O que fazer com uma banda que passa da obscuridade - das pequenas salas, de culto dizem-nos, onde fumar ganzas não só é socialmente bem visto (aceite, já o é há muito) como te faz sentir "um deles"; onde se respira uma certa atmosfera elitista que emana do simples facto de se estar a assistir ao concerto de um conjunto sem tempo de antena nas rádios/televisões, numa lógica de contracultura... - que passa da obscuridade, dizia eu, para o estrelato - dos pavilhões e estádios esgotados, da tímida pirotecnia e dos videoclips que tentam ser fiéis ao dia-a-dia de um grupo rock -? O que fazer? Amar, ou odiar.
Eu, sou sempre pelo amor nestes casos. Se os tipos que antes usavam barba ou tinham os fios de cabelo pelos ombros, como outra qualquer banda sulista dos 70's, decidiram apresentar-se com outras roupagens, eu digo: porque não? "A fama, sentiram-se atraídos pela fama..." E eu digo, outra vez, porque não? A fama traz-te o dinheiro e outros benefícios, os quais, agora, não me sinto à vontade para especificar... E ser ambicioso, querer ser reconhecido, é ser, apenas, humano. Quanto a superficialidades, estamos, aparentemente, conversados.
E quanto ao conteúdo? Bom, "Only By the Night" é o álbum rock de 2008. Tem, aqui e ali, um som mais britânico, "pop"? Tem. Mas também tem a "Closer" que, se não é a melhor música destes ex-hillbylly's, agora meninos-bonitos, deve andar lá perto; a "Notion", muito boa também; a "Sex on Fire", bem, os rapazes fazem com que uma canção com este tema soe a poesia. O que, convenhamos, não é fácil (atentem à letra).
Não sendo precisamente o típico álbum de Pink Floyd, "Obscured by Clouds, banda sonora para o filme La Valée, de Barbet Schroeder, é uma espécie de tesouro escondido. É um disco mais calmo, pausado, com imagens pastorais, um pouco ao estilo do que a banda estava a fazer, nomeadamente em Atom Heart Mother e Meddle. Músicas como "Burning Bridges" e "Wot's...Uh the Deal " trazem das melhores interpretações voz-guitarra de David Gilmour, especialmente a última. É em "Obscured by Clouds" que Roger Waters começa a dar os primeiros passos para a sua visão mais intimista e psicótica em relação ao mundo. "Free Four", encoberta por uma melodia mais pop a fazer lembrar os Kinks ou T-Rex, esconde no seu interior letras sobre morte, envelhicimento, cinísmo e tristeza que iriam ser muito exploradas nos discos seguintes da banda. Juntando alguns números instrumentais bem conseguidos, este disco, esquecido pela crítica e público, consegue ser mais do que uma banda sonora a um filme mediano, vivendo por si próprio.
Confirma-se, por fim, a vinda de uma das bandas mais esperadas em Portugal nos últimos tempos. A banda norte-americana, natural de Las Vegas, estará, no próximo 18 de Julho no Estádio do Restelo, inserida no festival Super Bock Super Rock. O concerto faz parte da digressão do novo disco do conjunto, "Day and Age". Aguardam-se as restantes bandas. Pede-se um cartaz ao nível de 2007.
É evidente que não foi totalmente inocente, o meu repto. Não quis com isso criticar quem usa utiliza o termo música indie, mas apenas reflectir sobre o seu significado.
A meu ver, música é uma coisa, o movimento na qual poderá estar inserida é outra. Mas se o movimento pode ter tido importância na sua génese, não deveria tatuá-la em plenitude; ao invés, entendo a música como ela é, a sua natureza, os instrumentos que a produzem, os ritmos e compassos e o seu conteúdo lírico. O facto de se enquandrar numa determinada vaga é, até prova em contrário, puramente circunstancial.
Digo até prova em contrário, porque música há que não passa de fashionismo, amalgamação, repetição sem alma, e que por (muitas) vezes não é devidamente ignorada. E aqui reside a perversão da catalogação: bandas que nela embarcam exibindo a t-shirt do (neste caso) indie, enganando e confundido muita gente.
