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22 agosto 2012

Paredes de Coura 2012 || Fotos

A equipa Altamont esteve representada a 50% no último dia da 20ª edição do festival de Paredes de Coura, o suficiente para fazer aqui uma espécie de reportagem desse dia.

Como o Francisco escreveu abaixo, quase toda a gente que estava no festival, naquele dia 17, estava para ver os Ornatos Violeta.
Ao contrário do que o Francisco escreveu abaixo, eu coloco os Ornatos no pedestal. Da música portuguesa, e da música mundial.
Este concerto em Paredes de Coura foi mítico - por ser o primeiro em 10 anos, e porque juntou 2 gerações - os que os tinham visto ao vivo antes de acabarem, e os que tinham 10 anos quando eles acabaram, e só recentemente descobriram e se apaixonaram por Ornatos Violeta. E a banda respondeu com amor, ao amor que recebeu da plateia.
"Tantas emoções", disse o vocalista a certa altura.
Sem dúvida!!


(um click na foto para reportagem completa)

(outro click na foto de baixo, para as fotos dos outros concertos)



Além dos Ornatos, os The Go! Team foram a outra banda que fez este vosso escriba percorrer 1000 kms em 2 dias, para ir a Paredes de Coura.
Este foi o 3º concerto deles em Portugal, e o 3º a que assisti.
E pela 3ª vez, fiquei deslumbrado com o que vi, ouvi e senti. Descargas de energia contínuas, música após música.

Quanto aos Capitão Fausto, já se escreveu aqui sobre eles, e sobre serem uma grande promessa da música nacional. Este Verão passaram por 2 grandes festivais, estão a tocar cada vez mais ao vivo e a crescer cada vez mais, e confirmam cada vez mais o estatuto de próxima grande cena.

19 março 2012

FotoReportagem: Feist - Coliseu - 18/03/12

(clicar na imagem para mais fotos)

Para começo de conversa tenho a dizer que fiquei bastante surpreendido quando soube, durante a semana passada, que já não havia bilhetes disponíveis para este concerto. Convenhamos, esgotar um Coliseu não é para todos, e a música de Feist não tem tanto tempo de antena em rádios e afins nem marketing maçico a suportar. O que tem isso sim, é um público já seu, próprio, conhecedor, e que marcou presença em força para admirar ao vivo a música e a simpatia desta canadiana que cria muito facilmente empatia e assim conquistou toda a gente. Longe dos clichés amo lisboa vocês são o melhor publico, etc (saiu-se com um "Vocês são do caralho!") conquista pelo improviso do momento, pelo à-vontade na comunicação. E o que à partida parecia ser um concerto fadado para ser mortiço, dada a calmia que impera nas suas músicas, foi por aqui que ganhou alguma vida, por aqui e por uma reinvenção das suas próprias músicas, uma vez que "Mushaboom" e "Sea Lion Woman" sofreram um restyling que mostra que há trabalho de casa, não é um mero chegar e despejar as músicas.
Não sendo eu um fã hardcore de Feist (ainda nem tinha ouvido com devida atenção o mais recente Metals), superou um pouco as minhas expectactivas, apesar de não ter tocado músicas com as quais estava a contar, casos de "Gatekeeper", "One Evening", "One Two Three Four" e especialmente "Brandy Alexander", mas concordo que fugir aos singles é uma boa política para quem tem um público ali a acompanhar qualquer música que se toque pelo que uma vénia à menina Leslie que esteve muito bem.

