gostei de Green Day. Desde os tempos do Dookie que sempre lhes conferi algo de especial. No entanto, após Nimrod, também confesso que pensei que acabariam por perder-se, engolidos por outra geração, a exemplo de outras bandas surgidas no início dos anos 90. Warning, editado em 2000, veio dar razão a isso. Um disco bonzito, polvilhado aqui e ali com bons momentos mas a deixar a sensação de se estarem a esfumar em termos artísticos. Com o avançar da década, começaram a aparecer novas bandas já aqui referidas como os Strokes, Kings of Leon, etc, que começaram a dar uma nova toada a uma nova geração. Ficariam assim os Green Day apenas uma banda fixe que teve o seu auge uma década atrás. Nada de mais errado. Com quatro anos para pôr as ideias em ordem e motivados por uma América num dos períodos mais negros da hístoria a nível político, Billie Joe Armstrong e seus muchachos deram a conhecer ao mundo uma das obras mais ricas desta década e quiçá o seu melhor disco de originais. American Idiot, composto por 13 músicas, algumas das quais medleys de longa duração, fizeram algo que nunca tinham feito e que já tinham andado a farejar antes. Enquanto Warning já tinha alguns traços de Kinks, American Idiot pega nesses traços e mistura-se com The Who aliado à sempre constante energia dos próprios Green Day e da voz muito característica de Billie Joe. De banda punk, os Green Day passaram a banda de óperas-rock com intervenção política. O medley "Jesus of Suburbia" com os seus gloriosos 9 minutos foi, inclusive, single com direito a videoclip e tudo, coisa rara para uma música tão longa.
American Idiot é, sem dúvida alguma, um grande disco que se ouve de uma ponta à outra num instante com as suas transições à la Abbey Road e que pôs os Green Day no caminho certo, juntando ao público antigo, um novo inteiramente diferente. A sequela 21st Century Breakdown, aproxima-os mais dos Queen mas sempre continuando na toada política.
23 setembro 2009
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21 setembro 2009
Álbuns Década: #11