Não sendo um dos enganados, presunçosamente, serei certamente um dos confusos. E na verdade não entendo a necessidade de se catalogar música que não seja pelas suas características musicais.
Sejamos honestos: não acham que é demasiado fácil meter tudo que tenha um aspecto retro no mesmo saco? Como se pode misturar Gogol Bordelo com Franz Ferdinand com Beirut?
A meu ver, essa é uma necessidade que se prende com aspectos comerciais da música e não com aquilo que interessa mesmo. E as pessoas deviam referir aquilo que interessa mesmo e não aquilo que é mais conveniente.
Obrigado pela participação, é bom ver este blog a mexer.
Faço aqui o repto, de alguma natureza provocativa, mas essencialmente suscitado por um verdadeiro embaciamento, que uso óculos:
O que é música indie?
Desafio todos os intervenientes e leitores deste blog a participarem no repto e, assegurou-me o fundador, Mr Mustard, o que melhor se souber explanar, ganhará um vinil dos 4 non blonde.
Que poderão ter em comum Demis Roussos e Vangelis para além de serem gregos (embora Roussos tenha nascido no Egipto), barbudos e praticamente indiferentes para a população em geral? "Não poderia estar mais desinteressado", poderiam responder muitos. O melhor é irmos por partes. Com uma carreira de quase 40 anos a solo praticamente irrelevante, Demis Roussos há de ficar conhecido, e não de uma maneira muito nobre, pela música "Goodbye My Love, Goodbye". Por outro lado, Vangelis Papathanassiou tem mais motivos para se orgulhar. Foram da autoria do compositor bandas sonoras para filmes como "Chariots of Fire", "Blade Runner" ou "1492: Conquest of Paradise". No entanto, e juntamente com o baterista Lucas Sideras e o guitarrista Anargyros Koulouris, fizeram parte de uma das bandas psicadélicas, não anglo-saxónicas (apesar de cantarem em inglês), mais importantes, Aphrodite's Child. O trio/quarteto (inicialmente um quarteto, a banda ficou subitamente sem o guitarrista, Anargyros "Silver" Koulouris, devido ao serviço militar grego, acabando por falhar os dois primeiros discos, voltando, apenas, para o último fôlego da banda), composto pelo vocalista Demis Roussos, Vangelis nas teclas e, o já referido, Lucas Sideras na bateria, teve o seu início em 1967, o ano conhecido como o "verão do amor", o apogeu da música psicadélica. Um ano após a formação da banda, na esperança de ganharem estatuto internacional, Vangelis propôs a mudança para Londres. Tal como numa tragédia grega, o caminho para a fama foi tortuoso. Para além de perderem o seu guitarrista para o serviço militar, ficaram retidos em Paris devido, em parte, à dificuldade em obter vistos de trabalho em Inglaterra e, também, devido aos tumultos por que passavam os parisienses nesse mítico mês de Maio de 1968. Presos em Paris, a banda marcou, então, o seu caminho para o sucesso ao assinarem contrato com a empresa discográfica, Mercury, tendo lançado o seu primeiro single, "Rain and tears", sendo, provavelmente, a música mais conhecida da banda.
Com o sucesso imediato deste single, especialmente em França e em mais alguns países europeus, a banda acabaria por editar, nesse mesmo ano, o seu primeiro disco de originais, "End of the World". Um álbum muito "au courant" da época, com melodias psicadélicas e sinfónicas, muito ao estilo de uns Moody Blues ou Procol Harum, seus contemporâneos. Apesar de se notar algum tolhimento nas vozes, dado não serem uma banda anglo-saxónica, o disco revela momentos deliciosos , nomeadamente "End of the World", "Mister Thomas", o single "Rain and Tears" e mais psicadélica "The Grass is no Green".
