Hoje em dia as coisas buscam-se de forma completamente diferente, mas, no meu tempo, em que a rudimentar internet servia essencialmente para engatar morconas no mirc, e uma vez que os meus pais gostam tanto de música como eu de levar pontapés nos tomates, era a exploração de uma determinada banda e dos seus interesses que me linkava para outras, nomeadamente aquelas do passado.
Foi assim que, através dos Nirvana, a minha banda preferida da adolescência (sem surpresas), ouvi falar de Sonic Youth, Melvins, Mudhoney, e também de The Velvet Underground, The Who, Neil Young, The Vaselines e... Led Zepellin.
Já não sei a que propósito é que o Cobain me haveria de os ter sussurado, mas a verdade é que o fez. Se não directamente, através de um daqueles livros que discutiam a sua morte (suicídio? homicídio?) e que a malta púbere corria a comprar como se fossem gomas.
Pouco depois, tinha alguns discos deles em casa, a maioria trazidos pelo meu irmão, e desde esses tempos (refiro-me portanto há uns 12 anos atrás) que ando a tentar papar esta banda.
Mas, lá vou eu aborrecer alguns ou suscitar risotas a outros, tomei finalmente uma decisão: Led Zepellin é um travesti histérico que se por ele passassemos na rua enxotavamo-lo à biqueirada e ao pedregulho.
A voz do Robert Plant é-me tolerável só em estado ébrio ou se tiver de decidir entre ele e um bar de karaoke. Coloco-os ao mesmo nível dos Bon Jovi, no entanto, se por uma lado acho que o Jon é mais bonito que o Robert, por outro o cabelo do britânico está sempre com aparência mais vivaça que o do outro.
Perdoem-me, mas ontem tive de dizer isto ao meu irmão, enquanto lhe enfiava o iPod na retrete, e hoje confesso-me a vós, de uma vez por todas, esperando que, como eu, saiam dos armários todos aqueles que também acham que Led Zeppelin é das bandas mais gays de sempre e se o Stairway To Heaven não é um hino à fornicação anal entre dois (ou mais) homens, Beethoven era um pensador socialista.
13 fevereiro 2009
11 fevereiro 2009
AC/DC

A banda australiana regressa a Portugal 13 anos depois para felicidade dos que apontam o indicador e mindinho ao céu (franja na qual me incluo... é algo instintivo) e sacodem os cabelos ao som dos riffs mais emblemáticos da história do Rock and Roll. Segundo avança o Correio da Manhã, o grupo liderado pelos manos Young (Angus e Malcolm) sobe ao palco no Alvalade XXI a 3 de Junho em plena digressão de promoção do último álbum (Black Ice), um trabalho que os apresentou às gerações do novo milénio como uma das referências do R&R e os resgatou do limbo em que se encontravam desde Stiff Upper Lip (2000).
10 fevereiro 2009
Será isto música? #2
Podemos considerar os Anal Cunt, em português C+na Anal, como outros provocadores? A sua sonoridade não é também um pontapé nos tomates da industria musical?
Segundo a lógica do Raul, acho que sim.
Wolfmother

O futuro dos "Wolfmother" está envolto num manto de dúvidas: Chris Ross (baixista e teclista) e Myles Heskett (baterista) abandonaram o grupo australiano por "diferenças irreconciliáveis" com Andrew Stockdale (vocalista e guitarrista) que já arranjou substitutos para os lugares vazios. O "frontman" actuou, recentemente, com os novos companheiros num pequeno concerto sob o nome "White Feather" apenas para despistar e retirar pressão: a designação "Wolfmother" deve continuar doravante.
Estes é o dia-a-dia dos Wolfmother, banda que não edita um álbum (Wolfmother) desde 2005 (o único, aliás), álbum esse que os trouxe para a ribalta como uns dos múltiplos protagonistas do movimento revivalista do rock feito nos 70's. Recordo-me de uma crítica feita por Mike Patton, vocalista de grupos tão icónicos como os Faith No More e Phantom, o qual se referiu aos Wolfmother como meros reprodutores de música anteriormente feita. Ou seja, imitadores. Concordo com o progressista Patton mas não deixo de ficar feliz com esta onda neo-psychedelic-hard-rock do qual os Wolfmother parecem fazer parte.
Isto, porque prefiro bandas inspiradas por Led Zeppelin, Pink Floyd, AC/DC e que as tenham como referências em detrimento de alguns "one-hit wonders" dos 80's. Para já, a longa carreira dos ídolos permite-lhes sustentar a música que agora reproduzem, com outras bases e ideias que, embora não originais, podem (e devem) ser recriadas.
Neste contexto, gosto do álbum dos Wolfmother, onde a influência de Black Sabbath, AC/DC e Led Zeppelin é por demais evidente tanto na voz como na instrumentalização. As canções "Woman" e "Dimension" são extraordinariamente viciantes pelas guitarradas estridentes (1.ª) e riffs em escala (2.ª) - Stockdale revisita Robert Plant e Ozzy Osbourne em ambas.
O problema, parece-me, foi não terem conseguido focalizar-se numa só ideia de álbum. Quiseram-no fazer o mais abrangente possível e tocar em todas as folhas que compõem o leque de opções providenciado pelo "rock". Há aproximações ao punk, por exemplo na Apple Tree, que não se encaixam no fio condutor do trabalho destes australianos. Outros momentos, mais melancólicos, fogem, igualmente, ao ADN do álbum que, a espaços, parece perder a identidade. Apesar de tudo, consumido como um todo, Wolfmother é bom e traz-nos de volta muitas das boas coisas que se fizeram nos 70's.
Relacionado #5
Led Zeppelin - When The Levee Breaks
Led Zeppelin IV (1971)
Led Zeppelin IV (1971)
uma música no ar...
Pessoal,
Queria deixar-vos aqui um convite a virem assistir à próxima sessão "uma música no ar..."!
E do que se trata estas sessões "uma música no ar..."? Trata-se de alguém (de certeza insano) me deixar controlar o som do Bar do Bairro durante uma noite, coisa que normalmente acontece uma vez por mês. E a próxima é este sábado, dia 14. Sei que é dia dos Namorados, e lancei no meu blog pessoal um repto em relação a isso. Se quiserem perceber melhor que tipo de som costuma rodar, deixo-vos um link com as setlists de sessões passadas. Podem também optar por não ver nada e ir à descoberta....
Enjoy!
Oasis

A banda britânica de Manchester apresenta-se, este dia 15 de Fevereiro, pela quarta vez, em Portugal, desta feita no Pavilhão Atlântico, depois de Praça Sony (2000), Sudoeste (2000 e 2005).
O regresso aguardado do conjunto problemático e sempre controverso vem na sequência do seu mais recente disco, Dig Out Your Soul, registo mais psicadélico que os anteriores, que contêm já três singles no mercado: "The Shock of the Lightning", "I'm Outta Time" e "Falling Down".
A primeira parte está a cabo da banda Free Peace, trio de Liverpool, influenciado por bandas como os Led Zeppelin.
Preços dos bilhetes:
Balcão 2 28,00€
Rampa 28,00€
Plateia 32,00€
Balcão 1 40,00€
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