04 novembro 2005

European MTV music awards

Music??? ou lixo?? Ainda me lembro, há uns 10 anos quando os MTV european music awards eram uma coisa fantástica porque tinham o melhor dos USA e o melhor da Europa. Já na altura os Music Awards americanos eram horríveis. Eram, mais ou menos, como são os Grammies. Hoje em dia é tudo igual. Lixo musical misturado com publicidade, empresas, modelos. Tudo ao molho e o que antes interessava, a música, agora é um acessório para esta máquina comercial, que é a MTV

17 setembro 2005

Crítica Musical

Começo por pedir desculpa aos amantes de U2, por exemplo, pelo que se segue, mas é da minha intenção abanar os críticos de música amadores que pululam por todo a parte, e dos quais se referem os pivots dos noticiários quando dizem que o último álbum de Rolling Stones foi unanimemente aclamado pela crítica mundial, como se tal fosse possível, e se o fosse seria muito muito mau sinal. Ainda a propósito disso, a única crítica (séria, profissional, pelo João Lisboa) que li relativamente a esse álbum foi bastante devastadora, e perguntei-me logo pelo uníssono BRAVO que aqueles jornalistazecos bradiam.

Mas a questão é que me parece que hoje em dia o jornalismo que invade as casas das pessoas, o mass media, adora fanaticamente o consenso, sentindo orgulho em pertencer ao sábio grupo das pessoas que votaram no Revolver como o melhor álbum de sempre e pergunto-me também: qual a utilidade duma votação como essa? É que não duvidem da existência de uma obscura utilidade. E portanto, sem o saber, esse tipo de jornalismo vai toldando a visão das massas (e do próprio jornalismo em si, tornando-se, consciente ou inconscientemente, numa óptima ferramenta das empresas multinacionais).

É com pena que observo isto, as mordomias com que a imprensazinha trata determinados entertainers, como os artisticamente estagnados Rolling Stones, Oasis ou o Paul McCartney, e para onde caminham outros muito rapidamente, deixando-se cegar pelos inapropriados elogios.

Só se condenam aqueles cujas vidas pessoais tenham tido aspectos mórbidos, sangue para um público devorar, e de preferência que tenham enveredado por um caminho artístico diferente, independentes da pressão dos gigantes multinacionais que são as editoras. Não se fala dos que não se preocupam em evoluir ou dos que tenham ausência de intenção artística de todo.

Não admira que o Kurt Cobain se tenha suicidado.

15 setembro 2005

A grande banda para o Milénio?

