14 agosto 2009

Les Paul (1915-2009)

O pai da guitarra eléctrica, Lester William Polsfuss, mais conhecido como Les Paul, faleceu ontem nos EUA, com 94 anos.


Foi um inovador no seu tempo, ao desenvolver por si próprio, em 1939, uma guitarra eléctrica, que viria posteriormente a ser produzida pela Gibson com o seu nome. Hoje acho que qualquer pessoa minimimante conhecedora de guitarras tem este modelo como grande referência, quanto mais não seja pelo punhado de artistas que a utilizam com muita frequência, dos quais destaco o Slash, por só utilizar esta guitarra.


A Reuters preparou um interessante slideshow de fotos com artistas que a utilizaram, denominando-o Guitar Heroes.

13 agosto 2009

Talvez Relacionado #9

Um bom som, esta "How I Became a Prostitute", dos Twilight Sad. Trata-se do single de avanço do seu segundo álbum, "Forget The Night Ahead", que será lançado em Outubro e parece-me um excelente aperitivo desta banda escocesa. A manter atentos.

12 agosto 2009

iFrod Shuffle 12-08-09


Paredes Coura 09

Tardou um pouco, mas finalmente aqui fica a reportagem dos enviados especiais do Altamont ao Paredes de Coura 09. Foi um ano um pouco atípico para este festival, uma vez que, sem patrocinador principal, terá sido uma tarefa bem mais complicada montar um cartaz forte como fazem ano após ano, com bandas emergentes e alguns nomes fortes. De qualquer forma, o espírito mantém-se e ali, isso é o mais forte de tudo. É um verdadeiro festival virado para a música e no qual tudo o resto é acessório.


Vamos então à música; Dia 1 (29 Julho) iniciou-se com os Temper Trap, uma banda australiana com um som interessante e que funcionou muito bem como responsável por abrir as hostilidades. Demonstraram energia e debitaram o seu rock bem ritmado que agradou quem já se encontrava pelo recinto.


Seguiram-se os por mim muito esperados The Pains of Being Pure at Heart e não desapontaram. Não que tenha sido um concerto extarordinário, nota-se que ainda são uma banda verdinha, mas entregaram-se às músicas que trouxeram e agradaram ao público que ia crescendo junto ao palco, alguns já fortes conhecedores do álbum de estreia da banda. Soube bem.



The Horrors fizeram jus ao seu nome, com o seu pseudo-goth-shoegaze-pós-rock. Boa altura para ir comer.


Era então chegada a hora de mais um ansiado concerto - Supergrass, que mesmo com 15 anos de carreira nunca tinham vindo a Portugal. E acho que sinceramente valeu a pena deixar passar o buzz de quando eram apenas a banda do "Allright", Cresceram, editaram vários bons discos e mostraram em concerto que não são os One Hit Wonders como muitos os rotularam na altura. Excelente rock, músicas com "Richard III", "Sun Hits the Sky" e "Moving" forma muito bem vividas, um concerto sem muito aparato, deixar a música valer por si.



E chegados estávamos aos cabeças de cartaz - Franz Ferdinand, que apesar de já cá terem vindo várias, vezes, nunca os tinha visto. Mais abaixo no blog já está uma boa reportagem a este concerto, e eu quero apenas acrescentar que foi realmente muito bom, um dos senão o melhor do ano, acho que sentiram a energia que vinha do público e beberam daí para criar um excelente concerto. Um bom balanço entre os 3 álbuns, que cultiva uma mistura entre o rock e também um lado mais sintetizador no recente, que funcionou muito bem e agradou a todos.



Dia 2 (30 Julho) - Dia mais para cumprir e ver o que aparecia, sem grandes expectactivas. Começou com um bocado bem passado na relva, e à hora marcada os Mundo Cão foram os responsáveis pela abertura do panco principal. Têm um estilo próprio, um pouco colado aos Ornatos, que não é claramente o meu e acho que deram um concerto razoável, sem espinhas.


Seguiram-se os Portugal. The Man. Um retorno ao rock anos 70, psicadélico, longas músicas, poucas palavras para com o público, no país que ajudou a dar o nome da banda. Quem gosta do estilo (o outro repórter Fred curtiu bastante) achou um concerto muito competente e suficiente para ir descobrir mais sobre a banda.


Os Blood Red Shoes foram a meu ver o ponto alto deste dia. Tinha ouvido 2/3 músicas deles e achei que ganharam o público com o seu som simples (uma bateria, uma guitarra e voz à la White Stripes) mas bastante animado. Notou-se que já têm uma boa base de fãs por cá, e passaram muita energia para o público.


Peaches merece referência apenas por lhe ter conseguido tirar uma boa foto


Ah, e acho que houve uns senhores que ainda tocaram depois. Comecei a ouvi-los e passadas 3 músicas fomos à nossa vida. Balanço final bastante positivo, o primeiro dia só por si valeu muito e sabe sempre bem regressar a Paredes de Coura!

10 agosto 2009

SW09

Teve de ser. Pela primeira vez na minha vida fiz o Grand Slam dos Festivais de Verão do nosso cantinho - Optimus Alive, Super Bock Super Rock, Paredes de Coura e Sudoeste no mesmo ano. Para mais tarde recordar, porque estou certo que é algo que nunca mais se irá repetir. Foi muito tentador a junção de factores - completar o Grand Slam e ver os Faith No More e como tal não resisti - fui até à Herdade da Casa Branca picar o ponto. Mas no final fui eu que fui marcado, por um grande concerto - Mike Patton e sua companhia demonstraram energia, empenho, alegria por cá estarem (num país que, como ele destacou, foi onde em 1998 a banda acabou, "after a very long tour"). Puxaram por todos os que lá se encontravam, muitos (tal como eu) propositadamente para os ver, animaram, cantaram uma música completa ("Evidence") em português, um setlist muito bom, balanceando baladas com as músicas mais duras, foram agressivos quando era para o ser e calmos quando também era tempo disso. Muito, muito bom!



Quanto às outras bandas, fiquei desiludido com os Blind Zero, não percebo como uma banda com um reportório alargado como eles resolve fazer 2 covers que em nada acrescentam às versões originais, ainda para mais num concerto de apenas 55 minutos? Para mim não se justifica. Bem melhor estiveram os X-Wife, banda muito competente e que animou bem as hostes na abertura do palco principal.



Uma palavra também para o ambiente. Definitivamente, o Sudoeste não é um festival de música, é uma feira de vaidades. Montanha-Russa? 4 palcos com músicas distintas a chocarem entre si (o episódio do Tigerman é ilustrativo, palmas para ele!!)? Montes de patrocinadores a distraírem as atenções dos concertos, com música muitas vezes mais alta? Muito provavelmente, e salvo banda mesmo muito forte, não lá voltarei tão cedo...

05 agosto 2009

Debate

Ao tempo que no Altamont não é dedicado tempo de antena a questões realmente fulcrais que rodeiam o mundo da música, e como tal, após um debate renhido entre os dois reportéres escalados para fazerem a cobertura do Paredes de Coura, achámos por bem alargar o debate e recolher mais opiniões numa questão que é por certo já muito debatida, mas sem chegar a conclusões práticas. Ora então sem mais demoras, cá vai:

Na vossa colecção pessoal de discos/CD's/iTunes, o que for, e no caso de a terem disposta por ordem alfabética, The Beatles aparece na letra T ou na letra B?

Fico a aguardar as vossas posições e argumentos na caixinha dos comentários. Um muito obrigado desde já pela contribuição.