16 março 2012

FotoReportagem: Jon Spencer Blues Explosion - TMN - 15/03/12

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Este foi um concerto atacado em força pelo Altamont.blogspot, nem mais nem menos que 4 elementos que escrevem para aqui no blog se deslocaram até à sala TMN Ao Vivo para assistir à Blues Explosion! (sempre que se diz Blues Explosion tem que levar um ponto exclamação no fim para dar a ideia correcta do que se quer transmitir. The Blues Explosion!). E no final debatíamos o que se poderia aqui escrever sobre o concerto, enquanto nas nossas costas uma moça com certeza cheia de calor se preparava para uma noitada bem passada com o baterista Russell. E é isto que retrata o que são os Jon Spencer Blues Explosion - puro rock n' roll, com direito a todos os seus clichés - gajas a meterem-se com os elementos da banda, blusões de ganga, leatherpants, energia no máximo, guitarras sem parar, acaba uma música logo se pega na seguinte e o ritmo incessante não abranda. E não fosse o público da banda ser já entradote, uma vez que os Blues Explosion! já andam nisto há 20 anos, com certeza haveria mosh lá à frente e crowdsurfing a compôr o ramalhete. Puro rock n' roll sem mais palavras. The BLUES EXPLOSION!

01 março 2012

You Win, Charlie Brown!

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Desta vez, ele venceu. Com o concerto desta noite no cinema São Jorge em Lisboa, os You Can't Win, Charlie Brown disseram em voz alta: Texas here we go! O concerto era de angariação de fundos para a viagem ao South By Southwest. Foram seleccionados para ir lá tocar, mas todas as despesas ficam a cargo deles, e além do pedido de s.o.s. que lançaram no site e de que aqui já falamos, deram este concerto no São Jorge, cujos 10 euros do bilhete reverteram inteiramente para financiar a viagem e despesas da banda (os espectadores, receberam um poster autografado). Neste concerto, mostraram que são bastante bons ao vivo e que estão em boa forma. O Texas nem sabe o que o espera. Não tenho dúvidas nenhumas que os YCWCB vão dar grandes concertos nos Estados Unidos. E sendo o SXSW um festival que recebe toda a gente que interessa da indústria musical, não me admira que sejam contratados para grandes e eloquentes festivais de Verão europeus. Já tinha ouvido o disco (e o EP) vezes sem conta, mas só agora os vi ao vivo. E agora si, posso dizer com mais propriedade - eles são A Grande Banda portuguesa da actualidade.
Acredito que podem tornar-se ainda maiores. Mas já anteriormente me deliciei com bandas que tinham imenso potencial e depois acabaram, por isso faço figas e a dança da chuva para que os YCWCB continuem juntos por muitos anos.

15 novembro 2010

Fotoreportagem: The Walkmen - Coliseu: 14/11/2010

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Mais um domingo, mais um grande concerto. E com grande não digo comprido, porque essa foi a meu ver a grande pecha - foi curto. Olhei à minha volta e todos estavam com vontade de mais quando terminou "We've Been Had", anunciada como última música, mas foi mesmo pela hora e meia que se ficou. De qualquer forma tinha sido hora e meia muito muito intensa. Olhem mais abaixo para o setlist e reparem nas 4 primeiras músicas - a calmia de "While I Shovel the Snow" de começo para depois logo de seguida partir a loiça toda com uma sequência infernal de "In The New Year", "Angela Surf City" e "The Rat". A voz de Hamilton Leithauser levada ao limite ali à nossa frente foi de arrepiar. A meu ver os The Walkmen têm na sua voz o elemento arrebatador, e ali ao vivo foi óbvio para toda a gente isso mesmo. Não que falte qualidade aos restantes elementos, pelo contrário, mostraram até versatilidade com várias trocas de instrumentos. Numa palavra, intensidade, intensidade, intensidade. É isso que define os The Walkmen.
Para Os Golpes fica um pedido de desculpas da minha parte por não ter conseguido chegar a tempo de ver a sua performance na íntegra e uma promessa que tentarei apanhá-los assim que possível. Das impressões que recolhi de pessoas que os assistiram recebi nota bastante positiva para eles.