Que me desculpem os puristas do mundo “indie” que pululam neste blog, mas a verdade é que X&Y é o melhor trabalho de Chris Martin e companhia até à data. Reconheço, todavia, que o quarteto britânico assume, em cada álbum, um cunho (cada vez) mais “popular” e é por isso que este disco apresenta, de uma assentada só, a maior solução e problema para aquela que agora é considerada a maior banda do planeta. Mas já aí iremos.
Primeiro, a criação. Sob o signo dos cromossomas masculino e feminino, os Coldplay presenteiam-nos – nós, fãs, assumo – com uma autêntica compilação de hinos introspectivos, trauteados por uma voz depurada, com ecos do malogrado Jeff Buckley. A acompanhá-la, estão três músicos com outras armas, tecnicamente evoluídos, que sustentam a viagem que se inicia em… “Square one”. Juntos, estes quatro jovens, ex-estudantes universitários, produzem épicos perfeitos, onde a guitarra de Johnny é o suplemento de Chris, e o baixo de Guy a muleta para a cadência de Will. Surge “What if”. Martin no seu melhor, enamorado, um texto a fazer lembrar “Imagine” de Lennon sobre um piano “cheio”, que ressoa em “White Shadows” para atingir o seu máximo em “Fix You”. Esta é, sem dúvida, a melhor das 13 faixas que compõem o álbum, uma osmose musical entre “Politik” e “The Scientist” do anterior “Rush of Blood to the Head”, que, francamente, nos eleva a um estado… diferente. Melodia “catchy”, letra directa, e, novamente, os agudos eléctricos de Buckland no apoteótico final. Seguem-se “Talk” e “X & Y” e a sobrevalorizada “Speed of Sound”, o primeiro “single”, claramente por razões comerciais. Entre esta e “Clocks” a diferença é mínima, com prejuízo para a recente… Destacam-se, depois, “A Message”, “Hardest Plan” e “Swallowed in the Sea”, uma tríade monologa onde se notam, novamente, os avanços na voz de Martin, com um alcance claramente superior ao registado no “Parachutes”. Em todas elas, é o “eu sofredor” mas que nunca chega a ser entediante porque, convenhamos, a música/ linha melódica é, claramente, o grande trunfo dos londrinos. E, neste momento, esta capacidade de criarem os tais “anthems” só está nas suas mãos.
Depois, o problema. De facto, os Coldplay estão, ipsis verbis do parágrafo inicial, (cada vez) mais “populares”. Isto deve-se ao tremendo sucesso de “Rush of Blood to the Head”: ficaram expostos a um vasto público, abriram-se-lhes as portas de estádios e os prémios internacionais. “X &Y” só vem comprovar o que atrás vem referido: número 1 em muitos becos do mundo, espectáculos esgotados – Pavilhão Atlântico estará à “pinha” – e o vislumbre de uma sucessão de “top-ten” em catadupa. Bom para eles e para quem gosta deles. Um senão. Ameaçam tornar-se nos novos U2, irlandeses em final de carreira (por favor), o que dá a crer, dado o lado humanitário de Chris Martin, que venhamos a ter, provavelmente, um novel representante dos fracos e oprimidos. Aborrecido, portanto. Bono Vox já há um, e, sinceramente, não precisamos de outro. Mesmo. O desafio que se coloca, então, aos “Coldplay” é... o álbum seguinte. Fugirão aos épicos e apresentarão um tom diferente, ou continuarão no mesmo trilho de sucessos? É que, uma coisa é ouvirmos alguém cantar sobre amor e busca de sucesso quanto se está antes dos 30 anos… outra coisa é ter 50 e os temas manterem-se. O futuro não nos pertence, mas pode ser que estejamos na presença da grande banda do milénio. Assim o queiram.

14 setembro 2005

Paul McCartney - Chaos and Creation in the Backyard (2005)

