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01 março 2012

You Win, Charlie Brown!

(clicar na imagem para mais fotos)




Desta vez, ele venceu. Com o concerto desta noite no cinema São Jorge em Lisboa, os You Can't Win, Charlie Brown disseram em voz alta: Texas here we go! O concerto era de angariação de fundos para a viagem ao South By Southwest. Foram seleccionados para ir lá tocar, mas todas as despesas ficam a cargo deles, e além do pedido de s.o.s. que lançaram no site e de que aqui já falamos, deram este concerto no São Jorge, cujos 10 euros do bilhete reverteram inteiramente para financiar a viagem e despesas da banda (os espectadores, receberam um poster autografado). Neste concerto, mostraram que são bastante bons ao vivo e que estão em boa forma. O Texas nem sabe o que o espera. Não tenho dúvidas nenhumas que os YCWCB vão dar grandes concertos nos Estados Unidos. E sendo o SXSW um festival que recebe toda a gente que interessa da indústria musical, não me admira que sejam contratados para grandes e eloquentes festivais de Verão europeus. Já tinha ouvido o disco (e o EP) vezes sem conta, mas só agora os vi ao vivo. E agora si, posso dizer com mais propriedade - eles são A Grande Banda portuguesa da actualidade.
Acredito que podem tornar-se ainda maiores. Mas já anteriormente me deliciei com bandas que tinham imenso potencial e depois acabaram, por isso faço figas e a dança da chuva para que os YCWCB continuem juntos por muitos anos.

08 fevereiro 2012

Lusophonia: You Can't Win, Charlie Brown


Para falar dos You Can’t Win, Charlie Brown começo por falar dos Grizzly Bear. No princípio de 2010 foi anunciado que os Grizzly Bear vinham a Portugal, tocar no Coliseu de Lisboa, e nessa altura tinha pensado escrever aqui um artigo sobre esta banda. Por dificuldades de agenda, acabei por não escrever esse artigo, mas tinha pensado sobre o que ia escrever – e ia escrever que eles eram sublimes. (Para mais esclarecimentos, ouvir o disco Veckatimest). E este adjectivo traz-nos aos You Can’t Win, Charlie Brown. Estes jovens lisboetas começaram há relativamente pouco tempo, mas já tocaram em vários países – e por ocasião de uns concertos em Londres, a revista francesa Les Inrockuptibles acusou-os de serem sublimes. Esse mesmo adjectivo que eu tinha encontrado para definir os Grizzly Bear, e que pode ajudar a definir os YCWCB. O adjectivo sublime significa, por exemplo, encantador. Ou grandioso. E estas são palavras que rimam bem com a música dos YCWCB. A estrutura das músicas deste sexteto baseia-se na guitarra acústica, pianos e órgãos – as pinceladas de cor são dadas com instrumentos como o metalofone, omnichord ou glockenspiel. As vozes são repartidas – há dois vocalistas principais, mas depois há coros prolongados, e aqui e ali, outro vocalista.