Setlist:
While I Shovel The Snow; In The New Year; Angela Surf City; The Rat; Blue As Your Blood; Victory; On The Water; Everyone Who Pretended To Like Me Is Gone; Canadian Girl; Woe Is Me; Lisbon; All Hands And The Cook; Juveniles
Encore:
Donde Está La Playa; I Lost You; We've Been Had

09 novembro 2010

Fotoreportagem: Broken Social Scene - Aula Magna: 07/11/2010

(clicar na imagem para mais fotos)

A expectactiva estava elevada para o passado domingo à noite - os Broken Social Scene vinham pela primeira vez a Lisboa (após já terem passado pelo palco indie por excelência Paredes de Coura em 2006) e escolheram, a meu ver, a sala perfeita para o efeito.

03 novembro 2010

Fotoreportagem: Seu Jorge e Almaz - Coliseu dos Recreios: 29-10-2010

 (clicar na imagem para mais fotos do concerto)

Nova vida para a música brasileira.
Seu Jorge juntou 2 tipos da Nação Zumbi (um dos melhores grupos brasileiros dos últimos 20 anos) e fez uma nova banda. Com os Almaz, Seu Jorge deixa de lado o chorinho samba e bossa nova, e vai por caminhos mais próximos do rock, com cheiro a Copacabana. Mantém identidade brasileira, mas vai um bocado mais além do já conhecido. Têm algumas músicas originais e fazem versões, por exemplo, Michael Jackson e Kraftwerk (é sempre engraçado ouvir um brazuca a cantar inglês).
Boa banda, com excelentes músicos, que já têm mais músicas novas e por isso é de esperar novo disco.

27 outubro 2010

Fotoreportagem: Dead Combo - Cinema São Jorge: 26-10-2010

(clickar aqui para mais fotos do concerto)

Grande actuação de uma grande banda. Lotação esgotada no São Jorge, não para ver um filme, mas para ver a sua banda sonora.
Os Dead Combo são uma dupla, guitarra e contra-baixo. As músicas são instrumentais, e quando há voz, não é para cantar, mas antes para falar, ou recitar, ou simplesmente vociferar.
Os Dead Combo já tinham provado que são um projecto diferente no panorama nacional, não são mais do mesmo. Trazem frescura e uma abordagem western à canção portuguesa (uma das músicas é fado eléctrico não cantado), e já tinham mostrado que são dois músicos cultos.
Agora, surgem ao vivo com a Royal Orquestra das Caveiras - 3 sopros, bateria e piano - que vem dar ainda mais densidade e impacto ao filme sonoro que se apresneta em palco, com os realizadores, Tó Trips e Pedro Gonçalves, encarregam-se de gritar luzes camera acção.
Esta nova abordagem que os Dead Combo fizeram à sua própria música, ao incluir uma royal orquestra, veio refrescar aquilo que podia começar a entrar numa espiral de repetição - mesmo com todo o virtuosismo que há naqueles 10 dedos, 2 instrumentos de cordas, sozinhos, acabam por esgotar as possibilidades de exploração.
Há vitalidade nos Dead Combo.

13 outubro 2010

Fotoreportagem: Andrew Bird - Aula Magna - 7.10.2010

(clickar na foto para mais imagens deste concerto)

The Legendary BirdMan 

O concerto de Andrew Bird na Aula Magna foi um one man show, tal como nós temos os Tigerman. O homem pássaro toca violino, xilofone, canta, assobia, faz loops, e anda em palco descalço, mas de fato. O homem é um talentoso virtuoso da escrita de canções e da técnica dos instrumentos - mas é para quem gosta, para os outros é só uma ligeira seca.
Este concerto não foi de apresentação de novo álbum, o último é de 2009, mas serviu também para apresentar várias músicas novas - como o próprio disse, em estreia mundial, só para os portugueses que estavam na Aula Magna.