Após digressões pela europa e, conseguindo, finalmente, autorização para embarcar para inglaterra, a banda preparou-se para gravar o sucessor de "End of the World". Gravado no Trident Studios, um dos mais famosos estúdios londrinos, "It's Five O'Clock", segundo disco de originais da banda grega é um misto de continuação e despedida do primeiro álbum. O psicadelismo deixa de ser tão evidente, passando a banda a entrar por vários caminhos: um mais pastoral, como criando uma banda sonora a vários tipos de paisagens, em "It's Five O'Clock", a relembrar "Whiter Shape of Pale" dos Procol Harum, "Annabella" ou "Marie Jolie"; outro mais folk, evidente em "Wake Up", "Take Your Time"; ou um caminho mais duro e experimental como "Let Me Love, Let Me Live" e "Funky Mary". Para uma banda não britânica ou americana, os gregos Aphrodite's Child conseguem criar um misto entre as duas culturas, dando-lhe um toque mais mediterrânico.
Porém, e apesar da banda estar a ganhar mais estatuto e andar em digressões, o efeito "Brian Wilson" acabaria por chegar. Vangelis, cansado de tournés, começou a não acompanhar a banda, preferindo manter-se no estúdio em gravações de temas, tal como aconteceu com os Beach Boys pós "Pet Sounds". Substituído em tourné por Harris Chalkitis, Vangelis começava a realizar os seus primeiros temas para bandas sonoras, nomeadamente para "Sex Power", o filme de Henry Chapier. Com o virar da década, o sonho colorido dos anos sessenta, especialmente da segunda metade, já se tinha esfumado. Beatles tinham se separado, o movimento Hippie começava a chegar ao fim. Manifestações pacifistas deram lugar a tumultos variados por todos os estados unidos. Começava a tornar-se outro mundo, mais agressivo e crú. Com um terceiro disco em preparação, a banda começava a ruir, pese embora não em número, dado que, Anargyros Koulouris, guitarrista retido na Grécia para serviço militar, estava de volta. O vocalista Demis Roussos estava já preparado para encetar uma carreira a solo, lançando o single "We Shall Dance", seguindo-se o álbum "On the Greek Side of my Mind" em 1971, ainda antes do disco final da banda, "666" sair para o público. Este disco de curioso título, ideia de Vangelis com amigo liricista, ao exemplo de Brian Wilson com Van Dyke Parks, teve como mote o bíblico "Livro das Revelações". Um Projecto que fugia de sobremaneira ao estilo anterior da banda. Um álbum conceptual sobre o apocalipse de São João como uma ópera Rock. A música complexa que Vangelis já começara a criar nos dois primeiros discos encontra o seu auge neste disco duplo. Um projecto audacioso que levou, obviamente, à ruptura da banda já que Roussos, mais interessado em continuar na mesma linha dos dois primeiros discos, uma linha mais pop e acessível, mostrava as suas intenções ao editar um projecto a solo. "666" é uma obra conceptual e difícil de digerir, podendo tornar-se longa e esquizofrénica, no entanto, revela um poder e uma musicalidade impressionantes. "Four Horseman" é o tema mais acessível, com a voz de Roussos no seu melhor, envolvida num grande nevoeiro de instrumentos musicais. A influência em músicas dos Verve é bastante visível neste tema e em "Altamont". O disco acabaria por apenas ser editado em 1972, após o desaparecimento da banda. Acabou por ser, como aconteceu em outros casos, como o dos Zombies com "Odessey and Oracle", o canto do cisne, porém o álbum do reconhecimento. Demis Roussos e Vangelis tiveram as carreiras já referenciadas, o guitarrista Koulouris trabalhou com ambos e o baterista Sideras tentou, também ele, uma carreira a solo, porém pouco sucedida.
O Raul fez abaixo uma bela análise à história do século XX! Faltou mencionar talvez os Rage Against The Machine para levar ao extremo as ligações existentes entre o mundo da música e a envolvente política, mas pareceu-me muito bem.
