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29 março 2011

Álbum Fresquinho: The Strokes - "Angles"

"Dez anos é muito tempo, muitos dias, muitas horas a cantar", já dizia Paulo de Carvalho. Para os Strokes, dez anos passaram como um abrir e fechar de olhos desde que o lançamento de Is This It?. Poderia aqui dizer que em dez anos a banda liderou essa vaga do indie rock, fazendo imensos álbuns de qualidade, sempre procurando inovar e com qualidade. Porém, Em dez anos a banda, liderada por Julian Casablancas lançou, contando com este fresquíssimo Angles, apenas 4 discos. Muito pouco para a banda que fez ressurgir o interesse no rock e uma das mais dinamizadoras para o crescimento desse conceito indie. Muito pouco também em termos de banda líder, pois nunca o foi, muito devido ao pouco entendimento entre os elementos, o que resultou em alguns projectos a solo e/ou paralelos. O ambiente nunca foi o melhor e, apesar desse factor nem sempre ser negativo para a criatividade, as sequelas a Is This It? foram sempre piores e Angles é o resultado lógico desta tida falta de interesse da banda ou de Julian para tornar os Strokes melhores do que o foram em 2001. No entanto, apesar de tudo do que acima foi dito, Angles é o disco mais diferente que os strokes fizeram. Não que isso queira dizer que é melhor mas apenas diferente. O resultado final que nos fica a tilintar no cérebro após algumas audições é que tresanda a duas coisas. Sintetizadores e anos 80. Se os realizadores do  filme Tron: Legacy fizeram muito bem em pedir a ajuda dos Daft Punk para a sua banda sonora, este Angles serviria perfeitamente para ser a banda sonora original do primeiro filme tal é a sua roupagem a anos 80. Conseguimos imaginar os casacos de ganga, bandanas na testa e salas de jogos arcade. É um disco mais solarengo, polvilhado aqui e ali com alguma da agressividade dos primeiros discos como em "You're So Right", fazendo também lembrar "River of Brakelights" de Phrases for the Young, disco a solo de Casablancas. Angles é um disco que não acrescenta mais valor à posição dos Strokes na história, é sim, mais um disco de Strokes (são tão poucos, daí a ressalva) que se ouve bem e apraz. Para o que é, para mim chega. Venha o próximo.

16 fevereiro 2011

Altamont Recomenda:

Começo por salientar que isto cai na rubrica Recomenda porque são os Strokes e os Strokes lançarem um álbum é sempre de se ouvir. Mas (e há sempre um mas) a verdade é que não sinto este lançamento e o facto de vir a caminho um concerto deles em solo lusitano como algo verdadeiramente relevante. Há aqui um misto de emoções também em parte relacionado com o artigo aqui escrito na avaliação do álbum dos Interpol.
Olhando para os Strokes com esta distância de 10 anos não consigo deixar de concluir que não foram mais do que a banda certa num momento de fraca inspiração patente no mundo do pop rock. Vejo-os como um bom início para um jovem de 13 anos que começa a descobrir a música e tinha perante si dois caminhos claros: o da pop bubblegum MTV mastiga e deita fora ou este de um rock mais revivalista mas fácil, apelativo, mas ao mesmo tempo permitindo levantar um véu sobre as muitas influências que concentraram no seu Is This It?. E este é para mim um aspecto engraçado da coisa, o Is This It? o será que é isto que queriam? Foi. Neste momento, quando já todos experimentaram carreiras a solo ou outros projectos pessoais resta dar-lhes o benefício da dúvida e pelo menos 2 audições ao álbum Angles que nos chega a 22 de Março. Até lá, a amostra "Under Cover of Darkness".

14 dezembro 2009

Álbuns Década: #2

The Strokes - Is This It? (2001)


Para mim é um facto inquestionável - "Is This It?" foi um pedrada no charco. Apareceu numa altura que o rock estava morto, praticamente não apareciam bandas novas rock e reinavam os tempos das trevas do nu-metal. Apesar de, só por este papel de "salvador" já merecer um lugar muito importante na História da música, o que é facto é que "Is This It?" atingiu-me a mim e a uma camada de pessoas ávidas pelo regresso do rock directamente no estômago, deixando-nos com uma resposta clara à pergunta tema do álbum: "This is definitely it!". E apesar de, agora à distância, haver por aí muitos a desvalorizarem-nos, a chamá-los one hit wonders por causa do tão rodado "Last Nite", eu continuo fã da banda e gosto dos seus restantes álbuns. Não tenho dúvidas que este álbum tem para mim muito mais sumo que "Last Nite", músicas como "Someday", "Barely Legal", "Hard to Explain" e "New York City Cops" ("When it Started" nome alternativo da mesma música) marcaram-me e continuam a soar muito fresco, rock puro e despreocupado. Já lá vão 8 anos desde que foi lançado e sabe sempre bem ouvi-lo de uma ponta a outra.