Ah, One, Two! Paul está de volta e que regresso este! Após quatro anos de interregno, período no qual nunca esteve parado, dado estar constantemente entre várias tournées, entrevistas e participando em outros projectos, onde se destaca a actuação no célebre Live8, organizado por Bob Geldof, Paul McCartney regressa na sua máxima força. Chaos and Creation in the Backyard é o nome da mais recente obra daquele que será sempre visto como um dos quatro fantásticos. O ano de 1997, por muito que possa ser o mais triste na vida de Paul, será também um dos mais felizes em termos musicais. Foi o ano da sua ressurreição para a música, que vinha, lentamente, a tornar-se moribunda com o passar dos anos, não se vislumbrando qualquer chama do enorme talento demonstrado pelo britânico em longas décadas da sua carreira. Nesse ano, o amor da sua vida, Linda, morre de cancro, deixando um enorme vazio em Paul McCartney, no entanto, musicalmente, o disco lançado nesse mesmo ano, Flaming Pie, traz de volta a acendalha de criatividade e um brilhozinho nos olhos de todos que sempre acreditaram que seria capaz de voltar ao seu melhor. A partir deste ano, nunca Paul foi tão forte musicalmente. Em tributo à sua falecida mulher, dois anos volvidos, Paul decide gravar um disco de temas da sua infância, juntando-lhe outros três, de sua autoria, do mesmo calibre musical. Rock'n'Roll "à antiga". Convidou alguns amigos, entre eles, David Gilmour, guitarrista de Pink Floyd. O álbum surge num ambiente descontraído e, de certa forma, feliz. Novamente, como é de seu timbre, Paul McCartney não ficou inactivo. Entre o lançamento de um disco de música clássica e novas experimentações na música electrónica, o Beatle preparava outro retorno ao mais alto nível. Enquanto o disco Driving Rain, de 2001, mesmo sendo um álbum relativamente bom, soube a pouco, dado o grande regresso com Flaming Pie, a tournée mundial, iniciada nos Estados Unidos, trouxe de volta os grandes espectáculos que Paul McCartney sempre fez questão de apresentar. Aliado a uma nova banda, composta essencialmente por gente bastante anos mais nova, Paul trouxe uma nova frescura e determinação aos seus concertos, sempre aliados a uma grande conjugação entre música e efeitos visuais, como se pôde constatar no Rock in Rio 2004. Enquanto isso, McCartney nunca esteve parado. Entre hotéis de vários países, escreveu canções como quem cozinha um prato. Em poucos minutos. Não foi de estranhar que Paul entrasse em estúdio para gravar um novo álbum. Os boatos e rumores começaram a correr, ainda mais sobretudo depois de se saber que Nigel Godrich, produtor aclamado de vários nomes sonantes como Radiohead ou Beck, estaria a ajudar ou mesmo a produzir, quase por completo, este novo disco. A explicação para esta estranha aliança entre Paul e Godrich encontra-se algures no passado. George Martin, antigo produtor dos Beatles e de Paul, aconselhou a este o jovem produtor, dado tratar-se de alguém que puxa pelos limites, costumando estar um passo à frente de outros produtores. Estaria Paul McCartney, alguém que não tem nada a provar e que decerto não estaria tão receptivo a opiniões vindas de outros elementos, preparado para "levar no pêlo" de Godrich? O resultado foi melhor do que se esperava. Muitos acharam que Paul estaria à procura de soar como os Radiohead, outros, e bem, acharam que Paul apenas não queria estagnar mas sim dar um passo em frente. Nigel Godrich fez a ponte entre a intimidade que Flaming Pie ou mesmo McCartney, de 1970, trouxeram e o som dos últimos anos dos Beatles, onde a parte instrumental sempre foi um ponto bastante forte. Chaos and Criation não é Beatles, não é Radiohead nem Beck. É Paul McCartney no seu melhor. Seguramente um dos cinco melhores álbuns da sua carreira a solo. Para isso foi preciso muita paciência e um pouco de mão pesada de Godrich em Paul, que não se atemorizou com o peso histórico deste, antes pelo contrário, ele propunha-se trazer Paul de volta ao sítio onde merece estar. Entre os mais criativos da música pop/rock.
Músicas como Fine Line, Friends to Go (inspirada em George Harrison) ou Promise to You Girl surgem-nos logo como clássicos, logo à primeira audição. Temas bastante orelhudos e ricos instrumentalmente. Aliás, não será demais repetir que Paul toca praticamente todos os instrumentos neste álbum, incluindo flauta, tal como tinha feito em McCartney ou Flaming Pie. Jenny Wren surge-nos como uma continuação de Blackbird, mítico tema do Álbum Branco. Música bastante ao nível do que Paul faz melhor, uma guitarra, uma melodia e uma viagem pela letra. Sublime!
How Kind of You, At the Mercy e Riding to Vanity Fair fazem lembrar alguns temas de Radiohead, mais concretamente dos discos Kid A ou Amnesiac, devido, sobretudo, ao modo como os acordes estão combinados e às suas constantes variações.
English Tea leva-nos, tal como Honey Pie do White Album o fazia, a um tempo bem distante daqui, num qualquer jardim britânico onde se bebe um típico chá inglês ao som da leve brisa do vento. Um clássico.
Too Much Rain parece querer ir ter ao encontro de John Lennon, com o seu Jealous Guy, no entanto, posteriormente varia para uma típica música de Paul. Simples e bela.
Há também lugar para sons mais latinos com A Certain Softness que cantado em espanhol, certamente não ficaria nada mal.
Ao todo são treze músicas que trazem um Paul McCartney ao seu melhor nível, com um lado mais intimista, onde a sua voz parece que parou em 1968. É um regresso bastante aclamado pela crítica em geral, havendo, por vezes, algum exagero que se tende a criar, dado tratar-se de um monstro sagrado da música, no entanto, a qualidade vem sempre ao de cima nos momentos mais importantes, e, para Paul McCartney de Liverpool, a oportunidade bateu à porta e ele não a enjeitou! Com 63 anos, e continuando tão criativo, e com vontade de evoluir cada vez mais, não se sabe onde parará este "jovem".