Não posso é deixar de defender a qualidade de música do início dos anos 90, (a sua maioria vindas de Seattle mas não só), que se apelidou de grunge (que a meu ver é redutor, uma vez que se colocou no mesmo saco estilos de músicas diferentes). Estas bandas não se definiram pelo que ouviam na MTV, muito pelo contrário, foram contra tudo o que passava na MTV antes deles (final anos 80), quiseram mudar tudo o que estava estabelecido, e conseguiram-no de tal forma que todas as atenções se viraram para eles. E para isso é que eles não estavam preparados e com isso é que não conseguiram lidar (à excepção talvez dos Pearl Jam, que à custa de muitas guerras travadas, TicketMaster, não dar entrevistas, não fazer videoclips, passaram por dificuldades, mas mantiveram-se unidos, suportados por uma enorme base de fãs, da qual orgulhosamente faço parte). A própria MTV não estava preparada para tipos anti-establishment e por isso usaram-nos e rapidamente os deitaram fora, trocando-os por bandas pré-fabricadas para o sucesso.
A questão de não se ouvir grunge hoje (há quem ouça, mas concordo que a maioria não está para aí virada) diria que tem a ver com modas. Durante anos não se ouviu falar em Orange Juice e Gang of Four, até aparecem uns Franz Ferdinand a dizerem que estas tinham sido as suas influências. Quantas bandas dos anos 80 voltaram a aparecer nos últimos tempos com uma vaga revivalista? A música tem ciclos, e não tenho dúvidas que brevemente irão aparecer bandas com influências de Pearl Jam, Smashing Pumpkins, Mudhoney, entre outras. A qualidade está lá, é apenas uma questão de ciclos. Mas para quem descobriu a música com essas bandas, nunca serão esquecidas ou encostadas.
A música, como qualquer expressão cultural, apresentou-se, de certo modo, como uma reacção ao panorama político geral. Se os loucos anos 20, época de excessos, se ajustou perfeitamente à música desprendida do swing, de classes e pretensões, vocacionada sobretudo para a dança energética, os anos 50 e 60 foram suportados em grande parte pela veneração do oeste e o medo de morte da ameaça vermelha. Tratou-se portanto de um período optimista e dandy, em que letras como Love me do ou Baila la Bamba faziam as delícias de qualquer um. No final dos anos sessenta começou a caminhar-se para uma maior responsabilidade, do meu ponto de vista, e introspecção, tendo surgido então o psicadelismo. A guerra no Vietnam apanhou este psicadelismo e conferiu-lhe poder de revolta contra o poder. Dos Beatles restava apenas John Lennon como voz relevante, enquanto McCartney escrevia Silly Love Songs. Os anos que se seguiram foram dedicados à redescoberta das drogas e, no final de contas, os setenta acabaram em seca criativa, sem explosão, sem mensagem, vazios, num mundo ocidental de prosperidade, segurança (a guerra fria já era coisa do passado, a 2ª guerra mundial muito mais) e a dar as boas-vindas definitivas à instalação do capitalismo. Os anos oitenta iniciaram-se assim. Hippies deram lugar a Yuppies, San Francisco cedeu a Wall Street, políticas de direita reiniciaram-se, neoliberalismo, Tatcher, Reagan, o colapso das economias comunistas e a patetice musical imperou, de que a expressão Glam Metal diz tudo. Única excepção de relevo: o muito underground movimento nova-iorquino entre 78 e 82 No-Wave, por oposição ao vazio New-Wave, em que artistas desconhecidos decidiram atirar uma pedrada no charco e violar tudo que havia de regras, reduzindo o Rock and Roll a uma memória vaga do género quando o Charlton Heston descobre um VW carocha no Planeta dos Macacos. Mas numa outra ocasião falei já de No-Wave. Findos os anos oitenta, os ex-Hippies estão esparramados no sofá a ver no noticiário das oito a queda do muro de