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22 outubro 2010

Discussão à 6ª: O Fade-out

O tema que queria lançar para cima da mesa/vosso monitor de computador hoje é o do Fade-out, aquela opção que os músicos têm de acabar uma música pura e simplesmente baixando o som da mesma até se atingir o silêncio. Temos muito e muitos casos de artistas que optam por esta solução. Será preguiça? Desleixo? Ou opção técnica e assumida como melhor? Na minha opinião, todas as músicas deveriam ter um ponto final em vez de 3 pontos, porque o final realmente marca, fica no ouvido e acaba por ser uma referência. Apresento-vos em baixo um caso muito recente que a mim me surpreendeu, porque a música parece que ganha ali uma nova vida e depois acaba.


E outra da mesma banda do mesmo álbum com um fim aparentemente mais trabalhado, pensado e que a meu ver tem maior impacto.


É bastante complicado discutir arte, mas neste caso específico gostava de saber qual a vossa opinião sobre o Fade-out? Vale como opção ou eles deviam pensar em algo mais?

13 fevereiro 2009

Led Zeppelin

Hoje em dia as coisas buscam-se de forma completamente diferente, mas, no meu tempo, em que a rudimentar internet servia essencialmente para engatar morconas no mirc, e uma vez que os meus pais gostam tanto de música como eu de levar pontapés nos tomates, era a exploração de uma determinada banda e dos seus interesses que me linkava para outras, nomeadamente aquelas do passado.
Foi assim que, através dos Nirvana, a minha banda preferida da adolescência (sem surpresas), ouvi falar de Sonic Youth, Melvins, Mudhoney, e também de The Velvet Underground, The Who, Neil Young, The Vaselines e... Led Zepellin.
Já não sei a que propósito é que o Cobain me haveria de os ter sussurado, mas a verdade é que o fez. Se não directamente, através de um daqueles livros que discutiam a sua morte (suicídio? homicídio?) e que a malta púbere corria a comprar como se fossem gomas.
Pouco depois, tinha alguns discos deles em casa, a maioria trazidos pelo meu irmão, e desde esses tempos (refiro-me portanto há uns 12 anos atrás) que ando a tentar papar esta banda.
Mas, lá vou eu aborrecer alguns ou suscitar risotas a outros, tomei finalmente uma decisão: Led Zepellin é um travesti histérico que se por ele passassemos na rua enxotavamo-lo à biqueirada e ao pedregulho.
A voz do Robert Plant é-me tolerável só em estado ébrio ou se tiver de decidir entre ele e um bar de karaoke. Coloco-os ao mesmo nível dos Bon Jovi, no entanto, se por uma lado acho que o Jon é mais bonito que o Robert, por outro o cabelo do britânico está sempre com aparência mais vivaça que o do outro.
Perdoem-me, mas ontem tive de dizer isto ao meu irmão, enquanto lhe enfiava o iPod na retrete, e hoje confesso-me a vós, de uma vez por todas, esperando que, como eu, saiam dos armários todos aqueles que também acham que Led Zeppelin é das bandas mais gays de sempre e se o Stairway To Heaven não é um hino à fornicação anal entre dois (ou mais) homens, Beethoven era um pensador socialista.