06 outubro 2010

Fotoreportagem: Os Golpes - Museu das Marionetas - 30.9.2010


(clickar na imagem para mais fotos)

Brava Festa

Quem conhece os Golpes sabe que são uma das melhores bandas rock portuguesas da actualidade.
Para quem não conhece, como o meu amigo Zé, apresento os Golpes exactamente como uma das melhores bandas portuguesas. O meu amigo Zé, que eu levei ao concerto, perguntava-me, antes da actuação, o que têm os Golpes de especial. Demorei-me um pouco antes de responder. De facto, este quarteto de Lisboa não inventou a pólvora. Mas sabe usá-la muito bem. Têm rock no sangue, têm frescura, e têm lusitanidade. Foram buscar alguma da sua identidade às bandas portuguesas dos anos 80, com destaque óbvio para os Heróis do Mar. A isso juntaram um pouco de baile tradicional português, com umas pitadas daquilo que vem dos anglo e saxónicos, e fizeram-se Golpes.
Nascidos no século XXI em Portugal, cantam Português, fazem bom uso da língua, e encaixam-na bem na estrutura do rock. As músicas são baladas de amor rock. Mesmo as que não são de amor. E nenhumas são baladas.
Já editaram um disco (Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco, 2009), e agora lançaram este EP com 6 músicas novas, num aperitivo para um novo longa duração que vão lançar talvez em 2011.
O concerto no Convento das Bernardas foi de apresentação destes temas novos, revisão de outros mais antigos, e espaço para inéditos. Uma das mais-valias deste EP é a participação do renascido Rui Pregal da Cunha, que canta o já mastigado single Vá Lá Senhora. Neste concerto, depois de cantar essa música com os Golpes, foi altura dos mesmos retribuírem, com uma versão mais rock de Paixão, dos Heróis do Mar.
Os Golpes são uma das grandes bandas portuguesas de hoje, e confirmam isso ao vivo. Transpõem para o palco as canções sem perder os pormenores de estúdio, e acrescentam-lhes mais energia gutural. Os concertos são festa e dança e sempre momentos alegres.
Um caso sério para ter em atenção num futuro próximo.

07 junho 2010

Revisão da matéria dada

O artigo que se segue é um apanhado de alguns concertos que vi recentemente mas cujas fotos não tive ocasião de publicar.
Segue agora, por ordem cronofónica.
(ao clicar numa qualquer foto, abre o slideshow, noutra janela, e em maior qualidade)



Gil Scott-Heron na Aula Magna.
Um momento quase histórico. Depois de andar em ruas mais obscuras, Gil Scott-Heron está de volta, tem um disco novo, e quero acreditar que vai ter mais discos novos nos próximos tempos. A vinda dele a Portugal, para um concerto íntimo na Aula Magna, foi também uma revisão da matéria dada. Tocou algumas músicas novas, e outras mais antigas, e trouxe consigo uma formação que incluía uma teclista, um percussionista e um animador de hostes/tocador de harmónica. Ele, Gil, tocava piano, cantava, palrava, e às vezes tentava lançar piadas. A formação que estava em palco não dava para grandes desvarios, e à falta de uma bateria e um baixo, deu um concerto mais espiritual, a buscar bastante ao blues e jazz de ambiente de fumo. Mais que um grande concerto, foi uma bela ocasião, para ver uma lenda viva.




Grizzly Bear no Coliseu de Lisboa.
Outro grandioso momento. Uma das maiores banda de hoje em dia, no que à pop diz respeito. São uma banda consistente, que já toca junta há alguns anos. São sublimes, pode usar-se esse adjectivo tão forte, são sublimes na forma de fazer música. São arquitectos musicais, e cada música é uma construção eficiente, em que cada elemento sonoro é lá posto com toda a cautela, não há nada fora do lugar. Na forma de fazer música, e de fazer a música soar tão musical e melódica, são sublimes.
Quanto aos sentimentos e sensações que provocam com a sua música, são magnânimos. E uso aqui magnânimos no mesmo sentido e na mesma proporção em que essa palavra pode ser aplicada aos Arcade Fire. A música dos Grizzly Bear tem magnitude e parece-me que, tal como os Arcade Fire ou os Radiohead, vai deixar marcas na história da música. O concerto (para gente que estava sentada) no Coliseu foi estrondoso, até porque era a primeira vez deles cá, e acho que quiseram dar o melhor. Em Julho, voltam, num registo para gente em pé, no Super Bock Super Rock.