Berlin, vestem camisolas de alça encardidas, bebem Coca-Cola, jantam hamburgueres num tabuleiro, estão divorciados, já não acreditam em nada e batem nos filhos. Um desses (filhos) é o Kurdt Cobain. A Geração X nasceu assim da decadência do capitalismo, da pobreza intelectual e de valores, do desemprego, das drogas pesadas, do cinismo que a geração anterior suscitou e que é agora acentuado de cada vez que ligam a televisão e passa um videoclip na MTV. Mas o que nos trouxe essa geração? A sua música grunge tratou-se sem dúvida de um grito de revolta, mas ao contrário do movimento No-Wave, não trouxe grande criatividade. A necessidade de se ser sujo, filthy,grungy, touch me I'm sick, surgiu-lhes das entranhas, o que é sempre bom, e evidentemente também me afectou e também me interessei muito pela estética do Smells Like Teen Spirit. Mas em termos musicais, limitaram-se a seguir o que viam na MTV, verse, chorus, verse, chorus, verse, chorus, chorus, mas com mais distorção e buracos nas Jeans. O facto de hoje em dia dificilmente ouvirmos grunge ou nem sequer conseguirmos pensar num produto dele, evidencia a limitação que este estilo de música representou. Cobain sabia disso. E talvez por isso mesmo se tenha matado. Ainda assim, Mudhoney é bom de ouvir de 2 em 2 anos e sabe optimamente revisitar o In Utero uma vez por ano.
PS em relação ao outro post da geração x, não vejo de que modo o Cavaco a possa ter influenciado e convém também relembrar que a primeira guerra do Golfo foi um conflito entre países do Médio oriente que teve participação ocidental após a invasão do Kuweit pelo Iraque, pelo que chamar-lhe de primeira investida no Iraque é muito redutor.
Primeiro que tudo quero agradecer a oportunidade de poder aqui ir mandando uns bitaites sobre cenas. A ver se consigo manter um ritmo interessante de posting para estas bandas, música não falta para aí!
Para começar, quero chamar a atenção de todos para uma compilação que será lançada no próximo mês de Fevereiro e me parece ter bastante potencial - Dark was the Night. Insere-se no programa Red Hot, de luta contra a SIDA, e vem mostrar um refresh deste programa, que ficou muito conhecido (pelos vistos batido demais) pelas misturas com ritmos locais de uma cidade, tendo Red Hot & Rio sido provavelmente o expoente máximo.
Dark was the Night é produzido por dois membros dos The National e conta com uma lista de participantes de peso, que deixa qualquer fã de música indie de água na boca. A ver:
DISC ONE: "Knotty Pine" - Dirty Projectors + David Byrne "Cello Song" - The Books featuring Jose Gonzalez "Train Song" - Feist and Ben Gibbard "Brackett, WI" - Bon Iver "Deep Blue Sea" - Grizzly Bear "So Far Around The Bend" - The National "Tightrope" - Yeasayer "Feeling Good" - My Brightest Diamond "Dark Was The Night" - Kronos Quartet "I Was Young When I Left Home" - Antony with Bryce Dessner "Big Red Machine" - Justin Vernon + Aaron Dessner "Sleepless" - The Decemberists "Stolen Houses (Die)" - Iron & Wine "Service Bell" - Grizzly Bear + Feist "You Are The Blood" - Sufjan Stevens
DISC TWO: "Well-Alright" - Spoon "Lenin" - Arcade Fire "Mimizan" - Beirut "El Caporal" - My Morning Jacket "Inspiration Information" - Sharon Jones & the Dap-Kings "With A Girl Like You" - Dave Sitek "Blood Pt. 2" - Buck 65 Remix (featuring Sufjan Stevens and Serengeti) "Hey, Snow White" - The New Pornographers "Gentle Hour" - Yo La Tengo "Amazing Grace" - Cat Power "Happiness" - Riceboy Sleeps "Another Saturday" - Stuart Murdoch "The Giant Of Illinois" - Andrew Bird "Lua" - Conor Oberst with Gillian Welch "When The Road Runs Out" - Blonde Redhead & Devastations "Love Vs. Porn" - Kevin Drew
Chega dia 17 de Fevereiro, portanto mantenham-se atentos!