08 maio 2009
06 maio 2009
Os Tornados
Em tempos em a originalidade é mais difícil de alcançar do que o benfica ganhar campeonatos, surge uma banda nacional revivalista de cariz beatleniano.
Sim, não é nada de novo, no entanto, o single faz-me sorrir e bater o pé. Aqui fica:
05 maio 2009
Relacionado #14
Peixe:Avião - A Espera é um Arame
40.02 (2009)
40.02 (2009)
B Fachada já foi à Zé Dos Bois, diz ele.

De razia por Lisboa aproveitei para ir beber um copo ao Maxime e desfrutar da companhia aqui do Mustarda. B Fachada era um pretexto como outro qualquer, mas lá me tentei informar acerca do fulano indo-lhe ao MySpace em jeito profilático.
Rapidamente me apercebi de que se tratava de um rapaz armado ao discreto-cómico, ao humilde-vaidoso, ao antigo-moderno, ao marginal-trendy, ou, numa palavra, armado ao indie.
Utiliza uma fórmula muito simples que é o fingir que não se leva a sério, mas sem entrar na pura palhaçada, ao mesmo tempo que nos tenta convencer que no fundo é um poeta, urbano mas sensível, frágil, naif.
Foi isso mesmo que tentou dizer ao público, que o ignorou nas primeiras duas canções, quando afirmou estar de mau humor (a ironia utilizada no momento remeteu-me para os discursos de certos dirigentes de futebol), pedinchando silêncio por amor da santa. O público enterneceu-se, ao vê-lo sarnento e lacrimejante, e chegou até a aplaudir o artista injustiçado.
Eu por esta altura também estava transtornado por saber que o preço de uma imperial (tamanho xxs, seria considerado um insulto no Reino Unido) era o que era, e de olhos avermelhados do fumo avassalador da sala (outra surpresa), perguntei-me por que diabo estavam as pessoas a pagar 5 euros à porta. Minutos depois o Mustarda apalpou-me o rabo, como é seu desagradável costume, o que no entanto me enxaguou a bílis e voltei para o paleio.
Estava então o Bernardo (ou o b, se estivermos numa de laconice) a avacalhar (parecia-me) com a guitarra e a tentar aborrecer o público com guinos de voz. Este, no entanto, pelo menos na primeira linha, parecia estar atento. Ou então era a cara que as pessoas fazem quando têm as jeans apertadas até à bacia.
Reparem, eu não tenho nada contra os produtos Underground passarem a Mainstream. Mas quando adquirem os seus vícios, isto é, quando o enaltecimento da obra não está relacionado com a qualidade mas sim com a máquina que por detrás a empurra, dá-me uma certa sensação de desperdício de tempo.
Este fenómeno evangélico é, até ver, uma fantochada de primeira, prometo-vos, e a prova virá quando daqui a um par de anos ninguém se lembrar deste Bernardo de Cascais.
Relacionado #13
Nirvana - Sappy (1992)
Sinais dos Tempos

Rock is dead ou é simplesmente a música e o seu veículo que estão: a) a morrer?; b) a mudar? c) a dar a volta?
Nesta minha pequena visita a Nova Iorque constatei um facto que já tinha percebido em Londres também. A indústria musical está numa crossroad, senão vejamos. Tower Records, uma das empresas de música mais fortes, com uma cadeia de lojas em Inglaterra e Estados Unidos faliu. As suas lojas nos EUA e Inglaterra fecharam, apenas continua na Colombia, México,Irlanda e em alguns poucos países asiáticos.
Segundo exemplo, este mais recente. As lojas de música da empresa Virgin foram vendidas a um grupo de nome Zavvi, em Inglaterra, que tinha parceria com a Woolworths. Em pouco mais de um ano foram ambas à falência. Maior parte das muitas lojas Virgin/Zavvi foram compradas pela HMV, agora a maior e única cadeia de lojas a vender música na Grã-Bretanha. Nos EUA, a Virgin, para grande espanto geral está, também, a fechar portas. Lojas enormes vão ser vendidas ainda não se sabe a quem. A Virgin de Times Square, NY vai ser vendida a uma cadeia de roupas "Forever 21".
Em Portugal, a própria Virgin fechou. Para mim uma das melhores lojas de música em solo nacional, não só devido ao tamanho mas também à qualidade e quantidade de oferta, e, obviamente no espaço que estava inserida. No entanto o caso mais flagrante terá mesmo sido o da Valentim de Carvalho. Com lojas pequenas um pouco por todo o lado, juntando à relativamente grande no Rossio, agora uma loja de sapatos de que não recordo do nome, a VC fez bem o seu papel. A concorrência feroz por parte da novata Fnac no fim dos anos 90 fez com que a Valentim de Carvalho tentasse lutar com os seus próprios meios, abrindo uma super mega store no Chiado, agora uma H&M. Da Valentim de Carvalho sobrou nada ou quase nada, já que ainda se pode encontrar uma semi loja arraçada de Magnolia no Saldanha Residence e uma, já quase cadáver, no Centro Comercial Alvalade.