25 abril 2005

O Quarto Mundo

O conceito de “Quarto Mundo”, idealizado por Jon Hassell, transmite-nos uma ideia de que poderá haver uma área no nosso mundo que não apenas a visível e palpável.
Um mundo onde não houvesse os mais ricos e mais poderosos que se encontram no 1º mundo, nem as zonas mais pobres e oprimidas, vulgarmente chamadas de 3º mundo. Um mundo onde a situação espácio-temporal não tem um registo identificável. Um mundo onde a tradição ou civilização são marcas preponderantes. Este mundo não existe mas ao mesmo tempo está bem presente na música da nossa sociedade.
Ao misturarmos o som característico de uma qualquer tribo africana ou asiática com um som característico de outra região, seja um som recente ou secular, acabamos por criar algo que não pode ser taxado, ou seja, não podemos afirmar que este som é característico de uma certa zona, época ou estilo. Não estamos presentes perante a pop ou o rock ocidental nem tão pouco perante as canções milenares de tribos africanas, mas sim numa mistura de sons e tipos que, acabam por criar um mundo à parte. Este é o “Quarto Mundo”. Um espaço intemporal onde civilizações, estilos, épocas ou tendências se misturam criando um quadro que não se termina mas sim expande-se.

15 março 2005

A Música no Séc. XX



O século XX é o século da música tal como a conhecemos nos dias de hoje. É o século de todas as mudanças, quer a nível cultural, como civilizacional. Obviamente que uma coisa puxa a outra, nada nasce do nada, no entanto o acaso pode mudar muitas coisas.
Quando ligamos uma TV, quando mudamos de posto de rádio, quando pomos um disco que acabámos de comprar não estamos apenas a ouvir aquele instante, aquele som. Estamos a ouvir séculos e séculos de evolução humana em todos os níveis. A música, tal como a conhecemos nos dias de hoje, como todas as artes, faz parte da evolução humana, não é estanque e não é, sobretudo, temporal ou local. No entanto, isto nem sempre foi assim. Antes de Colombo ter partido para o Novo Mundo, Vivia-se um clima de culturas fechadas sobre si mesmas. O Oriente não influenciava o Ocidente e vice-versa, talvez exceptuando as invasões árabes na Península Ibérica onde deixaram marcas a vários níveis, tanto cultural como civilizacional. No entanto, com os Descobrimentos abriu-se uma porta imensa para a evolução da música, sem nunca sequer se ter feito nada directamente para que isso acontecesse. Foi, sobretudo, obra de todas a História do desenvolvimento humano.
Sendo assim, a evolução da música pode esclarecer-se a nível histórico. Com a descoberta do Continente Americano por parte dos navegadores Europeus, a senda humana da exploração e conquista de novos territórios esteve à vista. Ainda hoje o Homem procura essa senda no espaço.
Precisava-se então de expandir territórios, criar novas colónias no Novo Mundo. As tribos locais, pouco acostumadas a trabalhos pesados, não puderam servir como mão-de-obra para a construção de uma nova civilização. A resposta foi dada com o transporte negreiro de escravos africanos para o continente americano. Estes, já habituados a trabalhos forçados, adaptaram-se bem em terras coloniais. A ponte África-América foi longa e muito proveitosa para os Europeus. À primeira vista poder-se-ia pensar que apenas se estaria a falar de mais um texto histórico sobre os Descobrimentos, porém, é neste momento que a música, tal como a conhecemos hoje, dá o primeiro passo. Não foram apenas os Negros que viajaram para o continente americano. Estes escravos levaram toda a sua cultura para o novo mundo, incluindo, obviamente, a sua musical tradicional, de um cariz tribal, muito marcada pelo ritmo, embora parecendo desconexo ao ouvido de um ocidental, fazendo-a atravessar léguas e léguas sem se precisar de Internet, TV ou Rádio.
