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23 novembro 2010

Álbum Fresquinho: The Brian Jonestown Massacre - "Who Killed Stg. Pepper?"

Anton Newcombe vive em Berlim. Parece determinado a produzir música. Música. Talvez daí ter reduzido o seu website a isso mesmo. Para quem anda farto dos maricas Indies (vide último Fresquinhos), faça o download no iTunes do seu último trabalho. "Who Killed Stg. Pepper?" é duma frescura do caraças.
Para aqueles com ligação lenta, seja por viverem em Moçambique ou em Londres, ouçam apenas a Feel it.

09 dezembro 2009

The Brian Jonestown Massacre - Their Satanic Majesties's Second Request (1996)

Misturando o nome do mítico guitarrista dos Rolling Stones, Brian Jones, encontrado morto na piscina de sua casa em 1969, e os suicídios de Jonestown, na Guiana, os Brian Jonestown Massacre surgem, em meados dos anos 90, a par com os seus compinchas, Dandy Warhols, como uma das bandas que ainda carregava, e ainda o faz, a bandeira do psicadelismo, denominado de Shoegaze nos anos 90, dado os elementos das bandas estarem constantemente a olhar para o chão durante as suas longas músicas. Their Satanic Majestie's Second Request, 2º álbum da banda e inspirado pelo Their Satanic Majesties Request dos Stones, é como uma sequela, quase 30 depois, do único disco na totalidade psicadélico de Mick Jagger e Keith Richards. Não é, então, de estranhar que estes Brian Jonestown Massacre sejam de uma das cidades, senão mesmo a cidade, que mais influência teve na contra-cultura e na divulgação do psicadelismo e da cultura oriental, São Francisco. E isso é bem visível neste disco a começar logo pela música que abre e acaba o álbum, "All Aroud You". "In India You" podia bem ser uma música de George Harrison naqueles tempos de Sgt Pepper. Ao todo são 18 músicas de influência oriental, espacial, psicadélica, onde se consegue sentir perfeitamente o cheiro a incenso ou mesmo a erva, misturado com muito LSD. É uma viagem dos sentidos, seja interior ou espacial, onde a variedade de instrumentos faz-se sentir, transportando-nos 40 anos atrás e 4000 à frente...

22 novembro 2008

DiG!

Este documentário já foi referido até pelo Zé Pedro naquele programa radiofónico de Rock n Roll (que, a propósito, foi plagiado de um outro - juro-vos - chamado Joãozinho rockandroll produzido pela Associação Estudantil da CERCIS do Ribatejo, eu sei disso pois tenho lá amigos) mas poucos o viram.
Trata-se da busca das origens da banda THE DANDY WARHOLS, terrivelmente famosos depois de terem vendido o single bohemian like you a uma empresa de telecomunicações. A autora rapidamente se apercebeu ser impossível de traçar o seu percurso sem mencionar uma outra banda, que, além de os influenciar e contagiar, os abraçou como irmão mais velho - THE BRIAN JONESTOWN MASSACRE, e que acaba por ser a banda a que maior atenção é despendida (sem dúvida por ser a mais interessante)
E é isso que vemos nesse documentário nos primeiros minutos: a relação da banda maior do excêntrico do Anton Newcomb com o juvenil Courtney Taylor-Taylor, dos Dandy e a sua evolução em paralelo.
Por um lado temos os BJM guiados por um génio musical, Newcomb, inacreditavelmente prolífico, que acaba por ser ele tudo o que os BJM têm para oferecer ao mundo, mas com curiosas incapacidades de se relacionar com o mesmo, arruinando todos os concertos e contratos musicais com pontapés e insultos infantis. Por outro, temos os DW, nerds racionais e equilibrados que conseguem conquistar sucesso (especialmente na Europa) e fazem de qualquer empresário musical um homem descansado.
No final, a autora do documentário galardoado em Sundance, eventualmente farta do tempero do Anton Newcomb, acaba por insinuar que de pouco serve ser-se genial se não se consegue dar um concerto sem ao fim de três músicas mandar uma cuspidela no baixista, e que os Dandy Warhols são um exemplo de uma banda rock a seguir, um misto de empresários, donos-de-casa e de músicos com algum talento.

a ser continuado