Hoje em dia as coisas buscam-se de forma completamente diferente, mas,
no meu tempo, em que a rudimentar internet servia essencialmente para engatar morconas no mirc, e uma vez que os meus pais gostam tanto de música como eu de levar pontapés nos tomates, era a exploração de uma determinada banda e dos seus interesses que me
linkava para outras, nomeadamente aquelas do passado.
Foi assim que, através dos Nirvana, a minha banda preferida da adolescência (sem surpresas), ouvi falar de Sonic Youth, Melvins, Mudhoney, e também de The Velvet Underground, The Who, Neil Young, The Vaselines e... Led Zepellin.
Já não sei a que propósito é que o Cobain me haveria de os ter sussurado, mas a verdade é que o fez. Se não directamente, através de um daqueles livros que discutiam a sua morte (suicídio? homicídio?) e que a malta púbere corria a comprar como se fossem gomas.
Pouco depois, tinha alguns discos deles em casa, a maioria trazidos pelo meu irmão, e desde esses tempos (refiro-me portanto há uns 12 anos atrás) que ando a tentar papar esta banda.
Mas, lá vou eu aborrecer alguns ou suscitar risotas a outros, tomei finalmente uma decisão:
Led Zepellin é um travesti histérico que se por ele passassemos na rua enxotavamo-lo à biqueirada e ao pedregulho.
A voz do Robert Plant é-me tolerável só em estado ébrio ou se tiver de decidir entre ele e um bar de karaoke. Coloco-os ao mesmo nível dos
Bon Jovi, no entanto, se por uma lado acho que o Jon é mais bonito que o Robert, por outro o cabelo do britânico está sempre com aparência mais vivaça que o do outro.
Perdoem-me, mas ontem tive de dizer isto ao meu irmão, enquanto lhe enfiava o iPod na retrete, e hoje confesso-me a vós, de uma vez por todas, esperando que, como eu, saiam dos armários todos aqueles que também acham que Led Zeppelin é das bandas mais gays de sempre e se o
Stairway To Heaven não é um hino à fornicação anal entre dois (ou mais) homens, Beethoven era um pensador socialista.