A Naifa no Castelo de São Jorge.
Não quero ser repetitivo, mas creio que começo por escrever que este concerto também foi um grande momento. Aliás, foi uma grande experiência.
O Castelo de São Jorge tinha um palco montado (creio que vai ficar assim durante as festas do fado), e uma plateia de cadeiras. O tecto é o céu de uma noite amena de Junho. A Naifa esteve um ano quieta, sem golpear, enquanto lambia os seus próprios golpes, cortes fundos, com a morte do João Aguardela, em Janeiro do ano passado.
Mas depois de um ano de luto, a Naifa volta à luta. E lançou-se por auditórios deste Portugal, com uma série de concertos a tocar as músicas antigas, numa espécie de arrumar a casa, antes de seguir em frente, e começar a construir novas qualquercoisasquesejam. Esta digressão foi um resumo dos primeiros anos da banda, com o Aguardela, para que agora, e depois de o homenagearem de forma subliminar, poderem prosseguir caminho, sem ele.
E pelo que vi em palco, parece-me que este processo de renovação espiritual interior correu bem, e deu à banda novo fôlego para continuar.
Nunca tinha visto um concerto d'A Naifa, e fiquei arrebatado. Guitarra portuguesa, baixo, bateria e voz. Com 4 elementos apenas se escreve a palavra Portugal dantes e d'agora. Não é fado nem música ligeira nem música tradicional, é um bocado de Portugal num barco, a passar por tempestades e cabos das esperanças. A enegria que corre em palco é de uma força arrebatadora. Olhar nos olhos de cada músico que está em palco dá para perceber ou sentir um pouco da energia que ali corre. Não são meninos acabados de sair do conservatório, são Homens e Mulheres, por quem o tempo já passou e - para o bem ou para o mal - deixou marca.
Para adensar a misticidade do concerto no São Jorge, a Naifa convidou Celeste Rodrigues, irmã de outra fadista que está no panteão. A Celeste Rodrigues tem 65 anos de fado, e 356 de vida. E ver uma Mulher destas a cantar canções da Naifa, tem o seu quê de intenso.
Eu não conhecia mais do que 3 músicas da Naifa, mas pelo que vi neste concerto, creio que são uma das minhas bandas preferidas.

12 abril 2010

Orphelia - Yuri's Night [IST] - 12.04.2010



Era uma vez um russo, Gagarine, que foi ao espaço a 12 de Abril de 1961. Depois disso, já numa era mais moderna, decidiu-se homenagear esta primeira ida de um humano ao espaço e mais além, e desde há uns anos, celebra-se no mundo todo a Yuri's Night. Este ano, e em Portugal, a Associação de Estudantes do Técnico promoveu conversas, debates e outras actividades, como música. Pediram a 2 bandas para comporem músicas, inspiradas na viagem espacial do sr. Gagarine.
Os Orphelia são uma banda de Lisboa, boa gente, com boas influências. Perante este convite, decidiram compor uma peça de 20 minutos, e que não podia ser mais adequada ao tema. Durante aqueles 20 minutos, estive bastante perto de Oberon, Miranda e Titania.
Um projecto a ter em conta nos próximos tempos.

19 dezembro 2009

Os Tornados@Santiago Alquimista - 18/12/09


Chamem-lhes os novos Ekos, chamem-lhes os novos Shadows, chamem-lhes os novos Animals ou os novos Monks. Chamem o que quiserem, a verdade é que Os Tornados são, seguramente uma das melhores bandas a tocar em Portugal. Musicalmente são quase perfeitos. Eles sabem o que tocam, quando tocam e quando não devem tocar. Seis elementos constituem esta banda nortenha de cariz retro. Porém aqui não nos deparamos com os anos oitenta. O dito Indie Rock que bebe dos anos 80. Não. Os Tornados vão mais atrás, vão ao início da bela história que foi os anos sessenta. Imaginem o período de tempo entre 1964 e 1966. Os Tornados seriam, se fossem da altura, uma das melhores bandas, certamente.