Hoje deixo aqui o que para mim será o ponto alto do Optimus Alive! - os Los Campesinos! Banda originária do País de Gales, já com 2 álbuns na bagagem, vem visitar pela primeira vez o nosso país (já tarde digo eu) e entram em palco secundário (que muitas vezes é o mais importante) no dia 11 de Julho, pelas 19h40. Como apresentação para quem não conhece, fica abaixo "Sweet Dreams, Sweet Cheeks". (Entre uma boa qualidade de som e um vídeo interessante optei pela qualidade de som, por isso ponham no play e podem olhar para outras coisas que não me importo).
Logo no primeiro post relativo aos Festivais Verão mencionei o festival de Glastonbury, um dos festivais históricos na Europa. Pois bem, a edição deste ano terminou no passado fim de semana e eu queria aqui deixar-vos algumas fotos do evento disponibilizadas pelo site Boston.com, e que nos fazem sentir a vida de um festival e explicam a quem não percebe a magia que está por detrás de um evento desta magnitude.
Há mais fotos espectaculares com estas de Glastonbury aqui, à distância de um click. Provando que música e fotografia são artes que vão muito bem juntas.
Hoje deixo aqui os Eagles of Death Metal. Uma banda com um bom ritmo rock que estou a pensar espreitar para ver como são ao vivo. Josh Homme, o mentor dos Queens of The Stone Age é um dos membros da banda, mas nem sempre aparece nos concertos ao vivo. É uma banda que não inova muito, mantendo-se numa toada rock puro, guitarra e ritmo acelerado. Aqui fica "Wannabe in L.A.", single do mais recente álbum "Heart On". Vão estar no Optimus Alive dia 10 de Julho.
1969. Um dos anos mais míticos da história do mundo e da música em particular. O ano que viu o Homem ir à lua. O ano em que foi inventado o avião Concorde. O ano do Woodstock. O ano que viu um suposto Hippie (Charles Manson) tornar-se num profeta do apocalipse, ordenando matanças. O ano que viu os Beatles acabarem como grupo e os Led Zeppelin a começarem. O ano em que morre Brian Jones e nasce Dave Grohl. O ano em que Kadafi sobe ao poder. O ano ainda, em que Pelé marca o seu milésimo golo, é o ano que marca a queda de uma geração cheia de sonhos e esperanças. Uma geração que queria viver ao máximo. Essa mesma geração é representada no filme de Dennis Hopper e Peter Fonda, Easy Rider. A banda sonora reflecte o som da época. Desde o rock ácido dos Steppenwolf ao country-rock dos Byrds, passando pelo psicadelismo dos Electric Prunes e Jimi Hendrix. O mote dos Byrds com a belíssima "Ballad of Easy Rider" deu seguimento ao disco homónimo. Após Younger Than Yesterday, os Byrds não mais voltariam a ser os mesmos. Constantes mudanças no elenco principal alteraram as fundações da banda. Tudo começara com a saída de David Crosby que se aliava a Nash e Stills e, mais tarde, a Neil Young. Chris Hillman e Gram Parsons, que viera substituir Crosby, também seguiriam o mesmo caminho, formando os Flying Burrito Brothers. O também substituto, baterista Kevin Kelley veria a porta da rua mais cedo do que pensava. Isto fez com que o único sobrevivente desta "limpeza de balneário", Roger McGuinn tivesse que arranjar uma nova banda. A primeira experiência surge com Dr. Byrds & Mr. Hyde, de 1968. Um disco ainda verde, com muitas pontas soltas e sem um rumo definido. O melhor estava para vir em Ballad of Easy Rider. Uma disco que serve perfeitamente para banda sonora de uma viagem pelo interior da América. Tem todos os ingredientes do folk-country-rock. Todo o universo de uma paisagem a perder de vista, a pradaria, as bombas de gasolina perdidas no meio do deserto, "Oil in My Lamp", as cidades fantasma, "Tulsa County", a influência cristã, "Jesus is Just Alright" e a mexicana,"Deportee (Plane Wreck at Los Gatos)" ou apenas a liberdade de escapar para onde se quiser, até à lua, "Armstrong, Aldrin and Collins", são sensações que este disco nos traz por demais. Um dos melhores discos dos Byrds, naquele que foi um dos anos mais conturbados da década mais excitante de sempre. O ano que marcou uma viragem de muitas bandas para as suas origens...
Inicia-se brevemente mais um ano de Festivais de Verão. Para quem gosta de música como parece ser o caso dos que aqui escrevem e dos que aqui vêm ler o que aqui se escreve, é um tempo de escolhas, saber para onde apontar baterias e atacar os concertos que se fazem neste período do ano no nosso cantinho. Ainda tenho o objectivo de um dia ir a um festival europeu dos grandes, um Roskilde, um Glastonbury, um Primavera Sound, Benicassim, ou mesmo americano, quem sabe, um Coachella, SXSW, um Pitchfork Music Festival. Mas ainda não será em 2009. Veremos como corre 2010, mas parece-me um número bonito para tal. Quem sabe o administrador do blog não quererá premiar os contribuidores com uma viagem a um destes festivais para fazermos a cobertura?
Bem, mas atacando o assunto, é minha ideia aproveitar aqui este espaço de antena para fazer uma preparação dos Festivais que aí vêm, deixando músicas de bandas que irão passar por Portugal, e desta forma ajudar às escolhas que se avizinham. Até porque este ano a coisa apresenta-se difícil, as bandas que me interessam estão espalhadas por dias e por festival e ainda não sei bem o que fazer...
Ora bem, começamos então com os Supergrass, oriundos ainda do tempo da britpop, mas num registo ligeiramente diferente. Variaram bastante de estilo entretanto e na minha memória ficou sobretudo este "Richard III". Estarão no Paredes de Coura dia 30 de Julho.
Apesar de um dia triste, a música que nos deixou ficará connosco para sempre e como tal há que agradecer por essa contribuição para a História da música. Uma contribuição única e inesquecível. Obrigado Michael.