23 agosto 2009
eu gosto de música
Finalmente alguém escreve o que eu sinto acerca da maioria dos festivais de música.
21 agosto 2009
Mando Diao - Give Me Fire! (2009)
Da Suécia com amor, ou melhor, com fogo e muito, surge o quinto disco de originais da banda nórdica, Mando Diao. A provar que, pese embora não sejam de uma língua nativa inglesa, os nórdicos são fortíssimos nela. Bandas como os Hives ou os Soundtrack of our lives são exemplos disso. Apesar de já existirem há algum tempo, são ainda pouco conhecidos para muitos, especialmente em Portugal. Eu, como conhecedor da banda desde o primeiro disco, não podia deixar de faltar à chamada do seu concerto em Lisboa, dado já ter perdido o anterior em Paredes de Coura. Para mim foram o ponto alto do dia do Super Bock Super Rock. Rock puro e duro sem complexos. Troca de vozes a fazer lembrar os Oasis, mas com um som a lembrar ainda mais os anos sessenta da British Invasion à la Kinks. Deste novo disco destacam-se as fortíssimas "Dance With Somebody", "Gloria" e "You Got Nothing on Me". Ao rock já supracitado, este disco alia uma "mood" mais soul, pincelando aqui e ali as músicas com coros.Os Mando Diao valem, sobretudo, pela sua entrega ao Rock e Give Me Fire! é, sem dúvida, mais um exemplo disso.
Talvez Relacionado #11
E para encerrar a semana, nada como um tesourinho que me parece bem precioso, e que me deixa mesmo a pensar que o SXSW é mesmo o festival a ir...
Carregando no play no vídeo abaixo terão acesso ao som de Kurt Vile & The Violators, com "Freak Train".
Carregando no play no vídeo abaixo terão acesso ao som de Kurt Vile & The Violators, com "Freak Train".
Enjoy!
Etiquetas:
00s,
Alex,
Kurte Vile and The Violators,
soltas
20 agosto 2009
BIll Callahan - Sometimes I Wish We Were an Eagle (2009)
Dele se tem dito que "é o maior criador de canções vivo.". Que "someday you will brag that you were around when stuff this good was being written". Elogios fortes, portanto, não têm faltado e eu vou agora juntar-me ao coro. Não conhecia Bill Callahan até ouvir este álbum (e ainda não conheço os trabalhos anteriores, como Bill Callahan e como Smog, mas vou rapidamente tratar disso) e a forma como é agora parte de mim transcende-me. Tornou-se uma constante nos meus ouvidos, e muitas vezes, aparece a pairar na minha cabeça sem saber nem como nem porquê.Ao ouvir o álbum temos a sensação de tudo bater certo, a voz entrar na altura certa, a guitarra subir de tom na altura certa, a melodia vai escorrendo e aparecem outra panóplia de instrumentos (destaque para o violino) e tudo encaixa, tudo faz sentido, tudo parece simples.
E para além disso tudo, há as palavras, poesia no seu estado puro. Versos como
I dreamed it was a dream that you were gone
I woke up feeling ripped by reality
Yeah love is the king of the beasts
and when it gets hungry
it must kill to eat
Show me way, to shake a memory
I used to be darker, then I got lighter, then I got dark again.
I looked all around
It was not written down
And so I'll tell you now
I will always love you
My friend
têm ecoado constantemente e mostram a qualidade do poeta que se apresenta perante nós, num exercício de beleza pura. A falar-nos ao ouvido de amizade, de paixões, de fé em Deus, da vida na forma de um ancião, que já viu, já experimentou e partilha agora as suas vivências com os restantes comuns mortais.
19 agosto 2009
Talvez Relacionado #10
Estou convencido. Vem aí mais um excelente álbum de Arctic Monkeys. E convencerem-me com uma cover que infelizmente só estará presente na edição japonesa, mas de qualquer forma acho que está muito boa. Aqui vos deixo a evidência, "Red Right Hand", original de Nick Cave & The Bad Seeds. Grande som!!!
