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17 janeiro 2010

Phil Niblock em Lisboa

Para quem ficou curioso com o meu post acerca de Phil Niblock, têm uma oportunidade única de ver um dos mais influentes compositores contemporâneos em... Lisboa. Perdê-lo seria como terem perdido Stockhausen.

Quarta, 20 de Janeiro às 22.00h na ZDB
PHILL NIBLOCK & MANUEL MOTA & DAVID MARANHA
O.BLAAT (US)

PHILL NIBLOCK
Convidados: David Maranha & Manuel Mota

Phil Niblock, proeminente compositor minimalista e artista multimédia nova-iorquino, explora as possibilidades microtonais e texturais do drone pela sobreposição de intrumentos acústicos. Influenciou várias gerações de músicos incluindo Jim O'Rourke, Glenn Branca, Ryoji Ikeda, Rafael Toral.
Para esta apresentação, Niblock irá interpretar "Purce" (2008), peça que resulta de uma colaboração com a violoncelista Arne Deforce e ainda "Stosspeng" (2007), com a participação de David Maranha e Manuel Mota nas guitarras.

O.BLAAT
Keiko Uenishi (o.blaat) é uma artista sonora e compositora baseada em Brooklyn, Nova Iorque. Membro principal do colectivo SHARE, é reconhecida por criar ambientes sonoros diversificados resultantes da sua infatigável procura em eliminar a presença física do performer, alterando em última instância as situações de escuta.
o.blaat irá reinterpretar "Car Décalé (Légèrement) / Because Shifted (Slightly)", peça que desafia a percepção sonora dos espectadores, reflectindo as propriedades acústicas do espaço e objectos envolventes. Para esta performance, para além do seu computados, servir-se-á de um transmissor FM, um controlador Nintendo Wii e de objectos do quotidiano ou simplesmente encontrados na natureza.

Entrada: €5

09 janeiro 2010

Arthur Russell e Phil Niblock

Phil Niblock é relativamente desconhecido quando comparado com Steve Reich ou Philip Glass, mas a sua contribuição para música minimalista foi tremenda. Intrinsecamente um cineasta, Niblock documentou nos anos 70 pessoas de países em vias de desenvolvimento a trabalhar - na agricultura ou pesca (o valor antropológico das filmagens dos pescadores de Peniche é incomensurável, que pena que seja ignorado/desconhecido pelos portugueses) - com sequências longas e simples revelando pouquíssimo trabalho de montagem.
A sua abordagem à música não é distinta, embora seja composta de forma muito mais complexa. O resultado são peças que evoluem suavemente, quase a nível microscópico que, tal como os seus filmes, renunciam à narração. Para os apreciarmos, precisamos de imergir neles e detectar, como que intuitivamente, os padrões de mudança que constroem a sua densidade.

Em 1985 Phil Niblock filmou de maneira sublime, no seu espaço em Nova Iorque Experimental Intermedia (por onde já passaram artistas portugueses como André Gonçalves, Rafael Toral ou Francisco Janes ou outros como Thurston Moore, Jim O'Rourke e Janek Schaeffer), o hoje em dia consagrado Arthur Russell, numa das raras vezes em que o músico foi documentado na película. Vale a pena ver em tela, como um dia o vi no espaço do Bairro Alto da Bomba Suicida.




mais sobre Experimental Intermedia aqui.