Ora, tal como os escravos levaram a sua cultura, também os Europeus a levaram, tal como a sua música, caracterizada por um estilo muito certinho e “limpinho”, ao contrário da africana.
Estes fluxos migratórios sucederam-se durante vários anos, intensificando-se a partir do final do Séc. XIX, dada a crise que se vivia em alguns pontos da Europa, sobretudo na Irlanda.
Assim, aos poucos, as diversas culturas foram-se aproximando, o que fez com que a própria música se fosse misturando, fazendo com que cada ponto colonial tivesse o seu próprio panorama musical, tão longe e tão perto um dos outros.
Assim nasceu o Samba, o Tango, a Cumbia, o Mambo, o Vudu ou o Reggae.
Muitos destes sons viajaram para os Estados Unidos influenciando outros estilos musicais que aí se tinham imposto, tal como o Jazz, voltando outra vez para as colónias já com um som completamente distinto.
Porém, é nos Estados Unidos que a música dá o salto final para que hoje oiçamos toda a música que nos rodeia.
O Blues, esse espírito tão próprio do sul dos Estados Unidos, teve obviamente a ver com a questão da escravatura, sobretudo nos campos de algodão e da permanente perseguição aos negros por parte de grupos racistas tal como os KKK. O Jazz, tem tudo a ver com os ritmos, supostamente desordenados, dos ritmos africanos. O Rock’n’Roll, surgido nos anos 50, por negros e mais tarde aculturado por ícones brancos, como Elvis, nasce da electrificação dos instrumentos e torna-se no primeiro grande movimento juvenil que traz a revolução na música do Séc. XX. São estes primeiros Rockeiros dos anos 50, como Fats Domino ou Little Richard que vão influenciar miúdos ingleses, desejosos de sons quase proibitivos. Entre estes míudos encontravam-se os Beatles, que, ao conseguirem introduzir a música inglesa, de origem americana, nos Estados Unidos vão continuar essa tal revolução que se estava a passar. A música já tinha viajado ida e volta várias vezes durante estes séculos, sempre em constante mutação.
A partir dos anos 60, a abertura da música Ocidental a outras culturas, como a Oriental, com o caso dos Beatles, outra vez, a irem buscar sons à Índia, fazendo a música cada vez se tornar mais una e colectiva. Daí podermos falar de uma identidade colectiva em relação à música. Ela construiu-se e modificou-se com o contacto entre os vários povos e as várias culturas. Ela não nasce do nada, há sempre algo por trás. Acontecimentos políticos, culturais ou apenas circunstanciais fazem com que pessoas ou povos se aproximem e partilhem as suas tradições, fazendo que, por vezes, essas tradições se misturem e criem uma só. É essa a História do Homem desde os tempos primórdios. Sozinho não sobreviveria. Obviamente que haverá sempre culturas típicas, no entanto todas elas já foram tocadas por algo vindo do exterior, sendo que, nos dias de hoje isso é cada vez mais visível. A velocidade de informação permite-nos ter acesso a sons ou imagens que nunca poderíamos provavelmente ter acesso.
A história da música do Séc. XX foi esta, a do Séc. XXI promete ainda ser mais culturalmente abrangente.

17 fevereiro 2005

Loto - The Club (2004)

RECICLA MÚSICA E VIVERÁS!