18 agosto 2009
18 de Agosto de 1969 - Woodstock

Faz hoje, dia 18, 40 anos sobre o último dia do festival Woodstock. O festival que marcou uma geração. Previsto apenas como 3 dias de festival, o concerto de Jimi Hendrix foi atrasado para a manhã do dia seguinte devido a constantes atrasos, devido sobretudo à chuva. Anunciados como The Jimi Hendrix Experience, Hendrix de pronto corrigiu-os como Gypsy Sun and Rainbows. Apenas um número reduzido de pessoas assistiu ao concerto final. Fala-se entre 25 mil e 180 mil. Números bastante inferiores aos bem mais de meio milhão que se instalaram na herdade de Bethel desde o primeiro dia. No entanto, Jimi brindou a público restante com uma das melhores performances dadas. Mais de 2 horas de concerto dadas de forma explosiva foram um brinde para quem aguentou até ao último instante.
17 agosto 2009
Covers
Hoje quero colocar em cima da mesa um tema interessante - as covers. Acho que é um tema que gera opiniões contraditórias, discussões acesas e que não levam a lado nenhum, portanto de muito interesse para este blog. As covers. O que não falta para aí são covers más e desnecessárias, portanto vou optar por focar nas que têm alguma importância no mundo da música e que realmente adicionaram alguma coisa à versão original de uma música.
Nos anos 60/70, penso que não havia um conceito muito claro quanto a fazer covers, existiam muitas versões de músicas escritas por outros, que se reproduziam sem complexos, e das quais as que me aparecem logo na memória são:
- "With a Little Help From My Friends", Joe Cocker, original The Beatles
- "All Along The Watchtower", Jimi Hendrix, original Bob Dylan
- "Blowin' in the Wind", Joan Baez , original Bob Dylan
- "Wild Thing", Jimi Hendrix, original The Wild Ones
- "Respect", Aretha Franklin, original Otis Redding
- "Twist & Shout", The Beatles, original The Top Notes
- "Gloria", Patti Smith, original Them
- "I Fought the Law", The Clash, orginal Sonny Curtis & The Cricketts
- "All Along The Watchtower", Jimi Hendrix, original Bob Dylan
- "Blowin' in the Wind", Joan Baez , original Bob Dylan
- "Wild Thing", Jimi Hendrix, original The Wild Ones
- "Respect", Aretha Franklin, original Otis Redding
- "Twist & Shout", The Beatles, original The Top Notes
- "Gloria", Patti Smith, original Them
- "I Fought the Law", The Clash, orginal Sonny Curtis & The Cricketts
Nos anos 80, com certeza que houve muitas covers, mas não tenho nada registado no chip, sendo que na década seguinte há alguns casos bastante interessantes:
- "Mrs. Robinson" Lemonheads, original Simon & Garfunkel
- "Knockin' on Heavens Door", Guns N' Roses, original Bob Dylan
- "Hallelujah", Jeff Buckley, original Leonard Cohen
- "Easy", Faith No More, original Commodores
- "The Man Who Sold he World" Nirvana, original David Bowie
A nível mais pessoal acrescento algumas que os Pearl Jam nos ofereceram, como "Crazy Mary", original Vanessa Williams; "Baba O'Riley", original The Who; "Sonic Reducer", original Dead Boys (ai de quem me vier falar de Last Kiss....)
Mais recentemente, já no século actual, os Nouvelle Vague dedicaram-se, com algum êxito, a fazer covers de músicas sobejamente conhecidas e têm algumas boas versões ("Ever Fallen in Love?", original The Buzzcocks; "In a Manner of Speaking", original Tuxedomoon; "I Melt With You", original Modern English) e destaco também os Killers, com a sua versão de "Shadowplay", original Joy Division.
Todas estas são referi são, na minha opinião, grandes músicas e que acho merecem figurar como parte da História da música. A diferentes níveis bem sei, mas como boas amostras de como é possível pegar em criatividade alheia e levá-la a outro nível, que, no fundo, é disso que se trata.
Agradeço opiniões sobre o tema, lembretes para covers que me poderão ter passado e afins, aqui em baixo na caixinha dos comentários. Ou então não, leiam só e vão à vossa vida! Enjoy!
Relacionado #16
Raul Seixas - Dentadura Postiça
Krig-ha Bandolo (1973)
Krig-ha Bandolo (1973)
16 agosto 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)