A história da VC pode ser quase papel químico da discoteca Roma. Um clássico da Avenida que lhe deu nome, a loja de discos quis crescer, abrindo outras lojas pequenaspelo país fora, e uma megastore em plena Av. da República. Pouco tempo duraram estas novas lojas, obrigando, inclusive, ao encerramento da casa mãe, para desgosto de muitas pessoas, eu incluido.
Só uma cadeia resiste em Portugal. Fnac. Aberta em Portugal no final dos anos 90, a marca francesa foi um sucesso, abrindo um espaço no C.C. Colombo de grande prestígio. Tendo já feito mais de 10 anos em Portugal, a Fnac já tem em território nacional dezenas de lojas. Apenas um senão. A experiência com as Fnac Service foi um fracasso. Fecharam todas.
A Worten já teve no seu ínicio uma boa escolha musical. Neste momento limita-se a vender êxitos.
1)Será que a Fnac resiste por conseguir equilibrar bem a balança entre livros,discos,jogos,filmes,material Hi-Fi? Ou será que irá, também, um dia cair?
2)Virgin e Tower Records existem mas praticamente só no online. Será esta a solução?
3)As pequenas lojas de discos, mais orientadas para públicos alvo econhecedores estão a voltar a emergir, estaremos a dar a volta? Aproximar a loja e o seu vendedor do cliente?
Estas são perguntas que ficam no ar.
04 maio 2009
Yeah Yeah Yeahs - It's Blitz (2009)
Lançado recentemente, o terceiro álbum dos Yeah Yeah Yeahs, "It's Blitz" deixa algumas incertezas no ar. E digo incertezas por não conseguir perceber bem o público a atingir por este novo álbum. Para mim os Yeah Yeah Yeahs sempre foram sinónimo de fortes guitarras, ritmo intenso, gritos histéricos e energia a rodos. Se é essa a ideia que têm também, irão sentir uma grande mudança de rumo, uma vez que há mais sintetizadores e menos guitarras na mistura e a energia contagiante de Karen O foi substituída por uma um registo mais morno e calmo. Será com o objectivo de se aproximar do mainstream? Talvez. Acho que foi chegada a altura do grande dilema que todas as bandas passam, em determinado momento da sua carreira, que é o "Continuamos a fazer mais do mesmo ou experimentamos algo diferente?". Diria que o álbum é interessante, mas pessoalmente prefiro os Yeah Yeah Yeahs cheios de intensidade que se encontra no primeiro álbum, "Fever to Tell".De destacar neste "It's Blitz" as duas primeiras músicas, "Zero" e "Heads Will Roll", que podem ouvir no video abaixo (ao vivo no Jools Holland). "Zero" foi o primeiro single lançado e penso que serve bem de demonstração ao que a banda vem, enquanto que "Heads Will Roll" leva ao extremo a substituição do sintetizador pela guitarra mas que resulta numa interessante combinação que puxa pelo movimento do corpo.
Penso que também é importante realçar a contribuição de Dave Sitek (Tv on the Radio) como produtor do álbum.
Enjoy!
Altamont News
Este post é em parte dedicado ao Pete, depois do artigo sobre a re-edição do Ten e a questão que se levantou sobre a integridade dos artistas vs. marketing. E ainda sobre Pearl Jam, que agora sim me parece terem entornado o caldo e se terem entregues às mãos do marketing e do dinheiro fácil. Aqui fica a notícia:
"Trechos de 16 músicas do Pearl Jam serão usados nos dois episódios que marcam o encerramento da série norte-americana Cold Case. Os últimos capítulos do seriado serão transmitidos pela rede de TV CBS nos dias 03 e 10 de maio."
Completamente desnecessário, diria eu. Deixa-me muito decepcionado como fã, esta entrega do ouro ao bandido. Sem mais comentários...
"Trechos de 16 músicas do Pearl Jam serão usados nos dois episódios que marcam o encerramento da série norte-americana Cold Case. Os últimos capítulos do seriado serão transmitidos pela rede de TV CBS nos dias 03 e 10 de maio."
Completamente desnecessário, diria eu. Deixa-me muito decepcionado como fã, esta entrega do ouro ao bandido. Sem mais comentários...
23 abril 2009
Talvez Relacionado #4
E porque convém nunca esquecer who's the boss around here...
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