Factory, Manchester, Agosto de 1984, batidas palpitantes, sintetizadores electrizantes e luzes delirantes fazem o público vibrar. Os New Order faziam-se sentir.
Clinic, "Madbaça", Agosto de 2004, batidas palpitantes, sintetizadores electrizantes e luzes delirantes fazem o público vibrar. Os Loto fazem-se sentir.
The Club, primeiro álbum dos portugueses Loto faz sentir-nos algures nos anos oitenta a dançar à maluca, certamente já meio alterados, a altas horas da noite.
Há certamente grandes semelhanças entre o som dos Loto e o dos New Order, as influências são imensas mas nem por isso estaremos a falar de uma cópia. Os Loto são mais que isso. São uma mistura entre a disco pop dos anos 80 em que figuravam nomes como os New Order mas também os Depeche Mode ou os Duran Duran mas vão buscar também influências aos anos 90 com Beck, Blur, altura do Girls & Boys, Air e Daft Punk.
Não estamos a falar de uma grande inovação no estilo de música mas é salutar observar que a Pop nacional está a aparecer e isso notou-se também com o surgimento de Gomo.
É, certamente, um álbum bem conseguido, alegre que nos faz sempre lembrar (ou não) uma bela noite a vibrar ao som de músicas como "Back to Discos", "The Club" ou "The Boy".
Como os próprios o afirmam, recicla música e viverás...

Os Melhores Álbuns ao Vivo

1 - Made in Japan - Deep Purple (1972)
2 - How the West Was Won - Led Zeppelin (2003)
3 - Live After Death - Iron Maiden (1985)
4 - Live at the Budokan - Cheap Trick (1979)
5 - Live in Lisbon 23.05.2000 - Pearl Jam (2000)
6 - Live at Leeds - The Who (1970)
7 - Frampton Comes Alive - Peter Frampton (1976)
8 - Ummagumma - Pink Floyd (1969)
9 - Live Killers - Queen (1979)
10 - Get Yer Ya Yas Out - The Rolling Stones (1970)
11 - Absolutely Live - The Doors (1970)
12 - Live in the Heart of the City - Whitesnake (1980)
13 - Live Bootleg - Aerosmith (1978)
14 - If You Want Blood You Got It - AC/DC (1978)
15 - MTV Unpplugged Live in New York City - Nirvana (1994)
16 - S&M: Live Shit - Metallica (1993)
17 - Alchemy: Dire Straits (1983)
18 - Live From Mars: Ben Harper & The Innocent Criminals (2001)
19 - Live in London: Steve Vai (2001)
20 - I Might be Wrong: Radiohead (2000)
21 - Strangers in the Night: UFO (1978)
22 - Rock n Roll Animal: Lou Reed (1974)
23 - Unplugged: Alice in Chains (1996)
24 - Live at the Olympia: Jeff Buckley (1997)
25 - One More From the Road: Lynyrd Skynyrd (1976)
26 - The Royal Albert Hall Concert - Bob Dylan (1998)
27 - Wheels of Fire: Cream (1968)
28 - Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends - Emerson; Lake & Palmer (1974)
29 - Right Here, Right Now - Van Halen (1993)
30 - Seconds Out - Genesis (1977)
31 - Paris - Supertramp (1980)
32 - Live at Luther College - Dave Matthews & Tim Reynolds (1999)
33 - Irish Tour 74 - Rory Gallagher (1974)
34 - No Sleep Til Hammersmith - Motorhead (1980)
35 - It´s Alive - The Ramones (1977)
36 - Santa Monica 72 - David Bowie (1983)
37 - Live Rust - Neil Young & Crazy Horse (1979)
38 - Wings Over America - Paul McCartney & Wings (1976)
39 - Live 75 -85 - Bruce Springsteen & The E Street Band (1986)
40 - Band of Gypsys - Jimi Hendrix (1969)
41 - 4 Way Street - Crosby, Stills, Nash & Young (1971)
42 - Alive - Kiss (1975)
43 - Live at The Fillmore East - The Allman Brothers Band (1971)
44 - Under a Blood Red Sky - U2 (1983)
45 - Live - Bob Marley & The Wailers (1975)
46 - Live Era 87 - 93 - Guns n Roses (1999)
47 - Yessongs - Yes (1973)
48 - Exit...Stage Left - Rush (1981)
49 - Live & Dangerous - Thin Lizzy (1978)
50 - Reunion - Black Sabbath (1998)

16 fevereiro 2005

Os Melhores Guitarristas Rock de Sempre

Amigos "altamontianos"! Só para espicaçar um pouco as coisas aqui vai um top 50 dos meus melhores de sempre nas 6 cordas...com as respectivas melhores canções e álbuns!! Aceitam-se sugestões e comentários...
1 - Jimi Hendrix: Purple Haze - Are You Experienced? (1967)
2 - Eric Clapton: Layla - Layla & Other Assorted Love Songs (1970)
3 - Jimmy Page: Whole Lotta Love - Led Zeppelin II (1969)
4 - David Gilmour: Confortably Numb - The Wall (1979)
5 - Ritchie Blackmore: Highway Star - Machine Head (1972)
6 - Kirk Hammett: One - And Justice for All (1988)
7 - Jeff Beck: Freeway Jam - Blow by Blow (1975)
8 - Steve Vai: For the Love of God - Passion & Warfare (1990)
9 - Tony Iommi: War Pigs - Paranoid (1970)
10 - Eddie Van Halen: Eruptions -Van Halen (1978)
11 - Stevie Ray Vaughan: Little Wing - The Sky is Crying (1991)
12 - Frank Zappa: My Guitar Wants To Kill Your Mama - Weasels Ripped My Flesh (1970)
13 - Mike McCready: Alive - Ten (1991)
14 - Steve Howe: Starship Trooper - The Yes Album (1971)
15 - Pete Townshend: We Won´t Get Fooled Again - Who´s Next (1971)
16 - George Harrison: Taxman - Revolver (1966)
17 - Randy Rhoads: Crazy Train - Blizzard of Ozz (1980)
18 - Joe Walsh: Hotel California - Hotel California (1976)
19 - Carlos Santana: Soul Sacrifice - Santana (1970)
20 - Ace Frehley: Shock Me - Kiss Alive II (1977)
21 - John Sykes: Still of the Night - Whitesnake 1987 (1987)
22 - Gary Moore: Walking By Myself - Still Got the Blues (1990)
23 - Peter Green: The Green Manalishi - Then Played On (1969)
24 - Alvin Lee: I´m Going Home - Woodstock (1970)
25 - Joe Satriani: Satch´s Boogie - Surfing with the Alien (1988)
26 - Robbie Krieger: The End - The Doors (1967)
27 - Neil Young: Down by the River - Everybody Knows This is Nowhere (1969)
28 - Alex Lifeson: Spirit of Radio - Permanent Waves (1980)
29 - Brian May: Now I´m Here - Sheer a Heart Attack (1974)
30 - Angus Young: Thunderstruck - Razor´s Edge (1990)
31 - Keith Richards: Sympathy for the Devil - Beggar´s Banquet (1968)
32 - Tom Morello: Killing in the Name - Rage Against the Machine (1993)
33 - Mick Ronson: Hang On to Yourself - Ziggy Stardust (1972)
34 - Smells Like Teen Spirit: Kurt Corbain - Nevermind (1991)
35 - Slash: Sweet Child O Mine - Appetite for Destruction (1976)
36 - Mark Knopfler: Money for Nothing - Brothers in Arms (1985)
37 - Steve Morse: Take it Off the Top: What If (1978)
38 - Yngwie Malmsteen: Far Beyond the Sun - Rising Force (1984)
39 - Mike Oldfield: Part One - Tubular Bells (1973)
40 - Steve Hackett: Firth of Fifth - Selling England by the Pound(1973)
41 - John Mclaughlin: One Word - Birds of Fire (1973)
42 - Duanne Allman: Whipping Post - Live at The Fillmore (1971)
43 - Syd Barrett: Astronomy Domine - The Piper At The Gates of Dawn (1967)
44 - Tommy Bolin: Post Toastee - Private Eyes (1976)
45 - Joe Perry: Walk this Way - Toys in the Attic (1975)
46 - Steve Jones: Pretty Vacant - Never Mind the Bullocks (1977)
47 - Jerry Garcia: Dark Star - Live Dead (1969)
48 - Marty Friedman: Hangar 51 - Rust in Peace (1990)
49 - Adrian Smith: Wasted Years - Somewhere in Time (1986)
50 - Robert Fripp: 21 st Century Schizoid Man - In The Court of The Crimson King (1969)